Quando a Gente se Encontrou
Quando te vi pela primeira vez,
observei o quanto eras perfeita
e então te amei...
Depois descobri que
não eras perfeita e
te amei ainda mais.
Você não me disse nada,
deu apenas uma risada.
E quando pela primeira vez ouvi isso,
a partir deste dia,
descobri a minha música preferida:
o som do seu sorriso.
Há abraços que são asas
e nos fazem voar,
quando perdemos o chão.
Há abraços que são abrigos
nos acolhendo
das tempestades da vida.
Há abraços que são caminho
nos dando direção,
quando estamos num beco sem saída.
Há abraços que são espelhos
e faz refletir o outro em nós.
O que o outro sente, eu sinto.
Há abraços que não precisam
de braços para sentir,
mas de coração para se ouvir.
Há abraços que não precisam
de palavras, só o silêncio basta.
Eu te senti nos meus lábios,
muito antes de te beijar.
Eu te senti nos meus lábios,
quando falei pela primeira vez:
Te amo!
Por que você daria a alguém
o poder de lhe dizer,
que você não pode ir mais longe,
quando eles nem sabem
o quão longe você estava
antes de chegar até aqui?
A pior cegueira é
quando você se vê
pelo olhar do outro.
O olhar do outro é por
um momento apenas.
O seu olhar em você
é por todo tempo.
Muitos lhe vêem agora,
mas não lhe viram antes.
O seu olhar viu os caminhos
por onde você andou
e como até aqui chegou.
Quando lhe faltar chão se jogue no meu colo, tal como você se joga na cama buscando descanso.
Ali no meu colo, faça do meu peito o seu travesseiro e sonhe; faça dos meus braços o seu cobertor e conforte-se; faça de minhas carícias o seu tranquilizante, o seu remédio de dormir, e aquiete-se; faça dos meus olhos seu livro de cabeceira e leia, através dele, páginas que foram escritas no meu coração e descubra-me.
Aqui só no meu colo, quando as luzes se apagarem, seus medos e temores vão embora.
"Eu não sou só eu."
Sou Van Gogh quando sinto demais.
Sou Chopin quando me calo e deixo a alma tocar.
Sou Monet quando vejo beleza no que passa rápido.
Sou Munch quando a angústia grita.
Sou Leonardo quando preciso entender o detalhe de tudo.
Sou Beethoven quando transformo dor em força.
Sou Vivaldi quando a vida muda — e eu mudo com ela.
Sou Mozart quando, por um instante, tudo parece leve.
Não me explico só com palavras.
Me explico com cor, som, silêncio e intensidade.
E mesmo quando pareço sozinha,
eu carrego todos eles em mim.
Quando abrir a boca, sustente seus argumentos, explane seu ponto de vista, você não estará totalmente certo, mas também não estará de todo errado... caso contrário não tenha vergonha em calar-se... pois no silêncio muitas vezes está a mais sábia das respostas.
Quando você desafoga sentimentos o coração fica leve... amanhece... entristece... esclarece... enternece... e...por fim alegra-se...
Quando ele disse que "era melhor ser dono do silêncio do que escravo da palavra", mal sabia ele que o silêncio também escraviza, enquanto a palavra extravasa...
