Quando os Bons se Unem
Quando o corpo desaba, a alma ruge no silêncio da exaustão, arde o fogo indomável que nada pode extinguir.
O fim não existe, é apenas o instante em que a dor vira recomeço, quando a queda se converte em força.
Quando a dúvida sussurrava, eu respondi com trabalho. A persistência foi meu verbo preferido. Agora colho o silêncio das certezas.
Quando a sorte faltou, inventei processo, o processo substitui a sorte com hábito, hoje sou fruto dessa construção.
A disciplina foi o músculo que treinei, quando nem eu acreditava, a prática falou, agora o corpo do ofício é robusto.
Ao digitar meu nome na internet, quando for apenas um registro perdido na rede, o que restará serão minhas frases, vestígios de uma alma que tentou se explicar através das palavras, que nunca chegaram a lugar algum.
