Quanto Vale um Abraco
A imoralidade começa quando um fanático declara que um livro escrito por humanos é a palavra divina!
O crente percebe que falar com deus não adianta, pois ele não responde; então, o coitado vai a um grupo de ateus se humilhar. Pelo menos o ateu existe para lhe dar atenção, não é, meu filho?
O silêncio do universo não é um vácuo de informação; é um dado. Se deus é uma hipótese que prevê manifestação, cada busca frustrada é uma evidência de sua inexistência.
Já reparou que o diabo tem um gosto excelente? Segundo os crentes, ele inventou o rock, o comunismo, o prazer e o pensamento crítico. Se tudo o que é bom é dele, o céu deve ser um tédio insuportável.
Um dia todas as almas se reunirão para julgar deus por seus vários pecados. Resta saber a sentença: destruição total ou banimento ao eterno esquecimento?
Milhões morreram para que um roteiro teológico escrito por humanos fosse cumprido. Religiões não são uma mensagem de amor; são um monumento ao fanatismo!
Basta que um psicopata fanático se declare porta-voz do divino para que o sangue comece a correr. Na história, esse delírio coletivo tem nome e se chama: religião!
A perfeição das leis da física é o atestado de óbito divino. Se houvesse um criador, as leis seriam seus caprichos; como as leis são constantes e invioláveis, o universo é apenas uma engrenagem que não admite mestres.
A ordem do cosmos não prova nenhuma divindade, prova a sua ausência. Um universo governado por constantes físicas imutáveis é um universo onde não existe espaço para milagres, nem para quem os faça!
Ninguém prova a eternidade da ordem. No início, talvez nem Deus fosse mais do que um lampejo de desordem.
Se milagres não acontecem na vida real, a existência divina não faz diferença. Um criador que não mexe um dedo para mudar a realidade é, na prática, o mesmo que um deus que não existe!
O universo não é um projeto de arbítrio, mas a tradução inevitável de uma Equação Mestra. Outros mundos são apenas sombras lógicas; a realidade é o único cálculo que se tornou matéria.
É logicamente impossível deduzir um Criador a partir das leis do universo. No fim, resta apenas o desespero de esperar que o Criador um dia crie coragem e diga: "Olá".
O religioso que invade um grupo ateu para pregar revela mais do que imagina: um enorme vazio existencial, dúvidas profundas e desespero. Quem de fato tem fé não precisa gritar, o silêncio lhe basta.
O maior milagre que o Brasil poderia presenciar não seria a cura de um cego, mas a cura de uma democracia contaminada pelo teocentrismo parlamentar.
Religião é culto a entidades espirituais; chamar o ateísmo de religião é apenas um jogo de palavras.
E se o "Criador" for o único jogador e você for apenas um NPC mal programado? Dói aceitar que sua consciência é apenas uma simulação menor e menos real?
Humanos na sua imensa soberba e prepotência criam um deus para lhe servir e um diabo para justificar seus erros.
O ateísmo, em relação a todas as religiões, não requer um milímetro de fé: trata-se de uma posição baseada em fatos e evidências científicas, portanto dotada de sólida justificação epistemológica.
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