Quanto Vale um Abraco

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⁠Misteriosa visita a quem aguardo...
Tua vontade que me bate...
Enrendando meus cuidados...

Um culto por mim cultivado...
Tão pouco de mim julgo que o mereça...
Antes que a noite desapareça...
Fazendo-me atrevido...

Fremente volúpia pecadora...
De lábios macios e tentadores...
Onde o amor repousa lascivo...
Onde conheço mil sabores...

Os rumores do mundo são esquecidos...
Quando em seus braços me perco e me acho...
Seus sussurros alongam meus ouvidos...
Que representam em terra meu paraíso...

Despojo-me dos pudores e me dispo...
O toque torna-se mais aflito...
Faço de minha alma uma lâmpada de cego...
E dou-me por rendido...

Assim a natureza fala...
As portas de ouro vão se abrindo...
Florida canção que nos deleita são os nossos gemidos...
E por fim...
Transfigurados de emoções...
Adormecemos sorrindo…

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Um vento que soprava...
Testemunha de segredos da madrugada...
Promessas desconexas surradas...
Sob a calma das estrelas...
Entre as sombras de uma rua mal iluminada...

Um copo de bebida esquecido...
Enquanto o cigarro fumegava...
As horas loucas se perderam...
No ar onde a respiração doce arfava...

Óh...
A carícia da terra...
A juventude suspensa...
As coisas mais simples...
Sei que há diferenças...
Mas tudo se esquece...
Quando a gente se ama...

E já nada mais me doer...
Melhor até se o acaso...
Fizerem-me nessa rua deserta...
Encontrar você...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Talvez sonhasse...
Com um mundo mais culto ...
Porém menos chato...
Com pessoas que exercitassem o cérebro...
Com o mesmo afinco que fazem com seus músculos...
Diante os espelhos...
Entre as latrinas...
Nós diversos banheiros...

Ranger de nevoeiro...
Terra de escravos...
Roupas justas...
Espíritos vazios...
Para que prego?
Para quem falo?

No fundo da virtude...
A terra é triste...
Olhos opacos...
Sorrisos sem graça...
Mãos que gesticulam...
Sem nenhuma dádiva...

Tempos estranhos...
Tempos esquisitos...
E eu que a tudo observo e sinto...
Fico perdido...
Não me acho...

Eu cavo na vida a semente da libertação...
Esquivo- me de falsos abraços...
De nojentos apertos de mãos...

Partes perdidas de um só...
Que a razão despedaçou...
As aparências tornaram-se mais importantes...
Todos querem respeito...
Anseiam ao amor...
Mas estão todos perdidos...
Caminhando em direção ao abismo...
Cada um por si...
E tão só...

Deixo no ar...
Atrás de mim tão distante...
Os desejos de uma vida mais simples...

Plantar...
Cultivar e colher...
A verdade...
A sinceridade...
O amor tão escasso...
Hoje fadado ao fracasso...

Não há como encher a taça...
Tudo perdendo a graça...

A inocência é corrompida...
A dúvida disfarçada e mais sentida...
O purgatório decorado...
O túmulo é bem caiado...
Mas por dentro...
O mais fétido excremento...

Envelhecer é triste...
Não há novidade...
Tudo é tão repetido...
Até os sentimentos...
Nada se encontra...
Tudo é outrora...
Tudo já é perdido...

Há uma vaga brisa...
Soprada pela esperança de anos vividos...
Doçura dolorosa...
Independência da alma...
O mistério alegre e triste de quem chega e de quem parte...
De que sorri...
Enquanto a alma chora...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Há entre as pedras um murmúrio de queixume...
E nada mais se ouve ao longo das ruas...
Ocultos, na agonia das casas, velhas saudades de olhos que fitam o nada...

Apressa-te, amor, que amanhã eu morro...

Destila-se de lágrimas as preces e a profecia...
Do que outrora havia...
Do futuro que se avizinha...
Tremem mãos...
Escondidas nas cortinas...

No abismo do pretérito foram-se os dias...
Caminhantes se vão da terra...
Perdidos na própria sombra...
Levando consigo seus sonhos e histórias...
Deixando para trás...
Apenas algumas lembranças partidas...

Não demores tão longe...
Não se esconda em lugar tão secreto...

Anos após anos...
Seguimos aprendendo mais com os desenganos...
Meu ser traçado pelo som do vento…

Apressa-te, amor, que amanhã eu morro...
Amanhã morro e não te vejo...
Amanhã morro e não te escuto...
Não demores tão longe...
Não se esconda em lugar tão secreto...

Todos passam...
As pedras não...

Queixando-se dias após dias...
Por serem ignoradas...
Dos que ainda ficam de vozes amargas...
Urdindo a grande teia... Sobre nós a vida...
Não demores tão longe amor...
Que amanhã eu morro...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Talvez seja breve...
A recordação de um sonho...
E um desejo pontuado de estrelas...

Talvez seja breve...
O barulho que fazem os sentimentos...
A lógica do presentimento...
A razão perdida...
A dor da ferida...

Talvez seja breve...
O agora donde se murmura a vida...
A chegada...a partida...
A glória e a ruína...

Talvez seja breve...
A memória acalentada...
Ou a memória sendo esquecida...

Talvez seja breve...
A paixão não correspondida...
O amor jurado ser eterno...
A dor do peito...
O flagelo...

Talvez seja breve...
A falsa ou verdadeira promessa...
O brilho de uma jura...
Feito em dias claros...
Ou na noite mais escura...

Talvez seja breve...
A alegria ou a tristeza...
A maldade de uma língua...
O bem e o amparo de mãos sofridas...
O medo e talvez o desejo do desconhecido...
Talvez mais breve seja o espamo de um grito...

Talvez seja breve...
O tempo que escoa...
A doença que se avizinha...
A morte que clama...
O silêncio que murmura...
O convite ou a recusa de deitar-se na cama...
O momento de se achar tudo perdido...

Mas que não seja breve...
O seu olhar sobre mim...
Seguido por um sorriso...
De que estás a pensar...
1001 maneiras de poder me amar...
Que me alegre...
Que não consegues disfarçar...

E se tudo que foi breve...
Que muito tenha valhido a pena...
Pois é vivendo que se aprende...
E aprendendo que se vive...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠De tudo houve um começo...
De asas abertas...
Alguém que nunca voou...

Rios que perdi sem os ver chegar ao mar…
Tudo o que guardo...
São muitas palavras de ilusão...

Quando eu sonhava de amor...
Quando em sonhos me perdi...
Eternamente em fuga como as ondas dos mares...
A ti mostrei o meu olhar...

Mas serei sempre o que sou...
Meu destino esconde-se entre a bruma...
Achando sem nunca achar o que procuro...
Onde tenho a alma...
Mãos alheias não tomam...

O amor eterno que te ouvi jurar?...
Diga-me, agora, onde está...

Mãos de renúncia que não puderam me entender...
Este abandono custa...
Poque estou contigo e tu não...

Mas não sei trocar a minha sorte...
Quando o que há é só o agora...
Como existir no esquecimento?
Fugindo com o vento sem ter onde pousar?

Sandro Paschoal Nogueira

⁠O que não daria eu...
Num dia sem data...
A sentar-me em uma mesa...
Com aqueles que um dia me amaram...

Hoje tenho os lábios secos...
Os olhos marejados...
E arde-me a cabeça...
Do tempo passado...

O presente é todo o passado...
E também é todo o futuro...
Prossegue a música...
Entra mais na alma da alma...
E a lembrança é que entristece...
Essa terra de ninguém...

Espreito então pelas janelas de outrora...
Coisas que sempre soube mas que nunca quis olhar...
Tal a sorte às cegas...
Da nossa existência...

Ter e não perceber o valor que tem...
Perder e então compreender...
Feliz é aquele...
Que sabendo o que tem...
Ama e não se enlouquece...
Quando tudo se vai...
E nada mais vem...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Cada um toma as suas decisões, independente de serem elas assertivas ou mirabolantes.

⁠Vivemos em um mundo caótico, cheio de inversão de valores, onde o certo passou a ser errado e o errado passou a ser certo.

⁠"Em Teus Olhos"

Em teus olhos, um universo se abre...
Um mundo onde me perco de paixão...
Sinto que estou vivo, em teu amor...
Vibrando meu coração...

A tua pele, um sol que me aquece,
O teu toque, um fogo que me consome.
Em teus braços, encontro meu refúgio,
E sinto que estou em casa, com você.

Rio profundo,
Que nos leva ao mar do infinito.
Duas almas, que se encontram,
E se perdem no amor, sem limite.

Em teus olhos, vejo o futuro,
Repleto de amor e luz.
Ao teu lado,
Para sempre,
O amor nos conduz...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Eu sou o reflexo de mim mesmo...
Fragmentos de sonhos...
Um espelho quebrado...

O que fui, o que não fui, tudo isso sou...
Um mosaico de erros e acertos, em movimento...

A vida me moldou, com mãos de vento...
E eu me dei conta, de que sou frágil e flexível...

Aceito as curvas, os altos e baixos...
E aprendo a dançar, com os pés descalços...

No alento da existência, eu me encontro...
Alma flutuante, entre engano e desengano...

Mas ainda assim, eu sinto,
Que há uma luz, que me guia e me sustenta...
A rir, desnudo de sonhos não realizados...
No cais de onde nunca parto...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Aqui onde se espera...
Sempre um lenço de despedida...
Em alma que flutua...
Na luz órfã do dia...

São certos os abismos...
Escondendo os perigos...
Da mentira que roda e enlaça...
Sufocando toda graça...
Do falso amor sentido...

Descobre-se impaciente os recados...
Sentado à mesa dum café passado...
Pega-se pensando e quando socorreste o miserável...

Percebesse estar só e só ter criado embaraços...
Talvez não suspeites...
Que na verdade nenhum lugar ocupastes...
Apenas distraites...
Com o que não te pertences...

Na escuridão que procura e adormece...
Rolando o leito que se aquece...
Nenhum conhecido que tivesse...
O amor que o pegue criado...

Terra assombrada que lhe é devida...
Cuja vida é água a correr...
Para a fronteira fechada...
Enganando-se a sofrer...

Aproveitar o tempo...
Tirar da alma os bocados...
Antes só...
Que mal acompanhado...

Sandro Paschoal Nogueira

Minhas palavrasa podem estar muito longe do as pessoas querem ouvir...


E talvez próximas de um julgamento que não posso permitir...



Durante muito tempo acreditei...

Nos sonhos que desejei...

Fiz bolhas de sabão...

Que vivendo a realidade...

Levou essa minha ilusão...



Mistura de sentimentos...

Em fatos banais...

Alma indecisa...

Que em todos os dias...

Busca a sabedoria...

Mediando minha alegria...

Na porção do meu ai...



Busca longa...

Que nunca a encontra...

Em meu faz de conta...

Volto a sonhar...

Obra prima de vontade a jorrar...



Do amanhecer ao entardecer...

Na labuta diária...

Ditoso e agradecido...

Aguardo compassivo...

Ser mais iluminado...



Sorrio com vontade de chorar...

Disfarço com maestria...

Meu rosto torna-se então....

Uma paisagem...

Fria...



O coração lá dentro se arvora...

Na balança monótona das horas...

Escorrem de segundos em segundos...

Pendatemente em passos fundos...



Não espero recompensa...

Conheço a ingratidão...

Acredito que a vida é bela...

Que é para ser vivida...

Se na dor for queimado...

Renascerei das cinzas...



Sandro Paschoal Nogueira

Ele era tão feio...

Mas tão feio...

Que era um assinte...

Em concurso de feiúra...

Ganhava de prato cheio...



De olhos esbugalhados...

Sampaco...

Narigudo...adunco...orelhudo...



Seu gogó imenso...

Muito pronunciado...

Parecia um marreco engasgado...

Rosto chupado..

Sem carne... só osso...

Labios finos...

Distorcidos....



Muito magro e bem alto...

Braços alongados...

Pernas muito finas...

Um espantalho...



De chinelos notei seus pés...

Pisando torto, desengonçado...

Tinha unha encravada...

Um joanete ao lado...



O joelho enrugado...

Igual cara de velho...

Coxa dura e seca...

Um boneco...



Muito mal vestido...

Debaixo da chuva impiedosa...

Em nada se importava...

Com a rua caudalosa...



Mas tinha um traço peculiar...

Que a tudo isso escondia...

Um brilho no olhar...

Em sorriso lindo que abria...



Então tudo transformava...

Um encantamento surgia...

Atrás da feiúra aparente...

Beleza verdadeira escondia...



Tudo que era fora de proporção...

Fazia sentido...

Se o sorriso era lindo...



Era nato e magnífico...

Naquele vulto distorcido...

A feiúra se transformar...

De um sapo errante...

Príncipe virar...



E com tal afinco sorria...

Que ao seu redor tudo mudava...

De tarde chuvosa...

Linda noite prometia...



Descobri assim...

Que na rua não devo mais sair...

Toda vez que isso faço...

Para comer pastel ou outro salgado...

Perto da maria-fumaça...

Sempre tem um babado...



Sandro Paschoal Nogueira

#Um #cinza #nublante #no #céu...


Mais a frente um destino...

Sob as árvores sozinho...

Ouvindo o canto dos passarinhos...



O olhar segue um vasto horizonte...

Perdido adiante...

Sereno cai lentamente...

E a brisa tão contente...

Traz perfume no ar...



Rosas, jasmins, madressilvas...

Muitas flores a bailar...

Abelhas e beija-flores...

Também põe-se a dançar...



Envolto em meus ais...

Aonde somente Deus me vê...

Sozinho e triste...

Fico lembrando de você...



E na hora incerteza que me cerca...

Soliturno...

Sem amigos...

Invoco o tempo para conversar comigo...



A vista embaça...

Pelas lágrimas do coração...

Tudo foi embora...

Velhas árvores, tachos de doces...

Bolos de chocolate...

De lenha...o antigo fogão...



Já não tem o pastel...

A empadinha de palmito com camarão...

Os seresteiros de outrora...

Que na calçada...cantavam...

Com muita emoção...



O bate-papo...

O disse me disse...

De todo final de semana...

Perdeu no tempo...

Sobrou a saudade...

Da tenra idade...



Vão-se os anos que não voltam mais...

Hoje tudo é tão rápido...

Mal amanhece e já é noite...

E no quintal aqui sentado...

Só tenho uma certeza...

De que Deus está ao meu lado...



Sandro Paschoal Nogueira

#Ecos #de #silêncio #que #chama...


Sombra de cada um que passa...

Pelas pedras azuis...

Calçadas...



Encantar da chuva que forma...

Em tarde calma...

Silenciosa...



Um coração solitário...

Que a tudo observa...

Da tranquilidade...

Faz a paz...

E assim o espírito eleva...



Sonhos criam asas...

Que bebe em cântaros de saudades...

Aos céus sobe...

Em meio às potesdades...



Do mundo leva a ilusão...

Do que foi e não deveria ser...

Do dito pelo não dito...

Do que deveria esquecer...



No Supremo se aninha...

Sua alma encontra a felicidade...

Inocentemente retornando...

A sua mais tenra idade...



A brisa perfumada...

Então o chama...

Embalado em suas asas...

Retorna à realidade...



E de volta às pedras azuis...

Da cidade que ama...

A tarde finda...

No céu a lua desponta...

Deixando para outro dia...

A chuva que se formava...



Sandro Paschoal Nogueira

— em Trav. Profa. Geralda Fonseca.

Dizem que o #seresteiro chora...

Por um tempo que passou...

Sem pedir nada...

Ele canta histórias de amor....


Seus acordes atravessam madrugadas frias...

Vagueia pelas ruas e em todas esquinas...

Sobe aos céus em suaves melodias...

E convida aos anjos...

Para nos fazer companhia...


A escuridão então acaba...

Eis que surge a senhora da noite prateada...

Estrelas brilham muito mais...

E no frio da noite que se faz...

Nossos corações se aquecem em sorrisos...

Lembrando de tudo que vivemos...

E do que já quase foi esquecido...


Viajamos no tempo...

E até choramos....

Mais forte bate o coração...

Seguindo o toque do violão...


Eis que sobre as pedras azuis...

O nosso caminhar não é em vão...

Viver...

Sonhar...

Amar...

Isso é verdadeiro...


Cante então para nós #seresteiro...


Sandro Paschoal Nogueira

Houve um tempo em que minha janela se abria....

Sem horas e sem dores...


Com sorrisos, flores...

Desejando amores...

Em dias quentes e em madrugadas frias...



O tempo não é nosso tempo...


E passou...

Tudo passa um dia...

Esperança já tardia...



O que é torto, o que é direito...


Que é tido como certo...

Duvido...

Vira e mexe me complico...

E por mim já descarrilho...

Só me rendo pelo brilho de quem vai fundo...

E nenhum predicado será prejudicado...






Sandro Paschoal Nogueira

— em Conservatória, Rio De Janeiro, Brazil.

Um dia fomos sementes....

E voltaremos a ser novamente....

Em nova manhãs das horas...

Sou um gira-sol...

Nesse mundo afora...

Aquilo que nunca antes eu tinha visto...

Ou vivido...

Quero experimentar agora...

Torna-se o que mais desejo...

O mais querido...

Nascido a cada momento...

Conquistando meu espaço...

Nesse curto tempo...

Vivendo e agradecendo...

Vou seguindo...

Como a flor segue o sol...

Sigo a vida da aurora ao arrebol...

Ando pelas estradas...

Caminhos, veredas, calçadas...

Em pedras azuis com cuidado...

Bom dia...

Boa tarde...

Boa noite...

Com licença...

Por gentileza...

Tô ou não podendo...

Obrigado ...

Sombras fazem -se presentes...

Atrás, ao lado e até pela frente...

Fazem parte da vida perene...

Buscar a Sabedoria e a felicidade...

Minha idéia...

Ah mundo...

Cheio de iniquidade...

Um campo florido...

Uma luz que me guia...

Somente Deus...

Verdadeiramente...

Sou palavras...

Sou lembranças....

Sou verbo para sentir...

Sei ser bonança...

Maresia...

Sou mais trovoada...

Tempestade...

Ventania...

Alma de gira-sol...

Não enxergo a maldade deste mundo...

Na verdade...

Não quero ver afinal...

Sempre, nas nuvens dos silêncios...

Sento...

E em paz ...

Semeio o vento...





Sandro Paschoal Nogueira

N a rodoviária de Conservatória...

Um café no balcão...

Um feliz ano novo...😘😘😘

Desejo de coração...♥️♥️♥️♥️




"- Um pingado e um pastel de carne...☕☕

Quentes por favor..."🍮🍮🍮

Julio serve com maestria e rigor...👍👍

Sempre um bom papo no balcão...

Sorriso farto com disposição...😊😊😊😊


Antes de chegar na rodoviária...🚂🚃🚃🚃

Encontro Dick Vigarista...

Empurrando carrinho de bebê...

Com bastante alegria...😁😁😁

Me deseja um bom dia...👍👍😊😊😊


Nossa...

Já pela manhã...🌞🌞🌞

Sol de rachar batata...🔥🔥

Vai queimar minha careca...

Aeroporto de mosquito pelo tempo... já gasta...


Tem o Candinho...

Que está sentado...🤳🤳🤳

Cabeça baixa mexendo na internet...👀

Em tudo ligado...ouvido acautelado...👂👂👂


Também chegou o Carmo...👮👮👮

Todo emplumado...

Não sei se vai comer pastel...

Se for....

"Que não fique empazinado..."

É uma boa pessoa...

Por todos querido e respeitado...

Quando calmo...fala mansa...

Mas não o queira ver irritado...😳😳😳


Debaixo do clube...

Roberto já abriu o bar...🍺🍻🍺🍷🥃

Escutando lorotas...

De alguém que a conta...💰💰💰

Não quer pagar...


Sem orelha já me viu...🐕🐕🐕

Chamou o neguinho...🐕🐕🐕

Veio também o aleijadinho...🐕🐕🐕

Estão de olho no meu pastel...

Conheço esse trio...

"Não tô podendo..."

Não dou...finjo que não vejo...

Olho para o céu...


Lá vem aquela barata descascada...🦗🦗

Quando anda...parece uma lagarta...🐛🐛🐛

Mulher enjoada....🙎🙎🙎

Atravesso a rua...

"-Cobra empoada..."🐍🐍🐍


Dizem que mineiro come calado...🤫🤫🤫

Não posso atestar esse fato...😏😏😏

O da questão parece beija-flor...🌺🌺☘️

"-Olha eu aqui..."

Flor de cacto que desabrochou...😍😍😍


Já em casa...🏡🏡🏡

Vou prá rede...

Dia abafado...🌄🌅🔥

Desse ano que inicia...

Trolando...

Escrevi essa poesia...📃🖌️🖌️


-Tenham todos....um bom dia...✔️

Sandro Paschoal Nogueira