Quanto Vale um Abraco

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Foi então que eu a vi.

Estava encostada na porta de um bar. Um bar brega - aqueles da Augusta-cidade, não Augusta-jardins. Uma prostituta, isso era o mais visível nela.

Cabelo mal pintado, cara muito maquiada, minissaia, decote fundo. Explícita, nada sutil, puro lugar-comum patético. Em pé, de costas para o bar, encostada na porta, ela olha a rua. Na mão direita tinha um cigarro; na esquerda, um copo de cerveja.

E chorava, ela chorava.

Sem escândalo, sem gemidos nem soluços, a prostituta na frente do bar chorava devagar, de verdade. A tinta da cara escorria com as lágrimas. Meio palhaça, chorava olhando a rua. Vez em quando, dava uma tragada no cigarro, um gole na cerveja. E continuava a chorar - exposta, imoral, escandalosa - sem se importar que a vissem sofrendo.

Eu vi. Ela não me viu. Não via ninguém acho. Tão voltada para a sua própria dor que estava, também, meio cega. Via pra dentro: charco, arame farpado, grades. Ninguém parou. Eu também não. Não era um espetáculo imperdível, não era uma dor reluzente de neon, não estava enquadrada ou decupada. Era uma dor sujinha como lençol usado por um mês, sem lavar, pobrinha como buraco na sola do sapato. Furo na meia, dente cariado. Dor sem glamour, de gente habitando aquela camada casca grossa da vida.

Sem o recurso dessas benditas levezas nossas de cada dia - uma dúzia de rosas, uma música do Caetano, uma caixa de figos.

Se existe mesmo um Deus, em algum lugar por aí,espero que ele tenha coisas mais importantes para fazer do que se preocupar com o fato de eu beber uísque ou comer carne de porco.

Nada é tã vazio como um cérebro cheio de si mesmo.

Há sempre uma escolha
Há sempre um caminho que as folhas do chão vão me indicar
Que saem dos meus sonhos, do simples desejo
Que tive a vida toda de te encontrar

Ditirambo

Meu amor me ensinou a ser simples
Como um largo de igreja
Onde não há nem um sino
Nem um lápis
Nem uma sensualidade...

Oswald de Andrade
ANDRADE, O. Trechos escolhidos, Volume 91. Rio de Janeiro: Agir, 1967.

Aí você gasta um de seus preciosos sins e deixa pra depois mais um daqueles seus adeus, que, aliás, tem de sobra na sua bolsa de pano, sempre à mão, para casos de emergência. E eu me pergunto: você vai ficar porque está chovendo, ou está chovendo porque você vai ficar? Tanto faz. Se eu bem te conheço, basta me despedir usando a tática do me-liga-qualquer-coisa. Foi assim, desse jeito, que até hoje nenhum dos seus adeus durou para sempre.

Para os males da liberdade só existe um remédio, é mais liberdade.

O tempo não é nada mais do que um rio correndo pelo nosso passado.

Ela, que o pecado no olhar já era sedução.
Uma boca, um feitiço. E um beijo já seria crime, a menos que a vida deixasse.

Sei que não sou importante para você, mas pode ter certeza que para alguém eu sou… um dia você dará valor… daí será tarde demais.

Use bem agora o que o passado lhe ensinou para preparar um futuro de valor.

A adversidade é como um vento forte. Arranca de nós tudo, menos o que não nos pode ser tirado, de maneira que nos vemos exatamente como somos.

Era para ser um pleonasmo
"A proximidade aproxima,
a distância afasta..."

Mas em alguns casos:

"A distância aproxima
enquanto a proximidade separa,
a proximidade afasta
e a distância une..."

Deixar de ganhar não é necessariamente perder. Dois passos para trás ajuda a impulsionar um pulo!

É duro ter que sufocar um sentimento
e fingir que nada sentimos.
Quando, na verdade,
não podemos gritar
o tamanho desse amor
porque ele é proibido.

⁠Ah, pelo amor de Deus. Você nunca foi um Mikaelson. Supere isso.

(Kol Mikaelson)

Recomeçar é pensar em um motivo para desistir e lembrar de dez motivos para continuar...

Competição faz um trabalho muito mais eficiente que o governo em proteger os consumidores.

A amizade é um sentimento que só morre onde há falcidade!!!!!

A maior marca de um pai é como ele trata os seus filhos quando ninguém está olhando.