Preocupe se mais com seu Carater
" Eu quis que ele fosse muito mais do que o meu namorado, muito mais do que os outros já foram para mim. Eu quis que ele fosse um pedaço em mim assim como um órgão vital instalado em meu ser dilacerado. Eu quis ser sua para sempre, e quis que ele fosse meu para sempre também... "
Tenho trabalhado tanto, mas penso sempre em você. Mais de tardezinha que de manhã, mais naqueles dias que parecem poeira assentada aos poucos, e com mais força enquanto a noite avança. Não são pensamentos escuros, embora noturnos. Tão transparentes que até parecem de vidro, vidro tão fino que, quando penso mais forte, parece que vai ficar assim clack! e quebrar em cacos, o pensamento que penso de você. Se não dormisse cedo nem estivesse quase sempre cansado, acho que esses pensamentos quase doeriam e fariam clack! de madrugada e eu me veria catando cacos de vidro entre os lençóis.
Ela não é o mais brilhante dos sentimentos, mas o mais sutil, delicado e penetrante. O mais independente, também. É raro ter afinidade. É muito raro. Mas, quando existe, não precisa de palavras para se manifestar. O que você tem dificuldade de expressar a uma pessoa não afim, sai facilmente diante de alguém com quem você tenha afinidade. Não importam o tempo, a ausência, os adiantamentos, as distâncias, as impossibilidades. Quando há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação, o diálogo, a conversa, o afeto no exato ponto em que foi interrompido.
A afinidade é um sentimento singular, discreto e independente. Não precisa do amor. Pode existir quando ele está presente ou quando não está. Independe do amor, mas não independe da amizade. Pode existir a quilômetros de distância. É adivinhado na maneira de falar, escrever, de andar, de respirar. Há afinidade com pessoas a quem apenas vemos passar, com vizinhos com quem nunca falamos e de quem nada sabemos. Há afinidades com pessoas de outros continentes a quem nunca vemos, veremos ou falaremos.
Afinidade é uma espécie de linguagem secreta do cérebro humano, ainda não estudada. Está naquela parte da cabeça que os cientista dizem ser a maior e ainda não suficientemente explorada e usada por nós. Dessa misteriosa e grandiosa parte do cérebro sai a linguagem da afinidade, uma linguagem sem palavra. Quem pode afirmar que, durante o sono, fluidos nossos não saem para buscar a sintonia com pessoas distantes, com amigos a quem não vemos, com amores latentes, com irmãos de não-vivido?
A afinidade é singular, discreta e independente, repito, porque não precisa do tempo para existir. Vinte anos sem ver aquela pessoa com quem você estabeleceu o vinculo da afinidade. No dia em que a vir de novo, vai prosseguir a relação exatamente do ponto em que parou. Sensível é a afinidade. É ficar de longe pensando parecido a respeito dos mesmos fatos que impressionam, comovem. É ficar conversando sem trocar palavras. Afinidade não é temporária, não passa com o tempo e a distância. Aliás, é o único sentimento superior ao tempo.
Nota: Trecho de um texto do autor.
Amigos são aqueles que preenchem as horas mais oportunas de maneira única e insubstituível, são aqueles que amparam e protegem quando necessário, tomas as dores e oprimem se preciso, são aqueles que lhe chamam para rir ou para dividir um choro. Amigos são aqueles que dizem “não tenha medo”, aqueles que apertam forte sua mão e dizem “coragem”. Amigos são aqueles que têm ouvidos para guardar um elogio e apenas um buraco para passar as ofensas. Amigos não precisam de orgulho, nem pudor, trazem consigo apenas amor. Amigos sabem dizer “eu te amo”, amigos sabem dizer “eu sinto sua falta”, amigos sabem dizer “eu te perdoo”.
Te amo.
QUEM SOU EU?
Uma pergunta fácil, e ao mesmo tempo muito complexa. Diria que sou apenas mais um ser nesse imenso planeta. Tenho defeitos, qualidades, sonhos e fé.
Defeitos? Sim. Pois todo mundo erra, somos seres humanos, e o ser humano é falho, mesmo com intento de fazer coisas boas, ás vezes falhamos.
Qualidades? Eu tenho. A maior delas é a humildade. Pois sem humildade é praticamente impossível chegar onde desejamos.
Sonhos? Com certeza tenho. Quem não sonha não vive. O sonho é uma meta que almejamos alcançar.
E acima de tudo: a fé em Deus. Pois como diz um velho ditado: você sem Deus é nada. Deus sem você é Deus.
O autista tem o amor mais puro, verdadeiro e sem preconceitos. Sabe por quê? Porque para os autistas o amor não vê diferença!
"Somos as invenções mais perfeitas do mundo, contudo erramos, mais existem em nós dons que superam os erros, o dom de perdoar, o dom de reconhecer, o de saber voltar atras, mas amar verdadeiramente seria um dom ou seria mais um erro, disso não sei, o que sei é que amar faz bem e ao mesmo tempo pode fazer mal, se te amar foi um erro, não sei so sei que meu maior dom foi ter amado verdadeiramente"...
Lerdeza
A frase que o Everton mais ouvia da mãe era "levanta e vai buscar", geralmente seguida de um epíteto, como "seu preguiçoso" ou, pior, "lerdeza". Porque o que o Everton mais fazia, atirado no sofá na frente da TV na sua posição de costume (que a mãe chamava de "estrapaxado"), era pedir para lhe trazerem coisas. Uma Coca. Uns salgadinhos...
- Levanta e vai buscar!
- Pô, mãe.
- Lerdeza!
O Everton já estava com quinze anos e era uma luta convencê-lo a sair do sofá e ir fazer o que os garotos de quinze anos fazem. Correr. Jogar bola. Namorar. Ou pelo menos ir buscar sua própria Coca.
- Esse menino um dia ainda vai se fundir com o sofá...
Everton não queria outra coisa. Ser um homem-sofá. Um estofado humano, alimentado sem precisar sair do lugar. E sem tirar os olhos da TV. E como era filho único, e insistente, sempre conseguia que lhe trouxessem o que pedia. Quando não era a mãe, sob protestos ("Toma, lerdeza, mas é a última vez") era Marineide, a empregada de vinte e poucos anos cujo decote era a única coisa que fazia o Everton desviar os olhos da TV, e assim mesmo por poucos segundos.
***
Um dia, estrapaxado no sofá, o Everton se deu conta de que estava sozinho em casa. A mãe tinha saído, o pai estava no trabalho, a Marineide de folga, e ele sem ninguém para lhe trazer uma Coca, uns chips de batata e uns Bis. Levantar-se e ir buscar estava fora de questão.
Fechou os olhos e concentrou-se. Concentrou-se com força. Depois de alguns minutos, ouviu ruídos vindo da cozinha. A geladeira abrindo e fechando. Uma porta de armário abrindo e fechando. Depois silêncio. Quando abriu os olhos, a Coca, os chips e os Bis pairavam no ar, à sua frente. Ele só precisou estender a mão.
No dia seguinte, Everton testou seu poder recém-descoberto na Marineide, que até hoje não sabe como a sua blusa desabotoou sozinha e seu soutien simplesmente voou longe daquele jeito, e logo na frente do menino. Everton também acendeu a TV e mudou de canais sem precisar usar o controle remoto, e fez um vaso voar pela sala só com a força do seu pensamento. Apagou a TV e ficou, atirado no sofá, refletindo sobre o que significava aquilo. Ele era um fenômeno. Tinha um poder único - fazia as coisas acontecerem apenas pela sua vontade. Contaria aos pais, claro. Eles poderiam ganhar dinheiro com seu poder. O pai saberia como. Ele se transformaria numa celebridade. Cientistas do mundo inteiro o procurariam, sua capacidade extraordinária seria usada em benefício da humanidade. No combate ao crime, por exemplo. Nas comunicações. Na medicina a distância.
***
E se aquilo fosse, de alguma forma, um poder religioso? Até onde a revelação do seu dom milagroso seria um sinal de que ele tinha uma missão a cumprir na Terra? Até onde aquilo o levaria? Fosse o que fosse, uma coisa era certa. Ele teria que sair do sofá.
***
- Mãe.
- Ahn?
- Eu quero daquelas coisinhas de queijo. E uma Coca.
- Levanta e vai buscar.
- Pô, mãe.
- Tá bem. Mas esta é a última vez.
E já a caminho da cozinha:
- Lerdeza!
É hora de encarar a música, eu não sou mais a sua musa.
Até que ponto vai a maldade do ser humano? Rir da tristeza do outro não te faz mais feliz, só prova o quanto você é pobre de espírito. Seja feliz por si só, você não precisa pisar em ninguém para subir na vida. Pratique o respeito ao próximo, é disso que a humanidade precisa!
Hoje eu não quero pensar em mais ninguém, além de mim.
Hoje eu não quero ser aquela pessoa que sempre fica para depois.
Hoje eu vou me colocar em primeiro lugar na minha lista de prioridades, e se alguém quiser me acompanhar, vai ter que vir bem atrás de mim, porque eu não permitirei que mais ninguém fique à minha frente.
Chega de ser o próximo da fila, o reserva do time ou apenas mais uma opção. Hoje eu faço questão de ser o titular absoluto do meu destino. Quem quiser me encontrar vai ter que olhar para cima, para o alto do pódio, e me ver fazendo uma chuva de champanhe.
Hoje eu estarei lá, no topo das minhas escolhas, porque eu não aceito mais ser o eventual. Agora eu quero ser o único. Segundos lugares não me interessam mais.
Hoje eu não vou aceitar nenhum gesto que me entristeça ou que me faça sentir menor do que eu realmente sou.
Hoje não há nada mais importante e nem mais precioso do que eu.
Hoje eu sou o brilho mais intenso, sou a lâmpada mais reluzente, sou a celebridade que mais me encanta, sou o meu fã número um. Agora eu sou o centro do meu universo, e para qualquer lugar que eu olhe, serei eu o alvo das minhas atenções.
Hoje eu não vou aplaudir mais ninguém além de mim. Chega de ser um mero coadjuvante deste roteiro.
Hoje eu assumo definitivamente o papel principal desta história que é só minha. Depois de rever antigos filmes na tela da minha memória, percebi quantos canastrões roubaram as minhas cenas, rasuraram os meus scripts, rasgaram os meus figurinos, enquanto eu fui ficando ali, obscurecido num cantinho do palco, reduzido a mero detalhe cenográfico.
Com o passar do tempo fui vendo nitidamente quantos mentirosos já plagiaram os meus atos, abusaram das minhas deixas, se deram bem com as minhas falas e depois desdenharam de mim. Mas nada mais me decresce.
Hoje eu amanheci convicto do meu valor. Sei que já me emocionei com os heróis errados, que já tietei vilões com meu afeto mais sincero e carreguei nos ombros personagens que só fingiram me amar. Errei, mas é caindo que a gente aprende a se levantar. Se ontem eu fui apenas uma sombra, hoje eu sou uma estrela que se ilumina com a luz da felicidade que emana
dos meus olhos. Doravante eu não quero mais as sobras.
Hoje eu quero ser a fartura que me faltava. Hoje as minhas fechaduras estão todas trancadas: só estou para mim, e para ninguém mais. Agora tudo mudou. Agora eu quero cuidar apenas das minhas alegrias. Cansei de ficar em segundo plano, de ser um expectador passivo desta novela onde cada dia é um capítulo diferente. Cansei de ser quase indispensável, quase insubstituível, quase “o cara”.
Hoje eu quero ser para mim muito mais do que eu já fui um dia, e ninguém vai me tirar esse gostinho bom de ser quem eu sou.
Hoje, simplesmente, eu acordei morrendo de amores pela minha pessoa, e contrariando o que qualquer um possa pensar a meu respeito, eu digo de pronto: a minha vida nunca mais vai pertencer a ninguém, a não ser a mim.
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