Procurando Alguém
A caridade não deve ser necessariamente divulgada, se você ajudar alguém, guarde isso para você, Deus sabe dos seus atos e é somente para ele, que você deve contar.
Existem pessoas dignas de pena, e isso é uma coisa muito triste. Quando alguém me olha com pena, sinto que perdem o respeito pela minha história e enxergam apenas a figura fragilizada. Essa “solidariedade” envenena mais do que auxilia, pois revela preconceito velado, acham que minha existência se resume ao sofrimento, e não ao ser humano que ainda resiste.
Se alguém te tratar mal, basta lembrar que há algo errado com essa pessoa, não com você, quando sou alvo de olhares compassivos ou excluído em conversas, tento resistir ao impulso de me culpar,
lembrando que a crueldade alheia reflete a limitação interior deles, não meu valor, essa mentalidade me fortalece em momentos de rejeição, ainda que seja difícil impedir que a mágoa me consuma antes dessa lembrança vir à tona.
Não se sinta obrigado a estar disponível fisicamente, mentalmente ou virtualmente para alguém, respeite seu espaço e principalmente sua energia, uma mensagem “inocente” pode carregar tanta vibração distorcida que suga toda sua energia, cada telefonema de alguém perguntando “como você está?” às vezes esgota, pois evoca lágrimas que ainda não secaram. Definir limites tornou-se necessário para preservar o restinho de força que me resta, mesmo sabendo que muitos confundem essa postura com frieza ou ingratidão.
Se alguém visse o que pulsa na minha mente, me acolheria em silêncio e guardaria minhas lágrimas como a promessa de dias melhores.
Como posso amar alguém verdadeiramente, sendo que nem amor próprio eu tenho?
Talvez o amor ao outro comece quando eu aprender a olhar para dentro, com a mesma paciência e cuidado.
O amor-próprio não é um ponto de partida, mas uma construção que cresce, a cada gesto de cuidado e compaixão comigo mesmo.
Somos fortes, corajosos, resilientes, mas, às vezes, precisamos que alguém
nos aponte essas virtudes, porque nem sempre conseguimos vê-las em nós mesmos. É no olhar do outro, no gesto de cuidado, que redescobrimos nossa luz apagada, o poder que, às vezes, esquecemos ter.
Quando encontro-me em uma condição que sinto a necessidade de abater alguém, é porque o indivíduo é superior a mim, nem sequer o combato, junto-me ao mesmo, o sucesso é coletivo.
Já estiveste presente para alguém que não te dava o valor que tu julgas merecer?...
Essa resposta tá dentro de você.
Diga isso a alguém:
"_Eu sempre estarei aqui pra você. "
Já fostes responsável por um sentimento assim com total dedicação?
...
Vamos criar uma história com sentimentos descentes.
Vamos cuidar uns dos outros.
Se minha liberdade é às custas de oprimir alguém, então não é liberdade, mas a dança neoliberal. O problema é que, nessa dança, a banda que toca a música é contratada pelos verdadeiramente ricos, enquanto quem paga o ingresso do espetáculo e ainda bate palmas para sustentar a fantasia burguesa são os pobres...
Quando você queima à reputação de alguêm isso fala muito mais sobre você que quaisquer outro assunto.
Você está com seu coração puro, conhece alguém que o deixa mais sórdido... Dando distancia do teu agressor, teu trajeto que te ensinou a se amar vai te curar naturalmente e você pode dar continuidade de onde parou. E teu agressor? Tenha compaixão. A pessoa que te agride repete o erro a procura do que nunca vai encontrar fora de si. Se você quer amar precisa começar por você. Não leve o mal adiante, leve amor ou vai amaldiçoar o mundo ao teu redor. O ódio se cria em pequenos ciclos. Mudar a história da sua vida só depende de você, não deixa pra amanhã.
Não perca tempo com pessoas que são apenas expectativas. Pessoas reais fazem a diferença.
Tudo que faz sentido pra você não faz sentido pra mim. A única maneira de conhecer alguém é com tempo e boa intensão. A ansiedade, um desejo compulsivo, ou medos vão fazer você atropelar etapas importantes pra reconhecer e identificar alguém. Você está respeitando seu tempo?
