Quando mais Precisei de Ti
A lei, a regra e o mandamento são obstáculos criados para te proteger da punição. Quando você quebra um destes "muros" a punição tem direito de ser sobre você.
A culpa não é de quem fez a ordem e sim de quem descumpriu.
O dono da casa quando coloca o pé na porta o cachorro e o papagaio fazem alvoroço de felicidade. Assim é o que acontece quando o amor chega pertinho, o coração acelera e o cérebro esquece os cálculos e passa a fazer planos dos próximos segundos e da vida toda.
Nem sempre nascemos num lugar bom ou crescemos com uma mentalidade correta, mas quando buscamos a Deus e sua justiça percebemos que o passado, as raízes e a cultura doméstica nos afasta de dEle. Assim devemos renovar nossa mente e buscar um novo nascimento para nos tornar filhos de Deus e viver a verdade. Lembrando de onde saímos, contudo não esquecendo que o amor a Deus é acima de todas as coisa.
O bonzinho está sempre disponível, sempre pronto quando alguém precisa, a única vez que ele deixa de ajudar, ele se torna mal, um lixo e vira palavra que dói.
O mal vive na sua maldade, na sua ruindade e no seu egoísmo, mas quando ele faz uma única coisa boa ele se torna um herói.
Viver é não perder tempo com brigas, é ser agradável até quando precisar cobrar, é sorrir para o dia e ri da noite, é lutar todo dia pelo novo sol, é crescer de dentro para fora, é buscar o que é bom e o que é luz, é se limpar todo dia e ajudar toda hora, viver é dizer mais te amo que te odeio.
Quando a ausência passa a ser o último vestígio do amor que um dia floresceu, ela se torna tanto dor quanto memória viva. A falta carrega em si um paradoxo: é prova de que houve amor, mas também seu fantasma, rondando cada pensamento e cada gesto. Nesse espaço onde o amor deixou de existir em presença, a ausência ocupa o trono, governando seu coração com lembranças e saudades.
Mas a ausência não é apenas vazio: ela nos convida a revisitar o que fomos juntos, a valorizar o que aprendemos e a questionar o que ainda podemos ser. Se a falta é tudo o que resta, talvez ela seja também o ponto de partida para reconstruir-se, para sonhar outras formas de amar, outra forma de ser amado. Porque, no fim, é justamente na saudade que guardamos o maior tesouro: a prova concreta de que fomos capazes de amar de verdade.
Assim, mesmo que a falta pareça reinar absoluta, ela pode nos sussurrar lembranças que acendem a esperança. O amor, mesmo ausente, continua vivo enquanto houver memória, enquanto houver o desejo de reencontrar-se – seja em quem fomos, seja em quem podemos vir a ser.
O primeiro sintoma do desespero é a desorientação. Quando o desesperado é também um maldoso frustrado, surge a covardia, que, por sua vez, torna-se um combustível perigoso — não tanto pelo risco que oferece aos outros, mas pelas consequências das atitudes sem fundamento de um tolo fraco, perdido e profano.
Ele planta, livre e inocentemente, os espinhos que um dia haverá de colher.
Para sair do desespero, o caminho é a humildade: reconhecer a derrota e começar de novo, afinal o erro é humano, a condição de tolo só envolve a pessoa que persiste no erro e multiplica falácias.
Enquanto a humildade não chega, faz barulho; mas o ruído, cada vez mais distante, aos poucos cede lugar a novos ares entre aqueles que seguem, tranquilos, em busca de dias melhores.
Quando não tens domínio próprio a tua emoção é vulnerável e és refém de qualquer um que pode dizer o que não queres ouvir ou mostrar o que não queres ver.
Quando vivemos uma vida de sucesso nos somos capazes de administrar nossas emoções principalmente com quem amamos de verdade
Decisões decisivas!
Pode até parecer redundante mas faz sentido quando devemos ter ótimas decisões sabendo que teremos colheitas obrigatórias!
Poema Lirismo
Quando eu era criança,
as plantas me chamavam.
Achavam graça.
Coisa de menino, sem ter muito o que fazer.
Quando eu era jovem,
afirmei que as pedras não acordavam,
porque não sabiam da noite sonhada.
Ficaram preocupados.
Para alguns, indício de alguém transtornado.
Quando me afirmaram, és um homem,
eu contei que te vi, se florescendo de liláceas.
Por fim, sanaram-se as dúvidas.
Decretaram-me ter visão refratária, com sintomas de lirismo.
Só parei de julgar-me dissociado,
quando me disseste que havia noites com sol,
e que o remo acenava para o mar, quando não partia.
Então, assim ficamos, em nós apreendendo tochas,
fisgando lumiares, falando com os olhares.
E quando tudo escurecia se acendendo de um no outro.
Carlos Daniel Dojja
O QUE JOÃO ME CONTOU
João pescador assim me falou:
A maior boniteza que tem pra vê,
É quando a onda bate no mar e beija a pedra na areia.
É como se aquela beleza toda fosse pra avisar,
Que a onda nasce da água e pra ela vai voltar.
Mas também tem outra coisa, que mais formosa não há.
Até me fogem as palavras de tanto admirar.
É quando no mar, eu vejo os olhos de uma moça,
Feitio de estrela que não cessa de piscar.
Então eu fico confuso, sempre a imaginar.
Pro sinhô que gosta de estórias, eu lhe posso contar.
Já pensei em ajuntar a onda, com os olhos do amar.
Fiz até uma promessa, que vivo a suplicar.
Quando minha hora chegar,
Esperem a noite alta e me joguem inteiro no mar.
Vou virar mistura de lama, coberto de calcário, envolto de sal,
Para nascer como pedra, estendido a beira mar.
Então, nem queira saber, que alegria será,
Eu me vivendo banhado de ondas, a relembrar,
Toda a vida que viceja, quando se descobre um olhar.
Carlos Daniel Dojja
- Em homenagem a João que já virou Pedra no Mar do S
"...Da primeira vez que te vislumbrei,
lembro-me de uma idade sem tempo,
foi quando deixaste teus olhos,
semeados na raiz de um beijo...
Carlos Daniel Dojja
Fragmento Poema das Idades
INQUIETAÇÃO
Insisto-me entre a inquietação e o quase extinto.
Quando saio de mim, rumores restauram procura.
Me parto compassado, a estiar anseios, na vigia.
Abro-me em clareiras, soergo esperas, às vezes me avisto.
Enxergo o que entrementes não desbota, na audácia.
Pungidos olhares, fração reflexa, reverbero esquecimento.
Não me apraz desconhecer. Não me entristece distinguir.
Posso imolar finais prescritos, acontecer-me de outro.
Descreio que a finitude nos reserve,
Apenas nada na transcendência de tudo.
Tenho que viver-me como quem se conta,
Alembrado da existência que exprime.
In Poemas para Versar
Naquela Noite
Naquela noite,
quando estavas adormecida,
acordastes a grafia,
escavada em minha voz.
Teu corpo acolhido no azul das vestes,
como se estendido sobre um mar de recolhimento.
Tua procura desnuda sobre a minha.
Teus pés e braços, serenados a espera.
Só teus olhos,
ancorados em tua face,
e em mim, faróis abertos,
a percorrer o infindo.
Carlos Daniel Dojja
Tua Chegada
Quando enternecida te encontro,
Vejo-a inteira na luz perpassada.
Acolho teu corpo de grão amadurecido,
Estendido sobre minha procura.
O tempo fez com que ressurgisses,
Recoberta com o brio reconstituído do sentir.
Desdobrei teus passos sobre minha espera.
E a memória acendeu-se em tua vinda.
Assim, misturei-me em tua sina.
Gravei na face, o raio anunciado em tua chegada.
Clamei, na profundeza do existir,
Para que teu tempo, no meu, fosse infindo.
Carlos Daniel Dojja
In Poemas para Versar
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