Quando os Bons se Unem
O Tempo
O tempo é algo impensado quando ainda não se tem maturidade. Ele marca todas as nossas lembranças, sejam elas boas ou ruins. Para alguns, pode parecer curto; para outros, torna-se uma eternidade. Quem sabe aproveitá-lo desfruta de muitas coisas, mas quem o desperdiça com futilidades queixar-se-á, ao longo da vida, do tempo perdido.
O tempo ensina, mostra-nos melhores caminhos, pois o aprendizado, por vezes, é doloroso. Há quem o subestime, mas ele chega para todos e desnuda a verdade muitas vezes escondida na fachada, que desmorona e revela o seu interior.
Enfim, o tempo é bom para quem o usa com sabedoria, equilibrando obrigações e prazeres, dando-lhe o protagonismo necessário a cada momento, tornando-o infinito enquanto durar — embora seja certo que é finito — e que marcará não só você, mas também aqueles que estiverem submetidos ao seu ritmo, pois é a coisa mais preciosa que podemos oferecer ao outro.
Quando o amor ressurgi,
em corações quase adormecidos,
é um sinal que mesmo do chão mais árido,
poderá brotar uma flor.
Quando a presença do antes amado, não é mais perceptível ou desejada, é um sinal que a vida pede um tempo, para ser direcionada.
“É um erro devastador pensar que a sorte não nos acompanha quando a vida insiste em caminhar conosco."
"Quando você puder fechar os olhos e, através da medicação, expandir sua consciência até sentir o universo inteiro como seu próprio corpo, então, Cristo terá nascido em seu interior."
O texto aponta para uma experiência que ultrapassa crenças formais e alcança o núcleo da consciência humana. “Fechar os olhos” simboliza o abandono das formas habituais de percepção, nas quais o mundo é visto como algo externo, fragmentado e separado do eu. É um gesto filosófico de recolhimento, onde a verdade deixa de ser buscada fora e passa a ser reconhecida no interior do próprio ser.
A “meditação” surge como um caminho de dissolução das fronteiras ilusórias do ego. Ao aquietar a mente, o indivíduo percebe que a identidade pessoal não é um ponto fixo, mas um campo aberto de presença. Nesse estado, o universo deixa de ser um objeto observado e passa a ser vivido como continuidade do próprio existir. O corpo já não termina na pele; ele se estende no espaço, no tempo e na vida que pulsa em tudo.
Sentir o universo como o próprio corpo é uma ruptura com a lógica da separação. Onde antes havia um “eu” isolado, surge uma consciência que reconhece a interdependência de todas as coisas. Essa percepção transforma o modo de existir: o outro não é mais um estranho, a natureza não é um recurso, e o sofrimento alheio não é algo distante. Tudo participa de uma mesma realidade viva.
O nascimento de Cristo, nesse contexto, não se refere a um evento histórico, mas ao despertar do princípio da unidade, do amor consciente e da inteligência espiritual no interior do ser humano. Cristo representa a consciência que reconhece a presença do divino em tudo o que existe e age a partir dessa percepção. É o logos encarnado na experiência interior, não como crença, mas como estado de ser.
Quando essa consciência desperta, a vida cotidiana se torna o verdadeiro campo espiritual. Cada gesto carrega sentido, cada escolha revela alinhamento ou afastamento dessa unidade percebida. A transformação não é externa nem espetacular; ela acontece no modo como se olha, se pensa e se vive.
Assim, o texto convida a uma revolução silenciosa: a passagem da fragmentação para a totalidade, do medo para a comunhão, da ignorância de si para o reconhecimento de que o infinito não está distante, mas se revela no mais íntimo da consciência desperta.
“O bebê chora pela falta do leite;
assim é a mulher interesseira:
quando sente a ausência do bolso do homem,
mesmo tendo dinheiro,
sua quantia não paga o valor do que consome.”
“Cuide bem das suas panelas velhas,
pois, quando se trata de comida boa,
pode confiar: são elas que fazem.”
"Bom dia, quando menos esperamos,
Deus vem e nos surpreende,
Como um raio de amor e sentimento,
Iluminando o que estava distante.
Não vejo a hora de estar ao seu lado,
De encontrar o sorriso, o olhar, o cheiro,
De abraçar e sentir,
Pois a chegada é certa, o futuro é agora.
Com o coração aberto,
Com o sentimento florado,
Cada milhas já nos aproxima,
E o amor transforma o mundo.
Saiba que aquele aperto de mão aquele abraço
Me paralisou sem perceber,
Mas, ao mesmo tempo,
Tudo na vida se torna possível,
Vindo a tona energia, paz, esperança,
Amizade, reciprocidade, carinho e amor...
Com o tempo, a saudade se transforma,
E o futuro se faz presente,
Como a realização dos sonhos divinos."
Quando a solidão se torna um hábito,
Nos tornamos mais exigentes, mais seletivos.
Colecionamos momentos, sorrisos e olhares,
Corações que bateram ao nosso lado, em segredo.
E quando partem, levamos na memória,
O calor, a alegria, o amor que um dia sentimos.
Deixamos ir, desejando boa sorte,
Sabendo que o caminho é longo e solitário.
Mas o amor verdadeiro, esse não se busca,
Ele nos encontra, nos surpreende e nos abraça.
Então, vamos seguindo, cuidando do nosso jardim,
Regando as flores, esperando o amor chegar.
E quando chegar, saberemos reconhecê-lo,
Pois o coração, esse, não se engana. 💐💕
Silhueta
Quando te conheci, a sua luz já estava no fim, e, quando percebi, as mãos da morte já estavam aqui.
Porém, ainda vive a lembrança
do seu andar explodindo em mim — um semblante sombrio e, ao mesmo tempo, brilhante.
Isso é cativante: gira, contorce, e o ar se ausenta dos meus pulmões.
Mas tudo se distancia, e tudo vira uma imagem borrada ao fundo,
como uma silhueta em névoa brilhante.
O amor migra no tempo
Quando amamos, tudo é real. Mas, quando esse amor migra para o passado, os anos vão passando e nós seguimos aqui. Até o tempo se dilui, a ponto de quase não restarem lembranças. Nada resiste ao tempo, principalmente quando o coração se perde no espaço, na dimensão da eternidade.
Autor: Yonne Moreno
Lembra-te…
Que eu te amei, mesmo quando eras apenas sombra nos meus pensamentos.
Amei-te na ausência, no silêncio que gritava teu nome,
na distância que não apagava tua essência.
Ainda assim, eu te amei.
Amei-te como quem guarda fogo no peito,
como quem se perde e se encontra na mesma lembrança.
E mesmo quando o tempo tentou roubar tua imagem,
eu te mantive vivo em cada suspiro,
em cada palavra não dita,
em cada madrugada que se vestia de saudade.
Lembra, porque eu não esqueço:
o amor que te dei não foi pequeno,
foi tempestade e calmaria,
foi ferida e cura,
foi eternidade em instantes.
Ainda assim… eu te amei.
