Que Deus Tenha meu Pai

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“A consciência é o templo invisível onde Deus escreve, em silêncio, a história de cada alma.”

" SE DEUS QUER QUE O ENCONTREMOS POR QUE É TÃO DIFÍCIL ENCONTRÁ-LO? "
A BUSCA DE DEUS À LUZ DA DOUTRINA ESPÍRITA: LEI DIVINA, CONSCIÊNCIA MORAL E A EVOLUÇÃO DO ESPÍRITO.
Do livro: Migalhas Da Grande Mesa, Cap. X
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
A indagação sobre a dificuldade humana em encontrar Deus acompanha a história das civilizações. Desde os primeiros registros filosóficos até as grandes tradições religiosas, o ser humano procura compreender a origem da vida, o sentido da existência e a presença do Criador diante das aparentes ausências, dos sofrimentos e dos silêncios que atravessam a experiência terrestre.
Sob a perspectiva espírita, entretanto, Deus não se apresenta como uma realidade distante ou oculta por completo, mas como a Inteligência Suprema, causa primeira de todas as coisas. A dificuldade em percebê-Lo não estaria em uma ausência divina, mas nas limitações momentâneas da criatura, ainda em processo de amadurecimento intelectual e moral.

DEUS E A LEI DIVINA: A PRIMEIRA QUESTÃO DE O LIVRO DOS ESPÍRITOS.
Allan Kardec inicia O Livro dos Espíritos com uma pergunta fundamental:
“Que é Deus?”
E os Espíritos respondem:
“Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas.”
(O Livro dos Espíritos, questão 1).
A formulação é profundamente filosófica. Kardec não pergunta “quem é Deus?”, mas “que é Deus?”, conduzindo o pensamento humano para uma investigação racional sobre a origem e a natureza do princípio criador.
Do ponto de vista antropológico, essa busca demonstra uma característica essencial da humanidade: a consciência de transcendência. Diferentemente dos outros seres vivos, o homem questiona sua própria existência, procura significado e estabelece valores. A ideia de Deus surge como uma das expressões mais profundas da consciência humana em busca de fundamento para a moral e para a ordem universal.
Na visão espírita, Deus não precisa ser encontrado apenas em manifestações extraordinárias, mas também na harmonia das leis naturais, no desenvolvimento da inteligência, na consciência moral e na capacidade humana de amar.

A LEI DIVINA GRAVADA NA CONSCIÊNCIA.
A questão 621 de O Livro dos Espíritos apresenta uma das afirmações mais luminosas da filosofia espírita:
“Onde está escrita a lei de Deus?”
Resposta:
“Na consciência.”
Essa resposta possui grande profundidade psicológica e filosófica. A consciência é apresentada como um núcleo interior onde o Espírito reconhece, gradualmente, os princípios do bem, da justiça e da responsabilidade.
Mesmo quando a criatura se distancia dos valores superiores, permanece nela uma percepção íntima do certo e do errado. Essa voz interior, muitas vezes abafada pelos interesses imediatos, pelos condicionamentos sociais ou pelas paixões desordenadas, representa uma orientação para o progresso espiritual.
A psicologia moderna reconhece que o ser humano possui mecanismos internos relacionados à ética, à empatia e ao julgamento moral. O Espiritismo amplia essa compreensão ao afirmar que a consciência não é apenas resultado da experiência biológica ou social, mas patrimônio espiritual adquirido ao longo da evolução do Espírito.

OS DEZ MANDAMENTOS E A EDUCAÇÃO MORAL DO ESPÍRITO.
Os Dez Mandamentos, apresentados no Antigo Testamento (Êxodo 20), representam uma das mais importantes sínteses da legislação moral da humanidade.
Eles estabelecem princípios fundamentais:
reconhecimento da soberania divina;
respeito à vida;
valorização da família;
honestidade nas relações;
domínio sobre desejos e sentimentos inferiores.
Sob uma análise filosófica, os Mandamentos funcionam como um código de organização moral da sociedade humana. Antropologicamente, revelam a necessidade universal das comunidades humanas estabelecerem princípios para evitar o caos, a violência e a injustiça.
Na perspectiva espírita, essas leis não devem ser compreendidas apenas como imposições externas, mas como etapas educativas para o Espírito compreender a Lei Divina inscrita em sua própria consciência.
Jesus amplia essa compreensão ao afirmar:
“Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. (...) Amarás o teu próximo como a ti mesmo.”
(Mateus 22:37-39).
Para o Espiritismo, Jesus é o modelo e guia da humanidade (O Livro dos Espíritos, questão 625), pois sua mensagem revela a finalidade maior da evolução espiritual: transformar o conhecimento em amor e o dever em fraternidade.

A PRECE, O SILÊNCIO DE DEUS E O APERFEIÇOAMENTO ESPIRITUAL.
Muitas pessoas questionam: se Deus existe, por que nem sempre responde às orações?
A Doutrina Espírita ensina que a prece não tem como finalidade modificar os desígnios divinos, mas transformar o próprio indivíduo, fortalecendo sua fé, sua resignação e sua capacidade de enfrentar as provas necessárias ao crescimento espiritual.
Nem todo silêncio representa abandono. À semelhança de um educador que permite ao aprendiz desenvolver suas próprias capacidades, Deus concede ao Espírito liberdade e responsabilidade para conquistar sua evolução.
A ausência de respostas imediatas não significa ausência de amparo, mas pode representar uma oportunidade de amadurecimento interior.

A FINALIDADE DO ESPÍRITO: EVOLUIR PELO CONHECIMENTO E PELO AMOR.
A questão 659 de O Livro dos Espíritos pergunta:
“Qual o caráter geral da prece?”
Os Espíritos respondem:
“A prece é um ato de adoração.”
Mas a verdadeira adoração, segundo a Doutrina Espírita, não consiste apenas em palavras ou rituais externos. Ela manifesta-se principalmente pela transformação moral, pela prática do bem e pelo esforço constante de aperfeiçoamento.
Encontrar Deus, portanto, não é apenas uma experiência intelectual; é uma conquista moral. Quanto mais o Espírito desenvolve a bondade, a justiça e a fraternidade, mais percebe a presença divina na própria consciência.

CONCLUSÃO:
A dificuldade humana em encontrar Deus não decorre de uma ocultação divina, mas do estágio evolutivo da própria humanidade. O Criador permanece presente nas leis universais, na consciência moral e na oportunidade constante de crescimento espiritual.
A mensagem espírita convida o ser humano a substituir uma busca exterior e angustiada por uma construção interior: conhecer Deus pelo estudo, senti-Lo pelo amor e demonstrá-Lo pelas atitudes.
Frase:
“Aquele que ilumina a própria consciência com o conhecimento e o amor descobre que Deus nunca esteve distante; apenas aguardava o despertar do Espírito para ser reconhecido.”

FONTES CONSULTADAS:
KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Questões 1, 621, 625 e 659. Paris, 1857.
KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Paris, 1864.
Bíblia Sagrada. Êxodo 20 — Os Dez Mandamentos.
Bíblia Sagrada. Mateus 22:37-39 — O mandamento maior do amor.
KARDEC, Allan. A Gênese — Os Milagres e as Predições Segundo o Espiritismo. Paris, 1868.

A PRESENÇA DIVINA NA CONSCIÊNCIA HUMANA.
A relação entre o ser humano e Deus não se estabelece na superfície da vida exterior, mas no recolhimento silencioso da consciência, onde o pensamento ganha força de ação e o sentimento se converte em diretriz íntima. Não se trata de uma distância a ser vencida, mas de uma realidade a ser reconhecida. Deus não se encontra como figura distante, mas manifesta-se no interior da própria existência.
Segundo a tradição espiritualista, conforme sistematizada por Allan Kardec, Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas. Esta afirmação não se limita ao campo da teoria, pois impõe ao indivíduo uma responsabilidade profunda. Se Deus é a causa, o ser humano é resultado consciente em processo de aperfeiçoamento, portador de leis inscritas em sua própria consciência.
Nesse sentido, a consciência não é apenas um fenômeno da mente, mas um tribunal moral constante. Cada pensamento cultivado, cada intenção sustentada, estabelece uma afinidade que aproxima ou afasta o espírito da harmonia divina. A lei de Deus não se impõe de fora para dentro, mas revela-se internamente como verdade reconhecida pelo próprio ser.
Léon Denis amplia essa compreensão ao ensinar que Deus se revela por meio das leis naturais, acessíveis à razão e ao aprimoramento moral. Não há arbitrariedade no divino, mas ordem. Não há privilégios, mas justiça. A dor, muitas vezes interpretada como castigo, revela-se como instrumento educativo, mecanismo de reajuste e despertar da consciência.
Sob o olhar da psicologia, a ideia de Deus relaciona-se diretamente com o sentido da existência. A ausência de transcendência conduz ao vazio interior, enquanto a percepção de uma ordem superior reorganiza a vida psíquica, oferecendo direção, significado e estabilidade. A espiritualidade, portanto, não representa fuga, mas aprofundamento da própria realidade.
No ensinamento evangélico, a expressão "o Reino de Deus está dentro de vós" sintetiza essa verdade com clareza. Deus não é encontrado como algo externo, mas reconhecido à medida que o indivíduo se transforma. A renovação íntima não é um ato isolado, mas um processo contínuo de elevação moral.
A história das civilizações demonstra que a ideia de Deus sempre acompanhou a humanidade na busca por compreender sua origem e destino. Com o amadurecimento do pensamento, essa compreensão evolui, deixando de lado o temor cego para dar lugar a uma percepção mais elevada, onde Deus é entendido como princípio presente e ativo na vida.
Assim, a relação entre você e Deus não se mede por palavras ou rituais, mas pela retidão dos pensamentos, pela dignidade das ações e pela sinceridade das intenções. Deus não exige aparência. Exige verdade.
E no silêncio onde não há testemunhas, onde nenhuma aparência se sustenta, é ali que essa relação se manifesta em sua forma mais autêntica e inquestionável.
"Quem se transforma descobre que jamais esteve distante da Fonte, apenas se afastou da própria consciência."
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DEUS E VOCÊ.
— A ALIANÇA SILENCIOSA QUE SUSTENTA A EXISTÊNCIA.
A relação entre o ser humano e Deus não se estabelece por imposições exteriores, nem por ritos vazios repetidos mecanicamente ao longo dos séculos. Trata-se de um vínculo íntimo, anterior a qualquer cultura, anterior à própria linguagem, inscrito na consciência como lei viva e atuante. Desde as civilizações mais antigas, a humanidade buscou compreender essa presença invisível que orienta, corrige e consola, reconhecendo, ainda que de forma imperfeita, que há uma inteligência suprema governando todas as coisas.
Na perspectiva da filosofia espiritualista, especialmente sob a ótica espírita sistematizada por Allan Kardec, Deus não é uma abstração distante, mas a causa primária de tudo o que existe, conforme exposto em "O Livro dos Espíritos", questão 1, publicada em 18 de abril de 1857. Essa definição não apenas inaugura um pensamento racional sobre o divino, mas desloca o homem da passividade para a responsabilidade moral. Se Deus é a causa primeira, o homem é o agente consciente de suas próprias escolhas dentro dessa criação.
Essa compreensão implica uma consequência profunda. Deus não se impõe ao indivíduo, mas se revela por meio das leis naturais, especialmente a lei moral, inscrita na consciência. Cada ato, cada intenção, cada pensamento estabelece uma sintonia com essa ordem universal. Não há favoritismo, não há privilégios, apenas a perfeita correspondência entre causa e efeito, princípio esse que rege a evolução espiritual ao longo do tempo.
Sob o olhar da psicologia espiritual, essa relação pode ser compreendida como um diálogo constante entre o eu profundo e a ordem divina. Quando o indivíduo se afasta dos princípios do bem, experimenta o desequilíbrio, a inquietação e o sofrimento. Quando se alinha com a justiça, a caridade e a verdade, encontra paz e lucidez. Não se trata de recompensa externa, mas de um estado íntimo que decorre da harmonia com as leis universais.
A antropologia das religiões demonstra que, em todas as épocas, o homem buscou Deus fora de si, em templos, símbolos e sistemas. Contudo, o avanço do pensamento filosófico e espiritual indica um movimento inverso. Deus não está distante. Ele se manifesta na consciência, na razão e no sentimento elevado. Essa interiorização do divino representa uma maturidade espiritual, na qual o indivíduo deixa de temer Deus para compreendê-lo.
A tradição evangélica reforça essa ideia ao apresentar o Reino de Deus como realidade interior, acessível a todos que se transformam moralmente. Não é um lugar geográfico, mas um estado de consciência. Assim, Deus e você não estão separados por distância, mas apenas pelo grau de percepção e entendimento.
Portanto, a relação com Deus não exige espetáculos, nem provas exteriores. Exige coerência, disciplina moral e vigilância interior. É no silêncio das decisões cotidianas que essa ligação se fortalece ou se enfraquece. É na escolha entre o egoísmo e a caridade, entre a vaidade e a humildade, que o homem define sua proximidade com o divino.
A grande questão não é onde está Deus, mas em que estado você se encontra para percebê-lo.
"Frase " Aquele que ordena a própria consciência segundo o bem descobre que Deus nunca esteve distante, apenas aguardava ser reconhecido na retidão silenciosa do próprio espírito.
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" Aquele que ordena a própria consciência segundo o bem descobre que Deus nunca esteve distante, apenas aguardava ser reconhecido na retidão silenciosa do próprio espírito."

" _ Mestre como faço para auxiliar alguém que esta distante de Deus?
_ Sim! Fácil, busque ficar mais próximo dele. "

QUANDO O SORRISO SE TORNA SILÊNCIO.
Capítulo I
Livro: O Silêncio De Deus.
Escritor:Marcelo Caetano Monteiro .
Ela estava condenada pela matéria. Eu, condenado pela antecipação.
Havia nela uma doença que a consumia. Em mim, uma ausência de tempo que me dilacerava.
Ela sorria. Eu também.
Mas o sorriso dela era um véu. O meu, um clamor.
Eu sabia. Sempre soube.
Ainda assim, sustentávamos aquele teatro delicado, onde dois corações fingiam não perceber a ruína iminente.
Ela ainda vivia.
E eu vivia apenas um pouco mais dentro dessa estranha realidade que, paradoxalmente, começava a adquirir sentido.
Já não havia tempo.
Ou talvez nunca tenha havido.
Se ao menos fosse possível trocar destinos.
Se o tempo dela pudesse ser o meu.
Se o meu pudesse tornar-se o dela.
Tudo por um único sorriso verdadeiro.
Adormeci sob o peso dessas reflexões.
E, no limiar entre o sonho e o abismo, ouvi um sussurro.
"Não era o tempo dela."
Despertei abruptamente.
O coração pulsava como um sino em desespero.
Cada segundo tornava-se uma vida inteira comprimida.
Corri.
Corri como quem tenta fugir do inevitável.
Corri como quem deseja alcançar o impossível.
Só ouvia o meu coração.
Batendo em duplicidade.
Como se tentasse viver por dois.
Ao chegar, o silêncio era mais eloquente que qualquer grito.
Soluços preenchiam o ambiente com uma dor que não precisava de tradução.
Olhares me atravessaram.
Olhares que diziam tudo.
Olhares que me concediam passagem sem que eu precisasse pedir.
E ali estava ela.
Serena.
Bela.
Mas já distante do ar que antes lhe pertencia.
Onde estava o sorriso.
Sobre seu corpo repousava uma folha simples.
Um último testemunho.
Li.
E cada palavra era um golpe.
"Eu não suporto mais.
Que todos me perdoem.
Eu sorrio falso.
Sorrio vazio.
Vivo um pesadelo dentro da própria vida.
Quem eu amo não voltará jamais."
Minhas mãos tremiam.
A visão se dissolvia em lágrimas.
Ao lado, um frasco.
Silencioso.
Mas mais eloquente que qualquer sentença.
Ajoelhei-me.
Não por escolha.
Mas porque a alma já não sustentava o corpo.
Continuei.
"Desculpe-me.
O seu sorriso é real.
Você sabe viver.
Eu não sei.
Estou presa a um passado que não compreendo.
Você pode me perdoar por não tentar.
Deixe-me partir com a esperança da sua compreensão.
Não sei o que existe além daqui.
Mas, se existir algo, espero encontrar novamente esse seu modo de sorrir.
Esse modo de fingir que me compreendia.
Olha.
Quão estranha é a vida.
Meu Deus.
Quão estranha."
O papel caiu de minhas mãos.
E naquele instante compreendi algo que nenhum tempo poderia ensinar.
Há dores que não pedem cura.
Pedem presença.
Há almas que não sucumbem pela morte.
Sucumbem pela ausência de sentido.
E há sorrisos.
Ah, os sorrisos.
Alguns são pontes.
Outros, despedidas disfarçadas.
Naquele quarto, o silêncio não era vazio.
Era absoluto.
E nele ecoava uma verdade que nenhum de nós ousou enfrentar enquanto havia tempo.
Que viver não é permanecer.
É compreender.
E compreender, às vezes, chega tarde demais.
Diga-me.

SOB O SILÊNCIO DAS CONSTELAÇÕES.
Do livro: O Silêncio De Deus.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Amávamos em desmedida desigual.
Como dois céus que jamais se alinham.
Um ardia em oferenda constante.
Outro apenas refletia a luz alheia.
Dividíamos o universo.
Mas não o peso da eternidade íntima.
Havia em ti o repouso sereno.
E em mim a febre de permanecer.
Quando as estrelas ainda nos reconheciam.
Eram cúmplices do que não ousávamos dizer.
Agora, elas se dispersam.
Como se também recusassem testemunhar o fim.
Olho o firmamento e me perco.
Não pela vastidão.
Mas pela ausência que o torna infinito demais.
Teus olhos foram mar.
E no último instante.
Afoguei-me sem resistência.
As lágrimas não descem mais.
Elas doem.
Como se cada uma soubesse.
Que só há um coração a suporta-las em tudo.
O que fui.
Entreguei-te inteiro.
O que restou.
É apenas o eco do que nunca foi recíproco.
E assim.
Enquanto o céu se despede em silêncio.
Eu permaneço ajoelhado no altar da dor, olhando as estrelas embaçadas.
E guardião de um amor que não morreu.
Apenas foi condenado a existir dentro do abandono da solidão.

" Deus é maior que todas as religiões, contudo a tua religião é do tamanho que a fazes com teu Deus.! "
Catarina Labouré / Irmã Zoé.

A VONTADE QUE SUSTENTA OS MUNDOS.
" há pessoas que fogem de Deus como se pudessem fugir do átomo "
Autor frase e texto: Escritor:Marcelo Caetano Monteiro .

O pensamento que afirma que há pessoas que fogem de Deus como se pudessem fugir do átomo contém uma densidade filosófica e psicológica de rara lucidez. Ele não se limita a uma crítica moral ou religiosa. Ele aponta para um dado estrutural da condição humana. A tentativa de negar o princípio que fundamenta a realidade não é apenas uma recusa intelectual. É um movimento psíquico de evasão diante do que é inevitável. Assim como ninguém escapa à estrutura íntima da matéria. Ninguém escapa ao princípio que a sustenta.
A formação dos mundos conforme apresentada pela tradição espírita descreve um universo ordenado por leis racionais e permanentes. O universo não é um acidente. A razão filosófica rejeita a ideia de que o todo se tenha produzido a si mesmo. Aquilo que existe de forma organizada pressupõe uma causa inteligente. Esta conclusão não nasce da fé cega. Nasce da lógica clássica já presente na metafísica antiga e reafirmada pela filosofia moderna quando trata do princípio de causalidade.
A resposta que afirma que o universo não pode ter-se feito a si mesmo reconduz o pensamento humano à humildade intelectual. A razão percebe seus limites e reconhece que há uma inteligência anterior às formas. A psicologia profunda confirma esse movimento. O ser humano que tenta negar toda transcendência frequentemente o faz para preservar uma ilusão de autonomia absoluta. Essa recusa não elimina o fundamento do real. Apenas gera conflito interior. A fuga de Deus manifesta-se como fuga do sentido. E a fuga do sentido gera angústia. Conforme demonstrado pela psicologia existencial. A negação do fundamento não liberta. Ela fragmenta.
A criação pela vontade expressa a ideia de uma inteligência que não age por improviso. A vontade aqui não é impulso. É determinação consciente. A imagem da luz que surge pela palavra simboliza a passagem do caos à ordem. Filosoficamente isso representa a passagem do indeterminado ao inteligível. Psicologicamente representa o nascimento da consciência a partir do inconsciente difuso. O ser humano revive esse processo interiormente. Toda lucidez nasce quando a mente consente em organizar o que antes era confuso.
A formação dos mundos pela condensação da matéria disseminada no espaço demonstra que a criação não viola as leis. Ela as inaugura. Deus não concorre com a natureza. A natureza é expressão da inteligência divina. Esse ponto é essencial para afastar a falsa oposição entre ciência e espiritualidade. A cosmologia contemporânea ao estudar a formação dos sistemas estelares confirma que a organização do universo segue processos graduais e regulares. O pensamento espírita antecipa essa visão ao afirmar que os mundos se formam progressivamente segundo leis constantes. Fonte O Livro dos Espíritos questões 37 a 42.
A ideia de renovação dos mundos introduz uma noção profundamente psicológica. Nada permanece fixo. A impermanência não é destruição. É renovação. Assim como os mundos se transformam. A psique humana também atravessa ciclos de dissolução e recomposição. Resistir a esses ciclos gera sofrimento. Aceitá-los gera maturidade. A filosofia estoica já afirmava que viver bem é consentir com a ordem do cosmos. O espiritismo amplia essa visão ao inserir a continuidade do princípio inteligente.
Quando se trata da formação dos seres vivos. A noção de germens latentes revela uma concepção extraordinariamente avançada. A vida não surge por capricho momentâneo. Ela aguarda condições adequadas. Essa ideia encontra paralelo na biologia moderna ao reconhecer a importância do ambiente para a expressão dos potenciais genéticos. Psicologicamente isso ensina que o ser humano carrega em si virtualidades que só se manifestam quando encontra condições morais e afetivas favoráveis. Nada floresce na violência interior.
A comparação com os cristais e com as sementes demonstra que a ordem não é exclusividade do vivo consciente. Ela atravessa toda a natureza. A regularidade das formas indica uma inteligência imanente às leis. Negar isso é reduzir o universo a um mecanismo sem sentido. Essa redução empobrece a experiência humana. A psicologia mostra que indivíduos que percebem o mundo como destituído de sentido apresentam maior propensão ao vazio existencial. Fonte Viktor Frankl embora não citado nominalmente.
A questão da geração. espontânea esclarece que a vida não surge do nada absoluto. Há sempre um princípio anterior. Essa ideia preserva a coerência racional e evita tanto o materialismo radical quanto o misticismo ingênuo. O mundo minúsculo que dormita e se cria é uma metáfora poderosa daquilo que ocorre no interior humano. Pensamentos. Emoções. Tendências. Tudo possui um tempo de maturação.
No que se refere à espécie humana. A recusa da ideia de um único homem como origem literal preserva a dignidade da razão histórica. A figura de Adão compreendida como símbolo evita o conflito entre tradição religiosa e evidência científica. Psicologicamente os mitos não são mentiras. São narrativas estruturantes. Eles organizam a consciência coletiva. Reduzi-los a fatos cronológicos é empobrecer seu valor simbólico.
A permanência da humanidade antes da data tradicional atribuída a Adão confirma a continuidade do progresso humano. A evolução moral não acontece em poucos séculos. Ela exige tempo. Experiência. Repetição. Esse entendimento combate a ansiedade moderna que exige resultados imediatos. A filosofia espírita ensina a paciência cósmica. A psicologia confirma que o amadurecimento profundo é lento.
Retomando a frase inicial. Fugir de Deus é tentar negar a estrutura íntima da realidade. Assim como o átomo compõe a matéria independentemente da vontade humana. O princípio divino sustenta a existência independentemente da crença individual. A recusa não elimina a lei. Apenas distancia o indivíduo de sua compreensão. A verdadeira lucidez não está em negar o fundamento. Está em reconhecê-lo com humildade intelectual e coragem moral.
Fontes fidedignas. O Livro dos Espíritos questões 37 a 51 tradução de José Herculano Pires. A Gênese capítulo 6. Estudos de psicologia existencial e cosmologia contemporânea em consonância com o princípio de causalidade racional.
Conclusão. Quando o ser humano deixa de fugir daquilo que o sustenta. Ele não perde liberdade. Ele encontra direção.

Com seus vinte e poucos anos ,
ela já tem uma vida inspiradora,
tendo em vista que, graças a Deus, continuaseguindo o seu caminho,
indo de encontro aos seus choros
de amargura, às várias vezes que caiu,
mostrando que aprendeu a levantar.
A chuva de suas lágrimas de outrora
deu lugar a uma tempestade vívida
e transformadora, seu sorriso ganhou mais vida, mais relevância, uma luz de sobriedade, seu olhar está mais confiante, então, ficou mais bonita
em cada detalhe, tem mais esperança,
suas feridas estão cicatrizando,
e está amando-se cada dia mais.
É evidente que está ciente
de queé imperfeita
assim como todo ser humano,
mas o fato é que não usará
suas fraquezas para não lutar,
pois o Senhor será sua Fortaleza,
permanecerá lutando e assim,
resistirá.

⁠Tente não entrar em desespero,
esta fase, se Deus quiser,
vai passar,
chore se for preciso,
faz parte desanimar,
entretanto, seja mais grato
até que o teu espírito
fique liberto
como um pássaro livre
para voar.

⁠Viajar graças a Deus entre outras coisas traz a oportunidade de encontrar e de reencontrar algumas pessoas maravilhosas que farão uma notória diferença nos diversos momentos, risadas altas, conversas agradáveis, daquelas que fazem ignorar que o tempo está passando, até as dificuldades perdem uma boa parte da sua força, lugares ganham mais sabor, às vezes se descobre uma familiaridade mesmo com pouca convivência, valiosas lições, ganhos de maturidade, inspirações de resiliências, bastante possibilidades, provavelmente, não será mantido o contato com todos, mas, certamente, cada um sempre contribui de alguma forma com a sua singularidade, felizmente, o vínculo com alguns permanecerá, são os que mais deixam saudades, amizades queridas e inusitadas que não se limitam às viagens.

⁠O impossível não existe para Deus, Existe para nós,para não esquecermos de que Ele existe.

Creio que um dia, se Deus quiser, saberás que o florescer deste teu lindo sorriso foi muito aguardado, o Sorriso de uma Guerreira, um brilho profusamente poderoso que veio causando um efeito bastante transformador, secando os choros de de preocupações, de tristezas, abrindo espaço para as lágrimas das gratas emoções, de felicidades, a beleza de tua força mesmo diante das tuas fraquezas, da tua grande fragilidade, fortalecendo todos a tua volta, contribuindo para uma fé indispensável, sendo uma bênção calorosa e imensurável na vida de cada um, através deste teu pequeno universo que ainda será grandioso, pois em todos momentos é possível notar o quanto que O Senhor tem sido maravilhoso com o seu agir singular, assim, no tempo vindouro, a nossa vitória virá.

⁠⁠⁠⁠⁠⁠É, novamente, para a minha felicidade, pela vontade de Deus, eu consegui mais um ano de vida, mais uma volta da terra em torno da Sol, mais uma primavera benquista, o que não foi nada fácil como nunca é, nem mesmo será, tive emoção e me senti pressionado, chorei, dei risadas, sofri, reclamei, reclamei, mas também agradeci inúmeras vezes, mostrei força e fraqueza, porém, graças ao Senhor, não desisti, pude ver beleza em meio ao caos, exercitei minha resiliência, fui livrado dos males e dos maus, errei bastante, acertei em alguns momentos, tive novas experiências marcantes, cada dia de alguma forma, foi uma bênção, o amor de Deus nunca esteve distante, caso contrário, só teria tristeza, então, levando tudo isso em conta, espero ter destacado neste versos principalmente duas coisas, a providência divina a meu respeito e a minha mínima gratidão diante de tanto zelo.

Há uma falsa sensação de paz que não vem de Deus e que, sem alarde, desvia a alma do caminho correto. Por isso o Senhor, em seu amor, permite o abalo e prefere o terremoto que desperta ao sossego que leva ao abismo. Sejamos gratos pelos abalos que nos trouxeram de volta ao rumo certo.

Infelizmente, o Deus Dinheiro movimenta o mundo e o que realmente vale a pena é esquecido.

"⁠A busca diária e frenética pelo Deus Dinheiro trouxe a insanidade mental para muitos daqueles que conheci na vida."

⁠"Quem se alimenta do ódio e do rancor, consome sua paz interior, se afasta de Deus e acaba mergulhando no fundo do poço."