Quando a Gente se Encontrou
No fim das contas, a gente passa tanto tempo tentando parecer forte que esquece o básico, quase infantil, quase óbvio, mas ainda assim tão difícil: abrir a boca e dizer. Dizer o que incomoda, o que pesa, o que lateja baixinho no peito como quem pede socorro sem fazer barulho. Porque tem dores que não gritam, elas sussurram. E são justamente essas que mais machucam quando a gente decide ignorar.
Eu fico pensando que amar, de verdade, não tem nada a ver com esse teatro bonito onde ninguém erra, ninguém sente, ninguém reclama. Amar é meio bagunçado mesmo, meio torto, meio cheio de pausas estranhas no meio de uma conversa que deveria fluir melhor. Amar é ter coragem de olhar pra quem está do nosso lado e dizer com uma sinceridade quase constrangedora: olha, isso aqui me doeu. Não foi grande coisa pra você, eu sei. Mas aqui dentro fez barulho.
Porque quando a gente não fala, a gente cria. E a mente, ah, ela é uma roteirista dramática. Ela inventa histórias, aumenta detalhes, distorce intenções. O que era só um incômodo pequeno vira uma novela inteira dentro da cabeça. E aí a gente começa a se corroer por dentro, como se estivesse sendo consumida por algo que poderia ter sido resolvido em uma conversa simples, dessas de fim de tarde, com um café morno e um pouco de coragem.
Tem gente que acha que amar é aguentar calada. Que é nobre engolir o choro, fingir que não viu, que não sentiu, que não doeu. Mas isso não é amor, isso é acúmulo. E tudo que acumula uma hora transborda. Não como uma poesia bonita, mas como uma ferida aberta, daquelas que já poderiam ter sido tratadas lá no começo, quando ainda era só um arranhão.
Amar, no fim, é quase um exercício diário de manutenção emocional. É perceber o pequeno antes que ele vire gigante. É ajustar o que está fora do lugar antes que a casa inteira desmorone. É escolher conversar mesmo quando dá vontade de se fechar. Porque se fechar parece proteção, mas muitas vezes é só isolamento disfarçado.
E eu digo isso como quem já ficou em silêncio quando deveria ter falado. Como quem já criou mil histórias na cabeça por falta de uma frase dita no tempo certo. A verdade é que não existe amor que sobreviva bem ao silêncio constante. O silêncio até acolhe, às vezes, mas quando vira regra, ele distancia.
Então, talvez o que realmente importe seja isso mesmo: sentar, respirar e dizer. Sem ataque, sem defesa, sem roteiro pronto. Só dizer. Porque amar não é fingir que nada dói. É ter coragem de mostrar onde dói, enquanto ainda é possível cuidar.
E se tem uma coisa que a vida ensina, meio sem pedir licença, é que sentimentos ignorados não desaparecem. Eles só mudam de forma. E nem sempre a nova forma é gentil.
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Não confie em quem chega do nada forçando amizade, pois, este é o primeiro sinal de gente interesseira, chegam de mansinho e quando conseguem o querem, fingem não te conhecer.
Feliz é quem faz vínculos com gente simples, que trata todo mundo bem, que não se importa com status. Gente leve, que torce e vibra por você sem esperar nada em troca.
Tem Gente que vai passar por esse Plantea Terra e não viverá, pois estará muito ocupado olhando o próprio umbigo.
Existem amizades que já não somam com a gente, o melhor que fazemos é nos afastar antes que nos afundem.
Tem gente que se muda inteira para dentro de um amor, e esquece a chave de casa.
Se desapegam de si para morar no outro. E quando são deixadas, nem sabem mais o caminho de volta.
Menos vaidade espiritual, mais humildade pra pedir perdão. Menos orgulho ferido, mais gente curada.
Janice F. Rocha
Tem gente que se encanta tanto com as palavras dos outros… que esquece de dar o devido crédito a quem as escreveu.
Janice F. Rocha
Engraçado como alguns pensam que a vida da gente é fácil, só porque não expomos nossas dores e não fazemos da reclamação um hábito. A verdade é que cada um carrega suas batalhas em silêncio, e escolher o silêncio muitas vezes é força, não ausência de lutas.
A gente tenta maquiar, inventar desculpas e criar versões que confortam, mas que não existem. Só que a VERDADE sempre encontra uma fresta para aparecer no olhar, na maneira de tratar quem não pode retribuir nada, no cuidado ou na falta dele, na postura de quem pensa que ninguém está vendo.
O problema não é a decepção que a gente vive, é esquecer que nossa fé deve estar em Deus e não nas pessoas.
Há dias em que a dor é só uma marola... suave, quase mansa.
A gente até acredita que aprendeu a lidar. Mas então vem outra onda, maior, e nos engole por inteiro.
Falar do que a gente vive é fácil. Difícil é ter sensibilidade pra perceber que nem sempre estamos bem.
O luto, no fundo, é o amor que continua existindo... só que agora de um jeito que a gente ainda está aprendendo a lidar.
Às vezes, a gente carrega um peso que ninguém vê.
Tenta explicar, abrir o coração, mostrar quem realmente é… mas parece que o outro só escuta o que já decidiu acreditar.
