Quando a Gente se Encontrou

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Somos imbatíveis quando a saudade de quem gostamos reflete como um espelho no nosso coração.

Quando estamos bem, tudo se encaixa perfeitamente.

Quando estamos volúveis, acabamos deixando de lado a nossa força e fraquejamos diante das nossas necessidades.

Nada é tudo quando os extremos se encaixam.

Somos pequenos quando não pensamos grande. Somos grandes quando vivemos sem medo. Somos verdadeiros quando há grandeza de espiritualidade dentro de nós.

O tempo voa como um pássaro quando estamos fazendo aquilo que gostamos.

Quando o tempo e o espaço vos reservar apenas tropeços, aceitai-os. Eles servirão para vosso amadurecimento. Passai por eles com categoria. Não desamineis e voltai atrás para resgatar o que ficou num passado. Nada melhor que o tempo para curar as feridas que não estão ainda cicatrizadas.

Quando há força de vontade, há também a concepção de entender que a maior de todas as obras humana, é a plenitude.

⁠Quando se tem estilo a moda é eterna.

Há uma necessidade de impor limites quando invadem meu mundo sem permissão.

Quando dentro de mim está uma revolução, visto uma roupagem que por fora tudo parece calmo.

Quando sinto que dentro de mim há um descontrole, procuro manter os pés firmes no chão e a cabeça em equilíbrio.

Querer quando não sabemos se podemos ter, é sofrer antecipadamente.

Quando regressamos é porque tem algo nos esperando.

Quando levamos uma vida equilibrada, nos mantemos firmes para continuar a nossa caminhada sem cair.

Somos eternos quando trabalhamos o nosso lado espiritual. Nele está a nossa força e a nossa garra.

A Arte de Recomeçar


Dizem que, quando entramos em um mundo desconhecido e lá encontramos algo que permanece vivo dentro de nós, é porque o que vivemos ainda não acabou. Há ainda sentimento, há algo a ser desbravado. E nesses encontros que a vida insiste em nos apresentar, ficam peças para se encaixar, momentos a viver, reviver e encarar. Ficam histórias para contar, e esperamos ansiosamente o momento de terminar o quebra-cabeça – para, então, recomeçar um novo.


Vivemos em constantes mudanças: de humor, de comportamento, de atitude, de rotina, de aparência, de emoção. Há aquelas em que mudamos de casa ou de cidade. A de casa, basta chamar uma empresa especializada. A de cidade, comprarmos uma passagem e seguimos em frente. E quando decidimos mudar os móveis de lugar? Ah, essa é a mais fácil! Basta arrastá-los e, de repente tudo muda. O ar fica leve, o ambiente mais aconchegante. Percebemos que um simples gesto pode transformar o que parecia igual.


Existem também as mudanças climáticas e ambientais – essas, difíceis de encarar, pois não temos domínio sobre elas. E quanto as mudanças culturais e sociais? As de costume, de valores, de mentalidade, de paradigmas? Essas, depende de nós. A vida, generosa, vive estendendo um tapete vermelho para que caminhemos sobre ele e entremos nesse grande evento simbólico que é a mudança – um ato de prestígio e celebração. Mesmo com medo, acabamos encarando o tapete. Mudanças são assim: inesperadas, desafiadoras, às vezes doloridas, mas essenciais para que as boas novas entrem em nossa vida. Para isso, é preciso caminhar confiantes o tapete vermelho, de cabeça erguida, com coragem para enfrentar o novo sem medo.


As mudanças existem para isto – para nos ensinar a seguir em frente, sem saber o que vamos encontrar. O segredo é não temer. É viver plenamente tudo o que nos foi destinado – seja na vida profissional, seja no amor – com a atitude de quem entende que mudar também é uma forma de florescer.

Quando compreendermos o nosso legado aqui, todo o resto fará sentido.

Quando compreendermos o grito do silêncio, compreenderemos todo o resto.
Rita Padoin


Do livro "Entrelinhas"

Quando o outro encontra a porta aberta, entende que o caminho está livre para ser ocupado.