Quanto Vale um Abraco

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"Me mostraram o Yin e Yang, seguindo a tentativa de um equilíbrio relativo. De um lado o bem e do outro o mal, mas pensei no tempo corrido. Universo regido por energias de cargas distintas, na conjuntura de uma matéria esquecida."

"Criaram um texto de entendimento intermediário, mas não pensaram nos sacrifícios, feitos por uma crença desequilibrada. Porém apresentaram agnosias (visual/auditiva) e uma dislexia expressiva. O tempo foi passando e na livraria aparece o Transtorno Borderline, admiração na primeira história de ódio e pensei na savana da África."

"Motivações que segue um organograma, mas os pesares seguem um fluxo natural. Itens de emoções individualistas, onde à natureza se torna primitiva. Mas não pensam na teoria do pomar, revelando os próprios instintos. Comportamento desenvolvido com o tempo, mas não assumindo as verdades da vida."

"Entrei na livraria, mas não tinha moedinhas. Entretanto disseram que eu poderia pegar um livro e ler naquele mesmo espaço, e me fizeram lembrar da biblioteca. Li um livro de romance, mas me indignei naquele tempo passado. Decepção literária, mas não enxergavam a placa que proibia fumar."

O Sonho Desperto Pela Arte Elegante — A Sedução Do Senso Poético

O sabor intenso de um sonho apaixonante que felizmente ganhou vida: uma arte muito elegante de lábios carnudos, com o seu olhar profundo e confiante; a sua intensidade é expressiva, o seu charme é provocante. Certamente, tu és fruto de uma inspiração divina, de uma composição abundante.

A tua sedução acontece com naturalidade, é fortemente radiante como os raios de sol que iluminam a tua pele; existem suavidade e veemência nas tuas emoções, que refletem na beleza da tua face e na integridade das tuas sensações. Todos os teus detalhes são significativos — traços e texturas, o corpo e o íntimo.

Sonhar intensamente de olhos abertos é tão aprazível que chega a ser um privilégio, principalmente quando tu és o motivo — um forte gatilho para o meu senso poético: uma linda mulher inconfundível que causa verdadeiramente o desejo de tê-la por perto e tornar cada momento inesquecível.

Vivemos um momento em que parece que o mundo inteiro está anestesiado, sem empatia, onde ninguém quer saber de solidariedade e a dignidade humana já não importa mais para ninguém.

Há um esvaziamento assustador dos laços humanos: a solidariedade virou escassez e o ser humano caminha como se a dignidade alheia não tivesse o menor valor.

O mundo parece anestesiado por um individualismo profundo, onde a empatia foi esquecida e ninguém mais demonstra interesse em estender a mão ao próximo.

Observa-se um distanciamento alarmante na sociedade global, em que o respeito e a consideração pela pessoa humana foram substituídos por um vazio de solidariedade.

O Enzo só é problemático, quando é filho de outra pessoa.
O seu Enzo, é um jovem brilhante, injustiçado e, incompreendido pelo mercado de trabalho.

Onde você estiver

Olhei lá fora e, por um instante,
Parecia tão perto o sol,
Quase ao nosso alcance.
O mundo girava sob a luz do farol.

Por um instante, um segundo,
Nos afastamos da realidade amarga.
Observei seu sono profundo,
O silêncio e a paz que tanto sonhava.

Vi reflexos de nós dois:
Éramos crianças correndo entre rosas brancas,
Sem pressa e sem pensar no depois.
Tantas eram nossas esperanças.

Eu sei, fábulas douradas não existem.
Essa razão, barulhenta, que nos impede,
Mas nosso sono resiste,
E em silêncio nosso sonho persiste.

Fomos condenados pelas ilusões,
Presos em correntes invisíveis.
Procuramos encontrar inspirações
Em todas as formas de amores impossíveis.

Mentira, verdade — não importam agora,
Se permita sair do chão.
Há um mundo todo lá fora...
Não solte minha mão.

Se temes voar sem direção,
Ziguezagueando pelo mundo,
Fecha os olhos, segue o coração:
Estamos juntos.

Vamos viajar
Nos meus e teus sonhos.
Nada pode nos parar,
Tudo faz parte do plano.

A cada amanhecer,
Escrever novos dias.
Podemos morrer e renascer,
Criando novas fantasias.

Mas, se não vier,
Me permita ser memória.
Onde você estiver,
Você sempre será eterna em minha história.

Carta de despedida: Nosso mundo encantado


Querida,
Hoje, ao ver uma foto sua,
um álbum inteiro se abriu diante de mim —
não de imagens, mas de memórias inventadas,
histórias que criei e roteiros que escrevi
acreditando que seriam nossos.
Projetei um enredo,
acreditei no roteiro que escrevi sozinho.
E quando o silêncio chegou,
percebi que o eco não era ausência tua —
era excesso meu.
Nesse excesso, construí um mundo só nosso,
mas apenas eu tinha acesso.
Olho com carinho para tudo que senti.
Não acabou.
É apenas o primeiro dia fora do nosso mundo encantado.
Um mundo criado por mim,
mas que, em essência, pertencia a nós dois.
O que doeu não foi perder alguém —
foi perder o personagem que inventei,
aquele que você talvez nunca tenha conhecido.
Descobri que o amor idealizado
tem o brilho exato do pôr do sol:
belo, mas breve, e feito de despedida.
Me vejo como um belo arquiteto,
mas um péssimo projetista.
Criei estruturas lindas,
dignas de um conto de fadas.
E hoje, de fora,
observo o “nosso mundo perfeito”,
sem saber se você o acharia perfeito também.
Entendi que a decepção
é só a luz acendendo no cinema,
revelando que o filme era projeção.
E no escuro que fica depois,
a vida me convida a assistir de novo —
dessa vez, com os olhos abertos.
Das cenas que mais gosto são os créditos.
Porque, mesmo sendo o único colaborador físico dessa criação,
todas as cores e formas vieram de você.
Lhe agradeço por ter sido inspiração,
mesmo sem saber.
Nunca haverá mágoas
em um mundo onde só um coração pulsava.
E mesmo que esse mundo tenha sido só meu,
ele foi feito com amor —
e por isso, ele sempre será bonito.
Com carinho,
Luis

"Entre o passado de prisão que ecoa no inconsciente, existe um futuro que anseia por um grito de liberdade.”

Um dia vamos celebrar tudo o que não vivemos juntos. E isso também chamaremos de livramento.

Chega um momento em que a distância já não dói, ela esclarece. Olhamos para trás e entendemos que nem tudo o que não aconteceu foi perda. Houve planos interrompidos, conversas que não avançaram e histórias que não seguiram adiante não por falta de amor, mas por falta de sentido. Com o tempo, aprendemos algo difícil de aceitar: algumas relações não acabam para nos ferir, acabam para nos preservar. E quando a maturidade finalmente chega, conseguimos chamar de livramento aquilo que um dia chamamos de destino.

Deus rege como um maestro perfeito. Quando confiamos, aprendemos a viver a sinfonia em harmonia com tudo e todos ao nosso redor.

Apego Ato 2

(Palco quase escuro. Um único facho de luz. Ele caminha lentamente.)

Assim termina o engano do meu próprio coração.

Eu, arquiteto da ilusão,
escultor de um trono que jamais me pertenceu.
Com mãos trêmulas de afeto ergui muralhas de admiração,
e no topo delas coloquei um ser humano…
feito da mesma fragilidade que eu.

Mas ceguei-me.
Preferi chamá-la de estrela,
para justificar minha disposição em viver na sombra.

Oh, que doce veneno é idealizar.
Enobrece o outro
e empobrece a si mesmo.

Fiz dela soberana de um reino que inventei.
Curvei-me diante de um amor que não pediu joelhos.
E quando clamei por reciprocidade,
o eco foi minha única resposta.

(pausa longa)

Mas eis a tragédia maior
não foi rejeição.
Não foi desprezo.
Foi consciência.

Consciência de que nenhum trono se sustenta sozinho.
Que todo pedestal exige um chão.
E eu… eu escolhi ser chão.

(olha para as próprias mãos)

Estas mãos que ergueram,
agora aprendem a desfazer.

Pois se amor houver de existir,
que venha sem coroas.
Sem alturas inventadas.
Sem abismos criados pelo excesso de devoção.

Que venha como encontro.
De pé.
Olho no olho.
Respiração contra respiração.

E se não puder ser assim…

(entonação firme)

Que caia o trono.
Que se despedacem os altares.
Que reste apenas a verdade
dois seres humanos
ou nenhum.

(A luz se apaga lentamente. Silêncio.)

"Um desapego saudável não se define apenas pela aceitação do que houve, mas pela decisão de não prolongar sentimentos que já cumpriram sua função."

⁠"Hoje somos antônimos de um amanhã que jurava ser sinônimo de eternidade."

"Com o tempo você aprende que um bom jardineiro não cultiva flores para serem eternas, mas para durarem uma estação. Tempo suficiente para alimentar lagartas, borboletas e beija-flores."