Que Saudade dos meus 15 anos

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Tudo aos meus olhos parece tão perfeito quando paro para pensar na sincronia de todas as coisas.

⁠De agora em diante

De agora em diante
Pelo meus sonhos vou lutar
Da minha vida vou cuidar
Mesmo que o desatino for distante

Se o fardo for pesado
Da opinião não vou largar
Se acrescenta irei priorizar
Saberei que nada foi achado

Agradar ao Grande Arquiteto
Que o amor não seja secreto
Andar com pés no chão

Que a vontade não desapareça
Fazer tudo antes que esqueça
Inda que for contra meu coração.

Ademir Missias


Promessa para os meus inimigos e para ou outros.
Até ao meu último sopro de vida irei lutar;
Irei utar para não quebrar alguém, para que alguém não sofra tanto;
Entendo o que é viver com o coração partido, jamais seria alarve para o fazer;
Irei sempre tentar preencher o meu coração vazio com o brilho dos olhos dos outros;
Talvez por mim, talvez por todos, quero ver os olhos tristes tornarem a sorrir; Por tudo isso irei lutar;
Sei que por mais que tente preencher o meu coração com o bem de outros será uma luta eterna pois terei momentos de alegria mas jamais serei outra vez feliz.
De qualquer forma lutarei até ao fim.
E neste ano...
Qual fera ferida irei arrancar do peito toda a força que há em mim;
E com ela irei esmagar meus inimigos.
Aqueles que já comigo se cruzaram,
Aqueles que olharam meus olhos doces,
Aqueles que ousaram pensar e agir...
Não sabendo quem sou mas como se nada fosse,
Os mesmos que por vezes me leem aqui,
Para verem se sucumbi ou se resisto,
E que entre medo, terror e pânico mostram as garras...os dentes,
Mas me dizem...olhe que eu sei escrever bem!...hum já dizem tudo!
Mas que bestas Deus colocou na terra!
E eu besta me defendo,
Escrevam, escrevamos todos,
Veremos quem ganha a guerra!
Agora que nos conhecemos todos.
Célia Carracha.

Amo meus contrastes...falo com firmeza,mas amo com ternura;
sou moderna,mas tenho valores tradicionais e inegociáveis.
Sinto ciúmes,mas respeito a liberdade;
sou protetora,mas amo ser cuidada.
Sou tempestade que não destrói -apenas lava;
Sou calmaria que não adormece,
apenas acolhe;
Carrego uma coragem antiga
e uma sensibilidade recém-nascida.
Não sou metade de nada —
sou inteira nas minhas dúvidas
e gigante nos meus afetos;
E quem me alcança,descobre que meus contrastes não são contradições,
são apenas o jeito mais sincero
que encontrei de existir.


Marydiana

Pode acreditar em mim, eu te amei — mesmo quando só havia teu rastro
no silêncio dos meus pensamentos,
mesmo quando a tua voz era um eco distante
e a tua presença, um mapa que eu desenhava à noite.
Amei-te como quem guarda um fogo em segredo,
sem pedir abrigo, sem cobrar retorno;
amei-te com a fome de quem conhece a própria sede,
com a coragem de quem planta flores no inverno.
Havia em mim um mar que te chamava pelo nome,
ondas que batiam nas pedras da saudade,
e cada lembrança tua era uma estrela acesa
no céu que eu tecia para não me perder.
Sei que te amei com a força dos rios que não se explicam,
com a paciência das raízes que sustentam árvores inteiras;
amei-te sem medida, sem trégua, sem testemunhas —
um amor que foi inteiro, mesmo quando só existia em mim.
Guardo esse amor como quem guarda um segredo sagrado:
não para esconder, mas para lembrar que fui capaz
de amar com toda a pele, com toda a voz, com todo o tempo.
Lembra — eu te amei, e esse amor ainda me habita.

A sombra do meu pecado me trai — um vulto que conhece meus passos antes de eu os dar.
Atrai-me para o submundo onde a escuridão tem voz e os nomes se desfazem,
um convite sem luz, uma promessa que cheira a ferro e a lama.
Somos dois náufragos: eu e essa sombra que me habita,
invisíveis aos olhos que ainda acreditam em salvação.
Envolvidos como raízes emaranhadas, presos no pântano do desejo,
onde o tempo apodrece e as horas se tornam moscas.
Caímos sem alarde, amordaçados pela própria culpa,
a boca cheia de terra, o grito reduzido a um eco de ossos.
A decomposição não é só do corpo — é do nome que eu dava às coisas,
do mapa que traçava para me encontrar, agora rasgado e úmido.
Há um frio que não passa, uma sede que não se sacia;
cada passo afunda mais, cada lembrança vira lodo.
E, no entanto, há uma clareira de silêncio dentro desse breu,
um lugar onde a traição aprende a dizer o seu próprio nome.
Não peço perdão — não ainda — porque o perdão exige luz que não trago.
Quero apenas ver, por um instante, a sombra desvelada:
que se revele inteira, sem disfarces, para que eu saiba com quem divido o corpo.
Se a escuridão é casa, que seja ao menos honesta;
se o pântano é prisão, que me mostre a porta que não consigo ver.
E se a decomposição é destino, que me ensine a colher do próprio fim
a semente que, talvez, um dia, resista e floresça na lama.

⁠Por mais que eu não seja compreendida, nunca desistirei dos meus ideais

⁠Que o dia seja leve e o sorriso como um sol, ilumine meus passos.

"E de repente sou surpreendido com uma mensagem que mudou o rumo de meus dias, aquela notificação preferida, aquela pessoa que você não consegue mais parar de pensar um só segundo, sabe aquela alma gêmea que você deixou em outra vida e agora se reencontraram? Poies, foi assim, num instante onde eu não queria mais nada, aquele olhar penetrante, aquela troca de carinho virtual, tomou de conta de mim, apaixonado? Não, amando mesmo casa detalhe cada segundo, de uma mulher incrivelmente linda, aquela que você não saberia descrever com palavras, aquela que não se encontra nem em livros de contos de fadas, hamram ela existe e agora me chama de amor" 💞


Nanda ❤️

Tirando os meus 3000 defeitos
Eu sou perfeito.

"A doce madrugada.
As vezes fria e gelada.
A madrugada.
Amiga incansável, ouve meus pesares, atenta e calada.
É doce a madrugada.
Por quantas vezes o teu perfume não me lembrou o da mulher amada?
Ah madrugada.
Quantas vezes deixou gelada e secou-me do rosto cada lágrima?
Solitária é a madrugada.
Mas ainda sim acolhe a quem nela busca um refúgio pra alma.
Madrugada, traz calma à minha mente perturbada.
Madrugada, faço de ti minha companheira amarga.
Peço-lhe madrugada, me leve o frio e traga-me a o calor da alvorada..."

Vem, tece o silêncio em meus ouvidos
Vem, tece o descanso em meus olhos
Vem, acalma a turbulência do meu coração
E até deste dia o término, vem

"Como eu queria, o descampado e o pôr do sol ao fundo.
Um beijo, um abraço e, em meus braços, o meu mundo.
Como eu queria, o fim de tarde, enfrentar a noite sem preocupações, as velas, o jantar e, sobre mim, sua pele, o veludo.
Eu queria tanto, mas meu querer é tão pouco e, para tê-la, eu daria tudo.
O negro dos seus olhos, o castanho do cabelo, o rosa da boca, o olhar taciturno.
A madrugada me invade, lembro de ti, meu peito acelera, eu sei que deveria, mas não te repugno.
Imagino nós dois, tolice minha, velejo nas lembranças e, uma vez e outra mais, me afundo.
Você é a única mulher que amei, a única mulher que amo e, mais uma vez, me puno.
Me puno, por não esquecer o que deveria ter sido esquecido, não matar o que jamais deveria ter nascido, ter temido, o do nosso amor, o luto.
Me pego reflexivo: não é amor, nunca foi, não pode ser, é algo absurdo.
Talvez seja uma doença, uma insanidade, uma psicose, um surto.
Ao vê-la, eu deveria ter sido cego; ao ouvi-la, sido surdo.
Olho para a árvore do nosso sentimento, não a reconheço, seca, esquálida, morta, com galhos tortuosos e, nem mesmo, quando fora vívida, dera algum fruto.
Talvez, o nosso fim, tenha sido culpa minha, confesso, que, por vezes, sou deveras obtuso.
Nunca almejei riquezas, sou um homem simples, o pouco pra mim é luxo.
Tudo que eu queria, era somente aquele descampado, você em meus braços e o pôr do sol ao fundo..."

Pedi ao Papai Noel:
-que me lembre de usar mais os meus ouvidos do que a minha boca
pois ouvindo os meus amigos posso fazer algo. Falando serão apenas palavras!
-que me dê firmeza no meu andar
pois sei que se exercitar os meus passos estarei mais forte e não me deixarei cair, mas se cair terei forças suficientes pra levantar!
-que me dê uma saúde impecável
para que eu possa trabalhar dia-a-dia e vencer pelo meu próprio esforço!
-que a minha casa seja firme
pois sei que se provações vierem, lá será a minha fortaleza e o meu refúgio!!!
Por fim pedi muito paz, beleza, dinheiro, amor e talento pro meus inimigos, pois assim talvez quem sabe eles sosseguem e vivam a vida deles felizes como eu sou!!!

Bom dia, meus queridos amigos!
Amanhã será um novo amanhã.
Só a fé nos garante uma boa colheita.


Benê

Por isso, quando meus olhos veem uma coisa e meu estômago sente outra, eu parei de discutir. Eu sigo o estômago. (Livro Sangue no Tanque de Tubarões)

Onde quer que eu esteja, e para onde quer que o meu Deus decida conduzir meus passos, carregarei comigo a lembrança viva de que tudo nasceu aqui.
Neste lugar — banhado pelo luar e vigiado pelos astros silenciosos — ergui minha voz em uma oração singela, porém infinita:

“Conduze-me, Jesus… que minha vida seja o eco da Tua vontade plena.”

⁠Mudei meus pensamentos e com eles meu mundo mudou.

Perdi meus amores e minha família, agora só tenho os remédios.

Foi nesse contexto que eu nasci.


Dois dos meus irmãos passaram a rodar a cidade de Olinda, indo de casa em casa, durante toda a vida. Eu sempre soube da existência deles, mas nunca os conheci pessoalmente, porque a minha avó não permitia que eu tivesse contato. Eu era impedido de conviver com eles.


Fui criado dentro de uma casa fechada. Não tinha acesso à rua, não tinha acesso à convivência. Era assim a cultura da época. Uma espécie de prisão. Muitas vezes eu ficava trancado dentro de um quarto escuro, principalmente por eu ser um menino muito elétrico.


Os castigos eram constantes. Começavam em casa e continuavam na escola. Muitos deles envolviam ficar de joelhos sobre caroços de feijão. Foram muitas violências físicas e emocionais, que hoje eu reconheço como torturas.


Eu só vim conhecer o que era infância perto dos meus 15 anos, quando fui para o Rio de Janeiro. Nesse período, minha própria avó já não me aguentava mais. Eu havia entrado em um processo de rebeldia que fugia completamente ao controle que ela tentava exercer sobre mim, inclusive por meio da religião.


O primeiro livro que eu li na vida, e do qual jamais vou esquecer, foi “A Verdade que Conduz à Vida Eterna”. A partir dali, comecei a me questionar profundamente. Que Deus é esse que permite que crianças sejam mantidas trancadas, sofrendo, enquanto adultos observam calados? Que Deus é esse que convive com hipocrisia e com abusos, inclusive abusos sexuais contra crianças, praticados por pessoas próximas, muitas vezes ligadas ao ambiente religioso, em quem minha avó confiava cegamente?


Nada disso se apaga. Não adianta tentar suavizar. Nada muda a dor que senti naquele momento e a dor que ainda sinto hoje. É por isso que, em muitos momentos da minha vida, eu só consegui dizer: mundo, afasta de mim esse cálice.


Dando continuidade, meu irmão Joel, o mais novo, que tinha apenas 40 dias de nascido quando ficou trancado naquela casa, foi criado pela minha avó paterna, mãe do meu pai. Eu fui criado pela minha avó materna, mãe da minha mãe. Cada um de nós seguiu um caminho separado.


Eu só fui entender, de fato, o que era família por volta dos 15 anos. Foi quando saí de Olinda e fui para o Rio de Janeiro. Lá encontrei uma estrutura familiar diferente, já formada. Foi ali que ganhei mais dois irmãos, do segundo e verdadeiro casamento da minha mãe.


Esse homem, companheiro da minha mãe até os últimos dias da vida dela, tem todo o meu respeito. Ele cuidou não apenas dos filhos dele, mas também de dois filhos que não eram biologicamente dele, mas eram filhos dela. Foi ali que eu vi, pela primeira vez, um cuidado real.


Minha mãe só voltou a ter contato com os filhos que moravam em São Paulo quando eu fui para lá, depois do período no Rio de Janeiro. Fui eu quem trouxe esses irmãos para ela reencontrar. De tão distante que tudo tinha ficado, ela já nem lembrava mais como esses meninos eram.


É desse lugar que eu falo quando falo de rejeição. Não é teoria. É história vivida.


Fernando Kabral


7 de janeiro de 2026
9:58


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