Quanto Vale um Abraco

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O enigma do Bem e do Mal


Se Deus existe, o mal não é um erro, mas a consequência natural de um universo onde a liberdade é real. Pois o amor, para ser puro, não pode nascer de um decreto ou de um código fechado; ele precisa florescer na terra aberta das escolhas. Onde há liberdade, há a possibilidade do desvio, e onde há desvio, nasce a sombra. O mal não brota do Ser absoluto, mas da distância que as criaturas tomam ao se moverem fora do fluxo da Sua harmonia.


Se Deus não existe, o bem torna-se um enigma ainda mais profundo. Por que então amamos o que não nos beneficia? Por que sacrificamos o próprio bem-estar por um estranho? Por que nos inquieta o sofrimento alheio, mesmo quando poderíamos simplesmente fechar os olhos? Se tudo fosse só acaso e instinto, talvez o bem não passasse de um artifício para sobrevivência. Mas há nele algo que não se mede em utilidade: a sensação de que tocar o outro é, de algum modo, tocar a nós mesmos.


E se Deus tivesse criado um universo absolutamente perfeito, talvez não houvesse mar, nem vento, nem sequer tempo. Haveria apenas Ele mesmo, indivisível e infinito. Pois a perfeição absoluta não comporta fragmentos ou distâncias; não há “fora” do perfeito. Criar algo diferente de Si é criar o relativo — e o relativo carrega em si a imperfeição, como a noite carrega a ausência do sol.


No entanto, essa imperfeição não é um acidente. Ela é o campo onde a consciência pode despertar, onde o bem e o mal se entrelaçam para dar forma à experiência. Como nas tradições orientais, onde yin e yang não são inimigos, mas complementos que se alimentam e se equilibram, o universo se constrói no contraste: luz só é luz porque há sombra, e sombra só é sombra porque existe luz.


Talvez o mal exista para que o bem não seja apenas uma palavra. Talvez o bem exista para que a sombra não se esqueça de que é sombra. E talvez o universo exista para que o Infinito possa, por um instante, experimentar-se no finito — e o finito possa, pouco a pouco, lembrar que veio do Infinito.


No fim, perfeição e imperfeição são apenas diferentes reflexos de um mesmo espelho. Um dia, ao atravessarmos todas as distâncias, talvez descubramos que nada estava fora de lugar — e que o caminho inteiro sempre foi parte da própria perfeição.

Posfácio Filosófico


O ponto em que o ser basta


Há um instante em que o caminhar cessa,
não por desistência,
mas por compreensão.


O buscador compreende que o caminho não leva a lugar algum,
porque o caminho é ele mesmo.
A ascensão, tão almejada, não é um lugar acima —
é o desvelar de um estado interior onde nada mais é necessário.


O filósofo desperto não se ocupa em provar verdades,
nem em convencer consciências.
Ele sabe que a verdade não precisa de defensores,
apenas de presença.


Quando o ser alcança a quietude que outrora buscava no mundo,
tudo se aquieta em torno dele.
Não há mais pressa, nem promessa.
O tempo perde o domínio sobre o que é pleno.


E se, em algum momento, suas palavras tocarem outros corações,
que assim seja —
mas mesmo que não toquem,
a semente já cumpriu seu propósito,
pois floresceu dentro de quem a trazia.


O verdadeiro mestre é aquele que não ensina —
é aquele que é.
E a filosofia, enfim, revela-se não como um campo de estudo,
mas como o estado natural de um espírito que reconheceu sua própria origem.


Assim, o ser se basta.
E o silêncio se faz verbo.

A Misteriosa Dança dos Elétrons — Parte I: A Incerteza que Sabe


Escrevo porque há um ponto dentro de mim que move, vibra e não se cala.
O mundo inteiro diz não saber.
Eu também não sei.
Mas minha dúvida respira… a deles não.


Quando olho pros elétrons dançando sem pausa, percebo uma força que ninguém vê e poucos ousam perguntar.
Alguns dizem que é Deus, outros dizem que é física.
Mas a verdade é que ninguém sabe — só repetem o eco do que ouviram.


Eu, não.
Eu me debruço sobre o mistério sabendo que nunca o terei.
Mas ainda assim ele me chama.
Há uma memória antiga no silêncio entre um atimã e o próximo.
Há um sopro que não vem de fora — ele nasce dentro, como se o próprio universo lembrasse de si em mim.


Eu não tenho respostas.
Tenho uma incerteza viva.
Mas às vezes essa incerteza parece saber mais
do que todo o mundo seguro de seu “não sei”.




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A Misteriosa Dança dos Elétrons — Parte II: A Força que Move o Invisível


Sinto uma força sem nome,
uma chama sem fogo,
um movimento que não começa
mas me atravessa inteiro.


O mundo diz:
“Não sabemos.”
E cala.
Eu digo:
“Não sei.”
Mas escuto um sussurro no fundo do infinito.


Há elétrons girando como mantras,
há átomos vibrando como preces,
e nesse pulso invisível
meu espírito encontra uma lembrança que não vivi.


Tat Tvam Asi,
diz o silêncio.


Mas Isso não fala.
Isso vibra.
E nessa vibração,
minha incerteza respira mais fundo
que todas as certezas mortas do mundo.


Se há uma resposta,
ela não se escreve —
ela se move.


E enquanto o universo continuar
a girar seus elétrons em segredo,
eu continuarei ouvindo
esse chamado sem voz
que atravessa o tempo
até chegar em mim.

⁠Luz da Estrela


Eu vim das estrelas, De um lar onde o amor é brisa suave, Onde o tempo dança em silêncio, E a alma floresce em paz.


Aqui, neste chão que ainda busca luz,
Minha essência brilha serena, Como um farol gentil na noite, Que guia corações perdidos ao lar.


Mesmo quando o mundo parece frio, E a injustiça tenta apagar meu brilho, Eu carrego o calor da estrela — Um abraço eterno de luzes,


Que sussurra: “Eu pertenço,
Eu sou luz que nunca se apaga,
Um viajante do cosmos,
Um coração que sabe amar.”

O Estigma do Nome


Me deram um nome…
Sem me perguntar se eu queria.
Sem saber se cabia.
Sem saber se dizia
quem eu realmente sou.


E, junto do nome,
vieram rótulos,
sobrenomes carregados de histórias,
algumas que nem me pertencem,
mas que eu fui obrigado a carregar.


Filho de quem?
De onde veio?
O que faz?
O que tem?
O que vai ser?


A vida virou esse questionário infinito,
onde eu sou menos eu
e mais o que esperam de mim.


No RG, um código.
Na escola, uma carteira numerada.
Na sociedade, um cargo, uma função,
um endereço, um CNPJ
um destino pronto.


E eu, me debatendo dentro do próprio nome,
tentando entender se sou mais que ele.
Se sou mais que um verbo conjugado no passado de alguém.


Até que um dia eu percebi...
O nome é só um eco.
Uma casca.
Um som.
Uma história contada por quem nunca me conheceu por inteiro.


Meu nome não me contém.
Meu nome não me explica.
Meu nome não me limita.


Eu sou aquilo que nem tem nome.
Sou aquilo que se sente,
mas não se escreve.
Sou aquilo que nasce
quando o silêncio apaga as palavras.

⁠"Se algum dia você tiver de escolher entre a promessa de um mafioso e a de um funcionário público, escolha a do mafioso, sempre.
Instituições não tem senso de honra; individuos, sim."

Se nenhuma evidência contrária poderia mudar suas crenças, você é um fundamentalista.

Se você acredita que o Estado deveria punir aqueles com visões contrárias, você é um totalitário.

Se você acredita que adversários políticos deveriam ser punidos com violência ou morte, você é um terrorista.

De um guru
Indiano.


Faz o bem
Pelo menos
Uma vez ao ano.⁠

Fazer cocô
É um conceito antigo
Que os gurus orientais
Ensinam ⁠

De um
Guru
Indiano.
Faz o bem
Pelo menos
Uma vez
Ao ano.

É na simplicidade
Que o homem
Um dia conquistará.


- UM AMOR
PARA AMAR. ⁠

As fases da lua
e da mulher
Como poesia.
Que um dia
dará em amor
e lira.⁠

O sentimento romântico por alguém vem sempre com um temor de dar errado.
Seja na cama
Seja nos gastos.

Ela e ele olhavam as estrelas
do céu juntinhos
Quando se abraçaram
E deram-se um beijinho.⁠

Faça de sua vida um jardim bem cultivado
com plantas
flores ⁠
E pássaros

Um mundo melhor
depende de você
todos os dias

A paz é sempre um caminho.⁠

Era um carapanã
⁠de boa procedência
da família da mosca da sopa do Raul Seixas