Quando a Gente se Encontrou
Somente quando a luz ousa atravessar as sombras, o verdadeiro equilíbrio se revela, dissolvendo ilusões e revelando a essência do universo.
Às vezes, as respostas só se revelam quando abandonamos o medo e nos lançamos ao desconhecido. É no limiar do caos que o destino sussurra nosso verdadeiro propósito, desafiando-nos a dar o próximo passo rumo à jornada que sempre nos pertenceu.
Às vezes, o humor é apenas um véu para ocultar nossas verdades, sobretudo quando o medo sussurra e o mistério nos cerca.
A coragem não é a ausência do medo, mas a escolha de avançar, mesmo quando a única companhia é a incerteza e o desconhecido sussurra perigos no escuro.
Coragem não é ignorar o medo, mas enfrentá-lo quando a única certeza é a escuridão do desconhecido e o silêncio dos que preferem não ver.
É sabido de todos que, quando alguns homens se unem com objetivos comuns, coisas grandes acontecem. Grandes mudanças nascem de pequenas alianças forjadas em ideais inabaláveis. E é com esse sentimento que elevo vocês a esses homens sagrados, herdeiros de uma sabedoria que transcende o tempo.
É sabido que, quando homens se unem por um propósito comum, o impossível se curva diante de sua determinação. As maiores revoluções nascem de alianças discretas, forjadas no fogo de ideais inabaláveis. E é com esse espírito que os elevo a essa irmandade sagrada, herdeiros de uma sabedoria que transcende o tempo.
Início do inverno
Uma estação que nunca me soube bem.
Quando chega, meus ossos choram —
de dor, de tanta dor —
como se lembrassem do fim que dei a nós.
Te sentir era como estar diante de uma lareira,
crepitando como fogos em noites de dezembro.
E aquela sexta-feira, que devia ser celebração,
virou apenas mais uma — sem você.
O inverno segue em mim,
com minha tristeza, minhas dores,
e uma saudade tua… absoluta.
Mortais humanos
E quando dei por mim, escalava a íngreme ladeira da vida.
A brisa das horas batia em meu rosto e acariciava meu cansaço.
Ah! Tempo, tempo...
Por que quanto mais me apresso, mais você se distancia?
São milhões de relógios loucos “tictaqueando” os meus passos, seguindo-me nessa jornada vazia e inexplicável.
O ontem hoje já é passado e corro em busca do amanhã, que não sei o que me reservará. Mas haverá sol e talvez à noite se veja o luar.
Os anos passaram como ventania e enrugaram minha face. Deixaram gravados em meus olhos perdidos a história que me foi emprestada e que interpreto a cada sopro.
Em meio à multidão de iguais, sinto-me diferente, assim como cada um.
Rio-me da soberba, da riqueza dos materiais, do ego maltrapilho.
Mal consigo balbuciar meu grito de liberdade. Pra que? Ninguém o ouvirá.
Será olvidado sob essa montanha de folhas manuscritas, onde se eternizará a saga dos mortais humanos...
Quando o prefeito é irresponsável, o secretário não aparece no trabalho e a maioria dos funcionários preenche o expediente falando da vida alheia.
