Quando os Bons se Unem
A solidariedade é uma força silenciosa, mas profundamente transformadora. Ela nasce quando escolhemos olhar além de nós mesmos e reconhecer o outro como parte do mesmo caminho.
O invisível que carrego dentro de mim ocupa o espaço onde eu deveria estar, e observa-me quando tu estás perto de mim, e ainda assim não posso tocá-lo.
A Casa que Fazes em Mim
Quando visitas o meu pensamento,
as horas derretem-se
como se o tempo tivesse aprendido
a respirar ao ritmo do teu nome.
O amor torna-se simples,
quase uma luz que se acende sozinha no silêncio onde cabemos os dois.
E há em ti qualquer coisa de infinito,
um gesto que me chama,
um abraço onde o coração
encontra casa.
Se amar é perder-me,
que seja sempre assim:
perdido em ti, e finalmente inteiro.
Estar embrenhado na natureza não é refúgio: é origem. O refúgio somos nós, quando regressamos a ela.
Quando entro no fundo de ti,
o mundo afina
o seu próprio silêncio,
como quem encosta a alma
a um grito no precipício
para ouvir se ainda ecoa.
Há instantes que nos escolhem
antes de sabermos o nome deles
e tu és esse instante:
a forma mais suave
que o destino encontrou
de me tocar.
Há encontros epidérmicos
que não passam,
ficam suspensos,
como lua cheia
a reconhecer o próprio destino
no rosto de alguém.
Quando duas almas se cruzam é sempre um instante absoluto, rápido demais para o tempo, fundo demais para o esquecimento.
Há encontros que só acontecem
quando nos deixamos afundar,
como raízes que se procuram no subsolo até se reconhecerem,
e só então perceberem que
sempre foram a mesma árvore.
O amor: ensina que nada floresce
sem silêncio, e quando verdadeiro,
é sempre uma espécie de primavera interior.
Somos tratados como corpos de aluguel. O problema não é quando estamos doentes, mas sim quando estamos curados e saudáveis. Afinal, como venderão "solução" se não houver caos?
A gente percebe que é livre quando entende que não é dono da verdade mas, que tem liberdade para mudar ou não de opinião sempre que um outro ponto de vista nos for apresentado.
Kayo, quando você disse que o amor havia acabado, eu senti meu coração chegar atrasado para uma dor que já estava acontecendo há muito tempo.
Porque enquanto você cansava, eu ainda fingia não precisar de você.
Enquanto você se despedia aos poucos, eu continuava escondendo meus sentimentos atrás da minha frieza.
E então você disse aquelas palavras.
Simples.
Definitivas.
Cruéis sem querer ser.
“Eu não amo mais você.”
E foi naquele instante que tudo dentro de mim silenciou.
Não houve raiva.
Não houve orgulho.
Só aquela sensação sufocante de perceber que eu tinha perdido alguém que tentou ficar mesmo depois de tantas feridas.
A verdade é que eu achei que teria mais tempo.
Mais uma conversa.
Mais uma chance.
Mais um retorno depois das brigas.
Mas algumas pessoas cansam antes de ir embora.
E eu não percebi você cansando.
Agora carrego essa saudade estranha de alguém que eu mesma empurrei para longe.
Como quem quebra algo precioso nas próprias mãos e só entende o valor quando já não consegue consertar.
E desde aquele dia, uma parte minha continua presa naquela forma como sua mensagem soou em meu coração ao admitir que o amor tinha acabado.
Porque o seu amor acabando…
acabou um pouco comigo também.
Amor acaba bem antes do ponto final. Acaba quando a admiração termina, quando o cuidado finda, quando o interesse pela vida do outro cessa. Amor acaba quando a vontade de estar junto deixa de existir, quando as brincadeiras cessam, o carinho murcha, o abraço esfria, o beijo perde o gosto. Amor acaba quando a companhia do outro deixa de ser prazer pra virar tortura. Às vezes, um dos dois até quer que dê certo, mas amor é par e quando não é acaba.
