Quando Sorrimos
Amor Sem Ordem Alfabética.
Gosto quando observas a minha invisibilidade.
Gosto quando me respiras debaixo de água.
Gosto quando fazes barulho com o teu silêncio.
Gosto quando iluminas o escuro do meu poema.
Gosto quando as nossas feridas escorrem Amor.
Quando te beijo sinto que o Mundo pára infinitamente e nesse longo ósculo momento: o meu coração pulsa ao ritmo do Universo.
Quando anoitece nas entranhas do mar: amanhece o idioma silencioso que os cardumes humanos desaprenderam em terra.
A ignorância racional é isto: animais racionais quando não gostam de outros animais racionais, denominam-nos de animais irracionais.
Balada do Teu Abismo
Quando mergulho
na profundidade
das tuas lágrimas
vejo as marés vazias
ouço o mar das tuas artérias
nessa viva e rutilante maresia
gotejam os descalços poentes
nas agitadas marés do teu rosto
onde a textura do amor desliza.
Sob o clarão telúrico
afixo a minha fervente âncora
à balada do teu abismo.
Os meus melhores poemas
são os que escrevo
quando as nossas bocas
melodicamente se unem
e as nossas línguas dançam.
