Preocupe se mais com seu Carater
Adorar-te e saciar a sede
no cálice melífero de beijos,
nascido para o encaixe
mais do que perfeito,
para o amor de perdição
embalado na flutuação.
Se disser sim, é óbvio
que jamais direi não...
Do zênite ao nadir sem precisar
pedir fogo para me aquecer,
Tornei-me habitante do mais
profundo e absoluto querer.
Para quando o meu coração
se deslocar todo para o seu,
não ter que passar fome e frio,
e se unir mansamente contigo
até onde permitir o infinito.
Como os tiranos de interesses
escusos estão fazendo
com o povo do Vale do Tirah,
comigo você jamais fará.
Porque estou preparada
para o jogo alto e feito de veludo,
para fazer da sua pele saborosa:
o meu emaranhado seguro,
quente, sem medo e absoluto.
De tudo o que é mais
íntimo e genuíno,
Que há alguma
surpresa no destino,
não mais duvido.
Tudo segue do jeito
que tem que ser,
E bem brasileiro
na onírica Caatinga,
que lições ensina.
O Juazeiro em vigília
saúda o Sol se pôr,
Para o Mandacaru
florescer cheio amor,
sem tempo a perder.
O amanhecer virá
com a cor do céu
do seu lindo olhar,
e com o Sol do seu
abraço acolhedor
que irá me dar
pleno e comovedor,
todo o seu calor -
digno de se emaranhar.
Não é pranto, é tudo
e mais um pouco,
o que a tua indiferença
não me permitiu falar,
É um cristal partido
no solo do tempo
que me fez meditar.
E agora jaz congelado
na mais plena forma,
que nem mesmo
o rio do teu remorso
jamais fará com
que eu volte atrás.
Dei milhões de passos
todos acrobáticos,
e fui para os braços
do giro do mundo,
certa que não vamos
mais nos encontrar;
Porque quem decidiu
não me escutar,
nunca irá me respeitar.
O povo do rio da água
que corre no plano está
mais vivo do que nunca,
A ancestralidade tapajó
profunda, plena e tremenda,
continua a sua intensa
caminhada de reafirmação
de inabalável pertença,
que querem dissolver
por leviana sentença.
Eles fazem parte
da primícia da Nação,
Aqui eles estão,
senhores são —
e sempre serão da foz
e da confluência do Rio,
em união com os povos
que dividem o destino.
Os rios Juruena, Teles Pires,
Curucu, Cabitutu, das Tropas,
Crepori, Jamanxim, Parauari,
e o Arapiuns —
Confirmam no curso
que a história é plena;
E está para nascer
quem queira se atrever
de dizer que só era lenda.
Bom dia a todas as mulheres do mundo! Desejo para nós um mundo mais pacífico, mais gentil e que proporcione caminhos mais abertos para que a nossa existência seja o suficiente sem conviver com a eterna polarização.
Poetisa
Dizem que mulheres
que escrevem poesia
de verdade não se identificam
mais como poetisas,
Eu que não tenho
compromisso com a realidade
permito-me escrever poesia
para fugir da grosseria,
e sempre que eu quiser
me identificarei como poetisa
todas as vezes que for renascer
nesta vida onde muitos
deixaram perder o sentido de viver.
Não choro mais pelo que o vento levou,
Nem peço licença para conquistar.
A menina partiu, o destino mudou,
e o mundo ela conquistou.
Ele ama a Allah e ao povo
mais que à própria vida;
nele habita toda a poesia
que a minha inteira suspira,
de uma maneira invicta,
fazendo das palavras
a maior e mais fina joalheria.
Filho do cemitério dos impérios,
que vivo tentando sempre
decifrar em seus versos
os mais profundos mistérios,
como se passasse a noite
sob as estrelas majestosas
no ponto mais alto de Cabul.
Ele é todo feito de paz,
e não foge da guerra;
ele tem alma de primavera
que embelez a minha
e não conheço outro poeta
que ame mais a própria terra,
e sem que ele saiba, até que existo
toda a sua poesia sempre me empresta.
Quando as armas sempre se erguem,
a poesia se ergue muito mais acima
de toda a coragem que nem a morte,
com sua brutal censura, extermina.
Poesia não é sobre o que se escreve,
e sim sobre o que se vive e morre
sem medo e sem nenhum limite;
é tudo, menos sobre o que se fere.
É renascer em meio à destruição,
o florescer sobre os túmulos de Gaza
para consolar o coração de quem fica.
É ter a coragem de dizer não à guerra
contra qualquer nação e ao que encerra,
e, por fim, é o que se escreve ou sente.
A guerra contra o Irã começou errada, existem as partes mais erradas, mas no momento em que todos elegeram agredir civis, todos perderam essa guerra. Todos optaram por ser perdedores.
A Noelia Castillo
Não sei se você está
mais viva entre os seus,
Não sei se os olhos
de outros pelos meus
irão ter tempo hábil
para te salvar,
Não sei se este poema
irá te alcançar.
Só sei que o que você
sente como problema,
é o fracasso alheio
de quem cooperou
para apagar a tua estrela,
que fizeram do problema
existencial deles o seu.
O mundo ao seu redor
falhou com você,
Se eu pudesse te falar,
te pediria para ficar;
mesmo que doa,
resista e fique nem
que seja para incomodar.
E se eu tiver a grande graça
de o milagre divino te alcançar,
quero ver você sã e salva
para a sua própria vida proclamar.
Anunciada a estação
do amor profundo,
Estou rendida do modo
mais encantador,
Leva-me com o teu
passo de bailão
animado pelo salão.
Sou o amor surgindo
em tempos de floração
da Canela-preta,
a cada dia mais ausente,
suficiente, persistente,
sublime e intensamente.
Além das estações,
e deste outono discreto,
Um para o outro
se tornou o Universo,
Porque o mundo
e o agora nos pertence
sem mais nenhum adiamento,
e perpétuo há de ser
o mútuo encantamento.
Do ponto mais alto ao mais baixo,
sou como o rio que segue o curso.
A paz que venero não tem custo,
minh'alma de flor te tem como tudo.
Teus lábios de romãs são o meu mundo,
em ti não há outro lugar mais seguro.
Da essência e da minha carne feminina,
dela tenho o maior e sublime orgulho.
Não quero que fuja de ti, nem eu fugirei,
a tua masculinidade foi Deus quem deu,
do jeito que és --- nasceste para ser meu.
Do zênite ao nadir, do Ocidente ao Oriente,
serás todo meu irremediavelmente...
O amor bateu na porta, e na aorta também bateu.
Há centenas de outras maneiras
de poder me matar ou me ferir
cada uma sendo mais torturante.
Umas causam minha morte rápida
e outras ficam na minha memória
mas nenhuma nunca será indolor.
Um dia, todas vão ter o momento
todas terão vez para me assombrar.
Duas, três... Talvez infinitas vezes.
Mais uma vez
Você se foi...
Deixando- me sozinha na noite,
Como se fosse para sempre...
Posso sentir suas lágrimas
Pela noite afora
Mas as enxugue! Estou aqui!
Basta me seguir na noite
Que a iluminarei
Venha, siga-me!
Só mais uma vez...
E será para sempre
Somente você pode
Acender os fogos de artíficios
Que clareiam, explodem e espocam
No ar, na noite
Sua luz irradia
Pelos meus poros
E me resplandeço
Sigo, te buscando
Somente o teu rosto
Ilumina a escuridão
E a luz, esvai pelos meus dedos
Pelos meus olhos
Clareando o amanhã
Com a luz da esperança
Volte! Só mais uma vez...
Carta IV — A Solidão: Reflexão sobre a solidão e o tempo
Mais oito anos haviam se passado, e as rugas no meu rosto tornavam-se evidentes; os meus ossos perdiam cada vez mais a força; o tempo revelava-me o cansaço. A solidão sufocava-me como espinhos na garganta; os meus lábios secaram como um rio sem água; a sede matava-me aos poucos.
Já não havia urina no meu organismo. Tentei beber as minhas próprias lágrimas, mas também secaram. Os ratos já não me alimentavam; agora alimentavam-se da minha carne. Meus cabelos caíam sozinhos como folhas de uma árvore, e a minha pele amolecia como mingau. Os meus olhos enchiam-se de fadiga; sofria de insónia. O corpo produziu bactérias que me corroíam por dentro.
Quis suicidar-me, mas não encontrava forças para fazê-lo. Já não restou dedo algum nas minhas mãos: devorei-os todos para terminar de vos escrever esta carta.
O fundo das paredes oferecia um profundo silêncio. Ainda assim, era meu desejo voltar a ouvir, só mais uma vez, o grito alegre das crianças na aldeia de Kandembe; o canto dos pássaros na floresta de Mayombe; o canto do galo nas madrugadas; o sorriso das senhoras quitandeiras no mercado de Kalukembe.
Infelizmente não pude concretizar esse desejo. As correntes no meu pescoço e as grades que me prendem não me permitem realizá-lo. Aliás, já não me resta muito tempo. A solidão tornou-se um vício que se alimentava da minha penúria e dos traumas da minha lembrança. Quanto mais próximo dela eu me encontrava, mais perto me sentia da morte.
Talvez…
Será que devo arrepender-me das minhas escolhas?
Será que fui ingénuo ao preservar os meus ideais?
Será este o preço a pagar por ser diferente deles?
De que vale estar livre do calabouço, se lá fora continuarei a ser escravo?
De que adianta recuperar a voz, se lá fora me haverão de retirá-la?
De que vale livrar-me destas correntes, se lá fora existirão outras algemas à minha espera?
Aqui, ao menos, ainda posso falar, pensar alto e questionar.
E lá fora?
Não me haverão de censurar por pensar?
Não me haverão de açoitar por falar?
Não me irão condenar por contestar?
Não me irão matar por questionar?
A dúvida, o ceticismo e o remorso ganharam espaço na minha mente e no meu coração.
Tentei conversar com as paredes, mas elas não possuíam ouvidos. Procurei perguntar aos espíritos daquela masmorra, mas já haviam partido. As caveiras ao meu redor exigiam silêncio. E as únicas coisas que ainda podiam dialogar comigo eram a morte e a solidão.
A vida não é um rascunho que podemos passar a limpo mais tarde; o brilho está justamente em abraçar o caos, aprender com os erros e entender que cada tropeço é, na verdade, o ensaio para o seu próximo grande salto
Lembre-se: O tempo não espera pela sua perfeição, ele celebra a sua coragem de continuar tentando.
Em uma década você não imaginaria da metade da segunda que viria em mais duas décadas pra agonia chegando talvez a ultrapassar uma metade de décadas de sua mínima maestria sem ter mais tantas alegrias com talvez mais três décadas para experimentar o final que somou em longas
décadas que te acabou em acabado.
- Relacionados
- Textos de amizade para honrar quem está sempre do seu lado
- Poemas românticos para declarar todo o seu amor
- Mensagens de amizade para valorizar e celebrar quem sempre está ao seu lado
- Frases de alegria para inspirar e tornar o seu dia mais feliz
- Frases espíritas: sabedoria e reflexão para iluminar seu caminho
- Feliz aniversário, mulher guerreira: frases de parabéns para celebrar seu dia
- Frases sobre idiotas que mostram seu talento para a estupidez
