Quando Perceber que me Perdeu
NOSSO EGO
Somos Nós (A Luta Interna): A jornada gnóstica é perceber esse mecanismo (gnose). O drama não é apenas entre deuses, mas entre nossa consciência (Sophia) e nosso EGO (Yaldabaoth/Arcontes). Internamente, são os pensamentos repetitivos, crenças herdadas, culpas e ressignações do mundo material que nos impedem de evoluir espirituamente.
Mateus 19:14 Então disse Jesus Cristo: "Deixem vir a mim as crianças e não as impeçam; pois o Reino dos céus pertence aos que são semelhantes a elas"
Cristo nos ensina sobre anulação do EGO humano (orgulho, status e autossuficiência), pois o Reino dos céus pertence aos que são semelhantes a elas (Ao ego de crianças)..., ou não seremos dignos do Pleroma.
É desolador perceber que, para alguns, você só tem valor enquanto tem serventia. Se não entrega lucro, você não existe. Esquecem que desse mundo nada se leva, a não ser o amor que a gente cultiva. Vocês fizeram suas escolhas; que seja feita a vossa vontade
DeBrunoParaCarla
A vida é mudança, e mudamos mesmo sem perceber; o problema não está em mudar, mas em repetir os mesmos erros.
Porque a humanidade é assim...O que dói é perceber que para essa gente a entrega não tem valor, só tem preço. Se você serve para algo, você brilha, se não tem serventia, você é descartado. É desolador ver que o afeto de algumas pessoas tem prazo de validade e depende do que a gente pode oferecer, e não de quem a gente é.
É como se a gente se desse por inteiro, se colocasse no chão para o outro pisar e crescer, e no fim, só fôssemos vistos como um degrau. Se a gente não é útil, a gente deixa de existir para eles. E viver assim, medindo o valor de alguém pelo que ele entrega, é transformar o mundo numa terra onde nada de verdade consegue criar raiz.
DeBrunoParaCarla
Você não se esforça para colocar sua criança no altar de Deus, mas, sem perceber, já a tem colocado no colo do diabo. Amigo, pão e queijo na mesa não são suficientes para livrar seu filho da influência do mundo. Só Deus!
A estrutura cognitiva.
Vasta noção do perceber...
O emblemático ato de existir...
Fato que aglomera informação...
No entanto somos servos da existência primordial...
Falácia de um abismo?
Sou eu, eu, ate eu fiquei em silêncio.
O que sou diante profundezas do abismo?
Seria simplório, atônito até o amanhecer e seu deslumbre seria último ato de desespero...?
Na nudez dos pensamentos aonde estou?
Pois ignora é a narrativa de um insano sábio...
E mesmo assim o tempo é um
deslumbre da eternidade.
Se você prestar atenção no ser humano que há por trás das aparências, você vai perceber que existe muito mais amor e compaixão no coração do acusado, do que no coração daqueles que o acusam. Como tu não sabes da vida de ninguém, a ti só cabe ajudar, sem julgamentos. Não queres se tornar um espírita? Pois, então! É numa hora dessas que a gente reconhece um.
Um indivíduo do qual não consegue perceber quem está à sua volta e só olha para si, é típico de um narcisista. A alienação impede um desenvolvimento intelectual socialmente; a fragilidade traz o medo do envelhecimento, onde a busca em sentir-se aprovado pelos demais é constante, típico de uma mercadoria e, consequentemente, o egoísmo estético o faz olhar apenas para o próprio umbigo, ao ponto do corpo se tornar o único horizonte relevante do sujeito, infelizmente.
Existe um ponto sutil na prática em que você começa a perceber que não é apenas o observador dos pensamentos, mas também aquilo que percebe o próprio ato de observar. Nesse momento, a dualidade entre “eu que observo” e “aquilo que é observado” começa a se dissolver, revelando uma consciência que não precisa de posição, esforço ou identidade para existir.
Falar do que a gente vive é fácil. Difícil é ter sensibilidade pra perceber que nem sempre estamos bem.
Toda vez que apontamos o erro do outro, sem perceber, abrimos uma janela para que o mundo veja o que ainda está desarrumado dentro de nós.
É essencial desenvolver sensibilidade para perceber o que não está sendo dito.
Nem todo silêncio é paz. Às vezes, ele é um pedido não ouvido.
Tem uma liberdade quase escandalosa em perceber que eu não preciso ter mais nada pra finalmente ser alguma coisa. É estranho no começo, confesso. Porque a gente cresce acreditando que a vida é uma espécie de checklist infinito: quando eu tiver isso, eu viro aquilo. Quando eu conquistar aquilo outro, aí sim eu me torno alguém. E assim a gente vai adiando a própria existência, como se fosse uma estreia que nunca chega.
Eu já vivi muito tempo assim. Era sempre o próximo passo, o próximo objetivo, o próximo reconhecimento. Como se eu fosse uma obra eternamente em reforma, cercada de tapumes emocionais, esperando o dia em que alguém finalmente diria: pronto, agora sim, você está pronta pra ser você. Spoiler da vida real: ninguém vem com esse carimbo.
E um belo dia, sem fogos de artifício, sem trilha sonora épica, eu percebi uma coisa quase desconcertante: eu já sou. Do jeito que está. Com as minhas contradições, com as minhas partes meio bagunçadas, com as minhas versões que nem sempre conversam entre si. Eu já sou suficiente pra mim.
Isso não significa que eu parei de querer crescer. Eu ainda quero. Ainda tenho sonhos, metas, vontades que me puxam pra frente. Mas agora é diferente. Eu não quero ter para ser. Eu quero ter porque já sou. E isso muda tudo. Porque deixa de ser uma corrida desesperada por validação e vira um movimento mais leve, mais consciente, quase um gesto de expansão, não de compensação.
Antes, cada conquista vinha com um peso estranho, como se eu estivesse tentando provar alguma coisa pra alguém, ou pior, pra mim mesma. Agora não. Agora, se vem, é bem-vindo. Se não vem, eu continuo inteira. Olha que conceito revolucionário: eu não me desfaço na ausência.
E tem algo profundamente elegante nisso. Porque quando eu paro de me medir pelo que eu tenho, eu começo a me reconhecer pelo que eu sou. E isso ninguém tira, ninguém compra, ninguém invalida. Não depende de aplauso, de número, de status, de comparação silenciosa com a vida dos outros. É um tipo de riqueza que não aparece, mas sustenta.
O mundo vai continuar tentando vender a ideia de que falta alguma coisa. Sempre falta, segundo ele. Sempre tem um degrau a mais, uma versão melhor, uma meta mais alta. Mas eu aprendi a desconfiar dessa urgência toda. Porque, no fundo, muita gente está correndo não porque quer chegar, mas porque tem medo de parar e se encarar.
E eu parei. E me encarei. E, surpreendentemente, eu gostei do que vi.
Hoje, eu não quero acumular pra preencher. Eu não quero conquistar pra existir. Eu não quero provar pra validar. Eu só quero ser… e a partir daí, viver tudo que vier como um extra, não como uma necessidade.
Há quem passe pela vida distraído,
procurando perfeição em vitrines vazias,
sem perceber o amor simples que espera,
de mãos abertas, pedindo apenas verdade.
Já doeu amar quem não soube ficar,
já doeu entregar o que era inteiro.
Mas ainda acredito num amor que compreenda minhas cicatrizes
e não tenha medo do que sou por inteiro.
Que não me queira em partes editadas,
nem me peça silêncio quando eu for tempestade.
Que saiba que trago falhas nos bolsos,
mas também trago um coração que nunca aprendeu a amar pela metade.
Eu não busco contos perfeitos —
busco alguém que fique quando o encanto passar.
Alguém que veja minhas rachaduras
e ainda assim escolha, todos os dias, ficar.
Se um dia você perceber meu silêncio mais fundo ou meus olhos perdidos em algum lugar distante, não pense que é frieza. É só meu coração tentando sobreviver ao que sente. Então, se puder… não pergunte muito. Apenas fique. Às vezes a presença já salva o que as palavras não conseguem.
A coisa mais libertadora é perceber que o preço só existe porque você ainda está pagando.
O dia que você fecha a carteira emocional, o débito acaba
gentileza não é fraqueza, é controle. É você sentir tudo, perceber a dureza do mundo… e ainda assim não deixar isso te transformar em alguém que você não respeita.
