Prometer
Amar Uma Vida Inteira Sem Ter Prometido Nada, Vale Mais Que Prometer Uma Vida Inteira Sem Ter Amado Nada
Não faça promessas, pois promessa feita é dívida não paga! Portanto, faça sem prometer, assim você não estará sujeito a ser cobrado! Fica a dica.
À maior verdade da vida é que se você quer muda ou se transforma,comece por não prometer que vai muda,apenas faça as pessoas veram se mudou ou não....
Prometer o que não pode cumprir, ou que o depende de outro para ser cumprido, normalmente machuca alguém.
... Não vou jurar nem prometer algo que não sei se vou fazer...
... Mas tudo o que vê é o que sou, não me peça mais do que te dou ...
🎭 BASTIDOR DA ALMA
Fora dos bastidores é fácil prometer
“tô contigo”, “conta comigo”.
Mas quando o silêncio pesa,
quando a mente vira tempestade,
é ali que a alma descobre quem fica —
e quem só dizia que ficava.
Nos bastidores da dor,
as máscaras caem e as vozes se calam.
É lá que a dependência emocional nasce:
na esperança de que alguém venha nos salvar,
quando, no fundo, é a gente que precisa se segurar.
Depressão não é fraqueza — é grito abafado.
É o corpo pedindo pra parar,
é o coração tentando lembrar o que é respirar.
E o abandono…
ah, o abandono é a escola mais cruel da alma.
Ensina a amar quem parte
e a se reconstruir com o que sobra.
O palco mostra o que a gente quer ser.
Mas é no bastidor que a verdade aparece.
E às vezes, o mais difícil
não é perder alguém —
é perceber que nunca se teve de verdade.
A cura começa quando você entende
que solidão não é castigo,
é chamado pra voltar pra dentro.
Porque o amor que te salva
não vem de fora —
ele vem de Deus,
vem da força que sobra quando tudo falta.
🕯️ — Purificação
"Prometer para um coração aflito,
é acender esperança.
Quebrar a promessa é apagar alguém por dentro.
A dívida passa despercebidapor quem promete,
mas não por quem acreditou."
Não posso prometer resultados extraordinários, mas posso prometer meu comprometimento, respeito e lealdade.
A adversidade é mestra
Que ensina sem prometer;
Mostra a queda como orquestra
Do impulso para crescer.
Estou me apaixonando novamente, depois de me prometer que nunca mais me entregaria a ninguém. Ele só foi chegando como quem não queria nada, e agora me pego na madrugada pensando em como estou completamente apaixonada....
Lua e Sol
Ele é a lua,
silencioso, inteiro no mistério,
brilha sem prometer calor,
aprendeu a existir sozinho no escuro.
Eu sou o sol,
chego cedo demais,
ilumino sem pedir licença,
amo em voz alta,
aqueço até quando tenho medo de queimar.
Ele se esconde quando sente demais,
eu fico quando tudo aperta.
Ele aprende a sobreviver no silêncio,
eu transbordo porque sentir é o meu jeito de viver.
Às vezes nos encontramos no horizonte,
naquele instante raro
em que noite e dia se tocam
sem se ferir.
E ali… tudo faz sentido.
Mas logo o mundo gira.
Ele volta a ser lua.
Eu volto a ser sol.
Não porque não exista amor,
mas porque nem todo brilho foi feito
para permanecer no mesmo céu.
Ainda assim,
se um dia ele olhar para cima
e sentir saudade do calor,
vai saber:
eu nunca deixei de nascer.
E se eu olhar para o céu à noite
e vê-lo inteiro,
vou lembrar que nem toda distância
é ausência.
Letícia, Literatura e o Mar
Chegamos ao Rio numa tarde que parecia prometer eternidade.
A cidade tinha essa qualidade enganosa — como se tudo ali fosse durar mais do que realmente dura.
Era a semana mais aguardada da turnê. Três eventos. Três palcos. Três oportunidades de repetir o mesmo ritual: tocar, seduzir, partir.
A carreta estacionou perto da Urca, com o mar logo ali, como se observasse.
Foi no segundo evento que a vi.
Letícia.
Nada nela chamava atenção de imediato — e talvez fosse isso. Enquanto o resto gritava presença, ela permanecia. Morena clara, cabelos soltos, um livro aberto nas mãos como se fosse uma extensão do corpo.
Clarice Lispector.
Aproximei-me sem estratégia. Apenas curiosidade.
— Você lê no meio disso tudo?
Ela levantou os olhos, demorou um segundo antes de responder.
— É o único jeito de não desaparecer.
Sorri.
— E funciona?
— Às vezes. E você? Toca para aparecer ou para sumir?
Não respondi. Pela primeira vez em dias, não havia resposta pronta.
Naquela noite, o show aconteceu como sempre.
Luzes. Som. Gente. Movimento.
Mas algo havia mudado.
Eu tocava — e sabia exatamente onde ela estava.
Na lateral do palco.
Olhando sem pressa.
Não como quem admira.
Mas como quem analisa.
Depois, ela me esperava.
Sempre com um livro diferente.
Bukowski.
Pessoa.
Florbela.
Não me oferecia o corpo primeiro.
Oferecia linguagem.
— Leia isso — dizia, abrindo uma página ao acaso.
Eu lia.
Às vezes entendia. Às vezes não.
Mas entendia ela.
Caminhávamos pela orla como se não houvesse destino.
Falávamos de coisas que não cabem em conversas rápidas:
amor que não se sustenta
verdades que chegam tarde
gente que finge sentir
Ela já tinha amado um poeta.
— Ele escrevia bem — disse —, mas mentia melhor.
— E você sabe a diferença?
Ela me olhou como quem já decidiu.
— Sei quando alguém usa palavras para esconder. E quando usa para sobreviver.
O beijo não veio por impulso.
Veio por acúmulo.
Lento. Contido. Preciso.
Como se ambos soubéssemos que aquilo não era começo —
era intervalo.
Na segunda noite, me levou ao apartamento.
Ladeira do Leme.
Um quarto simples, mas habitado. Livros espalhados. Discos antigos. Um silêncio confortável.
Fizemos amor.
Sem pressa.
Sem espetáculo.
Havia desejo, claro. Mas havia outra coisa — uma tentativa de tradução.
Ela dizia coisas durante o ato.
Frases soltas, quase literárias.
Como se estivesse escrevendo enquanto sentia.
E eu respondia do único jeito que sabia: ficando.
No dia seguinte, escrevi algo no livro dela.
“A Hora da Estrela”.
Não foi um gesto pensado.
Foi necessidade.
“Você carrega o mundo como quem não percebe que ele já é seu.”
Ela leu.
Não reagiu.
Apenas guardou.
Como quem entende mais do que diz.
Na última noite, toquei diferente.
Menos intensidade.
Mais precisão.
Quando comecei “Tocando em Frente”, nossos olhos se encontraram.
E ali ficou claro.
Não havia continuidade possível.
E, pela primeira vez, isso não doeu.
Na despedida, ela não chorou.
Me abraçou com calma.
— Você é como os livros que não terminam bem — disse.
— Eu gosto desses.
Assenti.
Porque também gostava.
---
Voltei para o caminhão em silêncio.
Boca me olhou, sem perguntar.
— Foi diferente?
— Foi mais.
Ele riu, como quem já sabia.
Seguimos estrada.
Mas o que ficou não foi o corpo dela.
Nem a voz.
Foi outra coisa.
A sensação rara de ter sido lido
antes mesmo de tentar me explicar.
"Se não sabes o peso de uma promessa, não a faças. Prometer é selar a esperança de alguém com a tua palavra e quebrá-la é destruir mais do que apenas confiança."
Bruno aprendeu que amar Carla
não era sobre prometer o infinito,
mas sobre segurar a mão dela
quando o mundo pesava mais do que devia.
Carla entendeu que Bruno não era abrigo perfeito,
mas era quem ficava…
mesmo com as próprias tempestades.
E no meio das falhas,
dos silêncios e dos dias difíceis,
eles descobriram que cuidar
é escolher o outro
até quando o amor deixa de ser fácil.
DeBrunoParaCarla
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