Procurando Alguém
O bom do destino e quando duas pessoas se encontram e nem sequer estavam se procurando...
Um grande beijo em seu coração.
R&F Perazza.'.
“A saudade do meu pai é o amor que continua existindo em mim, procurando onde pousar agora que já não pode mais voltar ao abraço dele.”
Você me pediu que nunca mais a procurasse
E eu me perdi não te procurando mais
Você me disse que eu a estava deixando sem ar
Eu então parei de respirar
E morri de paixão!
Enquanto eu caminho procurando o amor, deixo que a voz do coração me guie e a luz da minha alma me ilumine.
Às vezes estamos no fundo do poço procurando a saida
Às vezes estamos felizes demais
Às vezes choramos sozinhos
Às vezes nos sentimos amados
Às vezes nos sentimos sozinhos...
Às vezes achamos que as coisas são para sempre, porém uma hora acaba. Nunca tenha medo de recomeçar, bom domingo.
Passei anos procurando um sentido para a minha dor.
Depois compreendi algo ainda mais triste:
Talvez o sentido nunca tenha existido.
Talvez sejamos apenas viajantes tentando convencer a nós mesmos de que a estrada leva a algum lugar, porque admitir o contrário seria pesado demais para suportar.
- Tiago Scheimann
Passei tanto tempo procurando um motivo para a minha dor que, quando não encontrei nenhum, comecei a inventá-los. Não para enganar os outros. Para conseguir olhar para mim mesma sem sentir que estava enlouquecendo.
A desconfiança é o algoz do coração, procurando desfazer sentimentos quase perfeitos com a falta de conhecimentos;
Meu toque se faz tão provocantes, que os meus sentidos ficam a flor da pele procurando o teu prazer;
Meu toque tem paixão e não razão, nem intenção, mas sim sentimentos do coração;
Desejo tocar os seus desejos e suas vontades para que você queira palavras inconfessáveis e revelações que surpreenda o coração;
Enxugando teu prazer com o meu pleno toque que te faz perder e encontrar seus impacientes desejos;
Há pessoas que passam a vida procurando um lugar. Outras descobrem que o lugar sempre esteve procurando por elas.
*Era outra noite no pub*
Eu ainda estava procurando um lugar que parecesse menos falso que os outros. Não necessariamente um lugar bonito. Beleza demais sempre me deixou desconfiado. Eu queria apenas um lugar onde ninguém precisasse fingir tanto.
Ela era uma das inúmeras profissionais que frequentavam o escritório. Já havíamos conversado algumas vezes. Coisas de trabalho. Horários. Processos. Café ruim. Aquele tipo de conversa que mantém duas pessoas civilizadas e completamente desconhecidas.
Naquela noite resolvemos sair.
Conhecer um pub.
Talvez conhecer um ao outro.
O segundo sempre dá mais trabalho.
Sentamos, pedimos alguma coisa e começamos pelo roteiro habitual dos primeiros encontros. Trabalho. Filmes. Música. Viagens. Relacionamentos. Pequenas biografias cuidadosamente editadas para não assustar ninguém.
As pessoas fazem isso.
Entregam uma versão resumida de si mesmas.
Como se fossem currículos emocionais.
Depois de algum tempo, a conversa cansou de ser educada.
Foi quando ela começou a falar de coisas que não cabiam no escritório.
Disse que crescera sentindo a falta de amor do pai. Não a falta física. A outra. A pior. Aquela em que o sujeito está presente, respira na mesma casa, ocupa a mesma cadeira e ainda assim parece ter feito um acordo com a própria ausência.
Depois veio o casamento.
Falido desde o começo.
Algumas relações não terminam. Apenas continuam mortas por falta de coragem dos vivos.
E havia o relacionamento mais recente.
Abuso emocional.
Ela não precisou usar muitas palavras.
Certas coisas aparecem no jeito como alguém segura o copo.
No intervalo antes de responder.
Na maneira de rir quando conta alguma coisa que ainda dói.
Eu ouvi.
Não porque soubesse o que dizer.
Eu quase nunca sei.
Também não acredito nessa obrigação moderna de oferecer uma frase bonita para cada ferida. Às vezes a melhor coisa que alguém pode fazer é não transformar a dor do outro em palestra.
Então fiquei ali.
Ouvindo.
Ao redor, o pub fazia seu trabalho habitual.
Gente bebendo para esquecer que precisava voltar para casa.
Casais se olhando como quem verifica se ainda existe alguma coisa ali.
Homens falando alto para parecerem importantes.
Mulheres rindo de coisas que provavelmente não tinham graça.
Garçons carregando copos.
Garrafas alinhadas.
Luzes baixas.
Música suficiente para impedir que o silêncio dissesse alguma coisa.
Era um lugar razoavelmente decadente.
Gostei.
A decadência, pelo menos, não costuma mentir.
Observei os rostos.
Todo mundo parecia estar tentando parecer alguma coisa.
Feliz.
Interessante.
Desejável.
Bem resolvido.
As imagens estavam por toda parte.
Nas paredes.
Nos copos.
Nas roupas.
Nas fotografias.
Nos telefones sobre as mesas.
Cada um carregava uma pequena propaganda de si mesmo.
Era curioso.
A espécie humana inventou espelhos e depois passou a acreditar neles.
Talvez seja por isso que eu goste tanto de observar pessoas quando elas não sabem que estão sendo observadas.
É quando a propaganda falha.
É quando aparece o sujeito.
Ou o que restou dele.
Ela continuou falando.
Eu continuei ouvindo.
Em algum momento percebi que aquela noite já não era sobre conhecer um pub.
Era sobre conhecer alguém além da pele.
E isso é perigoso.
A pele é uma excelente embalagem.
Esconde defeitos.
Esconde medos.
Esconde abandono.
Esconde pais ausentes.
Casamentos mortos.
Relacionamentos que transformaram carinho em controle.
Esconde quase tudo.
Até que alguém decide falar.
Então a embalagem começa a rasgar.
E você descobre que ninguém é exatamente aquilo que parece.
Nem eu.
Posso parecer um humano,
mas no fundo sou apenas notas inexoráveis,
hinos desconcertantes ao nascer do sol e muito silêncio
uma noção boba
um suspiro
uma emoção arrogante
eternidade em cativeiro, perpetuação irrepreensível
curvas, não uma única linha reta
uma contradição
uma contração tola, mas necessária
uma abstração
uma piada interna
uma risadinha sóbria
um enigma.
Talvez todos sejamos.
A diferença é que alguns aprenderam a esconder melhor.
Eu não tenho muita paciência para isso.
Nunca tive.
Talvez porque, depois de certa idade, você perceba que passar a vida inteira construindo uma imagem de si mesmo é uma maneira bastante sofisticada de morrer antes da hora.
Você começa tentando ser alguém.
Depois tenta parecer alguém.
Depois passa a defender essa aparência.
E, quando percebe, já não sabe mais onde termina o personagem e começa o sujeito.
Ela falava sobre o passado.
Eu pensava no meu.
Não havia muita diferença entre nós nesse ponto.
As histórias mudam.
A falta permanece.
Cada pessoa encontra uma maneira diferente de carregar aquilo que não recebeu.
Alguns bebem.
Alguns trabalham demais.
Alguns colecionam amantes.
Alguns colecionam dinheiro.
Alguns colecionam diplomas.
Alguns fazem discursos sobre felicidade.
Outros simplesmente ficam quietos.
Eu prefiro o silêncio.
Ele pelo menos não exige explicação.
Ficamos ali por algumas horas.
Duas pessoas tentando descobrir se havia alguma coisa além das apresentações.
Talvez houvesse.
Talvez não.
Não importa tanto.
Há encontros que não precisam terminar em romance para terem alguma importância.
Às vezes basta alguém enxergar você por alguns minutos sem pedir que você seja diferente.
Isso já é quase uma espécie de milagre.
Mas eu desconfio de milagres.
Eles costumam cobrar juros.
Quando saímos do pub, a noite continuava exatamente como antes.
A cidade não tinha aprendido nada.
As pessoas também não.
Os carros passavam.
As luzes continuavam acesas.
Alguém ria do outro lado da rua.
Alguém provavelmente chorava em algum apartamento.
Alguém estava começando um casamento.
Outro estava terminando.
Alguém dizia “eu te amo” sem saber o que aquilo significava.
Outro dizia “vai ficar tudo bem” sabendo perfeitamente que não ficaria.
E eu pensei que talvez essa fosse a grande piada.
A gente passa a vida procurando uma linha reta.
Não existe.
Existem curvas.
Desvios.
Contrações.
Recaídas.
Pequenos momentos de lucidez entre longos períodos de estupidez.
E, no meio disso tudo, chamamos a coisa de vida.
Talvez seja isso.
Uma contradição tentando respirar.
Uma emoção arrogante fingindo ter respostas.
Uma abstração andando por aí com documentos, contas, lembranças e alguma esperança mal escondida no bolso.
Uma piada interna que ninguém explicou.
Uma risadinha sóbria diante do absurdo.
Um enigma.
E talvez a parte mais amarga seja descobrir que não existe solução.
Só continuação.
A eternidade em cativeiro.
A perpetuação irrepreensível.
Você acorda.
Trabalha.
Ama mal.
É amado mal.
Perdoa quando consegue.
Machuca quando não consegue.
Bebe alguma coisa.
Escuta alguém contar uma história.
Conta a sua.
E segue.
Não porque encontrou sentido.
Mas porque, por alguma razão estúpida, ainda não acabou.
Talvez sejamos apenas isso.
Notas inexoráveis.
Alguns acordes desconcertantes ao nascer do sol.
Muito silêncio.
E uma vontade quase ridícula de continuar, mesmo sabendo que, no fim, ninguém saberá exatamente o que fomos.
Talvez nem nós.
E é aí que começa o verdadeiro problema.
Quando você finalmente fica sozinho, sem o pub, sem as imagens, sem os outros, sem a roupa social, sem a profissão, sem a história que conta sobre si mesmo, sem ninguém para confirmar que você existe...
quem sobra?
Talvez aquele seja o único encontro que realmente importa.
O resto é apenas barulho.
E talvez eu ainda esteja procurando um pub onde possa me encontrar.
A Saída do Parido
Há quem passe a vida inteira
procurando uma saída,
sem perceber
que construiu a própria prisão.
Corre para o mundo
e se perde de si.
Acumula coisas
e desperdiça a única que nunca poderia perder:
a consciência.
A mente mente.
E quem acredita em todas as mentiras da mente
corre o risco de tornar-se demente.
Vivemos na era da velocidade,
mas não da direção.
Nunca houve tantos caminhos.
Nunca houve tão poucos destinos.
Aprendemos o alfabeto das palavras,
mas permanecemos analfabetos de nós mesmos.
Sabemos ler livros.
Mas desaprendemos a ler a alma.
Esquecemos o Bê-à-Bá da Vida.
Trocamos valores por custos.
Presença por aparência.
Conhecimento por informação.
Sabedoria por opinião.
Espiritualidade por religiosidade.
O essencial pelo urgente.
E chamamos isso de evolução.
Que involução sofisticada.
Somos paridos biologicamente.
Mas poucos nascem para a própria consciência.
Respiram…
Mas não vivem.
Existem…
Mas nunca chegam a ser.
Afinal, nascer não é sair do ventre.
É deixar o ego.
Porque há corpos vivos
que carregam consciências sepultadas.
O mundo nos ensinou a conquistar territórios.
Mas nunca nos ensinou
a habitar a própria alma.
Passamos anos perguntando:
— Para onde devo ir?
Quando a única pergunta capaz de mudar uma vida sempre foi:
— Quem estou me tornando?
Nossa consciência…
É o único GPS
que não depende de satélites,
mas de silêncio.
Quem se desconecta dela
perde o sinal de si mesmo.
E quem perde o sinal de si,
encontra qualquer destino…
menos o próprio.
O tempo não passa.
Quem passa somos nós.
E cada segundo que chamamos de amanhã
é um pedaço da vida
que já começou a morrer.
Penso,
logo resisto.
Resisto ao barulho
que me impede de ouvir o silêncio.
Resisto às respostas prontas
que matam as perguntas necessárias.
Resisto à multidão
quando ela caminha em direção ao abismo
aplaudindo a própria queda.
Porque a maior alienação
não é deixar de pensar.
É terceirizar a consciência.
Descobri tarde
que o maior retorno
não é voltar para casa.
É voltar para dentro.
O Retorno ao Real
não é geográfico.
É existencial.
A saída nunca esteve no mundo.
O mapa nunca esteve nas mãos.
Sempre esteve na consciência.
E o destino…
jamais foi um lugar.
Foi um estado de ser.
No fim,
descobri que Deus nunca esteve distante.
Distante
estava eu.
Porque o Cristo Interior
jamais deixou de habitar o homem.
Foi o homem
quem decidiu morar do lado de fora de si mesmo.
E então compreendi
o Bê-à-Bá
que o mundo fez questão de esquecer:
a vida começa quando o ser humano deixa de apenas existir.
Nesse instante,
o parido nasce.
O retorno acontece.
E a única saída
revela-se, enfim,
como sempre foi:
para dentro.
Carlos Eduardo Balcarse
11/06/2026
Caminho sobre os destroços de quem eu costumava ser, procurando um reflexo que já não reconheço mais.
O narcisista evangélico lê a Bíblia procurando justificativas para o seu orgulho e armas para o seu controle.
Já rodei todo esse mundo procurando encontrar algo que desse sentido aos dias cinzas. Eu era aquele que, por muito tempo, olhou para os lados e sentiu que o amor era um privilégio alheio, uma conspiração do destino contra o meu próprio peito. Eu guardava comigo os meus sonhos de criança, aqueles planos puros de formar uma família como era a dos meus pais, com mesa cheia, risadas na sala e um porto seguro para ancorar a alma.
Mas o tempo foi passando e a coisa mudou. O relógio não perdoa e, confesso, a solidão foi se chegando e se acostumou a sentar ao meu lado no sofá. Houve dias em que a chuva parecia ser a única visita, e a desilusão tentou assombrar os meus sonhos mais bonitos.
No entanto, há algo em mim que não se apaga. De uma coisa eu não desisto, sou fiel e não abro mão: a esperança de ter o meu lugar no mundo. Quero os filhos, os amigos, a companheira e os irmãos celebrando a vida. Pois se essa vida é bonita, ela é feita pra sonhar, e cada tropeço só aumenta o meu desejo de, afinal, te encontrar.
O que eu não me acostumo é com a solidão. Ela é uma visita barulhenta demais no meu silêncio. Por isso, sigo firme. Sei que essa tal felicidade, hei de encontrar, e não importa o caminho ou a demora: mesmo se eu tiver que aguardar, se eu tiver que esperar, eu estarei pronto.
Porque eu sei que, no momento em que eu vir o teu rosto, a dúvida vai embora. Um pedaço do seu beijo ou o seu coração já serão o suficiente para me fortalecer e me fazer delirar. Eu me tornarei, finalmente, um crente no amor.
Como uma planta que luta para sair das profundezas, rompendo a terra, procurando calor e luz do sol, busquemos o conhecimento!
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