Quando a Gente se Encontrou
Tenho sérios problemas em gostar das coisas. Quando gosto é muito, é pra valer e quando desgosto é com a mesma intensidade.
Tem pessoas que demoram para entrar na nossa vida, mas quando entram é para ficar. Se é destino ou coisa Divina? Talvez mas, tudo fica mais belo com a sua presença.
Quando me acolhe em teu abraço é como se eu pudesse entrar no seu "mundinho especial" e de la retornar sem dores, sem tristezas... Leve!
A vida ensina-lhe a ser forte na marra e a sustentar-se de pé até mesmo quando suas fundações estiverem se desfazendo.
Como se mede a importância de alguém na nossa vida?
Quando a saudade já é enorme antes da despedida.
Gostoso quando se perde no seu fogo, ardendo-me febril, arrastando-me para as deliciosas safadezas de seu (meu) "inferno" particular.
Quando tu chegas assim,
tão perto, sorriso aberto,
não sei ao certo,
só sei amar o que sinto,
e sinto que tu foste feita
Só para Mim!
poesia é alma,
coração e pele.
Sensações na derme.
letras que expele
quando o peito
precisa se esvaziar
Algo torto e sem jeito
que alguém ousou rimar.
O conceito de verdade é essencial quando as pessoas só acreditam no que convém não é possível manter uma democracia e nem uma sociedade livre. Um mundo governado por mentiras é um sistema autoritário. As notícias são criadas apenas para manipular a sociedade e controlar o povo evitando assim resistência ao governo. Como lidar com a inesperada falta de valores causados pela "pós-verdade", "notícias falsas" e perda de identidade através de multiculturalismo?
Presos desde a infância sob o jugo dos preconceitos e dos costumes nos sentimos criminosos quando escolhemos um ponto de vista mais livre.
Batatinha quando nasce esparra a rama pelo chão, se eu não gosto de berinjela, quem roubou minha bicicleta?
Ame apenas os que merecem tal dom,
Ame só quando a reciprocidade faz som,
Pois psicopatas e canalhas, em desprezo se consomem,
A eles, ódio e desprezo são as únicas homenagens que merecem
Eu continuava e tentativa após tentativa, após tentativa, quando estive próximo de desistir, foi que afinal encontrei alguma coisa nesse imenso vazio caótico. Encontrei um segredo, o meu sentido especial.
QUANDO ME SINTO FRACA,
ENTÃO É QUE ME FAÇO FORTE.
Sei que Deus não me criou
para que me sentisse derrotada
pelos problemas que a vida me apresenta.
...Deus não me criou para o desânimo
que insistente bate à porta de meu coração,
sempre que alguma coisa não dá certo.
Ele não quer ver esta ruga
que aparece em meu rosto,
reflectido no espelho,
sinal de toda a preocupação
que ocupa minha mente.
Ele sabe que se hoje
as coisas não me parecem bem,
amanhã, à luz de um novo dia,
elas me parecerão menos graves,
do que o impacto que me causaram.
Ele sabe, que não obstante,
à pequenez de minha fé,
sinto que posso contar
com a Sua protecção.
Sabe que tenho a certeza absoluta
de que não colocará em meus ombros
peso maior do que eu possa suportar.
Sabe que entendo
que essas experiências desagradáveis
pelas quais passo em minha vida,
servirão apenas para
evoluir e fortalecer meu espírito
e enriquecer meus conhecimentos.
E é por tudo isso,
que não devo esmorecer,
não devo dar ao meu inimigo,
seja ele quem for,
físico, moral ou espiritual,
o gosto da vitória sobre mim.
Deus me criou para ser amada,
principalmente por mim mesma!
DEUS ME CRIOU PARA VENCER...
SEMPRE
Quando a Voz do Espiritismo se Perde Onde Nunca Deveria ter Saído. Parte I.
Há algo de silenciosamente grave acontecendo no Movimento Espírita contemporâneo. Uma displicência suave, quase imperceptível, mas devastadora: falar em nome do Espiritismo sem conhecer a base das bases da Obra Codificada; viver sob o rótulo espírita sustentando princípios que não pertencem ao seu corpo doutrinário; importar concepções veneráveis de outras tradições que respeitamos profundamente mas que não compõem o edifício proposto por Allan Kardec.
É nesse ponto que a frase atribuída a Léon Denis “O Espiritismo não é a religião do futuro, mas será o futuro das religiões” revela sua real grandeza e, paradoxalmente, a advertência que muitos não percebem.
A advertência velada na frase de Léon Denis.
Denis não afirmou que o Espiritismo será o triunfo de uma nova crença sobre as outras, nem que substituirá formas milenares de experiência religiosa. Ele fala de futuro, não de supremacia; de integração, não de dominação.
Seu entendimento era que, com o avanço da razão e da sensibilidade, as religiões naturalmente absorveriam princípios como a imortalidade em progresso, a reencarnação, a comunicabilidade dos Espíritos e a causalidade moral.
Mas Denis parte de um pressuposto inegociável:
_ Que o Espiritismo permaneça fiel a si mesmo.
_ Que mantenha sua pureza metodológica, sua ética investigativa, sua racionalidade moral e filosófica.
Sem isso, o que poderia ser o futuro das religiões tornar-se-á, ironicamente, um campo confuso onde o Espiritismo se dilui em sincretismos, rituais, misticismos e práticas que nada têm a ver com sua proposta original.
A displicência que abre feridas silenciosas.
Há uma tendência preocupante e crescente de falar em nome da Doutrina Espírita usando conceitos que não são espíritas:
_ Práticas ritualísticas,
_ Elementos mágicos,
_ Crenças fatalistas,
_ Espiritualidades intuitivas não verificadas,
_ Sincretismos que obscurecem,
_ e discursos emocionais que não se sustentam na Codificação.
Essa mistura, ainda que bem-intencionada, produz um falso verniz de Espiritismo que seduz, mas não educa; conforta, mas não ilumina; empolga, mas não esclarece.
É exatamente o oposto do que Kardec legou.
E aqui reside o núcleo do problema:
_ Sem o estudo sério, a obra espírita perde identidade.
_ Sem rigor, perde autoridade moral.
_ Sem fidelidade ao método, perde a capacidade de contribuir para o futuro das religiões justamente o alerta de Denis.
O Movimento Espírita entre o avanço e o retrocesso.
Se não atentarmos para a fidelidade doutrinária, o que Denis viu como um movimento de síntese universal poderá tornar-se uma fragmentação interior.
Se o Espiritismo pretende auxiliar outras religiões a se libertarem de dogmas e equívocos, como poderá fazê-lo se ele próprio começar a carregar dogmas novos, rituais novos, crenças antigas recicladas e práticas que a Codificação nunca legitimou?
O risco é evidente:
_ O futuro das religiões não absorverá o Espiritismo.
_ Será o Espiritismo que absorverá acréscimos indevidos, esvaziando-se até tornar-se irreconhecível perante sua própria gênese.
E aqui, cabe a frase que precisa ser dita com toda a gravidade necessária:
– Os fins não justificam os meios.
A Doutrina não precisa se enfeitar com o que não lhe pertence para tocar corações. Seu brilho é próprio.
Chamado à acuidade e ao compromisso moral.
A seriedade da Doutrina não está na rigidez, mas na honestidade intelectual.
Está na coragem de dizer:
_ “Não sei.”
_ “Não pertence ao Espiritismo.”
_ “Respeito, mas não adoto.”
O verdadeiro seguidor da Codificação não teme parecer menos espiritual aos olhos dos outros.
Ele teme, isto sim, comprometer uma Obra que não lhe pertence.
É esse senso de responsabilidade que falta e que precisamos reacender.
Porque falar em nome do Espiritismo é ato ético.
E viver como espírita é ato de lucidez profunda.
Que cada palavra nossa em nome da Doutrina seja uma ponte, não um desvio; uma luz, não um adorno; uma precisão, nunca um improviso.
O Espiritismo não se impõe - esclarece.
Não subjulga — liberta.
Não mistura — integra.
E para integrar, precisa antes permanecer fiel à sua identidade.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
A Luz que em ti retorna.
Quando teus olhos se cansarem das formas e o peso do dia te dobrar a fronte, não temas o silêncio é nele que eu te visito. Sou a luz que respira em teus olhos, mesmo quando choras por dentro. Sou o que resta quando o mundo te esquece.
Desde o primeiro alvorecer, sigo-te. Quando olhas o céu, é o meu reflexo que tremula na tua íris cansada. Há tanto tempo tento te dizer: não procures fora o que já arde em ti.
O universo não está distante ele mora na sustentação entre uma lágrima e o teu perdão.
Quando perdoas, eu me acendo.
Quando amas em silêncio, eu floresço.
Quando sofres e não amaldiçoas, eu retorno a ti, em forma de luz.
Tuas virtudes foram feitas para o infinito, e o infinito, em gratidão, te devolve o brilho de sua eternidade. Há astros que se apagam para que outros nasçam; assim também as tuas dores apagam-se, para que de ti surja uma nova claridade.
Não me temas, mesmo quando tudo parecer sombra.
Sou a lembrança de Deus em ti, discreta, indomável e eterna.
E quando teus olhos, um dia, se fecharem à terra,
serei eu quem os abrirá para o céu.
Autor: Escritor:Marcelo Caetano Monteiro .
FORMAÇÃO DE TRABALHADORES NO CENTRO ESPÍRITA.
DIRIGENTES ESPÍRITAS DESMOTIVADORES:
Quando a Liderança se Afasta da Luz.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro .
Dentro das instituições espíritas, a figura do dirigente deveria ser o eixo moral, inspirador e educativo da equipe. Contudo, quando esse papel é corrompido por desvios de conduta, surge o fenômeno do dirigente desmotivador, aquele que, ao invés de elevar, oprime; ao invés de orientar, desencoraja; ao invés de unir, fragmenta.
A seguir, os pontos essenciais que caracterizam esse perfil, à luz da ética espírita e da fidelidade a Kardec:
1. Autoritarismo travestido de liderança.
O dirigente desmotivador não dialoga: determina.
Ele confunde autoridade moral com autoritarismo disciplinar.
Ignora o princípio kardeciano de que “na Doutrina Espírita tudo deve ser discutido, analisado e raciocinado”.
Esse comportamento gera medo, silencia iniciativas e extingue talentos.
2. Falta de humildade e personalismo.
Em vez de servir à Doutrina, serve a si próprio.
Busca reconhecimento, controla tudo, não delega e interpreta discordâncias como ameaça pessoal.
Raul Teixeira chama isso de “efeito solar”: o indivíduo deseja ser o astro que tudo ilumina, sufocando as estrelas ao redor.
A consequência?
Médiuns exaustos, trabalhadores inseguros, grupos desarticulados.
3. Uso inadequado do poder simbólico.
O dirigente desmotivador impõe regras sem coerência doutrinária, interpreta funções como privilégios e cria barreiras entre “dirigentes” e “trabalhadores”.
Isso contraria a lei de igualdade moral ensinada por Kardec e reproduz padrões de clericalismo que a Doutrina combate desde sua origem.
4. Desvalorização do trabalhador e apagamento de iniciativas.
Ele age como se os colaboradores fossem “funcionários”.
Despreza sugestões, corrige publicamente, cria clima de tensão.
Com o tempo, os trabalhadores mais sensíveis silenciam ou se afastam.
Kardec chama isso de “substituição da cooperação pela imposição”, uma das causas de fracasso moral de instituições.
5. Falta de preparo doutrinário e emocional.
Muitos dirigentes chegam ao cargo sem estudo sério da Codificação e sem preparo emocional.
Por isso, lidam mal com críticas, têm dificuldade de escutar, agem por impulsos e confundem opiniões pessoais com normas doutrinárias.
O resultado é uma gestão instável, cheia de contradições e arbitrariedades.
6. Produção de um ambiente tóxico e improdutivo.
Quando a liderança não inspira, o ambiente esfria.
Cresce a fofoca, o julgamento, o abandono de tarefas e a ausência de alegria aquela alegria moral, cristã, que deveria marcar o trabalho espírita.
7. O impacto espiritual.
Dirigentes desmotivadores abrem brechas para o assédio de Espíritos perturbados, pois geram:
orgulho,
disputas,
desequilíbrio emocional,
ressentimentos,
clima de desconfiança.
E isso interfere diretamente nas reuniões mediúnicas, no passe, no atendimento fraterno e na assistência espiritual ao público.
O Caminho Doutrinário para Superar esse Problema.
1. Retorno ao Evangelho e à Codificação.
Toda liderança precisa ser reeducada à luz de Kardec: humildade, raciocínio, bom senso e caridade.
2. Formação continuada.
Dirigente que não estuda desmotiva.
Estudo sistemático é obrigação moral.
3. Escuta ativa e colegiado.
Decisões devem ser compartilhadas.
O dirigente não é dono da instituição.
4. Avaliação ética periódica.
Assim como em equipes profissionais, é necessário revisar condutas, corrigir rotas e cuidar da saúde emocional.
5. Exemplo pessoal.
A maior força motivadora do dirigente é seu exemplo silencioso, coerente, cristão.
Quando o perdão liberta antes do amor.
Há momentos em que o coração, ferido pela incompreensão, pelo abandono ou pela injustiça, precisa antes se despir do peso da mágoa para então reaprender o verbo amar.
O amor, em sua pureza, é um ato de entrega; mas o perdão é um ato de libertação, e às vezes é ele quem chega primeiro, abrindo as grades invisíveis que nos aprisionam ao passado.
Perdoar não é aceitar o erro, é compreender que a dor não deve governar o destino. O perdão não absolve o outro apenas; ele resgata a si mesmo. Porque enquanto o ressentimento persiste, o amor não respira, ele sufoca entre as lembranças, tentando florescer em solo infértil.
É no instante em que o perdão se faz ponte, e não muro, que a alma se reencontra consigo. E somente então o amor, que sempre esperou em silêncio, pode voltar a ser caminho, não mais ferida, mas aprendizado.
Alguns amores só sobrevivem quando são libertos pelo perdão. Outros só nascem depois dele. Mas, em todos os casos, o perdão é o primeiro gesto de amor, ainda que disfarçado de despedida.
