Quanto Vale um Abraco
O brilho dos olhos é apenas um disfarce, Para um coração que carrega tempestades. Mas nos becos escuros onde a alma esgarça, Encontro forças nas minhas
Cleber Novais.
Nessa jornada interna, encontro meu eu, Desvendando segredos que o tempo esqueceu. Em um mar de sentimentos e visões, Navego, guiado por intuições.
Cléber Novais
A serenidade no olhar
E a sabedoria na mente,
Cada ruga é um troféu,
Cada lembrança, um presente.
(Para minha Tia/Mãe)
Cléber Novais
Quando li o recado do meu passado,
Ecoando como um canto na mata,
Senti o toque suave do tempo
E o céu de outrora me acenava.Cada folha, cada galho
Sussurrava histórias esquecidas,
Memórias de um tempo longínquo
Que meu coração ainda abriga.
Cléber Novais
Sinto o vento, não o vejo,
Mas ele sopra, suave, certeiro.
Assim é o que me guia,
Um toque leve da alma,
Um sussurro no silêncio.
Cléber Novais
Gota sombria que escorre no vento,
Perfume amargo de um último lamento.
Vem sutil, como beijo em silêncio,
Trazendo o fim num toque tão denso.
Não grita, não chama, apenas sussurra,
Seu cheiro é flor que ao toque ezala.
Mistura de medo, mistério e sorte,
Na pele, a marca: o cheiro da morte.
Goteja no tempo, invade o ar,
Como se o mundo parasse pra olhar.
Não tem cor, nem rosto, nem norte —
Apenas perfume... gota de morte.
E quem respira, sem saber, se entrega,
À dança final que a noite carrega.
Mas há beleza, mesmo no fim,
Na gota que leva e dissolve o "sim".
A fúria que outrora engrandecia os meus sonhos, hoje não passa de um sopro forçado. Os meus medos matam meus sonhos, e me fazem se contorcer toda noite acordado.
Gota Ácida
Deixei um único copo
Sob a torneira da pia
Que pingava dia após dia,
Até vê-lo cheio pelo topo.
A água que ali transbordaria
Não seria a mesma, é notável,
Pois a cor de aspecto detestável,
Formava um verde viscoso.
E aquele cheiro oleoso
Deixava o copo, já deplorável,
Sem funções e quase descartável,
E, só de vê-lo, dava agonia.
A torneira de metal enferrujado
Fazia um som de assustar,
Pois só em abri-la pra a água pegar
Deixa o cabra agoniado.
O lodo sempre tava lá
Por mais que limpasse todo dia,
A mesma água sairia
Suja e até cada vez pior.
Agora se fosse ter dó
Do cidadão que dela bebia
Eu digo que você até poderia
No lugar dele ali morar.
A nojeira nunca esteve ali
Nos canos, no copo ou na torneira,
Mas sim na água que vinha da biqueira
E que ficava mesmo por aí.
Arrumava todo tipo de tranqueira,
Zé perneta passava o pano
Daqueles que está sujo por anos
Tentando limpar o local.
No fim ficava tudo igual
A maldita ainda continuava sujando,
Parecia até porco quando tá suando
Juntando toda aquela meladeira.
No final dos anos passados
Acabou tudo que tinha.
Tudo que dali vinha.
Não sobrou nem pra contar recado.
Botaram outra torneira novinha,
Trocaram, pia, copo, foi tudo.
Tá parecendo um absurdo
Pensar que o problema era moleza,
E no final com toda certeza
Já parecendo que eu tô maluco,
Ainda continuou escorrendo o suco,
Com aquela cor verde bem clarinha...
Alí trocaram tudo que parecia não funcionar.
Só se esqueceram da biqueira pra mudar.
Tsharllez Foucallt.
Ande por onde andar... descubra o mundo que você tanto queria conhecer um dia. Mas, se a realidade não for como você imaginava e te deixar triste, vazio e perdido? - Você sempre saberá o caminho de casa. E "lar" mesmo que humilde, com pessoas simples... Você sempre será bem acolhido... Amado... Cuidado... Querido...
Era um amor que prometia ser o melhor de todos. Que suportaria tudo e passaria por todas as provas de fogo. Que viria a ser sempre um sentimento verdadeiro e continuo. Que era pra ser, mas foi apenas... Mais um amor feito de palavras, que o vento leva e o tempo apaga.
Ela não sabia o que se passava com ela mesma. Estava chateada? - Não, não estava. Tinha um problema? - Não, não tinha. Foi então, que ouvindo suas músicas preferidas, sentindo a brisa e comendo uma coxinha... Que finalmente descobriu, que era fome o que ela tinha.
O que é um poema? São palavras que vem do coração, demostra nossa emoção. E uma forma de desabafar, e falar o que senti, uma forma de lutar contra o que nos faz triste. -ÁG-
Àlex Guilherme
Em um dia se é amado, no outro odiado
As coisas mudam, e nada faz sentido
Quando se é deixado de mão
perde a razão
a vida perde o sentido,
se senti perdido. -ÁG-
Um sonho se torna pesadelo
a alegria se torna desepero
o bem se torna o mal
a cura se torna a dor
a esperança se torna decepção
E eu? O que me torno?
Nem eu mesmo sei
Um aperto no peito
infenitas lagrimas escorrendo
a tristeza sempre aparecendo
e o verdadeiro eu sumindo
Procuro aquele meu sorriso
aquela alegria
aquele energia
aquela força
aquele cara que já fui um dia
No lugar disso olho dentro de mim
vejo tristeza
dor
magoa
decepção
escuridao
uma vida sem razão
Me tranco me prendo
sofro me perco
uma tristeza sem fim
a felicidade não quer vim
Um coração despedaçado
um homem destroçado
uma luta diaria
vitoria sempre adiada
Coração sangra alma chora
e eu imporo pela minha felicidade
e que pra tristeza não tenha volta
(ÁG)
Um dia sonhei com alguém,
Daqueles sonhos que mexem com a gente.
Que você tenta de todo jeito voltar a dormir,
Só para experimentar novamente.
Um sonho bem simples mesmo,
Conversas, carícias, momentos.
Sentimentos a muito esquecidos,
guardados no fundo do peito.
Após minutos, quem sabe segundos, prováveis milésimos,
A realidade começa a me assombrar.
Rodando um turbilhão de perguntas e respostas,
Das quais não queria pensar.
A maior dor é estar consciente,
e não saber quando vou acordar?
Ou não ter a certeza,
se do seu rosto vou me lembrar?
Quero por hoje sossego,
um simples ser, sem querer querendo.
Um momento de alegria,
que por desatento até já existia.
E porque não uma reflexão?
Daquelas que nos levam as nuvens, mas com os pés no chão.
Confesso que apreciaria muito esquecer,
De tudo além de mim que insisto inutilmente em remoer.
Quem sabe findar uma epifania,
realizar o que a muito pretendia.
Aceito também um sorriso,
pequeno, singelo, sucinto.
Por fim, percebo, que o que mais quero e preciso mesmo é apenas dormir!
Um sono longo, continuo, sem fim.
"Os atores"
Na berlinda da vida, os atores somos nós, representando um drama ou uma comedia,
Procuramos representar nosso papel, pois a plateia e exigente, um apupo ou uma vaia, estamos sujeitos, o enredo tem mais atores,
Mas somos os principais, tem hora que somos os mocinhos, hora somos os vilões, quando encerrar o pano no final, vão analizar nosso papel.
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