Preocupe se mais com seu Carater
Não existem músicas ou jazz
que me interessam mais
do que os sussurros de meia-noite
capazes de pacificar terras inteiras:
Sempre que saem da sua linda boca,
que esquentam a minha nuca fria,
e que me fazem absoluta e louca.
[Quem dera se verdade fosse,
mas é devaneio místico e poesia].
Alma de Tuiuiú no ninho do mês de maio,
que da poesia ostenta --- o mais sagrado,
Onde o desabrochar das flores dos ipês-rosa
como preces recordam a promessa amorosa.
Promessa que foi cumprida e floriu no lugar
que foi enterrado o heroico guerreiro indígena;
Como prova de amor para a sua amada
além da vida que hoje enfeita a nossa vista.
Desta e de tantas recordações que a memória
resgata com particular lírica se finca a história,
para se envaidecer e honrar de cada glória.
Para que legados entre os dedos não escorram,
para de tudo o que importa por nada nem ninguém
tenha nenhum poder de fazer que a gente desista.
A mesa brasileira é tão perfeita
por mais que alguns tentem,
não tem como alterar a ordem.
É tão magnífica a mesa brasileira
que dá para escrever coletâneas,
ela é indígena, africana, europeia,
e recebeu muitas outras influências.
Da mesa brasileira todos têm a sua
parcela pela contribuição da origem
que cada antepassado levou para esta terra.
Há anos ninguém aprendeu
e nem mais ensinou
nesta porção continental
a olhar para o alto
do nosso Hemisfério Austral.
Onde a posição, a voz
e a memória indígena
são todos os dias cortados
até em meio aos Andes,
Das lágrimas do povo
aguayos têm sido tecidos,
Nenhum dos capítulos
serão por mim esquecidos.
Por audácia e pretensão
continuo por herança
se a tal que incomoda,
A guerra sempre é
a dileta filha da fofoca,
Por isso quero ser sempre
que a minha língua
seja a espada que a corta.
Olhos e mente de Condor
sem pausa diante da vista,
ainda seja por pura poesia;
Porque a América do Sul
não merece virar nostalgia.
Não me interessa nunca
mais olhar para trás,
Desde que encontrei
com os meus olhos austrais
os teus olhos sensuais
mais supreendentes,
Outros caminhos
não conheço mais.
Reviver o que se foi,
é querer viver sem rumo.
Sem olhar para trás,
quero seguir em frente,
Agora tenho direção
e não quero conhecer
mais outros caminhos
porque qualquer
outro não me levarão
até o seu caminho.
Como chuva mansa,
o teu coração tomarei
de um jeito inusitado,
E quando você se der
conta estará capturado,
e nas tuas mãos te darei
o poder do meu coração
perdidamente apaixonado.
Na minha boca só mantenho
a sua pele, os seus beijos
e as melhores e mais finas palavras
misturadas com o aroma
do chá da macela reservada da colheita;
E não o que desejam incutir
para nos manter desorientados;
para nos fazer distanciados.
Os lábios e a carícias veneram
tudo o que se descobre em veios
de ágata deste nosso sul brasileiro
com o norte molhados de desejo
pelos teus lábios bonitos e capazes
de fundir com arte elevada o ródio.
Porque se eu for me perder
que seja na perfeição dos teus traços,
para que o prêmio nos tornemos laços
entre trocas e voluptuosos abraços.
O alucinante, o arrebatador e o viciante
definirão rumo aos nossos passos.
O flerte com a imprevisibilidade,
dissolução de um no outro,
a elegância, a abertura e a multiplicação,
trazendo à tona a inevitabilidade
das polaridades em perfeita rendição.
No painel ordinário dos dias
escrever, pintar e desenhar,
para no cotidiano formas dar
com as nossas cores suntuosas,
inspiradoras e inesquecíveis,
para que nos sintamos incríveis.
O corpo e a mente merecem
a concessão de alternância
para que o amor e o auge liderem,
e a intimidade escreva bela,
reservada e totalmente protegida
ao som do balanço das araucárias.
Para que a hierarquia natural
de quem dá e recebe prazer seja
preservada das influências externas,
para que a reverência não se perca.
Da elegância e rendição existencial
alcancem a pavimentação perfeita,
para que a polaridade se afine
de forma a entender e só responder
os nossos códigos de prazer
sensoriais, secretos e sagrados.
Costumo dizer que a Língua Portuguesa é o idioma mais poético do mundo. Em especial, o Português Brasileiro, é o mais enriquecido.
A minha América do Sul
se tornou terra onde
ninguém mais descansa,
Que houve festança
pela vitória e recebeu disparos
intencionais de misantropia;
Para fazer o povo esquecer
que é a alegria que traz vida.
Só sei que quase ninguém
ultimamente está prestando
atenção com o desenrolar
da história na Bolívia,
Ainda trago algo mantém
forte tudo para que
faça que eu não desista.
Há quem destrua pontes
de boa comunicação,
E quando chegar a vez
da minha ponte ser destruída,
Darei a total distância,
mudarei a direção,
e optarei pela reconstrução;
Porque não quero perder
os meus olhos dos seus e nem do céu.
Ter a doce, livre e leve posse sobre ti,
E o meu dedo indicador pousar
nos lábios mais lindos que já vi,
no afã intenso de angariar,
Após o beijo, a pausa amorosa.
Para o teu fino aroma respirar...
E em toques leves, em paz divina,
Curar qualquer dor que porventura apareça,
Sendo a tua envolvente endorfina
com o maior orgulho e toda a delícia.
Assim nos colocar em movimento
e rir quando o tempo não colaborar
ou mesmo até se estiver fechado,
Para o voto de amar não ceder
ao padecimento e ao esvaziamento.
Florir em tempo de julho invernal
com convicção guaçatunga,
ser existencialmente toda tua,
a cada sinal teu, que se inaugura,
compartilhar a mais alta ternura.
Da Mata Atlântica à Amazônia,
ter tudo e mais um pouco:
do coração e frutos de juçara,
que nasceu para alimentar,
e merece sempre ser preservada.
Juçara bonita e tão rara,
que além das gentes sustenta
tucanos, jacus, jacutingas,
e os versos deste poema.
Juçara esquecida e tão cara,
que além das gentes sustenta
sabiás, periquitos, maritacas,
e cujas folhas são capazes
de cobrir com beleza as casas.
Juçara magnífica e tão rara,
que além de alimentar as vistas,
sustenta macacos-prego, cotias,
esquilos, e que aos músicos
emprestara ritmo e inspiração
para mais de uma latina canção.
Da Mata Atlântica à Amazônia,
que alimenta mais do que sabemos,
e está deixando de existir para todos:
para os catetos, tatus, capivaras e antas,
e daqui a pouco até para as esperanças!
O interesse no futuro, percebi que não existe,
e pergunto sem resposta neste quase luto:
— Será que é de fato o que queremos?
Chegamos no ponto de vivemos ou vivemos.
Do Hemisfério Celestial Sul,
sou, talvez, a mais romântica,
habitante nascida sob medida
para a tu'alma feita de tambor;
pela primeira vez descobriste,
na vida, o que é o verdadeiro amor.
Da América do Sul, sou a favorita,
que, na madrugada íntima, a tua
imaginação procura recorrente;
sei que o teu coração me pertence
com amor, paixão e desejo quente.
Sou aquela tal latina exuberante
que o teu olhar fascina e invade,
falando e sendo a própria poesia,
falando que, nas Ilhas, quem nasceu
primeiro foi o Daniel, filho da Francisca.
A sul-americana cheia de memória,
sem lapidar a própria retórica,
conta que foi Rosendo Mendizábal
que fez, para o Tango, a primeira partitura,
e te ama sob o sol e até sob a chuva.
Sou aquela que, em estado de rebeldia,
conheceu e, hipnotizado, se rendeu,
e que não permite que ninguém ouse
falar que não houve feitos afro-argentinos
a cada momento profundo da História;
e não há um só dia que não queira como glória.
Deixa que o amor e o impulso
falem mais alto, ou melhor,
cantem por nós o que tiver
de ser cantado sem se preocupar
com o que irá acontecer
para a gente nunca mais se perder.
Entrega o que o peito e o tempo
têm silenciado porque não há
motivo para manter segredado,
Embora não saiba quem é você,
de longe te sinto apaixonado.
Confia, não tens o que temer,
da minha parte só espero
o seu sinal para começar a viver.
Quero ver o seu rosto,
sentir a sua presença corpo,
e deste pertencer ter orgulho.
Não há o que ser consertado,
nada em nós foi quebrado,
apenas seguimos o curso
dos ventos, no Mataralcito,
e dançamos os ritmos bolivianos.
Não buscamos fazer planos,
nos entretemos com o tempo
e com o som da palma zunkha;
Os corações seguem intactos
não querendo viver mais
de compromissos adiados.
Quem o fez?
A pessoa mais inteligente
e mais controlada que conheci,
e ao mesmo tempo não
tenho ideia de quem seja.
Quando o fez?
No fundo nós dois
sabemos e silenciamos
algo que entre nós
ainda não explicamos.
Como o fez? Conversando,
causas e com humor ensinando,
em algum momento por razões
pessoais tive de me afastar,
não tive tempo de me desculpar,
e outras vezes por excesso
de sensibilidade e deixamos de nos falar.
Onde o fez? Melhor não contar,
deixar o amor por nós dois
crescentemente vir a falar.
Quando as pessoas estão disponíveis a não mais se expressarem com ódio e angariam o poder para as palavras a comunicação fica mais fácil. As pessoas precisam ser sensibilizadas para esta abertura.
Pulsar binário coberto,
o desejo mais secreto,
que seja entre nós recíproco
no giro veloz do Universo.
(Amar é o destino certo.)
Seria um condor
para ser cortejada
pelo meu condor,
e viver no alto
da América Austral
a mais linda
história de amor.
Capturaste-me todo o pensamento
desde o primeiro momento;
não consigo mais pensar em nada,
estou ligada em ti o dia inteiro.
Com a majestade com que o Rio Layou
desce e encontra o mar,
entregues ao melhor Bouyon,
sei que vamos nos encontrar.
Em tempo de florada da Bois Kwaib
e pétalas caindo sobre nós,
somente nossos beijos haverão
de emudecer a nossa voz.
Sabemos muito o que queremos,
e sei que nós podemos ir além;
a dança quem conduz é você,
para juntos acendermos os desejos.
Do amor não somos passageiros,
e nele nós nos reconhecemos;
da minha parte eu sei o que fazer:
contigo do anoitecer ao alvorecer.
Odiar é mais fácil do que amar, mas prestem muita atenção!
Não quero diminuir o Sudão e nem o Sudão do Sul, eu os amo de paixão, mas o que fizeram com eles quando havia unidade territorial é de uma covardia sem par devido a dificuldade deles de terem uma comunicação unificada entre eles que desencadeou nesta guerra interminável.
Nós brasileiros, por termos unidade no idioma temos o dever de aprender e domesticar em nós os impulsos e a hora de parar.
Esta rixa entre regiões é um veneno programado para separatismo para nos fragilizar e alguma potência roubar as nossas riquezas.
Sinceramente, não estou nem aí se alguém vai me chamar de doida, mas eu acompanho geopolítica até porque a minha história ancestral tem muito desta carga histórica de guerras e de ocupações.
Espero que a nossa sociedade reflita e pare definitivamente com estes choques para o nosso próprio bem.
Divisões internas sempre colapsaram países. Nunca deu para brincar no passado e hoje menos ainda.
Todos nós temos o que perder. Encarecidamente vamos nos entender acima das diferenças regionais e ideológicas.
Desculpem desabafo, resolvi escrever isso porque o algoritmo do Facebook está me soterrado sem eu pedir de posts que estão me preocupando.
É relevante lembrar que o Facebook está sendo processado no caso do genocídio do povo rohingya, embora já tenha reconhecido que falhou em ser ágil para impedir a desgraça.
Um círculo parasita
pousou neste lugar,
Nunca teve história
e nem convívio,
Há mais de um iludido
capaz do próprio futuro
nas mãos dele confiar.
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