Selecção semanal
5 achados que vão mudar sua rotina Descobrir

Quase Morto

Cerca de 10072 frases e pensamentos: Quase Morto

⁠Vivemos em uma sociedade extremamente dependente da ciência e da tecnologia, na qual quase ninguém sabe nada sobre ciência e tecnologia.

Carl Sagan
O mundo assombrado pelos demônios (1995).

Quando penso sobre mim mesma,
Gargalho até quase morrer,
Minha vida tem sido uma grande piada,
Uma dança que anda,
Uma canção que fala,
Gargalho tanto que quase perco o ar,
Quando penso sobre mim mesma.

Maya Angelou
Poesia completa. Bauru, SP: Astral Cultural, 2020.

Nota: Trecho do poema Quando penso sobre mim mesma.

...Mais

A gente acaba quase sempre se acostumando com uma porção de coisas na vida, por medo da solidão ou pela segurança da estabilidade. Sempre me adaptei a muitas delas, vivo constantemente no modo automático e quase sempre nada me desperta interesse, é tudo um grande borrão pra mim, passam perto e eu não sinto, dançam vestidos de palhaço na minha frente e eu só bocejo. Quase nada me toca. É difícil achar algo que me faça sentir vontade de olhar uma segunda vez ou ter alguém com quem eu queira ficar perto por horas. Ainda não descobri se sou a defeituosa ou se o mundo que é defeituoso. Mas eu já te falei sobre essas coisas. Já te falei também, e aliás, quero repetir, que você é a exceção no meio disso. Você é minha não-adaptação.

“O hábito de me recolher a mim mesmo acabou por me tornar imune aos males que me acossam, e quase me fez perder a memória deles. Desse modo, aprendi com base na minha própria experiência que a fonte da felicidade reside dentro de nós e que não está no poder dos homens fazer com que fique realmente desgostosa uma pessoa determinada a ser feliz. Por quatro ou cinco anos desfrutei regularmente de alegrias interiores que almas gentis e afetuosas encontram numa vida de contemplação.”

Jean-Jacques Rousseau, in Devaneios de um caminhante solitário

Você não precisa de quase nada para ser feliz, mas determinação é fundamental!

Parei perto, quase como se fosse magneticamente puxada. Cabelos castanhos escuros, bagunçados pro lado. Barba quase que rala emoldurando seu rosto rígido. Sobretudo preto aumentando o ar de mistério de sua feição. Branco, quase pálido e com um olhar capaz de fazer você morrer de amor pelo menos trinta e nove vezes em apenas uma hora. Aquele tipinho de vampirinho de ficção romântica que encanta qualquer menina de dezesseis anos, e mesmo que já não tenha mais tal idade, aquele olhar te fará voltar a ter. Mas o que mais me chamou a atenção foi que ele tinha um livro nas mãos.

As pequenas coisas que dão prazer são feitas de momentos breves, quase mágicos, nos quais os cinco sentidos parecem parar no tempo e, sem pressa, saborear toda as sensações, antes de registrá-las para sempre na memória.
Estes pedacinhos de cotidiano são feitos de cheiros, sabores, cores e sonoridades particulares que tocam você, às vezes inexplicável, e que ficam associados àqueles momentos especiais de sua vida. São pedrinhas semeadas ao longo do caminho de sua existência. Ao parar para observar, por alguns segundos, estes instantes e estes pequeninos prazeres, você saberá do que é que você gosta e, assim, aprenderá a se conhecer melhor. Pois dizer o que ama é um pouco como escrever a sua história ou desenhar o seu próprio retrato.

Penso em você quase toda hora. Só não penso toda hora porque quando estou com você não penso em mais nada.

Cansei de gente sufocante, cansei de pessoas que incomodam, cansei de perceber que quase todas as pessoas são idiotas ou hipócritas, o fato é que cansei de dar satisfações a quem não merece nem meu "meio sorriso", cansei de ter alguém, sendo que eu só quero ter a mim mesma.

--- Sozinho no quarto. Deitado na cama. Quase não sinto o pano fino que me cobre. Pareço flutuar, não sinto mais nada, somente esse sentir... Estranho! Flagro-me em um mundo distante, oscilante, faltante! Não mais me encontro em mim!
--- Sorrio distante. Pareço empolgante. Mas muito, muito faltante! Falta-me um motivo, um porque, um espetáculo, um Stand-Up. Então me flagro a gritar. Me solto e explodo.
--- Desperto, de repente na cama. Algo que outrora me parecia uma seda agora me lembra uma chapa pesada de um metal, a me envolver, prender! Faça força para me livrar e não consigo. Estou só e apreendido. Não gosto... Não quero! É impossível!
--- Grito. Esperneio. Em vão. Estou só em um mundo sombrio. Ao meu lado, apenas um porta-retrato, sem retrato. Sobre um nada. Tento alcançá-lo. Esforço-me em vão.
--- Uma angustia bate, Uma solidão me rodeia. Minha mente me destrói. Não consigo nem pensar. Começo subitamente a gritar. Nada.
Chamo um nome. Acordo. Estou só. No ultimo degrau de uma escada. Apenas, com sua foto na mão.
--- Algo, muito em vão.

Quem tenta ser bom em tudo, não consegue ser bom em nada .Embora você possa aprender quase tudo você tem aptidões naturais mais evidentes!

‎Antigamente, ser filho de pais separados era ser diferente, quase um anormal. Hoje isso muda. É tão normal que virou moda.

Não ligue se eu estiver um pouco irritada, mas é que ultimamente eu to sem paciência pra quase tudo, prefiro ficar sozinha por um tempo a ter que estar ao lado de centenas de pessoas falsas e esse é só uma das causas da minha intolerância. Nesses últimos dias devo ter falado “estou bem” umas 50 vezes, a maioria era mentira mas ninguém percebeu, então chego a conclusão que sei atuar muito bem, por mais que isso não me anime. Esse seria um desabafo perfeito, se eu soubesse o que eu sinto, mas assim como meu quarto, minha vida é uma bagunça, e sabe aquela depressão pós-nada? ela vem me invadindo constantemente, meu humor está mudando tanto que nem eu me aguento mais. Descobri que a vida costuma ser irônica demais, eu que sempre fiz de tudo para entender os outros hoje não consigo me entender direito, e se for para me descrever nesse momento, ninguém encontraria as palavras certas, é como algo inexistente. Preciso de uma terapia, mas sem nenhum médico, muito menos remédios ou drogas naturais, sei lá, preciso que alguém cubra esse vazio que eu sinto, acabe com essa minha abstinência.

A maioria pensa que enriquecer é apenas ganhar mais, mas a imagem revela a verdade que quase ninguém quer aceitar: não é sobre aumentar o salário, é sobre aumentar a disciplina.


O verdadeiro segredo está em aprender a manter o que você ganha, controlar impulsos e investir antes de gastar. Quem domina isso constrói liberdade; quem ignora, vive correndo atrás do próprio rabo.


Cada real que você deixa de desperdiçar é um passo a mais rumo à independência.
Cada escolha consciente te aproxima da vida que você sonha.
A riqueza começa no comportamento, não no bolso. 💭💬


#Siga: Ti Flemi Luhungo ✍️

Sou pequeno sou garoto
Sou um jovem quase louco
Sou menino
E por enquanto sou normal.

Se eu parar pra pensar em todos os amores que já passaram pela minha vida, eu quase dou risada antes mesmo de começar. Tenho 19 anos, então, sinceramente, não é como se eu tivesse um currículo amoroso gigantesco, mas intensidade nunca faltou. Se faltasse, eu provavelmente teria inventado.


Teve o amor que chegou prometendo tudo e foi embora em duas semanas, mas deixou lembrança pra um ano inteiro. Teve aquele que parecia filme, com trilha sonora imaginária e tudo, e que acabou do jeito mais real possível: visualizado às 02:17 da manhã. Clássico. Teve o amor tranquilo demais, que não deu frio na barriga, mas deu paz. Na época eu achei chato. Hoje eu entendo. Ou quase entendo.


Também tiveram os amores confusos, que não sabiam o que eram, mas tinham certeza de que queriam complicar. A gente ria, brigava, fazia as pazes, brigava de novo, e no final dizia “a gente se fala”, sabendo muito bem que não ia se falar nada. E tudo bem. Ou pelo menos fingia que estava tudo bem.


Teve amor que me ensinou a gostar de músicas que eu nunca ouviria sozinho, séries ruins que eu defendia com unhas e dentes, e comidas que eu jurei que odiava, mas comi só pra agradar. Amor jovem é isso: você perde um pouco da dignidade, mas ganha boas histórias.


Os ruins também contam. Principalmente eles. Os que machucaram, os que mentiram, os que me fizeram prometer que nunca mais ia gostar de ninguém… até a próxima pessoa aparecer cinco dias depois. Esses amores doeram, mas deixaram algo útil: senso crítico e algumas piadas internas que só eu entendo quando lembro.


No meio disso tudo, teve risada, teve choro escondido no banheiro, teve mensagem apagada antes de enviar, teve coragem exagerada e covardia disfarçada de maturidade. Teve eu achando que sabia amar e eu descobrindo que não sabia nada.


No fim das contas, todos esses amores, bons ou ruins, passaram por mim como quem bagunça um quarto e vai embora. Alguns levaram coisas importantes, outros deixaram lembranças, e teve quem esqueceu algo essencial: um pedaço de quem eu era.


Hoje, aos 19, eu olho pra trás e rio. Rio de mim, principalmente. Porque, no meio de tanta confusão, eu vivi. E se amar desse jeito meio torto é errado, então tudo bem. Eu erro rindo.


— Cyrox

A dor costuma chegar sem pedir licença e, quase sempre, sem explicação. No momento em que machuca, ela parece injusta, pesada, até cruel. Mas Deus enxerga além do instante — Ele vê o que está sendo construído enquanto tudo parece desmoronar.

O que hoje é ferida, amanhã pode ser bússola. Muitas dores não vêm para nos destruir, mas para nos reposicionar. Elas encerram ciclos, quebram ilusões, silenciam caminhos que já não levam a lugar nenhum. Doem porque arrancam o que não cabe mais.

Confiar nisso não elimina o sofrimento, mas dá sentido a ele. É acreditar que nenhuma lágrima é em vão, que cada queda carrega um aprendizado e que até os momentos mais difíceis estão, de alguma forma, nos conduzindo. Às vezes, Deus não muda a situação — Ele muda a direção.

Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase.

Sarah Westphal

Nota: Trecho de "Quase" de Sarah Westphal

Demorei para perceber que quase tudo, na vida, gira em torno da mesma obsessão: controle.


Chamam de organização.
De rotina.
De responsabilidade.


Mas é medo.


Medo do que pensa sozinho.
Medo do que cria fora do padrão.
Medo do que não se deixa domesticar.


Por isso contam horas, não ideias.
Presenças, não sentidos.
Corpos, não consciências.


Aprendi cedo que existir era caber.
No horário.
Na planilha.
Na expectativa.


E, para caber, comecei a diminuir.


Produzia mundos inteiros em silêncio,
mas ninguém via.
Porque não estavam interessados no que eu criava,
e sim no quanto eu permanecia disponível.


Não querem pássaros.
Querem gaiolas cheias.


Dentro delas, aprendemos a funcionar.
Não a viver.


Adoecer em segredo.
Cansar em silêncio.
Sorrir por obrigação.
Seguir por medo.


Quando o corpo falha, chamam de fraqueza.
Quando a mente cansa, chamam de desculpa.
Quando a alma sangra, chamam de drama.


E descartam.


Porque quem cai expõe a mentira coletiva de que todos estão bem.


Aprendi a esconder fissuras.
A maquiar exaustão.
A negociar comigo mesmo.


Caminhei entre leões.


Aprendi a linguagem do poder,
os códigos da conveniência,
o teatro da força.


Mesmo assim, nunca fui do grupo.


Era tolerado.
Nunca pertencente.


Presença sem raiz.
Voz sem território.


E, para continuar ali, virei útil.


Apoio.
Escada.
Ponte.


Sustentava projetos, egos, fragilidades alheias.
Enquanto ninguém sustentava a minha.


Confiei.
Acreditei.
Projetei lealdade onde só havia interesse.


A traição veio suave.
Educada.
Disfarçada de cuidado.


E no amor, foi ainda mais evidente.


Enquanto eu resolvia, eu existia.
Enquanto carregava, eu era necessário.
Enquanto servia, eu era querido.


Quando parei, virei ruído.


Foi aí que compreendi:
muitos não se relacionam com pessoas.
Se relacionam com funções.


Nesse ponto, algo quebrou.


Não foi romântico.
Não foi pedagógico.
Não foi bonito.


Foi brutal.


Percebi que eu tinha passado anos
me transformando em estrada
para quem nunca pretendeu caminhar comigo.


Eu era passagem.
Nunca destino.


E isso não gerou iluminação.
Gerou raiva.
Lucidez.
Desencanto.


Passei a desconfiar dos aplausos.
Dos convites.
Dos afetos fáceis.


Passei a ver o mundo como ele é:
um mercado emocional,
onde quase tudo é troca,
quase nada é vínculo.


Hoje eu não romantizo liberdade.


Liberdade dói.
Isola.
Cobra.


É andar sem garantias.
Sem plateia.
Sem proteção.


É perceber que ser inteiro
te torna inconveniente.


Que pensar demais incomoda.
Que sentir demais afasta.
Que não se vender custa caro.


Não virei herói.
Não virei exemplo.
Não virei cura.


Virei consciente.


E consciência não salva.
Ela pesa.


Você passa a enxergar
as engrenagens,
as farsas,
as dependências,
as manipulações.


E já não consegue mais fingir.


Hoje eu sei:


Não sou gaiola.
Não sou ponte.
Não sou sombra.
Não sou ferramenta.


Mas também não sou refúgio.


Sou território instável.
Cheio de ruínas, ideias, cicatrizes e silêncio.


Quem entrar, entra sabendo:
não ofereço conforto.
Ofereço verdade.


E verdade não acolhe.
Ela rasga.

Deixa eu te dizer algo que quase ninguém tem coragem de admitir: sacrificar os próprios sonhos para ser aceito é uma morte lenta. Não mata o corpo, mas enterra a alma viva. A dependência emocional acostuma o coração a migalhas e, quando a fome vira rotina, a gente começa a chamar migalha de amor, silêncio de paz e prisão de estabilidade. Mas Deus não te fez pombo pra viver de restos no chão. Ele te fez águia e águia adoece quando aceita viver em galinheiro. Sobreviver não é vitória. Respirar não é viver. Aguentar não é propósito. Tem muita águia dizendo que o ambiente não influencia porque admitir isso exigiria coragem para mudar. E mudar dói. Dói perder gente. Dói decepcionar. Dói ficar sozinho por um tempo. Mas tudo que custa a tua sanidade emocional é caro demais, mesmo que venha embrulhado em conforto. A vida não foi uma escolha tua, foi um presente de Deus. E desperdiçar esse presente tentando caber onde você não é honrado é uma forma silenciosa de ingratidão. Feche as torneiras emocionais. Tampe os ralos por onde sua energia escorre. Nem todo mundo merece acesso ao teu coração, à tua visão, ao teu futuro. Ser você mesmo exige renúncias. Às vezes renúncia de lugares. Às vezes de pessoas. Às vezes de versões antigas de você que já não cabem mais. Mas a liberdade de tomar um café em paz, de criar sem medo, de ir embora sem culpa, de voltar a sonhar sem pedir permissão, isso não tem preço. Não mate a criança que você foi só para sustentar o adulto que o mundo quis que você fosse. Volte a cantar. Volte a criar. Volte a empreender. Faça o que te deixa vivo, mesmo que pareça estranho para quem escolheu se apagar. Ser autêntico assusta porque te obriga a assumir responsabilidade pela própria vida. Mas nada te impede. Existe um mundo inteiro esperando a tua coragem. Você pode. Você consegue. E quando o primeiro passo é dado, o caminho responde. A planta sem água morre. E o ser humano sem verdade também. O maior arrependimento não é errar, é chegar na velhice e perceber que o tempo passou enquanto você vivia para agradar. Aquilo que te dá medo, aquilo que você evita ouvir, aquilo que confronta o teu conforto, é exatamente por ali que está a tua libertação.