Quando as Pessoas Deixa de Amar assim
“Não pergunte o quão azul é o oceano ou por que as marés seguem seu ritmo. Amar é simplesmente saber disso. As marés são tão verdadeiras quanto o oceano é profundo.”
Larga de mão tanta tolice e acorda para a vida: respeitar o próximo e amar a cada um como irmão não é favor, é o dever de quem busca a salvação.
A verdadeira patologia da alma é a incapacidade de amar: quem enxerga um "estranho" em quem luta contra a esquizofrenia precisa urgente parar de condenar e aprender a humanidade de acolher.
Quem se acha superior enquanto isola o irmão carrega a pior das enfermidades no peito; procure amar quem é vulnerável e entenda de uma vez por todas que o julgamento só destrói.
Chamar quem é sensível de louco só expõe a febre do seu próprio egoismo; procure amar as pessoas em vez de condenar a jornada de quem quer vencer.
A verdadeira loucura é achar que a falta de empatia passará impune; procure amar urgentemente e pare de condenar as batalhas do seu irmão.
Amar quem nos ama é fácil; o verdadeiro diferencial está em conseguir olhar com compaixão para quem ainda não aprendeu a amar.
“Amar não significa ausência de esforços. Pelo contrário, o amor verdadeiro nos ensina que aquilo que vale a pena construir também vale a pena cuidar, ajustar e reconstruir quando necessário.”
Quando é que amar tornou-se sinónimo de medo ?
Lembro-me e relembro de ambos os sentimentos,
sei que ambos não sabiam ao mesmo.
Porque é que agora ambos tem o mesmo gosto ?
Eu escolho amar a vida em sua inteireza... os dias de sol, as noites silenciosas, os encontros, as partidas e tudo aquilo que me transforma enquanto o tempo, discretamente, me ensina a existir.
UMA SÓ VIDA!
Uma só vida para viver
Uma só vida para amar
Uma só vida para sonhar
Para sorrir ou chorar!
Uma só vida
Para sermos criança, jovem, adulto
E a certeza maior da partida...
Uma só vida para acreditar
Escolher entre o bem e o mal!
Uma só vida pela salvação
Que far-se-á somente
Através da mais poderosa força
Que Deus gerou entre céus e terra:
a força eterna do AMOR!
JOÃO BATISTA BARBOSA
TOLO EU?
Tolo seria eu por te amar?
Tolo seria eu por acreditar
que mesmo não sendo amado
posso compartilhar sua presença
posso admirar cada palavra sua
posso assim mesmo ser feliz?
Tolo seria eu se naõ a conhecesse
Se através de cada dia que passa
eu não enxergasse o seu valor...
Tolo seria eu se não te amasse
mesmo sabendo que jamais serei amado.
Enquanto passa o tempo assim
Vou levando os meus pensamentos
Nesse amor que me satisfaz
Pelas veredas dos sentimentos
que me fazem cada vez mais
amar você...
Tolo?
Isto sei que não sou
pois amor não é para qualquer pessoa.
Por isso é que amo você
Mesmo que para alguns
Seja tolo te amar assim!
DESPERTAR
Chuva para refrescar
Sol para esquentar
Alguém para se amar
E a vida assim passar
Buscando paz para acalmar
Faço planos a sonhar
Cada segundo realizar!
Alma pura a brilhar
Chuva e Sol
Noite e dia
Risos e lagrimas
Partes dos momentos
Onde os sentimentos
Rolam nos pensamentos
Nos fazem perder ou ganhar
A formula para encontrar
Partes de uma felicidade
Que existe com certeza
Na vida sempre a despertar !
JOAO BATISTA BARBOSA
POESIAS E PENSAMENTOS
AMOR DESSE JEITO
Carrego no peito
O instinto de amar
Com você eu aceito
Desejos de sonhar...
Lágrimas chorei
No canto do leito
Ah como eu amei
Assim do meu jeito.
Mas você foi embora
E não posso encontrar
O lugar que hoje mora
Deus levou para guardar.
O tempo fez moradia
O amor sempre presente
Seja de noite ou de dia
Eu te amo eternamente!
Esse é meu jeito de te amar
Embora longe do meu leito
Sei que ainda vou te encontrar
Você é toda vida no meu peito!
JOÃO BATISTA BARBOSA
POESIA
O AMOR QUE NÃO DÓI, MAS ESCLARECE.
Há uma concepção amplamente difundida de que amar é, inevitavelmente, sofrer. Tal ideia, reiterada por tradições literárias e por experiências humanas mal compreendidas, cristalizou-se como uma espécie de dogma emocional. Contudo, sob uma análise mais rigorosa, percebe-se que aquilo que fere não é o amor em si, mas as projeções, os apegos e as ilusões que o indivíduo deposita sobre o outro.
O amor autêntico não obscurece a razão, tampouco aprisiona a consciência. Ao contrário, ele a amplia. Trata-se de uma força que ilumina zonas antes ignoradas da própria interioridade, promovendo um processo de esclarecimento que, embora por vezes exigente, não é destrutivo. O que há de desconforto nesse percurso não advém do amor, mas do confronto com as próprias imperfeições.
Sob a ótica da filosofia moral, o amor elevado não se confunde com posse, dependência ou carência afetiva. Ele se estabelece como reconhecimento da dignidade do outro enquanto ser autônomo. Amar, nesse sentido, é desejar o bem do outro sem subjugá-lo às próprias necessidades emocionais. É um exercício de liberdade compartilhada.
Na tradição espiritualista, especialmente à luz da O Evangelho segundo o Espiritismo, o amor é compreendido como a mais alta expressão da lei divina. Não se trata de um sentimento passivo, mas de uma prática ativa de benevolência, indulgência e caridade. Quando vivenciado dessa forma, ele não dilacera, pois não nasce do ego, mas da consciência expandida.
Do ponto de vista psicológico, relações que geram sofrimento constante costumam estar ancoradas em vínculos de dependência emocional. Nesses casos, o indivíduo não ama o outro, mas aquilo que o outro supostamente preenche em si. O amor esclarecedor, por sua vez, não busca preencher lacunas, mas compartilhar plenitudes. Ele não exige completude do outro, pois já parte de um estado interno mais equilibrado.
Esse tipo de amor tem uma característica singular. Ele revela. Ao invés de cegar, como frequentemente se afirma, ele permite ver com maior nitidez. Mostra virtudes e limitações, tanto do outro quanto de si mesmo, sem que isso gere desespero ou negação. Há aceitação lúcida, não idealização.
Além disso, o amor que esclarece educa. Ele conduz ao aperfeiçoamento moral não por imposição, mas por inspiração. A convivência com alguém que ama de forma elevada desperta no outro o desejo de também elevar-se. Não há coerção, há exemplo.
Importa destacar que esse amor não é frio nem distante. Ele é profundamente sensível, porém não se deixa governar por impulsos desordenados. Há nele uma harmonia entre sentimento e razão, o que impede que se converta em fonte de sofrimento contínuo.
Em termos antropológicos, sociedades que valorizam vínculos mais conscientes tendem a produzir relações mais estáveis e menos conflituosas. Isso não elimina desafios, mas modifica a forma como são enfrentados. O amor deixa de ser campo de batalha emocional e passa a ser espaço de construção mútua.
Assim, ao contrário do que muitas narrativas sugerem, o amor não precisa ser sinônimo de dor. Quando alinhado à lucidez, à ética e à maturidade espiritual, ele se torna um instrumento de esclarecimento profundo.
Amar, então, não é perder-se no outro, mas encontrar-se com mais verdade dentro de si mesmo, à medida que se aprende a ver, compreender e respeitar o outro em sua essência. E é nesse encontro lúcido que o amor deixa de ferir e passa a revelar, com serenidade, aquilo que o espírito sempre esteve destinado a compreender.
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