Próprio
A DICOTOMIA DA SOLIDÃO
Todo aquele que se conhecer a si próprio será imune ao caos organizado que a solidão acarreta.
Prisão para uns ou Liberdade para outros, a solidão é como uma espécie de faca com dois gumes. Ora mata e elimina as turbulências externas que entram pelos nossos poros adentro, ora corta e separa o trigo do joio quando estamos perante as nossas mais diversas dúvidas existenciais.
A solidão, por assim dizer, também revela uma sombria ou luminosa dualidade. Digamos que, uma espécie de arauto da desgraça ou fortuna, que invade o nosso espaço interior e exterior quando a própria nos persegue em modo de delito involuntário ou quando a procuramos incessantemente de livre e expontânea vontade.
Reza a regra que a solidão já matou tantos quanto salvou e já salvou tantos quanto matou se dela fizermos um amigo que nos escuta sem julgamento.
Reza também o dito que “mais vale só que mal acompanhado” mas no entanto também Amália Rodrigues um dia disse que preferia estar mal acompanhada do que só.
Eu por mim cá estarei para a receber ou procurar, sempre que os sentidos e os momentos assim ordenarem.
Não massageies o pão alheio com mãos sujas, quando tiveres fome, porque comerás do teu próprio fermento.
O meu maior gigante é a minha alma, quando eu achar que não preciso lutar e derrotar os meus próprios pecados.
Tente tirar o poste que está no próprio olho, antes de mostra o palito no olho do próximo, se apenas criticar os seus defeitos.
Romper a vida conjugal por motivos de contendas, falta de domínio próprio e rajadas de ofensas, é mesmo um contrato com a ignorância pelo resto da vida, uma vez que ambos os cônjuges vivem uma vida fingida, hipócrita, com manchas no coração, quando antes poderiam controlar suas crises emocionais e deixar de sofrer, tomando decisões compatíveis com a boa educação e praticando o amor, o elogio, o perdão e o respeito mútuo.
Agradar-se da própria ignorância é, de fato, insensatez e próprio de um coração estúpido que ainda acumula tristezas, revoltas e vinganças.
Equilibre suas emoções com humildade, paciência e domínio próprio para ter a certeza de que elas vieram de sua autoconfiança, e não, pelas reações negativas inflamatórias.
Sentimentos de incapacidade, de falta de controle próprio, de impaciência e incompreensões, de espírito de murmurações contínuas, podem ser combatidos com exercícios físicos e espirituais de compaixão, empatia, adoação, leituras agradáveis, edificantes e com orações voltadas à confissões da deficiência da fé e das fraquezas do coração.
O Gatilho da Memória deveria também lembrar e ativar o domínio próprio da língua, quando alguém pensar em acusação, maledicência e julgamento contra o próximo.
Uma das maneiras de lidar com a confrontação pessoal é usar a sabedoria, o domínio próprio e o perdão como extintores contra o fogo que incendeia o coração ofendido.
Quão fácil é ver o mundo com outros olhos: basta tirar os seus do próprio espelho e enxergar a imagem e a necessidade do próximo.
Palavras ditas traiçoeiramente criam ondas de destruições
como tsunânimes, que afundam o próprio respeito e a própria coragem.
Nada do que o homem acumula para o seu próprio prazer tem valor para Deus, senão para os pobres e necessitados.
Discernir entre vulgaridade e decência é próprio daqueles que não se misturam com a moda do mundo, que vai e volta, sem santidade e obediência ao Senhor.
