Quando as Pessoas Deixa de Amar assim
Você me dá água na boca... Mexe com a minha libido e me deixa louco de prazer sem nada poder fazer;
Fico inquieto esperando a chance de sentir os teus lábios aos meus...
A Rosa do Deserto
Existe um lugar no deserto onde a rosa brilha mais perto
Deixa o corpo dourado vermelho refletindo o amor verdadeiro
Existe um lugar no deserto onde o amor de longe está perto
Se banhando nas águas do lago me chamando de seu namorado
Eu vou caminhar no deserto quero sentir esse amor de perto
E os meus pés se afundado na areia
Quente e bela da minha sereia
O sol queima os meus pensamentos
Minha boca está ressecada
Esqueci de por nos meus suprimentos
Uma garrafa grande de água
Mas eu vou caminhar o deserto procurando minha namorada
A paixão que me guia é mais forte
E não me desatina por nada
Existe um lugar no deserto
onde a rosa brilha mais perto
Deixa o corpo vermelho dourado
refletindo o amor verdadeiro
Existe um lugar no deserto
onde o amor será descoberto
Se banhando nas águas do lago
me chamando de seu namorado
Eu vou caminhar o deserto
quero sentir esse amor de perto
E os meus pés se afundando na areia
Quente e bela é a minha sereia
O sol queima os meus pensamentos
Minha boca está ressecada
Esqueci de por nos suprimentos
Uma garrafa grande de água
Mas eu vou caminhar o deserto
procurando minha namorada
A paixão que me guia é mais forte
E não me desanima por nada
E quando eu tiver encontrado
se banhando nas águas do lago
quero provar seu abraço apertado
me chamando de seu namorado
me senti protegido e amado
ao saber que existe aqui dentro
no calor desses meus pensamentos
uma linda Rosa do Deserto
se banhando nas águas do lago
A verdade sempre que aparece, deixa cair a máscara e aí, é nossa missão confundir os orgulhosos e desmascarar os hipócritas...a máscara com o tempo vai criando forma!
Deixa cair a máscara
Escondes-te na sombra da verdade
Buscas tudo e nada te satisfaz
Vives de fantasias, iludes como um mágico
Alimentas-te da mentira e aplausos.
Uma flecha só cumpre o seu propósito
quando deixa o arco para trás.
A vida também. Quem insiste em olhar
para o ponto de onde partiu perde de
vista o alvo para o qual foi lançado.
O passado explica quem você foi;
o alvo revela quem você
ainda pode se tornar.
A maior liberdade não é fazer tudo, mas não precisar de tudo. Quando o desejo deixa de governar como tirano, o ser passa a escolher com clareza. E descobre, enfim, que autonomia não é excesso de opções, mas fidelidade ao que não se negocia.
Toda teoria termina onde o Primevo começa. Depois desse limite, o pensamento deixa de explicar e aprende, enfim, a escutar. Há verdades que não se revelam ao intelecto, porque pertencem a uma profundidade onde compreender já não basta; é preciso silenciar.
Não sou digno de atar tuas alparcas
Me deixa ao menos a sobra da mesa.
Nas lutas, quase sempre mascaradas,
Querubins surgem como luz sendo acesa.
As feridas feitas pelo amor
Açoites transmitem os maiores aprendizados
Por nosso bem, causam até dor,
Querendo nos ver melhor preparados.
Muitos sorrisos já me enganaram,
tapas nas costas até me iludiram,
mas na hora em que as forças faltaram,
foi o momento em que dos olhos as escamas caíram.
O urso até abraça a presa.
A vítima observa da hiena o riso,
afinal, é alguma surpresa.
Cautela em quem chamamos de amigo,
porque escolhemos temos os falsos afagos,
desprezando quem diz a dura verdade?
Cuide de quem corre do seu lado,
onde ali está a consistente lealdade?
Deus, agradeço pelos meus amigos
que em cada etapa surgem como anjos.
As repreensões foram para mim como abrigos.
Retribuirei todo o amor, ainda que passem anos.
Levy Cosmo Silvaa
Quando duas almas escolhem caminhar juntas, a vida deixa de ser um peso dividido e se torna uma esperança multiplicada. Dar as mãos é acreditar que, apesar dos desafios, o destino é mais bonito quando seguimos na mesma direção.
Meu amor, escuta a voz do coração. Não perca o que temos. Podemos resolver. Nunca é tarde. Deixa o orgulho de lado. Vem e escreve pra eu te entender.
A amizade é semelhante a uma via de mão dupla, onde o fluxo vai e vem, quando essa dinâmica deixa de existir, a via perde o sentido e é desfeita para novas construções.
"Quando você se torna o seu próprio refúgio, a partida dos outros deixa de ser um abismo e passa a ser apenas uma constatação. Se faço falta para alguém, a vida responde no tempo dela. Mas enquanto esse tempo não chega, minha missão é garantir que eu nunca mais faça falta para mim mesmo."
— Ginho Peralta
O Opalão 13, vermelho e turbinado, acelera e deixa para trás o Calhambeque 22, enferrujado e puxado por jumentos!
Ela deixa ir.
E talvez seja isso a coisa mais próxima de liberdade que existe: não confundir queda com morte. Não confundir mudança com derrota.
As folhas caem e ninguém pede desculpa.
O tronco continua.
E de algum jeito que ninguém explica direito, isso ainda é vida.
A INDIFERENÇA TAMBÉM DEIXA MARCAS
A chuva fazia aquele trabalho sujo de sempre: cair sobre todo mundo sem perguntar quem merecia.
Eu estava no bar, diante da vidraça embaçada, com um copo que já tinha perdido a graça fazia algum tempo.
O bar estava cheio.
Gente falando alto, rindo de coisas que provavelmente não teriam graça no dia seguinte. Gente reclamando do preço da cerveja, do governo, do chefe, da vida, do casamento, do trânsito.
A vida humana em seu estado mais sofisticado: reclamar de pequenas merdas enquanto outras pessoas desaparecem a poucos metros.
Foi então que eu o vi.
Caminhava devagar.
Muito devagar.
Como se cada passo precisasse ser negociado com o corpo.
Um bastão em uma das mãos.
Uma trouxa enorme pendurada nas costas.
Aquele tipo de bagagem que não parece carregar roupas.
Parece carregar anos.
Ele levou a mão ao rosto.
Não sei se chorava.
Talvez estivesse apenas cansado.
Talvez tivesse vergonha.
Talvez estivesse protegendo os olhos da chuva.
Ou talvez estivesse tentando esconder de si mesmo o espetáculo miserável de continuar vivo.
E ninguém parou.
Ninguém.
Alguns passaram por ele com aquela pressa característica de quem tem compromissos importantes.
Um homem esbarrou em seu ombro.
Nem olhou para trás.
Uma mulher desviou como se tivesse encontrado uma poça.
Outro simplesmente continuou andando.
A cidade possui uma técnica admirável para isso.
Ela transforma pessoas em obstáculos.
Depois transforma obstáculos em paisagem.
E, finalmente, transforma paisagem em nada.
Fiquei olhando.
E comecei a me perguntar quando foi que aprendemos a não nos importar.
Talvez tenha começado cedo.
Quando descobrimos que sentir demais dói.
Então construímos pequenas paredes.
Depois paredes maiores.
Depois uma casa inteira dentro da cabeça.
Chamamos aquilo de maturidade.
Chamamos de experiência.
Chamamos de inteligência emocional.
Na verdade, muitas vezes é apenas medo com uma boa roupa.
A gente aprende a olhar sem ver.
A ouvir sem escutar.
A passar por alguém sofrendo e dizer:
Não é problema meu.
É uma frase eficiente.
Curta.
Prática.
Quase elegante.
Serve para tudo.
Para o mendigo.
Para o velho.
Para o vizinho.
Para a criança.
Para o amigo.
Para o planeta.
Para a própria consciência.
Não é problema meu.
E assim vamos ficando especialistas em não pertencer a nada.
A tragédia é que ninguém nos avisou que, quando você se separa suficientemente dos outros, começa também a se separar de si mesmo.
Porque aquele homem ali não era somente aquele homem.
Era uma possibilidade.
Uma versão futura.
Uma lembrança de alguma coisa que poderíamos ter sido.
Ou simplesmente alguém que teve menos sorte.
E essa é a parte que incomoda.
Porque é fácil desprezar aquilo que acreditamos estar muito distante.
Mas e se não estiver?
E se a diferença entre aquele homem e o sujeito sentado aqui no bar for apenas uma sequência de acidentes?
Uma doença.
Um abandono.
Uma dívida.
Uma perda.
Uma velhice que chegou sem pedir licença.
Uma mão que ninguém segurou quando ainda havia tempo.
É aí que a coisa fica desagradável.
Porque começa a desaparecer a confortável fronteira entre eu e ele.
Nós gostamos de acreditar que somos indivíduos separados.
Eu tenho minha vida.
Ele tem a dele.
Eu tenho meus problemas.
Ele tem os dele.
Uma pequena matemática moral para justificar nossa covardia.
Mas existe uma coisa incômoda chamada humanidade.
E ela não respeita nossos muros.
Ela passa por dentro deles.
O homem continuava caminhando.
A chuva continuava caindo.
A motocicleta continuava estacionada.
As pessoas continuavam indo para algum lugar.
E eu continuava atrás do vidro.
Isso também me incomodava.
Porque observar o sofrimento não nos torna melhores.
Às vezes apenas nos torna espectadores mais sofisticados.
Você pode escrever sobre a fome e continuar jantando tranquilamente.
Pode falar sobre compaixão e não oferecer um minuto a ninguém.
Pode publicar frases bonitas sobre humanidade enquanto passa por uma pessoa caída na calçada olhando para o celular.
A consciência é uma coisa estranha.
Ela permite que você se sinta culpado sem precisar mudar absolutamente nada.
Talvez essa seja uma das maiores fraudes que inventamos.
Sentir não basta.
Pensar não basta.
Indignar-se não basta.
A compaixão que não atravessa o corpo e chega às mãos é apenas uma emoção bem-comportada.
E talvez seja disso que este homem esteja nos lembrando.
Não com palavras.
Não com discursos.
Não com nenhuma bandeira.
Apenas com aquele corpo cansado.
Aquele bastão.
Aquela trouxa.
Aquela mão cobrindo o rosto.
Ele não precisa saber que está nos ensinando alguma coisa.
Talvez nem queira.
Talvez só queira chegar a algum lugar.
E existe uma brutalidade nisso.
Ele está tentando chegar.
Nós também.
A diferença é que alguns carregam uma mochila.
Outros carregam apartamentos, carros, diplomas, investimentos, fotografias de família, rancores, traumas, vaidades, fracassos e uma quantidade absurda de medo.
Todos carregamos alguma coisa.
A questão é o que fazemos quando percebemos que outra pessoa não consegue mais carregar a dela.
Viramos o rosto?
Aceleramos o passo?
Ou paramos?
Talvez seja esse o ensaio mais simples para recuperar alguma coisa que perdemos.
Parar.
Olhar.
Reconhecer.
Cuidar.
Não porque somos santos.
Não porque precisamos salvar o mundo.
Mas porque, antes de todas essas teorias sobre sucesso, liberdade, mérito e individualidade, existe uma coisa muito mais antiga dentro de nós.
A necessidade de cuidar.
Ela está lá.
Debaixo do cinismo.
Debaixo do orgulho.
Debaixo das cicatrizes.
Debaixo dessa couraça ridícula que construímos para não sofrer.
Você foi feito para cuidar.
E eu sei que isso soa ingênuo.
Num mundo que transforma gentileza em fraqueza, parece até uma piada.
Mas talvez a verdadeira fraqueza seja justamente o contrário.
Passar por alguém quebrado e precisar fingir que não viu.
Porque para não sentir a dor dos outros você precisa amputar alguma coisa dentro de si.
E amputações emocionais também deixam cicatrizes.
O homem desapareceu na chuva.
O bar continuou cheio.
Pedi outra cerveja.
Não porque tivesse esquecido o que vi.
Mas porque ainda não sabia o que fazer com aquilo.
Talvez começar seja exatamente isso:
não esquecer.
Não deixar que aquela imagem vire apenas mais uma fotografia entre milhares.
Não permitir que a dor de alguém se torne paisagem.
Talvez a mudança comece antes da ação.
Comece no instante em que você se recusa a olhar para o outro como um estranho.
Porque, no fim, somos todos passageiros da mesma coisa.
E a cidade continuará esbarrando em nós.
A chuva continuará caindo.
Os bares continuarão cheios.
As pessoas continuarão com pressa.
E algum homem continuará caminhando devagar, carregando nas costas tudo aquilo que ninguém quis carregar com ele.
A pergunta não é se podemos salvar aquele homem.
Talvez não possamos.
A pergunta é outra.
O que ainda existe dentro de nós quando vemos alguém sofrendo e escolhemos não nos importar?
Talvez seja aí que a humanidade comece.
Ou termine.
Depende do que você fizer depois de olhar.
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