Quando Sorrimos
Quando dois irmãos entendem o tempo e dominam o conhecimento, não há império que os impeça — só o céu será o teto, e o universo, o campo de batalha.
Quando a finalidade malsã guia nossas ações, o caminho da destruição é pavimentado com mentiras e intenções egoístas.
Quando calei a voz do mundo, ouvi o som do vácuo — e nele, descobri que a criação é filha do silêncio que pensa.
A coragem não é a ausência de medo, mas a decisão de enfrentá-lo mesmo quando o desconhecido é tudo o que se tem.
Sapienciais 1:9
Quando fores cheio do espírito da sabedoria, os homens obedecerão e ouvirão tua instrução, e o projeto de Deus será consolidado na terra.
Sapienciais 3:25
Filho meu, ora ao Pai das luzes. Quando Deus te criou, te fez com perfeição e sabedoria. Agora chegou o momento de avançar rumo à santidade.
Sapienciais 2:12
Quando o homem se instrui em toda sabedoria, suas palavras e obras tornam-se poderosas. Mas a glória é de Deus, pois são palavras divinas, e o mérito das tuas obras pertence a Jesus.
Segredos nunca vêm à tona por acaso. Eles emergem quando o peso da verdade se torna insuportável para as sombras que a ocultam.
Segredos nunca vêm à tona por acaso. Eles emergem quando o peso da verdade se torna insuportável para as sombras que a ocultam. No silêncio das mentiras e dos disfarces, há uma tensão constante, como uma represa prestes a romper. A verdade, por sua natureza, busca a luz, e mesmo os segredos mais bem guardados não conseguem escapar do impulso de revelar-se quando o tempo é maduro. Aquilo que foi enterrado nos recônditos mais obscuros do coração ou da mente acabará, cedo ou tarde, emergindo com a força de uma onda irresistível. Não por acaso, mas porque o equilíbrio entre luz e sombra exige justiça e redenção. Quando a máscara cai, não é um acidente – é o destino da verdade a reivindicar seu espaço.
Quando Dialoguei Com José Saramago
Quando dialoguei com José Saramago, em São Paulo, numa de suas últimas visitas, encontrei não apenas um escritor, mas um mestre do sentimento, alguém que transformava palavras em pontes para o infinito. Tive a ousadia de perguntar-lhe como escrever algo que tocasse a alma do leitor, que fosse autêntico e não corrompido pela visão mercadológica do capitalismo.
Ele me olhou com aquele olhar sábio, profundo e sereno, e disse:
“Escrevo, Sr. Joemar Rios, porque amo, goste quem quiser.”
Aquelas palavras foram como uma chave que abriu as portas do meu coração. Desde aquele dia, libertei-me das amarras do formalismo, das grades invisíveis da estética imposta. Passei a escrever com a essência pulsante da minha alma, deixando cada frase carregar uma verdade íntima e, às vezes, rebelde.
Escrevo como quem respira. Escrevo para sentir. Escrevo para viver.
E mesmo que minhas palavras não agradem a todos, elas permanecerão sinceras e autênticas, assim como os conselhos de Saramago que ecoam em mim até hoje.
Pois quando a verdade é conhecida, nem o tempo, nem o medo, nem as sombras podem enterrá-la novamente.
Somente quando a luz ousa atravessar as sombras, o verdadeiro equilíbrio se revela, dissolvendo ilusões e revelando a essência do universo.
