Proverbios sobre a Mulher
Eu não dou, não vendo e não empresto opinião sobre a vida de ninguém. Não quero entrar no seu casamento, mas peço que você pense com calma. Se está ruim e você acredita que é melhor seguir outro caminho, a decisão é sua. Eu apenas aconselho; você escuta e escolhe o que for melhor para você. Quem vive a sua vida é você, não eu.
Já lutei no mundo real e desperdicei horas em discussões vazias sobre política e futebol na internet. Agora, encerro todos os debates: minha única prioridade é a batalha pela minha própria vida.
A cada dia sou surpreendido pela decepção que surge quando as certezas sobre as pessoas se revelam ilusões.
Quando alguém não age sobre a palavra do Senhor, está, em outras palavras, duvidando do próprio Deus.
O Som da Luta
Uma história sobre coragem, esperança e propósito em Angola
O sol ainda dormia, mas o bairro já acordava.
O cheiro do carvão aceso misturava-se com o barulho dos chapas lotados e das vozes que se perdiam nas ruas estreitas.
Era mais um dia em Angola — onde o relógio da sobrevivência nunca para, e a esperança é o último bem que o povo se permite perder.
No meio daquela correria, Manuel ajeitava o seu pequeno carrinho de madeira, carregado de garrafas de sumo natural que ele mesmo preparava à noite.
Enquanto o resto da cidade ainda sonhava, ele já estava em movimento.
O seu lema era simples:
> “Quem quer mudar de vida, começa antes do sol nascer.”
Manuel não nasceu com oportunidades.
Cresceu num bairro onde a poeira é mais constante do que a eletricidade, onde o trabalho é pesado e o reconhecimento é raro.
Mas, desde cedo, ele aprendeu com a mãe que “trabalhar com dignidade é melhor do que mendigar respeito.”
Durante anos, procurou emprego.
Fez cursos, entregou currículos, e ouviu promessas vazias.
Cada “vamos te ligar” soava como uma esperança que morria devagar.
Até que um dia, cansado de esperar, ele decidiu criar o próprio caminho.
Pegou um carrinho velho, juntou umas frutas emprestadas e começou a vender sumos na rua.
No início, foi alvo de risos e comentários:
“Um formado a vender sumo? Isso é vergonha!”
Mas Manuel respondia com um sorriso e dizia calmamente:
> “Vergonha é roubar. Trabalhar nunca foi.”
O tempo passou.
O carrinho que parecia um fracasso virou uma barraca simples, mas movimentada.
As pessoas começaram a reconhecer o sabor dos seus sumos — e, mais ainda, o brilho da sua determinação.
O que era sobrevivência começou a virar sustento.
E o sustento, aos poucos, virou inspiração.
Manuel passou a ajudar outros jovens do bairro a começarem pequenos negócios.
“Não temos muito”, ele dizia, “mas temos mãos, mente e vontade. Isso já é capital.”
Hoje, quem passa pela sua barraca vê mais do que produtos — vê uma história viva de resistência.
Ele ainda enfrenta dias difíceis, ainda há contas que não fecham, ainda há lágrimas escondidas.
Mas, em cada amanhecer, Manuel prova a si mesmo que o sucesso não é sobre ter tudo — é sobre fazer algo com o pouco que se tem.
Quando alguém lhe perguntou o que o manteve firme em tempos de desespero, ele respondeu sem hesitar:
> “Foi a fé. Eu acreditei que Deus não me fez para desistir.”
O som da luta continua ecoando nas ruas do bairro.
O mesmo som que vem dos vendedores, das zungueiras, dos mototaxistas, dos estudantes que andam quilômetros para aprender.
Cada um à sua maneira, todos gritam a mesma verdade:
“Enquanto houver esperança, há motivo para continuar.”
E assim, no coração de Angola, entre poeira e calor, entre lágrimas e sorrisos, nasce uma geração que aprendeu a lutar com o que tem — e a acreditar que o amanhã pode, sim, ser melhor.
> Porque em cada angolano há um guerreiro.
E enquanto o coração bater, nunca vamos desistir.
Plantei flores em solo seco e colhi apenas o esquecimento, mas entendi que a bondade é sobre o meu caráter, não sobre o reconhecimento alheio. Onde deixei amor e recebi o vazio, sigo em frente com a paz de quem deu o seu melhor, pois a ingratidão do outro é uma corrente que ele carrega, enquanto o meu desapego é o que me liberta.
Conheceis o passado para entenderdes o presente e terdes perspectivas sóbrias e sólidas sobre o futuro.
Eu era criança
quando via imagens
quando escutava fatos
sobre o nazismo...
e perplexa
me perguntava
que ser humano
seria capaz
de apoiar tamanha
monstruosidade...
Cresci
e o tempo respondeu
sem piedade
mostrando-me
os rostos
as vozes
as mãos
que repetem
a mesma crueldade
com novos nomes
com velhas violências
com a mesma frieza
disfarçada de discurso...
E assim compreendi
que os monstros
não ficaram no passado
eles caminham entre nós...
✍©️ @MiriamDaCosta
* Sobre a Honestidade Intelectual *
A honestidade intelectual
é uma condição necessária
ou uma necessidade condicionada?!...
Talvez seja as duas...
Porque há quem nasça
com o ímpeto de ser lúcido,
e há quem só ouse sê-lo
quando o ambiente permite,
ou quando o peso da própria mentira
se torna insuportável...
Ser intelectualmente honesto
é caminhar descalço
sobre o chão áspero da verdade...
É resistir à tentação das certezas confortáveis
e à sedução da máscara que agrada...
É desnudar o pensamento,
deixando o orgulho em ruínas,
para encarar o espelho sem adornos,
onde só o que é verdadeiro permanece de pé...
E por que é tão difícil?!
Porque a honestidade intelectual
exige coragem ,
a coragem de contrariar o próprio ego,
de rever o que se acreditava inabalável,
de não se curvar ao aplauso
nem ao consenso...
Poucos suportam
o silêncio que ela impõe,
e menos ainda,
o isolamento que ela provoca...
Mas os que a praticam,
ainda que sangrem por dentro,
sabem que é melhor doer na verdade
do que viver anestesiado na mentira...
✍©️@MiriamDaCosta
Sobre o assalto ao Museu do Louvre
Até mesmo um recém nascido...
perceberia, na sua inocência à 360° ,
que teve a "mão amiga"
dentro do Museu do Louvre...
"Elementar, Meu caro Watson!"
É Natal!
Evito falar sobre essa data e o seu real significado (ou seja, a comemoração do nascimento de Jesus Cristo).
E, mais ainda, evito ficar repetindo para todos: "Feliz Natal!".
Vejo tanta hipocrisia e falsidade nesse ritual linguístico de fim de ano.
Sim… é Natal.
E o que eu penso e escrevo a respeito
traz uma lucidez que dói em mim e pode ferir os outros, como quase tudo o que é cruamente honesto, e que costuma golpear algumas pessoas.
O “Feliz Natal” virou um mantra automático,
esvaziado de real presença e de sentimento,
repetido por bocas que não se dispõem
ao mínimo gesto natalino de verdade:
sentimento, empatia, escuta, coerência e humanidade.
Celebra-se uma data que deveria simbolizar
a ruptura com a lógica da violência,
do acúmulo e da exclusão, mas…pratica-se exatamente o oposto, embrulhado em luzes, comilanças, consumo e frases prontas.
E há algo muito coerente no meu evitar esse ritual, quando ele se torna falso.
O meu silêncio, nesse caso, é mais ético que a saudação mecânica.
Jesus, se tomado verdadeiramente a sério,
seria profundamente incômodo hoje.
Ele não caberia nos shoppings lotados,
nos discursos moralistas, nem nas felicitações ( na maioria das vezes) vazias enviadas por obrigação familiar e social
Meu incômodo com essa data não é rejeição ao sagrado. É, ao contrário, respeito.
Respeito por não banalizar o que deveria ser vivido com sentimento e reflexão, e não repetido automaticamente.
Talvez o meu Natal seja esse:
não o da frase dita, mas o da consciência
que se recusa a fingir.
E esse fato, mesmo sem “Feliz Natal”,
é profundamente verdadeiro.
Quantas “Marias” (mulheres solteiras, grávidas
e destinadas à fuga) ainda existem?
Quantos “Jesus” ainda nascem em situações precárias por causa do preconceito e da desumanidade?
Quantos “Josés”, no mundo de hoje,
acolhem uma “Maria” (solteira e grávida) e reconhecem o bebê como um pai?
São tantas as perguntas…
mas prefiro terminar por aqui.
Saúde e serenidade a todos.
Fiquem em paz 🕊
Sejam paz 🕊
✍©️@MiriamDaCosta
Os versos dos poetas
são unguentos sagrados
derramados em silêncio
sobre corações cansados
de atravessar o tempo.
Tocam onde as palavras comuns
não alcançam,
curam fendas invisíveis,
acendem pequenas luzes
nos templos da memória.
Ah! As palavras poéticas
das almas aladas
( sacerdotes do indizível )
são sopros de eternidade
emprestados às almas humanas
que ainda creem
no milagre do sentir.
✍©️@MiriamDaCosta
A visão e a indignação seletivas dizem muito menos sobre o mundo
e muito mais sobre quem olha para ele.
Pensar isso é reconhecer que, muitas vezes,
a indignação não nasce da injustiça em si,
mas da conveniência.
Indigna-se quando dói no próprio território,
silencia-se quando o dano beneficia, protege ou confirma crenças.
A visão seletiva é uma forma sofisticada
de cegueira:
olha, mas não vê;
vê, mas escolhe esquecer.
E o que dizer?
Que a indignação seletiva não é ética,
é estratégia.
Não é consciência,
é cálculo moral.
Não é empatia,
é espelho.
Ela grita contra certos absurdos
enquanto cochicha cumplicidades
diante de outros.
Aponta o dedo com uma mão
e tapa os próprios olhos com a outra.
Talvez a frase mais honesta seja esta:
Quem escolhe quando se indignar
já escolheu de que lado não está.
✍©️@MiriamDaCosta
Perguntaram o que penso sobre o BBB
e porque não escrevo nada a respeito.
Respondo assim:
Eu tenho dificuldades cognitivas,
de interesse e até uma certa forma
de analfabetismo seletivo
para determinados assuntos.
O BBB simplesmente não dialoga
com nada que me instigue,
provoque ou acrescente.
Meu silêncio sobre isso
não é desdém,
é preservação intelectual.
✍©️@MiriamDaCosta
"Não é sobre quem segura a sua mão,
é sobre quem não quer soltar.
Não é sobre quem está com você,
é sobre quem acredita em você.
Não é sobre quem te conhece,
é sobre quem te reconhece,
valoriza e não quer te perder.
Não é sobre quem escolhe ficar,
mas quem nunca mais deseja partir."
🌹
🖋
"Escrevo muito.
Escrevo o tempo todo.
Escrevo sobre tudo.
Escrevo até na hora do almoço.
✍
É dessa maneira que vou lidando
com os meus sentimentos.
Meus pensamentos.
Minhas emoções e com o meu coração.
🖋
A cada dia que passa, mais uma bomba cai sobre valores e dignidade nesse país manchado de ódio, distorcendo por completo o que é certo e inegociável. A cada dia que passa, barbaridades são mascaradas e pessoas choram sangue buscando uma ajuda que se apequena dia após dia. Até quando os dias vão passar? Crimes não punidos, dores não cessadas... enquanto sorrisos são perdidos. Não podemos nos calar, porque esse é um silêncio que mata!
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