Quase Morto
Quase ninguém conhece os traumas (que em 99% dos casos são gerados e causados da infância).
Mas 99% dos que têm traumas, sem ao menos perceberem, os repetemno dia a dia (mesmo que de forma ingênua e inconsciente)..
E aí está a beleza e o poder da psicanálise: descobrir quais traumas carregamos;
enfrentá-los cara à cara e ELIMINÁ-LOS. Sim, é possível ser livre!
A internet inventou um padrão de vida que quase ninguém vive e fez todo mundo se sentir fracassado por não alcançá-lo.
ANDRÉ LUIZ SANTIAGO ELEUTÉRIO
O que eu quero fazer
Quase nunca consigo
Queria Ter o poder
Para fazer o que é preciso
É preciso fazer você sorrir
Mesmo que esteja sorrindo
Fazer nossa amizade sempre existir
Mesmo no momento mais lindo
Mesmo que você veja
É preciso guiar-te
Em qualquer lugar que esteja
É preciso vigiar-te
É preciso te ajudar
Mesmo se não quiseres
É preciso te amar
Mesmo se não me amares
É preciso fazer você feliz
Mesmo que esteja na felicidade
É preciso fazer o que fiz
Para mim é uma necessidade
Eu só vivo em paz
Porque consigo te agradar
É necessidade da minha alma
Fazer você brilhar
Quando estou em tristeza
O seu sorriso me é essencial
Ele é a essência da beleza
O qual te torna especial
Às vezes, o valor só é percebido na ausência.
O sal quase nunca recebe elogios por estar à mesa, mas basta faltar para que todos percebam a diferença.
Por isso, seja bom naquilo que faz, mesmo quando ninguém aplaudir.
Faça o seu melhor sem depender de reconhecimento.
Porque algumas presenças só são verdadeiramente valorizadas quando deixam de estar presentes.
Quando amamos – e o amor é espiritual – a presença quase não se faz necessária, pois os espíritos se reconhecem e se complementam.
O mundo e quase tudo que nele existe foi criado pela palavra…
Mas é pela ironia que ele quase sempre subsiste.
Quando a polarização, acompanhando a carruagem, se reinventou, essa corja convenceu parte do povo a se armar a pretexto de segurança para não perceberem que o chicote era a Bíblia mal-intencionada em suas mãos.
Não obstante, essa ironia, demonizaram a mídia só para monopolizar sua atenção.
Hoje elas não têm pauta mais relevante, senão dar palco para o encardido que arregimentou as almas “inocentes” para salvar o país, e nunca mais parou de tentar vendê-lo para se salvar.
O diabo é um gênio!
Num mundo onde quase tudo pode ser dito, mas quase nada escutado — talvez o bom ou mau-humor seja nocivo aos Donos da Verdade que não conseguem se despir da Toga do Moralismo.
Onde se fala muito e ouve-se muito pouco — o ruído é constante, e o humor se torna muito perigoso.
Talvez o bom ou o mau-humor sejam nocivos apenas aos donos da verdade, esses que vestem a toga do moralismo como se fosse um escudo contra qualquer desconforto.
Não suportam o riso porque o riso desarma, não suportam a ironia porque ela revela, e não suportam o espelho que o humor, em sua essência, quase sempre oferece.
Enquanto o mundo se divide entre os que falam e os que reagem, o ouvir continua sendo o ato mais revolucionário — e o rir de si mesmo, o mais Libertador.
Pois, para os que não conseguem rir de si próprio, as palavras perdem o dom de tocar para alimentar o vício de ferir.
Embora a morte que deixa quase todos impactados seja só a morte física — muitos depressivos vivem à exaustão, de tanto morrer a prestação.
Embora a morte que deixa quase todos impactados seja só a morte física — muitas pessoas depressivas vivem à exaustão…
De tanto morrer a prestação.
Vitimando corpos que seguem em movimento enquanto o espírito já se despede em parcelas invisíveis, abatidos por uma dor que o mundo insiste em não querer contabilizar.
A depressão é, talvez, a forma mais lenta, silenciosa e medonha de luto: o indivíduo se despede de si mesmo gradualmente, sem flores, sem velório, sem alardes…
E o mais triste é que, ao contrário da morte física, essa não desperta o mínimo de compaixão — desperta julgamentos.
Às vezes, é muito mais fácil ver só fraqueza e frescura onde só há cansaço mental, e desleixo onde só há desespero, do que praticar a empatia.
Talvez um dia, quando entendermos que o sofrimento do outro também tem voz, ouçamos os que morrem devagar, antes que seja tarde demais.
Quase todo mundo lendo — quase ninguém interpretando. Seria um começo admirável, se o fim não negasse os meios.
Não podemos seguir — Ferindo o Próximo, Ferindo o Mundo
Já estamos quase conseguindo transformar o Paraíso — chamado mundo — que nos foi entregue,
Numa verdadeira bola de neve...
Insensíveis, imprevisíveis e gananciosos,
já não queremos dividir o mundo —
queremos tomá-lo, dominá-lo.
Por capricho, descuido ou maldade,
estamos ferindo quem deveríamos cuidar:
o próximo.
Com tanta gente disposta a ferir,
precisamos cuidar um pouco mais de nós mesmos...
Mas é preciso sermos cuidadosos
até no ato de nos proteger —
para não nos blindarmos
a ponto de nos empedernir.
Espero que em meio de tanta (Cão) fusão, onde — quase sempre — a Arrogância, a Prepotência e o Autoritarismo se confundem com Bravura, a Vingança com Justiça e o Discurso de Ódio com Liberdade de Expressão — a Desumanização não se confunda com Demonização.
“Moleques meninos”
mal alimentados por muitos sim, quase sempre viram esses
homens moleques.
Os furiosos que rejeitam todos e quaisquer nãos.
Com tanto sim, atravessado goela abaixo — sim, ao ego, sim, à impunidade, sim, à ideia de que o desejo masculino é prioridade — muitos “moleques meninos” cresceram mal alimentados do essencial: frustração, limite e escuta.
Não aprenderam cedo que o não jamais é afronta, mas fronteira, limite…
Não é humilhação, é linguagem.
Não é convite à fúria, é exercício de humanidade.
Criados à base de concessões e silêncios forçados, confundiram afeto com posse, insistência com direito e desejo com autorização.
E quando o mundo — especialmente as mulheres — ousa lhes negar algo, reagem como quem teve o prato retirado, não como quem foi chamado à maturidade.
O homem moleque não rejeita só o não: rejeita o espelho que ele oferece.
Porque todo não bem colocado revela o que falta — e encarar a própria falta exige mais coragem do que gritar, ameaçar ou ferir.
Não, nem é só não, como dizem os muitos que fingem preocupação com as mulheres do nosso país…
Talvez uma das maiores e principais urgências do nosso tempo não seja ensinar mulheres a dizer não, mas ensinar homens a sobreviver a ele.
Porque o não, quando respeitado, educa.
Quando ouvido, humaniza.
E, quando aceito, transforma moleques famintos em homens capazes de conviver — e não de dominar.
Enquanto isso não acontece, o “Não” seguirá sendo resistência.
E a reflexão, uma necessidade inadiável.
Não é humano a aceitação medonha de que mulheres continuem sendo desumanizadas — no Brasil e no mundo — por causa de um “Não”.
Hoje a Sorte me abraçou tão apertado, que quase cansei!
Gratidão por mais um dia vencido, meu Pai Amado!
