Quanto Vale um Abraco

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... tanto
um notório saber,
quanto⁠ uma honesta
expressão de Fé, resultarão
em conceitos vagos, insípidos -
exceto, quando regularmente
abastecidos pelos
nutrientes da
sensatez!

... um homem
minimamente sensato
é aquele capaz de encantar-se
tanto com os grandes quanto com
os pequenos detalhes da vida...
Sejam os aparentes, sejam os não
revelados, que ele, centrado e
intuitivo, reconhece que
existem!

... um paradoxo
assaz curioso: quanto
mais me conheço e me aceito
como sou, tanto mais revisto-me
de força e razões para
mudar!

... quanto mais sábio
é um homem, mais singulares
e marcantes qualidades ele notará
em seu semelhante — em outras palavras:
somente os desprovidos de um mínimo
vestígio de bom senso consideram
que todos são iguais!

... tanto lá quanto cá,
tudo se manifesta como um processo
de descobertas, ações e ajustes contínuos,
cabendo a cada espírito não apenas limitar-se
aquilo que já compreende e vive, mas, sobretudo, buscaro que, solícito e dedicado, possa
aindadescobrir, assimilar e
realizar!

Quanto a nossa condição de espíritos, momentaneamente, embutidos em um corpo,
a expressão 'estar velho' deveria dar lugar a uma outra mais coerente e auspiciosa,
ou seja,'atualizado'!

Carlos Eduardo Balcarse utiliza o conceito de autoridade epistêmica para investigar quanto peso um conteúdo recebe na formação de julgamentos e decisões.

Quanto mais próximos estamos de conhecer os nossos verdadairos desejos, aos poucos libertamos um monstro na sociedade que vivia dentro de nós e não queriamos ver.

O mundo das ideias de um filósofo é tão vasto quanto as terras que um imperador ousa marchar, mas ambos desabam diante da melancolia de um homem que descobre que, no final de tudo, seu nome é apenas um poema esquecido no tempo.

O quanto é capaz de dizer um olhar ?
Quantas experiências expomos ... num simples olhar ?
Quantas dores, quantas coisas não ditas se transmitem apenas num olhar ... mesmo que tímido?
Quantas alegrias são contadas ... pelo acanhado brilho de um olhar?
Quanta esperança renasce quando de verdade falam nossos olhos ?
Num aparentemente simples olhar ... o quanto de nós transparece?
Quando as palavras somem ... e nossos olhos contam tudo o que não queríamos falar ...
Quanto de nós somos capazes de esconder ao olhar outro olhar ?
E quanto de nós podemos manifestar ... num simples e inocente ... olhar!

_____Damaris Ester Dalmas

"O engenheiro sem ferramentas é tão incapaz quanto um motor sem combustível."

"Um céu sem estrelas é tão perigoso quanto um marinheiro sem bússola."

A Partícula do Tempo

"A vida dura tanto quanto um 'olá'!
Ela passa fugazmente — é curta."

Marcelo HB

E quanto àqueles que dizem: “Hoje ou amanhã iremos a tal e tal sítio e aí passaremos um tempo, e negociaremos e ganharemos”, como é que sabem o que vai acontecer amanhã? A vossa vida não passa de um vapor que se forma e logo se esvai. O que deveriam dizer é: “Se o Senhor quiser, e se estivermos vivos, haveremos de fazer isto e aquilo.”
[Tiago 4:13-15]

"Um coração que tem prazer em admirar sua própria amargura, balança igualmente quanto um coração cruel."

O quanto me importa um futuro feito por mim sem o destino?

⁠Tão medonho quanto aos seus problemas, é um país acumular a mesma quantidade de especialistas que eles.

⁠Tão medonho quanto aos seus problemas, é um país acumular a mesma quantidade de especialistas que eles.


O brasileiro, em sua maioria, carrega dentro de si a estranha mania de se achar especialista em quase tudo — é médico nas segundas, repórter nas terças, técnico de futebol nas quartas, teólogo aos domingos, juiz e cientista político em tempo integral.


Opina com tanta convicção sobre o que nem consumiu e sentencia com a segurança de quem jamais se atreveu a se questionar.


Tão ávidos e apaixonados pelas respostas, ignoramos que o mundo subsiste mais pelas perguntas…


Talvez seja tão somente uma forma de sobrevivência intelectual em meio ao caos — ou, quem sabe, um capricho coletivo para não ficar a dever aos políticos que também aprenderam a ser influencers de quase tudo e especialistas em quase nada.


E assim seguimos, palpitando — sempre cheios de certezas — enquanto a ignorância se disfarça de sabedoria e a vaidade faz parecer que já desbravamos e entendemos o mundo, quando mal entendemos a nós mesmos.


Que o Senhor — o Dono da Verdade — nos livre do infortúnio de tropeçar na demonização da dúvida!
Amem!


Nosso país e o mundo precisam subsistir, assim suponho!

⁠Tão medonho quanto um país virar palco de criminosos idiotas que produzem uma enxurrada de provas contra eles mesmos, é a enxurrada de idiotas que insistem em defendê-los.


Há algo de profundamente perturbador nesse duplo espetáculo: de um lado, a banalidade quase caricata do erro — indivíduos que, por vaidade, imprudência ou pura incapacidade, se expõem de maneira tão escancarada que dispensam qualquer esforço investigativo mais sofisticado.


De outro lado, a obstinação coletiva de quem, mesmo diante do óbvio, escolhe não ver.


Não por falta de informação, mas por excesso de apego.


Porque, no fundo, não se trata apenas de ignorância.


Trata-se de identidade.


Quando a defesa de alguém — ou de um grupo — deixa de ser uma avaliação racional e passa a funcionar como extensão do próprio eu, qualquer evidência contrária deixa de ser um dado e passa a ser uma ameaça.


E ameaças, como se sabe, quase sempre não são analisadas: são repelidas.


O mais inquietante é perceber como essa dinâmica corrói lentamente o tecido do debate público.


A verdade deixa de ter valor intrínseco; torna-se negociável, moldável, descartável…


O que importa não é mais o que aconteceu, mas quem está contando a história — e, sobretudo, de que lado se está.


Nesse cenário, fatos perdem para narrativas, e a realidade vira apenas mais um campo de disputa simbólica.


Cria-se, assim, um ciclo perverso.


Quanto mais absurdos os atos, mais fervorosa precisa ser a defesa.


E quanto mais fervorosa a defesa, mais imune à realidade ela se torna.


O grotesco deixa de causar estranhamento e passa a ser absorvido como rotina.


A indignação seletiva substitui a coerência, e o julgamento crítico cede lugar à lealdade cega.


Talvez o verdadeiro problema não seja apenas a existência de criminosos ineptos, mas a naturalização de um ambiente no qual a estupidez — tanto na ação quanto na defesa — deixa de ser um desvio e passa a ser parte do jogo.


Um jogo em que perder o senso de realidade já não é visto como derrota, mas como prova de fidelidade.


E, nesse ponto, o que deveria ser mais alarmante não é o erro de quem se expõe, mas o silêncio — ou pior, o aplauso — de quem escolhe continuar olhando para aquilo tudo e ainda chamar de virtude.

⁠Nada é tão difícil e penoso quanto habitar um mundo que gira em torno do umbigo de alguém.


Há pessoas que tentam transformar a própria existência no centro de gravidade de tudo o que acontece.


Suas dores sempre parecem maiores, suas conquistas mais importantes, suas ideias mais assertivas, seus problemas mais urgentes.


Quem vive ao redor delas, pouco a pouco, deixa de ocupar um lugar de sujeito para tornar-se apenas figurante em uma história que nunca lhe pertenceu.


Conviver com alguém assim é experimentar o desgaste silencioso de ser constantemente invisível.


É perceber que o diálogo se torna monólogo, que a empatia tem mão única e que o afeto passa a ser medido pela capacidade de alimentar as necessidades do outro.


Quem exige compreensão sem limites, muito raramente oferece a mesma disposição para compreender.


O egoísmo, quando se torna modo de existir, não desgasta apenas quem está por perto.


Também condena quem o cultiva a uma vida estreita, incapaz de enxergar a riqueza que existe na troca, na escuta e na vulnerabilidade compartilhada.


Afinal, ninguém cresce olhando apenas para o próprio umbigo.


Relacionamentos saudáveis não se sustentam quando apenas um ocupa o centro da mesa.


Eles florescem quando há espaço para diferentes histórias, diferentes dores e diferentes alegrias.


Amar, conviver e construir exigem um movimento constante de descentralização: reconhecer que o outro também carrega um universo inteiro dentro de si.


Talvez a verdadeira maturidade comece justamente quando deixamos de perguntar apenas “o que isso significa para mim?” e passamos a perguntar “como isso afeta quem caminha ao meu lado?”.


Porque a vida não foi feita para ser um espelho onde admiramos incessantemente a própria imagem, mas uma janela pela qual aprendemos a enxergar o mundo através dos olhos de quem compartilha a caminhada conosco.