Primeiro dia de aula: frases que celebram esse novo começo
"Eu odeio a minha escola. Eu odeio todo mundo. Eu odeio minha vida."
“O verdadeiro professor é aquele que possui o dom natural de transmitir tudo o que aprendeu, pois descobriu a riqueza do saber e deseja remover a cegueira que a ignorância causa às pessoas.”
Respeito
Aprendi que o respeito vai além
do que se imagina.
Respeitar é olhar outra pessoa
sem julgar a sua sina.
O respeito vai além
de qualquer coisa no mundo.
É enxergar no outro ser humano
uma história
e também seu submundo.
Respeitar é necessário,
é saber até onde pode ir,
porque aquilo que, para você,
pode parecer certo,
no outro pode ferir.
Nildinha Freitas
Desde pequenos, muitos de nós aprendemos que a pobreza fazia parte da vontade de Deus. Mas, se isso fosse verdade, por que tanto luxo entre aqueles que dizem falar em nome da fé, da justiça ou da igualdade?
Enquanto multidões lutam para sobreviver, existem catedrais suntuosas, palácios, mansões, carros de luxo e uma concentração de riqueza nas mãos de pessoas e instituições que discursam diariamente sobre a pobreza. Alguns defendem discursos igualitários, mas desfrutam dos privilégios do mundo que criticam.
A pergunta não é se a riqueza é um pecado. A pergunta é: por que a miséria continua sendo aceita como destino para milhões de pessoas?
Talvez Deus nunca tenha desejado a pobreza. Talvez a pobreza tenha sido, muitas vezes, conveniente para quem encontrou nela uma ferramenta de poder, influência e controle.
Vale a pena refletir: será que confundimos a vontade de Deus com os interesses dos homens?
"Quando eu era apenas crítico, via inimigos por toda parte.
Quando aprendi a refletir, comecei a enxergar seres humanos."
"A maturidade não me fez abandonar as perguntas.
Apenas me ensinou a desconfiar também das minhas próprias respostas."
Há um conflito silencioso entre quem somos e quem mostramos ao mundo. Desde cedo, aprendemos a vestir máscaras como quem veste um casaco em dia de frio: para suportar o ambiente, para caber nos lugares, para não ferir nem sermos feridos. No entanto, essa proteção também pesa. A aparência de força, muitas vezes, esconde um coração em tempestade; o sorriso social, por vezes, cobre ruínas que ninguém vê.
Vivemos tentando equilibrar a verdade interior e a versão aceitável de nós mesmos. Queremos ser acolhidos, mas tememos que nossa essência, crua e imperfeita, assuste. Assim, vamos aparando arestas, calando dores, podando sonhos, como um jardim bonito demais para parecer real. O problema é que, quando negamos demais o que sentimos, a alma cobra em silêncio.
Ser humano é justamente carregar essa contradição. Somos casa e vitrine, abrigo e espetáculo. E amadurecer talvez seja isso: diminuir a distância entre o rosto que oferecemos ao mundo e a pessoa que, em segredo, pede apenas o direito de existir por inteiro, sem pedir desculpas.
A Mulher da Mão Grande
No segundo ano primário, em 1955, eu estava muito mal na escola. Tinha muitas dificuldades com letras e números. Só notas baixas.
Naquela época — não sei se ainda é assim hoje — os alunos tinham que levar o boletim para casa, mostrar para os pais, recolher a assinatura e devolvê-lo para a professora. Era assim que os pais acompanhavam a vida escolar dos filhos.
No meu caso específico, quem cuidava dessa parte era minha irmã. Era ela quem assinava o boletim. Para piorar a situação, trabalhava no Grupo Escolar Carmela Dutra e me controlava no dia a dia também.
Num determinado mês, a coisa, que já estava ruim para o meu lado, ficou pior. Meu boletim vermelhou de vez.
Aí tive uma ideia brilhante.
Transformei tudo que era três em oito. Bem fácil. E os quatro viraram nove. Fácil também. Só que as notas continuaram vermelhas, infelizmente.
Esperei minha irmã ficar ocupada com os afazeres da casa e, no momento certo, pedi para ela assinar o boletim. Ela nem percebeu a besteira que eu tinha feito.
No dia seguinte, cheguei à classe e coloquei o boletim sobre a mesa da professora.
Depois de um tempo, ela me olhou, pegou o boletim e saiu da sala. Voltou acompanhada da diretora e da minha irmã.
Fui guinchado, literalmente, pelas orelhas. A diretora de um lado e minha querida irmã do outro. Levaram-me até a sala da diretora.
Depois de confessado o crime, veio o veredito.
A diretora, uma mulher com a mão maior que a minha cabeça, parecendo um pão caseiro, desferiu um tapa na minha cara com tanta força que, mesmo passados todos esses anos, ainda sinto o impacto da bofetada.
As lágrimas molharam o piso da sala.
Depois do castigo físico, veio o psicológico: tive que ficar grudado na parede, exposto para que as outras crianças me vissem.
Mas existe a lei do retorno. Ou pelo menos eu gosto de acreditar que existe.
Meu pai, um homem abrutalhado e pouco dado a conversas com os filhos, vez ou outra contava algumas histórias. A maioria delas era de fantasmas.
Naquele momento de sofrimento físico e psicológico, lembrei-me de uma delas.
Ele falava de uma "reza brava" que conhecia. Era tão perigosa que não podia ser rezada diante de um espelho. Podia dar um revertério e virar contra quem a rezasse.
Segundo ele, aquela oração espantava todos os tipos de assombração: mula-sem-cabeça, Saci-Pererê, Boitatá. Também matava cobra venenosa, curava cachorro louco, amansava cavalo xucro e mais um monte de coisas.
Naquele instante, tudo o que eu desejava era saber aquela reza.
Queria fulminar aquela mulher da mão grande e, de lambuja, a minha irmã também.
Mas o que fazer?
Eu não sabia a oração. Meu pai nunca a ensinou aos filhos.
Então tentei outras rezas domésticas, improvisadas mesmo, implorando às entidades que castigassem aquela mulher.
Nada.
Ela entrava e saía da sala, olhava para mim, ria da minha situação e comentava o caso com as outras professoras. E elas riam também.
Algumas até diziam que o castigo deveria ter sido maior.
O tempo passou.
Repeti de ano.
E eis que a lei do retorno resolveu trabalhar.
Aconteceu uma tragédia na cidade.
Os sinos da igreja ficaram mudos.
O padre desapareceu.
E eu nunca mais vi a mulher da mão grande.
A mulher da mão de pão caseiro.
Se a direita governasse o Brasil, seria o fim da educação! Iriam fechar as escolas e universidades e abrir igrejas e bancos!
Uma coisa eu aprendi. Quando você diz pra alguém que mais tarde fala com ela, eu penso que "mais tarde" pode ser tarde DEMAIS!
Aí você diz para si mesma que não vai mais cometer aquele erro, quando vê já fez novamente. É aprendizado ou é burrice?! As vezes me sinto como o apóstolo Paulo.
Como você viveu até aqui não deve definir quem você será amanhã. Erga-se! Aprenda a cair sempre para cima, independente de ter sido um fracasso.
De que adianta o esforço, se não aprendermos a servir uns aos outros e à Igreja aqui na terra?
Se o nosso coração resiste ao serviço agora, como estará preparado para servir a Deus na adoração perfeita no céu?
Servir não é um detalhe da fé, é o seu reflexo mais visível. A adoração que oferecemos a Deus começa no amor concreto ao próximo. Quem se nega a servir o irmão, fecha o coração para o próprio Deus, pois foi Ele quem nos ensinou que amar é doar-se.
A Igreja, ainda imperfeita e humana, é o lugar onde aprendemos a viver o céu desde já. Aqui somos moldados, corrigidos, chamados à humildade. Se não conseguimos amar, perdoar e servir nesse chão de fragilidade, como viveremos a plenitude do amor na eternidade?
O céu não será um lugar de espectadores, mas de servos que amam sem medida. Por isso, o serviço aqui na terra não é perda de tempo — é preparação eterna.
Em certos momentos da vida, aprendemos que nem toda dor pode ser dita.
Algumas precisam ser guardadas, e algumas renúncias, aceitas.
“Tem relações que a gente precisa aprender a soltar não porque foram pequenas, mas porque continuar nelas custa a nossa paz.”
Dr Ederson Dantas psicanalista CBO 2515-50
Aprendi que nem toda ausência é perda. Algumas chegam para devolver o que o excesso de permanência havia levado: a paz.
O tempo não leva apenas pessoas; ele também devolve a nós mesmos. E quando isso acontece, entendemos que certas despedidas não são o fim de uma história, mas o início de um reencontro com a própria essência.
Desde então, deixei de temer os finais. Passei a temer apenas permanecer onde a alma já havia partido.
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