Preocupe se mais com seu Carater

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Vivemos esperando dias melhores; dias de paz, dias a mais, dias que não deixaremos para trás, vivemos esperando o dia em que seremos melhores; melhores no amor; melhores na dor; melhores em tudo.
Dias melhores prá sempre...
Jota Quest - Dias Melhores.

Não me aguento mais
Minha mente barulhenta
Grita contos
Até posso sentir a fúria em tuas palavras
Mas já não sei se entendo o que quer dizer
Está me deixando tão louca
Que me deixou em silêncio
Pois conversar comigo mesma pode ser perigoso

Sabe o que é mais engraçado? Eles pensarem que eu me importo, enquanto eu não tô nem aí. Quer falar de mim? Fala a vontade. Quer me julgar? Foda-se. Quer fazer fofoquinha sobre mim? Faça. O tempo em que eu me importava com opiniões alheias já passou.

Feliz aniversário, meu amigo. Parabéns por completar mais uma volta em torno do Sol, embarcando nessa extraordinária nave que chamamos de Terra.

⁠A Presença Que Salva

Setembro Amarelo deveria ser mais do que um convite para falar. Porque nem sempre conseguimos. A mente de quem vive com depressão é um labirinto de pensamentos desordenados, onde encontrar as palavras certas para explicar o que se sente é quase impossível.

Muitas vezes, o que precisamos não é alguém nos dizendo "conte comigo" e depois desaparecendo, mas alguém que fique, mesmo no silêncio. Que segure nossa mão, sem soltar. Que entenda que às vezes não queremos falar, só precisamos de um abraço, de uma presença que não exija explicações, que apenas diga: "Estou aqui, com você. E não vou a lugar nenhum."

É essa ajuda silenciosa que salva. Um olhar que acolhe sem pressionar, uma companhia que não julga o choro, a tristeza ou a vontade de nada. Uma presença que transforma a solidão em algo suportável.

A campanha não deveria ser sobre pressionar o depressivo a falar, mas sobre ensinar as pessoas a estarem presentes, realmente presentes. Porque o que salva, muitas vezes, não é a palavra, mas o acolhimento. E há um tipo de amor que não precisa de som — só de presença.

Retrato e Alma: O Olhar que Fala


No retrato, mais do que rostos, o que se busca é a alma. Um olhar, quando capturado com verdade, pode dizer mais que mil palavras — pode contar histórias, revelar silêncios, expor fragilidades e, ao mesmo tempo, guardar mistérios.


A fotografia de retrato não se limita à superfície. Ela atravessa a pele e chega ao invisível. É a tentativa de traduzir em imagem o que não pode ser tocado: a essência.


Por isso, diante da câmera, não basta posar. É preciso se permitir ser visto — mesmo que em partes, mesmo que nas frestas de um olhar distraído ou numa expressão que escapa sem querer.


O retrato verdadeiro não é apenas sobre quem é fotografado, mas também sobre quem fotografa. É o encontro entre dois mundos: o da lente que busca e o da alma que, por um instante, se deixa revelar.


Um olhar pode ser espelho, pode ser janela, pode ser abismo. No retrato, ele é tudo isso ao mesmo tempo.


Espontaneidade: A Alma da Imagem
Autoral: Jorgeane Borges

Ser referência é mais do que ser visto.
É lançar sementes silenciosas, tocar vidas sem perceber.
É força e fraqueza entrelaçadas, esperança que inspira quem se afoga em seus próprios dias.
Rafael Fernando transformou meu olhar em arte — e, nesse gesto, me lembrou que tudo que vivemos reverbera.
Ser referência é isso: florescer, mesmo sem saber quem colhe.

Pedagogia do Acolher


Chegou mais um setembro e, com ele, a vitrine de frases prontas que me atravessam sem me enxergar. Falam para eu falar — como se a minha voz não estivesse há tempos espalhada em palavras, imagens, silêncios e olhares. Eu avisei. Não busco atenção; busco sentido, presença, mãos que não soltam.


O que me revolta não é a cor do mês, é a direção do dedo. Campanhas apontam para quem está afundando, quando quem precisa de formação é quem está na margem. O depressivo não precisa de cartaz; precisa de quem saiba ler sinais: o brilho que apaga, o sorriso que desencaixa, o corpo que fala — cabelo que cai, peso que some, vitalidade que se ausenta. Precisa de quem saiba chegar sem invadir, ouvir sem consertar, acolher sem prescrever. Às vezes, salvar é só sentar ao lado e dizer com o corpo: “estou aqui”.


Falar nem sempre é possível. Por dentro, a mente é um labirinto: ideias desordenadas, sentimentos sem moldura, cansaço que pede anestesia da dor — não o fim da vida. O que nos sustenta, muitas vezes, é o descanso de um abraço, o cuidado que não cobra explicação, o silêncio que não abandona. Ensinem isso: a presença que não exige performance de melhora; a escuta que não transforma confissão em sermão; a delicadeza de perguntar “como posso estar com você?” e aceitar que, naquele dia, a resposta seja apenas chorar.


Também me fere a homenagem tardia. Velórios cheios, redes lotadas de amores eternos — e o vazio de tudo o que não foi dito quando ainda dava tempo de ouvir. Eu não quero discursos depois. Quero humanidade antes. Se houver propósito em minha voz, que seja tocar uma pessoa que esteja aqui agora, e não multidões quando eu já for ausência.


Setembro, para mim, só fará sentido quando deixar de treinar o depressivo para “se explicar” e começar a educar o entorno para reconhecer, acolher e agir. Ensinem a identificar sinais, a construir rede, a acompanhar até o serviço, a ligar no dia seguinte, a cozinhar um prato simples, a varrer o chão do quarto, a segurar a mão — e não soltar. Ensinem que “força” não é cobrança, é companhia. Que fé não é atalho, é abrigo. Que esperança, às vezes, cabe em vinte minutos de silêncio compartilhado.


Eu sigo deixando vestígios — nas pessoas, nos cantos, no papel, nas imagens. Minha voz não precisa de multidões para cumprir seu propósito. Se alcançar um coração e lhe oferecer descanso por um instante, já valeu a jornada. E, enquanto eu estiver aqui, repito: não é fraqueza, é exaustão; não é espetáculo, é sobrevivência; não é drama, é dor. O que peço não é palco. É presença.




#setembroamarelo

Curar o Outro


Por que a gente consegue se preocupar tanto com alguém, mais do que com nós mesmos?
A ponto de esquecer da própria dor, ou fingir que ela não existe?
Às vezes, as dores até se parecem, são as mesmas feridas em corpos diferentes, mas, mesmo sem força, a gente tenta curar o outro.


Como se aliviar a dor do outro fosse também um jeito de aliviar a nossa.
Como se, ao enxugar as lágrimas de quem amamos, pudéssemos secar as nossas por reflexo.
Mas não dá.
A verdade é que, por mais bonito que seja esse instinto, curar o outro não é cura, talvez seja fuga.


E ainda assim, a gente insiste.
Porque amar é isso: é esquecer-se por um instante, acreditar que o afeto pode salvar, mesmo quando mal conseguimos nos salvar de nós mesmos.

Ainda Não


Há dias em que o corpo pesa mais do que a alma.
E, mesmo sem feridas visíveis, tudo dói.
O respirar dói.
O levantar dói.
O existir... exaure.


Há algo dentro de mim que grita em silêncio,
pedindo socorro, mas sem força para pedir.
Como se eu esperasse que alguém qualquer um
ouvisse o som do que não digo.


Eu me sinto como quem tenta juntar os cacos
de um vidro que insiste em se cortar nas próprias mãos.
Tento reconstruir o que já não sei se pode ser reconstruído.
Mas, mesmo fraca, ainda espero —
porque uma parte de mim ainda acredita
que não é tarde demais.


Talvez eu não precise de promessas,
nem de frases bonitas,
só de alguém que diga: fica.
Fica mais um dia.
Mais um respiro.
Mais um pedaço de esperança.


Porque, por mais que tudo em mim peça fim,
ainda não estou pronta para morrer.
Ainda não.
Só quero que alguém me tire daqui —
desse lugar onde tudo é dor e silêncio,
onde a alma sangra e ninguém vê.


E se um dia eu não conseguir mais pedir ajuda,
que este texto grite por mim:
eu só queria viver,
mas de um jeito que não doesse tanto

Uma coleção de bons pensamentos é um tesouro mais aprecialvel que as riquezas.

APENAS AMOR

Ninguém mais compreende a intensidade da vida. Falta amor, carinho, compreensão. Faltam os valores que se perderam com o tempo e ninguém consegue achar. Deve ter ficado em algum lugar esquecido, esperando ser resgatado.

Às vezes sinto uma sensação de vazio. Noutras esta sensação vai embora, ficando apenas o momento e o que restou dele. Muitas vezes este momento se torna inesquecível, apesar de nada ter acontecido.

Falta vida. Vida com cores fortes e vibrantes. Faltam pincéis. Faltam as próprias tintas que deveriam estar escorrendo entre as veias e vertendo pelos poros. Faltam no mercado as telas. Faltam atributos que coloririam a vida com tamanha intensidade.

Falta sensibilidade para entender que as cores da vida estão relacionadas ao amor. Amor de várias formas e ângulos. Amor sem limites. Amor de todas as cores. Amor sem uma relação certa. Apenas amor.

O pai sempre ama as filhas mais do que a mãe.

A deusa do amor grego
Não há luz que brilha mais sobre sua beleza
Entre dois planetas tão distintos
Ainda sim consegue ser a chama mais ardente, Vênus

Porque será que "OS AMORES PROIBIDOS"
sao mais intensos
que os "AMORES PERMITIDOS?"

—By Coelhinha

quando eu MORRER Eu quero ir pro CÉU mais se Eu Não For
do mesmo Jeito EU quero pedi
a DEUS muito OBRIGADO
pelos Dias De VIDA que ELE MIM DEU

A quem muito foi dado, muito será exigido; e a quem muito foi confiado, muito mais será pedido.

Lucas 12:48

Que jeito mais cansativo de viver: Ter o valor próprio dependendo constantemente da afirmação e aprovação dos outros!

O ASSINALADO

Tu és o louco da imortal loucura;
O louco da loucura mais suprema.
A terra é sempre a tua negra algema,
Prende-te nela a extrema desventura.

Mas essa mesma algema de amargura,
Mas essa mesma desventura extrema;
Faz que tu'alma suplicando gema
E rebente em estrelas de ternura.

Tu és o poeta, o grande assinalado;
Que povoas o mundo despovoado
De belezas eternas, pouco á pouco.

Na natureza prodigiosa e rica,
Toda a audácia dos nervos justifica,
Os teus espasmos imortais de louco.

Ano Novo, de novo.
É mais um ciclo que se fecha e abre as portas para outra fase. Um respiro de boas novas, esperança por um novo sopro, um vento diferente, uma nova expectativa. É momento de refletir, de planejar, de se preparar. Vem muita coisa pela frente, vem nova gente, vem novos sonhos, vem objetivo, vem realidade. É bem verdade que os anos passam e a idade chega e por mais que de brinde venham também os cabelos brancos e as ruguinhas, vem experiência para dar e vender. Vem bagagem, vem força, vem resiliência. De ano em ano, a gente percebe que amadureceu um tantinho a mais que da última vez. A gente percebe que poderia ter desistido, mas foi resistindo que cresceu. A gente percebe que sonhar por sonhar não nos faz sair do lugar. O caminho é longo, mas vale à pena caminhar. São pedras duras, mas a paisagem é bonita. Tem na vida muito mais a se admirar do que aquilo que te faz desanimar.
É momento de se reencontrar, reconectar, permanecer em paz que vem muita coisa pela frente. Te prepara vida, vem aí mais um novo ano que já é um velho conhecido seu.