Que Saudade dos meus 15 anos

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Ao longo dos anos, trabalhando com mulheres, percebo um padrão que sempre me chama atenção: muitas, após 10, 15 anos de relacionamento, acabam engavetando seus sonhos. Param de estudar, deixam de se cuidar, abrem mão de hobbies e daquilo que as fazia vibrar.E, curiosamente, quando essas relações chegam ao fim, elas retomam tudo aquilo que nunca deveriam ter deixado para trás.



É claro, eu sei: esposo, filhos, casa, rotina, tudo isso exige tempo e dedicação. Mas é justamente por isso que eu sempre oriento, divida as tarefas dentro de casa, não abra mão dos seus estudos, do seu autocuidado e daquilo que você ama fazer. Amar sua família é essencial, mas amar a si mesma vem em primeiro lugar. Porque quando você se ama, está também cuidando dos seus.

Uma mulher feliz é capaz de irradiar felicidade para toda a sua família.

Basta apenas um ano de vida em silêncio e aprendemos a falar.E precisamos muitos anos de vida falando pra aprender a silenciar.

Não é medo, é cálculo de sobrevivência
Um passo errado apaga anos de resistência
Aqui ninguém tem margem pra romantizar
Quem não pensa antes age e depois não dá pra chorar - música hoje pesa amanhã do dj gato amarelo

Cheguei sem pedir licença
com minha rima pesada.
Meu cordel pesado tem
31 anos de estrada.
Tive meus altos e baixos,
mas estou na caminhada.

Desejo que cada escolha seja guiada pela sabedoria adquirida nos anos anteriores, e que a vida nos ensine a caminhar com mais leveza, abraçando o presente com coragem e confiança no futuro. Que seja marcado pelas suas conquistas e ultrapassem o que você imaginou possível. Que seja um ano em que o amor e a amizade floresçam e que você encontre felicidade nas pequenas coisas e gratidão em cada amanhecer.
Alexandre Sefardi

Com o tempo e o convívio, valorizo mais as mulheres acima dos trinta anos. Elas não se importam tanto com o que os outros pensam, mas abrem o coração se você quiser conversar de verdade. Se não querem ver o jogo de futebol na TV, não ficam reclamando por perto — vão fazer algo que gostam.

E, geralmente, fazem coisas bem mais interessantes. Elas se conhecem bem, sabem quem são, o que querem e com quem querem estar. Não perdem tempo com quem não confiam. Com a idade, as mulheres ficam mais sábias sobre as pessoas.

Não precisa contar seus segredos… elas já sabem. Ficam lindas com batom vermelho — algo que nem sempre fica bem nas mais jovens. Mulheres mais velhas são diretas e honestas.

Se você agir como bobo, elas vão te dizer na cara, sem medo.

"Que sirva de alerta: encontrei um Sr. 52 anos, com problema sério de saúde: quase não consigo respirar, 38 anos fumando, morador de 1 casa de 7 quartos e 4 banheiros, em área nobre, perguntei-lhe como está a saúde? Ele me respondeu, daria tudo que tenho para alguém sofrer no meu lugar. Recebi muitos alertas: larga de fumar, mas não atendi, hoje não há retorno. PODE SERVIR COMO LIÇÃO PARA VOCÊ. AINDA HÁ TEMPO". Ademar de Borba

Em 37 anos de convívio com usuários de crack nas cadeias de São Paulo, aprendi que é mais difícil largar o cigarro do que o crack.

Drauzio Varella
O Supremo e os aditivos no cigarro. Folha de S.Paulo, 5 nov. 2025.

Quando voce espera em Deus, nunca meça o tempo em horas,dias,meses ou anos...porque para Deus um dia é como mil anos e mil anos é igual a um dia...o tempo de Deus é o tempo da transformação e da formação daquilo que é puro, perfeito e agradável aos Seus Olhos..assim é o tempo de Deus.

Na época eu tinha 9 anos, e como todos os dias chegava na sala de aula e arrumava minha mesinha, eu achava o máximo isso. Eu tinha um pote, desses de banheiro de colocar pasta de dente, que eu colocava meus lápis de cores, todos juntinhos aí... me encantavam.
Um dia de aula como outro qualquer, eu cheguei e comecei a arrumar a minha mesinha, coloquei os lápis no potinho, organizei minhas borrachinhas de todas as cores e meu caderno azul de capa dura com meu nome. Tudo igual, até que eu derrubo o pote com todos os lápis no chão, normal, sempre fui desastrada. Recolhi todos, voltei a sentar e derrubei mais uma vez. Em seguida, umas outras cinco vezes, e na última, quando eu já estava pensando em deixar tudo jogado no chão, minha professora estava me observando e me disse:
- Vamos, apanhe. Deus está testando sua paciência!
Eu a obedeci.
Hoje, 16 anos depois, estou aqui e sigo pensando:
- Será Deus testando minha paciência?
Não sei, mas obedeço.

Pretensão é querer mudar o planeta em um espaço de uma vida de cem anos, planeta que existe e vem mudando por si só há milhões de anos.

A vida não acaba com a sua morte, ela continua.


Você não tem apenas 80 anos, você tem bilhões de anos, porque a vida é algo que transcende o tempo e o espaço.


Eu morro, mas continuo aqui. Estou sempre aqui, porque não sou apenas um corpo, uma matéria. Sou a vida que habita dentro deste corpo e dentro de bilhões de outros corpos. A vida é uma força contínua, e enquanto houver vida, ela continuará. Eu sou a vida se multiplicando, se renovando, se transformando em diferentes corpos ao longo do planeta e do universo.


A vida é um fluxo eterno, e eu sou uma parte desse fluxo que nunca se acaba.

Construir demora anos; destruir não leva nem um minuto, mas se sua construção é forte, nem o tempo destrói.

Se "seguro" morreu de velho, então que eu morra aos noventa anos — não por medo da vida, mas por tê-la vivido com prudência.
— Tiago, 2025

Intervalo


Há encontros que não chegam — apenas se revelam.


Passei anos acreditando que certas ausências eram definitivas. A vida, metódica como sempre, organizou seus corredores, distribuiu suas responsabilidades, assentou cada coisa no lugar socialmente aceitável. Tudo parecia… coerente.


Ainda assim, havia uma pequena dissonância — quase imperceptível — como um relógio que atrasa poucos segundos por dia. Nada que chamasse atenção. Nada que justificasse investigação.


Até que, sem aviso, o tempo produziu uma coincidência.


Não foi surpresa.
Também não foi exatamente reconhecimento.
Foi algo mais silencioso — como quando a memória chega antes da consciência.


Curioso como certas presenças não envelhecem dentro de nós. Apenas se tornam… menos nomeáveis.


Hoje tudo está construído. Estruturas firmes, compromissos respeitáveis, trajetórias que fazem sentido à luz do mundo. Não há desordem externa. Não há espaço para imprudências juvenis.


E, no entanto, existe essa zona neutra onde algumas coisas permanecem em suspensão — não vivas o suficiente para perturbar, nem mortas o bastante para desaparecer.


Aprendi que maturidade não é ausência de intensidade.
É, muitas vezes, a administração silenciosa dela.


Não há aqui pedidos.
Nem projetos tardios.
Apenas a constatação serena de que o tempo, por mais rigoroso que seja, não possui jurisdição absoluta sobre tudo.


Algumas histórias não continuam.
Mas também não terminam no sentido comum da palavra.


Elas apenas… se deslocam para um lugar onde só é possível compreender por reconhecimento — nunca por explicação.


Quem nunca atravessou esse tipo de intervalo
provavelmente achará tudo isso excessivamente abstrato.


Quem já atravessou…


não precisa que se diga mais nada.

Bom dia!
Faça uma lista de amigos que vc mais via há 10 anos atrás! Quantos ainda vê? E quanto nao vê mais? Pois assim é o tempo passando. Feliz quarta-feira 🌹💋 ery santanna

⁠Tinha nove anos quando morri a primeira vez, aquele dia bucólico sagrado cheio de misericórdia e cinzas
Quando a vida me deu o primeiro apagão e um berro me trouxe de volta, mas não voltei a mesma, alguns pedaços ficaram lá no meu mundinho inocente
Jogaram fora as minhas bonecas e aquele vestido de bolinhas que eu amava, a correnteza do rio levou muito mais que coisinhas bobas de menina
Ainda acordo nas madrugadas morrendo afogada, palato amargo da bile e o nariz entupido
corro lá fora procurando meu vestido no varal, e lá encontro as bonecas penduradas com água até o pescoço
o gosto de cinzeiro e ressaca, a boca branca de magnésia
Ar insalubre com cheiro de morte, rançoso e amoníaco
Sigo morrendo sucessivamente, lavando feridas com absinto, na tentação de salvá-las me negligencio
Eu nunca mais serei a mesma

[Translações]


Dentre trezentos e sessenta e tantos dias,
Que compõem os anos,
Foi este que escolhemos,
Foi neste que estreamos,
Juntos.


Entre presentes e vestimentas finas,
Roupas íntimas e trajes estranhos,
Nos trajamos na nudez,
Viemos da raiz aos ramos,
Juntos.


Hedonista convicto,
Extremista libertário,
Pretendente insensato,
Contra-o-verso persistente.


Trezentos e sessenta e tantos dias,
Uma volta completa, nossa intersecção.
Ângulos retos, agudos, completos,
Juntos e obtusos, radianos ou não.


Um aspirante a aprendiz,
Vitorioso em fracassos,
Submetido a tuas normas,
De anormais embaraços.


Recolhendo estilhaços,
Contorcionista teu,
Teu trapezista hilário,
Teu tristonho palhaço.


Na linha horizontal somos pontos de fuga,
Irradiamos proporções em plena vertical,
Desequilíbrio, assimetria e relatividade,
Nossa constituição é desproporcional.


Contorcionista teu,
Recolhendo estilhaços,
Teu trapezista hilário,
Teu tristonho palhaço.


Na linha horizontal somos pontos de fuga,
Nossa constituição é desproporcional.


Abrimos mão do consenso
Sobre a resposta correta,
Trezentos e sessenta e tantos dias
Ou uma volta completa.


(Michel F.M. - Delírio Absoluto da Multidão Atônita - Trilogia Mestre dos Pretextos - 2016)

O amor verdadeiro nunca morre. É como um vulcão adormecido: pode passar de 1 a 100 anos, mas ele aguarda o momento exato para entrar em erupção.

As pessoas entregam sua liberdade, seu sangue e seus anos a deuses construídos por homens, morrendo em nome de uma promessa enquanto seguram as mesmas chaves que poderiam libertá-las.