Quanto Vale um Abraco
Quanto mais o homem evolui em tecnologias, mais ele se aproxima do seu fim, contrariando o sentido da busca por evolução.
Quanto mais caminho, mais tenho consciência de que preciso continuar
firme no desejo de caminhar, pois é nisso que encontro o sentido da nossa caminhada.
O insubstituível é aquele que se engana quanto a sua importância no contexto ao qual está inserido.
O estar feliz é diretamente relacionado aos desejos, que podem ou não ser realizados, logo, quanto mais se deseja, maior probabilidade da frustação que conduz a infelicidade.
Tão cedo quanto o nascer do sol é a brisa do amanhã; tão certo quanto o ar que eu respiro é acordar com a certeza do quanto estar ao seu lado me faz tão bem. Tão certo quanto a chuva que cai molhando o solo e traz vida nova a uma plantação, assim é você para mim quando entrou no meu coração, me trazendo tudo de bom e de novo que jamais pensei em ter, me trazendo esperança e me fazendo viver.
Há quem julgue
A companhia dos animais
Como algo tão relevante
Quanto a invenção do esmalte
e o corante para cabelos
Simultaneamente
O que nós ainda
Não nos demos conta
É de uma coisa muito linda
Ocorrida em tempos ancestrais
Quando alguns animais
Perceberam ser possível
Domesticar o Homem
Desde então
Alguns Primatas
da subordem dos Símios
E aqueles animais
de quatro patas
Passamos a conviver
Em relativa harmonia
Os Felinos e os caninos
Ensinam-nos a viver
E é muito bom, quando a gente percebe
Que a hora mais feliz do dia
Algumas vezes
É receber o olhar
Carinhoso
Despretensioso e fiel
Contrastante, infinitamente
Com algo que existe
Pra lá de cruel, em todos nós
Que estamos no topo da Cadeia
Seres à Parte na criação
Prediletos do Criador
Pois nascemos Humanos
Nuvens cinzentas
Ocaso
Noite que se aproxima
Lenta e inexorável
Tão inevitável
Quanto a vontade
de olhar pro Céu
E enxergar
A sua cara nas estrelas
Escrever pra você
Um recado na Lua
Pra que assim lembrasse
Ao menos nas noites sem chuva
Que minha alma ainda vive
Pois
Outro dia
Numa noite chuvosa
Minha alma solitária
Nervosa e tristonha
Escreveu poesia nas nuvens
Pra que te molhassem de amor
E soubesse
Que os sonhos que você sonha
Sem entender o porquê
Foram todos escritos por mim
Nas noites em que eu fico assim
Saudoso e solitário
Vou vivendo
Vendo o tempo corroer
Cada dia que havia no calendário
E escrevendo
Poesias pra você
Edson Ricardo Paiva
Nada na vida
muda tanto a gente
quanto as coisas
que a gente sente
Enquanto o tempo passa
Lenta e velozmente
A gente aprende
Com as mentiras
Que o tempo conta
E o tempo
Conta mentiras sem monta
Meu Deus, como o tempo mente
Sem se importar
Com a tristeza que a gente sente
Dizem
que não se pode aferir
Pois a emoção
é algo abstrato,
Coisa que não se mede
Porém, Também mente
e mente estratosfericamente
Quem diz que os sentimentos
são inatingíveis quantitativamente
Nunca mais eu pude
me expressar tão bem
como no tempo de criança
Quando eu podia
ignorar as regras
"Mãe, eu gosto de você até no céu
e meu é maior que o mundo"
Todo mundo morria de rir
enquanto eu vivia chorando
mas me vinha
aquela ideia
de vez em quando:
Quando crescer, serei poeta
e quanto melhor
eu souber escrever
menos eu vou usar
a forma correta
criaram tanta regra pra gente
me impedindo de ser feliz, realmente
Três toneladas de felicidade
dez quilômetros de alegria
quinhentos graus de entusiasmo
Setenta libras de amizade
porém, veio a justa forma
E transformou
tudo em marasmo
desisti de ser poeta
Tentando usar a forma correta
Pra falar sobre o que sentia
E enquanto tempo
Eu perdia e perdia
os anos me consumiam
enquanto os dias eu contava
os sentimentos me transformavam
nada muda tanto a gente
Quanto aquilo
Que a gente
Não sente.
Edson Ricardo Paiva
Acordo de madrugada
Muito cedo despertei
Quando aprendi nas lições da vida
Que quanto mais palavras conhecesse
Menos eu compreenderia
A noite lentamente
Desvenda seu véu
Pra revelar que o Céu
Anda encoberto
Muito cedo compreendi
Que as respostas certas
Estão abaixo das nuvens também
desde que a minha mente
não obstrua a verdade
Escondida
Não pedras do Céu e do chão
Nas quedas que eu não caí
Nos restos de comida
Que o mendigo deixou pela calçada
Nas palavras ditas
Por quem definitivamente
Não tem noção do que diz
Mas segue a dizer
Constante e eternamente
Compreendi
Que não devo exigir
de mim mesmo a aprender
Com quem não aprende
Ouvem, mas não escutam
Falam demais
Fazendo cara de inteligentes
Escondendo a incompreensão
Por trás de um sorriso mudo
A vida me ensinou
Que todo mundo sabe tudo
E dizem que própria sombra
As abandona no escuro
Quando na verdade
A escuridão as persegue
Na mais intensa claridade
O dia prossegue
Vento e Sol de inverno
Eu penso no fogo eterno
Queimando pra eles
Que se deram
Quando pensavam se vender
Mentem
E chegam a crer
nas próprias inverdades
Concluo, então
que do muito que eles sabem
Cada um na própria
Arrogância e prepotência
Me descabe querer
Ser e saber igual a eles
Fico feliz
Em não ser nada
Tampouco melhor que ninguém
Ainda bem!
Edson Ricardo Paiva
Eu olho pro mundo e penso
No quanto me sinto propenso
A não ver
Muita coisa que me alegre
Tempos tristes
Gente sem graça, mérito e nem talento
Tento entregar às estrelas
Todo o crédito dos meus olhares
Milhares de brilhos
Crias de Deus
Emanando alegrias aos pares
Purpurinas com as quais
O Nosso Grande Criador
Põe beleza no espaço
Em nosso derredor
Nos ensinando em silêncio
Que por menos maus um dia sejamos
Jamais faremos nada igual
nem perto de parecido
Me sinto perdido
Nesse pequeno pedaço
de espaço esquecido, em meio ao nada
Satisfeito
e ao mesmo tempo triste
Por saber que existe
Um número imensurárel de quasares,
Incontáveis bilhões de Pulsares emersos
Em um imenso Oceano de Estrelas
Todas elas pra lá de belas
Porquanto inversamente
Permanecem simples e singelas
Quais divinas aquarelas
Retratadas lá no Céu
Antes de fechar minha janela
Eu penso
Que em tamanho e infinitude
Três grandezas serão comparáveis:
A Perfeição do Deus,
Em sua explicação silenciosa
A Beleza do Universo
Justificando a razão de o ser
E a estupidez Humana
Sem razão e nem porquê.
Edson Ricardo Paiva.
Hoje
Meu coração amanheceu
Tão frio quanto este dia
E não sei
Quanto tempo eu vou viver
Sem saber se novamente
Haverá nele calor
Eu pensava que o amor
A gente levasse com a gente
Não percebi que ele morria
Pois nele eu vivia absorto
Não via que estava morto
E vivia em mim somente
Nem sei se existiu de fato
Ou foi coisa da minha mente
Amor, algo assim, abstrato
Verdadeira mentira
Pura ilusão
Concreta agora
É somente a ira
Que me congela o coração.
Quanto mais distância toma
Mais podemos enxergar as formas
disformes e tortuosas
das normas que cumpríamos
descobrindo assim
O quanto é bom chegar ao fim
um tempo em que vivemos
de alegrias fictícias
Saber que nunca houve
Primazia e nem primícia
chegar ao dia
Em que finalmente a gente pode
escrever a mais bonita
Poesia infinita
dedicada à tristeza que acabou.
"Guarde cautela quanto ao teu orgulho pessoal. Talvez hoje você esteja vários patamares acima de muita gente, use a sua posição para orientar aos que te cercam e jamais para pisar em ninguém. A vida é cheia de surpresas e ninguém é autossuficiente o tempo todo. Mesmo se você não tropeçar, alguém que está ao seu lado pode cair e se apoiar em você. Se o seu pedestal não estiver bem firme, você cai junto. Se mil aplaudiram a sua subida, dez mil vão aplaudir a sua queda. Uma queda para o orgulhoso é pior que a morte"
Estive olhando o mundo
analisando friamente
com os olhos, a mente e o coração
o quanto a vida pode ser
Ao mesmo tempo boa ou ruim
pois tudo depende
de coisas que a gente simplesmente
não põe na balança enquanto vive
pois, apesar de viver pensando
Não cuida muito bem
dos pensamentos que nos vêm
cultivando valores falhos
houve dias que vivi à toa
e me foram muito mais produtivos
que outros dias de ativo trabalho
noutras vezes, após
mergulhar as minhas mãos
em um vespeiro
é que fui perceber
a minha afoitez incauta
Mais tarde percebi
que os dinheiros que eu não ganhei
não fizeram-me a mínima falta
diante das palavras de carinho
que muitas vezes eu podia ouvir
e não ouvi
As pétalas das flores
que o vento espalhou
subindo ao Céu
enquanto eu suplicava
que elas não subissem
Se ontem eu soubesse
metade do que eu sei agora
eu teria roubado e aberto
as gaiolas de passarinhos
de todos os meus vizinhos
a permitir que eles também
fossem embora
Contudo, optei por falar
Quando era hora de calar
e me calei, simplesmente
Quando uma simples palavra minha
Teria feito que este mundo
Se tornasse um lugar melhor
pra muita gente
Tem horas em que a gente
simplesmente se cansa
e passa a ver este Mundo
de um jeito que antes não via
e percebe que deixou de pesar
muita coisa na balança desta vida
enquanto vivia
Às vezes penso há quanto tempo vivo,
e há quanto tempo existo
Há quantas andam meus pensamentos
e no que tenho feito pelos outros
e para os outros
E naquilo que haverei de deixar
e penso que talvez o tão procurado
segredo da vida
esteja na diferença que interpretamos
as palavras viver e existir
deixar e fazer
e no peso da palavra "Quanto?"
Quanto mais parece perto
Mais difícil de alcançar
Mas meu coração não pára
E eu te respiro com o ar
Vou vivendo,enquanto morro
Sem esperança de socorro
Eu grito e você não me ouve
Penso em você quando chove
Te vejo em tudo que se move
E não encontro uma razão
Razão é o que menos importa
Então vem, que eu abro a porta
Ou me chama, que eu pulo a janela
Se ficar a casa é sua
E com você eu assisto a novela
E com você eu ficaria
Até o resto dos meus dias.
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