Quase Morto

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Se eu parar pra pensar em todos os amores que já passaram pela minha vida, eu quase dou risada antes mesmo de começar. Tenho 19 anos, então, sinceramente, não é como se eu tivesse um currículo amoroso gigantesco, mas intensidade nunca faltou. Se faltasse, eu provavelmente teria inventado.


Teve o amor que chegou prometendo tudo e foi embora em duas semanas, mas deixou lembrança pra um ano inteiro. Teve aquele que parecia filme, com trilha sonora imaginária e tudo, e que acabou do jeito mais real possível: visualizado às 02:17 da manhã. Clássico. Teve o amor tranquilo demais, que não deu frio na barriga, mas deu paz. Na época eu achei chato. Hoje eu entendo. Ou quase entendo.


Também tiveram os amores confusos, que não sabiam o que eram, mas tinham certeza de que queriam complicar. A gente ria, brigava, fazia as pazes, brigava de novo, e no final dizia “a gente se fala”, sabendo muito bem que não ia se falar nada. E tudo bem. Ou pelo menos fingia que estava tudo bem.


Teve amor que me ensinou a gostar de músicas que eu nunca ouviria sozinho, séries ruins que eu defendia com unhas e dentes, e comidas que eu jurei que odiava, mas comi só pra agradar. Amor jovem é isso: você perde um pouco da dignidade, mas ganha boas histórias.


Os ruins também contam. Principalmente eles. Os que machucaram, os que mentiram, os que me fizeram prometer que nunca mais ia gostar de ninguém… até a próxima pessoa aparecer cinco dias depois. Esses amores doeram, mas deixaram algo útil: senso crítico e algumas piadas internas que só eu entendo quando lembro.


No meio disso tudo, teve risada, teve choro escondido no banheiro, teve mensagem apagada antes de enviar, teve coragem exagerada e covardia disfarçada de maturidade. Teve eu achando que sabia amar e eu descobrindo que não sabia nada.


No fim das contas, todos esses amores, bons ou ruins, passaram por mim como quem bagunça um quarto e vai embora. Alguns levaram coisas importantes, outros deixaram lembranças, e teve quem esqueceu algo essencial: um pedaço de quem eu era.


Hoje, aos 19, eu olho pra trás e rio. Rio de mim, principalmente. Porque, no meio de tanta confusão, eu vivi. E se amar desse jeito meio torto é errado, então tudo bem. Eu erro rindo.


— Cyrox

A dor costuma chegar sem pedir licença e, quase sempre, sem explicação. No momento em que machuca, ela parece injusta, pesada, até cruel. Mas Deus enxerga além do instante — Ele vê o que está sendo construído enquanto tudo parece desmoronar.

O que hoje é ferida, amanhã pode ser bússola. Muitas dores não vêm para nos destruir, mas para nos reposicionar. Elas encerram ciclos, quebram ilusões, silenciam caminhos que já não levam a lugar nenhum. Doem porque arrancam o que não cabe mais.

Confiar nisso não elimina o sofrimento, mas dá sentido a ele. É acreditar que nenhuma lágrima é em vão, que cada queda carrega um aprendizado e que até os momentos mais difíceis estão, de alguma forma, nos conduzindo. Às vezes, Deus não muda a situação — Ele muda a direção.

O peso de uma lembrança
Eu preciso falar de uma lembrança quase perdida no ar.
A princípio, ela deixa minha boca seca, e a falta de ar me arfa.
Neste mundo de bons e maus, eu preciso contar até dez e, em outros momentos, me finjo de morta.

Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase.

Sarah Westphal

Nota: Trecho de "Quase" de Sarah Westphal

Demorei para perceber que quase tudo, na vida, gira em torno da mesma obsessão: controle.


Chamam de organização.
De rotina.
De responsabilidade.


Mas é medo.


Medo do que pensa sozinho.
Medo do que cria fora do padrão.
Medo do que não se deixa domesticar.


Por isso contam horas, não ideias.
Presenças, não sentidos.
Corpos, não consciências.


Aprendi cedo que existir era caber.
No horário.
Na planilha.
Na expectativa.


E, para caber, comecei a diminuir.


Produzia mundos inteiros em silêncio,
mas ninguém via.
Porque não estavam interessados no que eu criava,
e sim no quanto eu permanecia disponível.


Não querem pássaros.
Querem gaiolas cheias.


Dentro delas, aprendemos a funcionar.
Não a viver.


Adoecer em segredo.
Cansar em silêncio.
Sorrir por obrigação.
Seguir por medo.


Quando o corpo falha, chamam de fraqueza.
Quando a mente cansa, chamam de desculpa.
Quando a alma sangra, chamam de drama.


E descartam.


Porque quem cai expõe a mentira coletiva de que todos estão bem.


Aprendi a esconder fissuras.
A maquiar exaustão.
A negociar comigo mesmo.


Caminhei entre leões.


Aprendi a linguagem do poder,
os códigos da conveniência,
o teatro da força.


Mesmo assim, nunca fui do grupo.


Era tolerado.
Nunca pertencente.


Presença sem raiz.
Voz sem território.


E, para continuar ali, virei útil.


Apoio.
Escada.
Ponte.


Sustentava projetos, egos, fragilidades alheias.
Enquanto ninguém sustentava a minha.


Confiei.
Acreditei.
Projetei lealdade onde só havia interesse.


A traição veio suave.
Educada.
Disfarçada de cuidado.


E no amor, foi ainda mais evidente.


Enquanto eu resolvia, eu existia.
Enquanto carregava, eu era necessário.
Enquanto servia, eu era querido.


Quando parei, virei ruído.


Foi aí que compreendi:
muitos não se relacionam com pessoas.
Se relacionam com funções.


Nesse ponto, algo quebrou.


Não foi romântico.
Não foi pedagógico.
Não foi bonito.


Foi brutal.


Percebi que eu tinha passado anos
me transformando em estrada
para quem nunca pretendeu caminhar comigo.


Eu era passagem.
Nunca destino.


E isso não gerou iluminação.
Gerou raiva.
Lucidez.
Desencanto.


Passei a desconfiar dos aplausos.
Dos convites.
Dos afetos fáceis.


Passei a ver o mundo como ele é:
um mercado emocional,
onde quase tudo é troca,
quase nada é vínculo.


Hoje eu não romantizo liberdade.


Liberdade dói.
Isola.
Cobra.


É andar sem garantias.
Sem plateia.
Sem proteção.


É perceber que ser inteiro
te torna inconveniente.


Que pensar demais incomoda.
Que sentir demais afasta.
Que não se vender custa caro.


Não virei herói.
Não virei exemplo.
Não virei cura.


Virei consciente.


E consciência não salva.
Ela pesa.


Você passa a enxergar
as engrenagens,
as farsas,
as dependências,
as manipulações.


E já não consegue mais fingir.


Hoje eu sei:


Não sou gaiola.
Não sou ponte.
Não sou sombra.
Não sou ferramenta.


Mas também não sou refúgio.


Sou território instável.
Cheio de ruínas, ideias, cicatrizes e silêncio.


Quem entrar, entra sabendo:
não ofereço conforto.
Ofereço verdade.


E verdade não acolhe.
Ela rasga.

Deixa eu te dizer algo que quase ninguém tem coragem de admitir: sacrificar os próprios sonhos para ser aceito é uma morte lenta. Não mata o corpo, mas enterra a alma viva. A dependência emocional acostuma o coração a migalhas e, quando a fome vira rotina, a gente começa a chamar migalha de amor, silêncio de paz e prisão de estabilidade. Mas Deus não te fez pombo pra viver de restos no chão. Ele te fez águia e águia adoece quando aceita viver em galinheiro. Sobreviver não é vitória. Respirar não é viver. Aguentar não é propósito. Tem muita águia dizendo que o ambiente não influencia porque admitir isso exigiria coragem para mudar. E mudar dói. Dói perder gente. Dói decepcionar. Dói ficar sozinho por um tempo. Mas tudo que custa a tua sanidade emocional é caro demais, mesmo que venha embrulhado em conforto. A vida não foi uma escolha tua, foi um presente de Deus. E desperdiçar esse presente tentando caber onde você não é honrado é uma forma silenciosa de ingratidão. Feche as torneiras emocionais. Tampe os ralos por onde sua energia escorre. Nem todo mundo merece acesso ao teu coração, à tua visão, ao teu futuro. Ser você mesmo exige renúncias. Às vezes renúncia de lugares. Às vezes de pessoas. Às vezes de versões antigas de você que já não cabem mais. Mas a liberdade de tomar um café em paz, de criar sem medo, de ir embora sem culpa, de voltar a sonhar sem pedir permissão, isso não tem preço. Não mate a criança que você foi só para sustentar o adulto que o mundo quis que você fosse. Volte a cantar. Volte a criar. Volte a empreender. Faça o que te deixa vivo, mesmo que pareça estranho para quem escolheu se apagar. Ser autêntico assusta porque te obriga a assumir responsabilidade pela própria vida. Mas nada te impede. Existe um mundo inteiro esperando a tua coragem. Você pode. Você consegue. E quando o primeiro passo é dado, o caminho responde. A planta sem água morre. E o ser humano sem verdade também. O maior arrependimento não é errar, é chegar na velhice e perceber que o tempo passou enquanto você vivia para agradar. Aquilo que te dá medo, aquilo que você evita ouvir, aquilo que confronta o teu conforto, é exatamente por ali que está a tua libertação.

"Se todos os pais soubessem na juventude o que sabem hoje, provavelmente, fariam quase tudo diferente. Por isso, talvez seja melhor seguir os seus conselhos, não os seus exemplos (como muitos acreditam). Pois, na grande maioria das vezes, os conselhos são frutos da certeza das coisas que fizeram ou não fizeram e que deveriam ou não ter feito. É mais ou menos o que diz o ditado popular 'faça o que eu digo, mas não faça o que eu fiz' ."

Há pais que ensinam quase tudo aos filhos, inclusive a esquecê-los.

O ruím de deixar que as coisas aconteçam por si mesmas, é que quase nunca acontece nada naturalmente😏

"Entenda, nem tudo é sobre você. Na verdade, em um mundo com 8,3 bilhões de pessoas, quase nada é sobre você.
Melhore."



_Valery Monteiro

Extrapolo-me
não caibo em mim
Sou mais do que posso ver
e quase sempre o meu sentir não cabe em mim
Sigo-me por aí
Dou voz aos meus desejos
Toco o meu querer
As vezes quero mais do que penso ter
mas ninguem me tem
Nada me detem
Sou um rio
não estou fugindo, nem buscando
estou apenas seguindo meu curso
Sinto o que sinto
Me admito
Me permito
Vivo o inacreditável
Toco o improvável
Sinto a sublime sensação de ser eu
e de viver o meu querer
Não pretendo definir o que vivo
muito menos o que sinto
Rótulos não me servem
Quero o presente, o agora
Quero o pulsar, o viver
Quero o intenso e tudo o que
puder e não.

Passou o tempo em que eu sentia raiva das amantes, pra falar a verdade era uma quase odiar. Antes eu pensava que amantes eram criaturas frias, seres em busca de um pouco de diversão sem compromisso. Pensava que eram fúlteis e vazias e que a sua capacidade de raciocínio não estava no cérebro, mas um pouco abaixo da cintura.

Bem, tenho que dizer que o meu conceito em relação as amantes mudou totalmente quando tornei-me uma, isso mesmo, acho que levei a sério demais isso de me colocar no lugar do outro, quer dizer, da outra.

O mais engraçado de tudo é que, somente uma semana depois do primeiro encontro dei-me conta do meu novo rótulo, pois é, tinha me tornado aquele ser do primeiro parágrafo e mais engraçado, não me sentia próxima de nenhum daqueles adjetivos descritos pelo meu antes.

Confesso que essa idéia muito me incomodava, logo eu, que sempre fui tão combatente, eu que me jugava tão politicamente correta, agora estava marcada por essa minha atitude nada racional. Nesse momento descobri algo em nunca tinha pensado antes: amantes são seres dotados de uma proporção bem maior de emoção do que de razão, são seres apaixonadados demais para refletir na direção do seus passos.

Me descobri fora do ar, submersa em pensamentos, gastando meu tempo em imaginar como seria o próximo encontro, minha cabeça rodava sem parar e voltar a vê-lo parecia ser a única coisa capaz de colocar meus pensamentos no lugar.

Percebi que amantes alimentam muitas ilusões, a pior delas é crer que um dia terão um "the end" feliz com seu amado. Ao contrário do que imaginava, amantes sonham com coisas simples: passeio de mãos dadas na sorveteria da esquina, um dia inteiro juntos...

Amantes são seres pela metade, fragéis, acreditam que sua felicidade depende da presença de outra pessoa. Nos momentos de racionalidade chegam a jurar que a próxima será a última vez, embora saibam que isso não é verdade, a menos que realmente queiram.

Amantes sentem inveja das esposas, muitas até gostariam de estar no lugar delas, mas esquecem que 98% de chance é de que continuem a ser o que são, válvulas de escape, loucura passageira, ou coisas do tipo.

Deixar de ser amante é como deixar de ser alcóolatra, apesar de difícil, é necessário evitar o primeiro gole.

⁠Jesus Está Quase Voltando: O Nosso Arrebatamento Está Muito Próximo

Sinto Sua falta...
Assim Como as estrelas sentem a falta do sol
Sobre os Céus escuros da noite...

Infiro os transeuntes e suas relações insociáveis...
Aquele que nos livros procurava esquecer o profundo ermo e o distúrbio inato e incurável.

Inserida por PoetOfTheBlues

Como um fantasma que se refugia
Na solidão da natureza morta,
Por trás dos ermos túmulos, um dia,
Eu fui refugiar-me à tua porta!

Inserida por PoetOfTheBlues

Os ventos murmuram o padecimento da tramontana, pensamentos batelados vagam ermos de si mesmos sobre está choupana velha, em deslumbre
dessa antropofobia que em momento algum já olvinado
atrás de devaneios e euforia.

Inserida por PoetOfTheBlues

LEGADOS ... ! Manuscritos do Mar Morto.

" Ó Pai Celestial ... Traze à Tua Terra O reinado da Paz !"

Manuscritos do Mar Morto.


É um mundo que relegaAs perspectivas de Futuro ...

Um Mundo sem PiedadeÉ um mundo fadado à VingançaE ao Ódio ...

Um Mundo sem MisericórdiaSe perde pela Intolerância ...

Um Mundo sem o RespeitoEntre irmãos

Se lança à obscuridadeDa rés Difamação ...

Um Mundo sem Perdão

Extrai de si mesmoA possibilidade do Recomeço ...

Um Mundo que renega a Sabedoria

Divaga pela Inutilidade

E pela Ignorância ...

Um Mundo sem PazÉ um mundo que se compraz com o Caos

Tendo como LegadoA Destruição e a Morte ...

Um Mundo que negligencia a Vida

Apenas sobrevive

Colocando em xeque a grandiosidadeDe sua própria Existência ...

Um Mundo sem a Consciência DivinaÉ um mundo mergulhado no Ceticismo

Que apenas obstrui a Luz ..

Inserida por ssolsevilha

Em noites como esta apenas a lua uiva para a escuridão dos céus...

Inserida por PoetOfTheBlues

Somos Soldados de Nós mesmos,
Exércitos de um homem só
Poetas de Mentira
Astronautas de pó
Vivemos, Sonhamos e morremos
Amargurados pela vida
Não vivida de um tempo vivenciado de mentiras.

Inserida por PoetOfTheBlues