Quando as Pessoas Deixa de Amar assim
Na casa defronte de mim e dos meus sonhos,
Que felicidade há sempre!
Moram ali pessoas que desconheço, que já vi mas não vi.
São felizes, porque não são eu.
As crianças, que brincam às sacadas altas,
Vivem entre vasos de flores,
Sem dúvida, eternamente.
As vozes, que sobem do interior do doméstico,
Cantam sempre, sem dúvida.
Sim, devem cantar.
Quando há festa cá fora, há festa lá dentro.
Assim tem que ser onde tudo se ajusta —
O homem à Natureza, porque a cidade é Natureza.
Que grande felicidade não ser eu!
Mas os outros não sentirão assim também?
Quais outros? Não há outros.
O que os outros sentem é uma casa com a janela fechada,
Ou, quando se abre,
É para as crianças brincarem na varanda de grades,
Entre os vasos de flores que nunca vi quais eram.
Os outros nunca sentem.
Quem sente somos nós,
Sim, todos nós,
Até eu, que neste momento já não estou sentindo nada.
Nada? Não sei...
Um nada que dói...
É estranho descobrir o quanto você é importante para pessoas que não sabia que se importavam tanto. Ou descobrir que a sua lenta desintegração pode se refletir em outras pessoas numa escala menos.
Falsas lágrimas são capazes de machucar outras pessoas. Falsos sorrisos são capazes de machucar a sí mesmo.
Eu acho que escolhemos ser bons por causa de nossos vínculos com outras pessoas e do nosso desejo inato de tratá-las com dignidade. Resumindo: não estamos sozinhos nessa.
Existem pessoas que nos inspiram...
Outras que nos fazem bem...
E aquelas que, simplesmente
sem pedir licença,
tocam a nossa alma.
Às vezes estamos no meio de centenas de pessoas, e a solidão aperta nosso coração pela falta de uma única pessoa.
Nota: Trecho de um texto de François de Bitencourt, que é muitas vezes atribuído de forma errônea a Luis Fernando Verissimo.
...MaisOs cavalos fogosos conhecem-se pelo porte e as pessoas apaixonadas pelos olhos.
As pessoas não têm paciência para relacionamentos. Se está ruim elas simplesmente trocam. Não tentam, não se empenham, não lutam para dar certo. Não acho que a gente tem que aceitar tudo que o outro nos dá. Não acho que temos que cruzar os braços para o que está errado. Mas o amor exige uma dose de sacrifício. O amor não é descartável. O amor não pode ser jogado fora. Não dá pra fazer uma lipo no amor. A gente tem é que lutar por ele. Diariamente.
A idade não depende dos anos, mas sim do temperamento e da saúde; umas pessoas já nascem velhas, outras jamais envelhecem.
Quem vai, mas fica!
A vida é cheia de ciclos e ciclos repletos de pessoas. Algumas ficam, outras não. Outras vão, mas contrariando a lei da física, continuam. É um bocado de gente se esbarrando, tentando achar um lugar pra se acomodar dentro da nossa história.
Tem gente que passa e gente que ultrapassa. Que transpõe qualquer barreira, que encontra um meio de ficar. Gente que não pergunta se tem espaço, só se ajeita, dá um jeito de permanecer. E vira parte. E mesmo quando parte, vira todo. Porque ocupa tudo. Deixa um vazio cheio de presença.
O plano é perdoar e esquecer! Perdoar a mim mesmo por acreditar em pessoas que não merecem minha confiança e esquecê-las.
Os gatos e as pessoas.
Por que as pessoas são tão possessivas com as outras? Olhem os gatos, eles são livres! E mesmo com toda a liberdade eles voltam para casa, pro aconchego do seu ‘dono’. Quem tem um gato não tem um animal de estimação, tem um companheiro, porque só é nosso aquilo que está com a gente por vontade. Assim deveria acontecer com os relacionamentos das pessoas, todos deveriam ser livres para fazerem o que quisessem, quando quisessem e só assim saberíamos o que realmente é nosso.
