Posias de Amor Querido

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Quando alguma coisa ou alguém te danifica é muito difícil você se curar dessa ferida.

eu pensei que podia dar certo, algo que na verdade já não tinha mais jeito.

as vezes vai dar errado

a vida adulta é um saco

"Se o nosso comportamento de hoje não nos trará felicidade amanhã, deixe-o de lado e nunca mais o repita. Construa o seu castelo com pedras, e não com areia".

Inveja é descontentamento com a alegria do outro.

É preciso alcançar o inimaginável para vencer. Vencer os nossos medos, nossos traumas, nossas vergonhas. Precisamos amar sem ver, e estender as mãos para crescer.

Eu não me importo com fofocas,
pois sei das minhas verdades!

Sua versão de você de hoje é certamente melhor que a de ontem. Ou eu estou enganado, ou você não viveu hoje.

Você é meu porto seguro, sinto que com você vou até o infinito e além.

Algumas coisas nos incomodam porque não temos estrutura para saboreá-las. Não gosta de chuva quem não tem um bom telhado.

Ascendência

Eu, filho do caos e da isolamento,
faço deste pequeno e ínfimo verso
nascido em meu lúgubre universo,
meu último testamento.

Meus sentimentos jamais serão perdoados.
Detentores de natureza renitente,
Estes são meus pecados.

Quando elas me gritam,
meu peito dói.
Não suporto mais isso.
Quero acabar com essa dor que me destrói.

Eu, filho do amor e da exaltação,
hei de enterrar em meu túmulo
todo sentimento que em acúmulo
me levou a pecar contra meu coração.

O céu jamais se fez azul sobre minhas pestanas.
Mas quando o encaro, peço que me mate.
Que em meu túmulo se enterrem mentes insanas,
e assim como meu sangue se façam escarlate.

A constrição aumenta em meu peito.
Em meu quarto se mostra desconfortável sensação.
Recende a solidão.
E mais uma vez, a morte atavia o meu leito.

Eu, filho do rancor e da ardente paixão,
Renuncio toda dor.
Amaldiçoo todo amor
que me levou a cair em depravação.

Quando tamanho sofrimento
descera sobre minh'alma,
senti o último momento
em que me fora roubada a calma.

Abnego minha existência.
Já não sinto mais inevitável
vontade de com meu eu ser afável.
Em meu calvário se pagara a penitência.

Eu, filho do ver e da verdade,
através de meus versos encontro piedade.
Oriundo da terra, verdadeiro colo,
anuncio meu retorno ao solo.

Meus olhos, frutos da própria terra,
vis criaturas peçonhentas
que na verdade encontram tormentas,
sua Ascenção encontram na guerra.

Se ao teu ver, minha existência enfraquecida,
em meus olhos, expressão da realidade,
se encontre tamanha debilidade,
toma tua foice, ceifa a estéril vida.

Eu, filho da vida e da própria morte,
a quem rejeitara a própria sorte,
tornara-me da dor, escravo passivo.
À noite, sofredor cativo.

Quando em meu andar
eu hesitar em dar o primeiro passo,
deixe que em meu penúltimo ruflar
se desfaça esse eterno laço.

Elas, cujas lâminas marcam em meu braço
a falta de um único abraço
gritam o notar da minha ascendência.
Seu nome, depressão.

Não conhecia a leveza do sorriso porque carregava o peso das lágrimas.

Insistir em algo que acabou é como evitar um enterro torcendo para que, magicamente, a vida reanime o corpo.

Quer começar a se descobrir agora mesmo?
Feche os olhos.
Respire fundo.
Agradeça.

Chega um momento na vida em que trocamos o "pense melhor" por "faça por sua conta e risco".

Morro e renasço todos os dias
Respiro um ar que um dia foi límpido
Queria correr pelos vastos campos e sentir-me livre
A vida é uma dádiva sem sentido
Quando tenho amor eu me sinto vivo

Não desperdice o seu tempo com alguém que não faz questão de usar o dela com você.
Não seja uma opção na vida de ninguém, pois um dia a mais com a pessoa errada, é um dia a menos com a pessoa certa.
Quando sabemos realmente o nosso valor, não é qualquer coisa que nos satisfaz.

Continue seu trabalho!
Saiba que vai receber críticas e, principalmente, que não vai agradar a todos.
É muito fácil encontrar erros numa obra, difícil é fazer uma.

TEU NOME (soneto)

Deixa a vida com sua sina, enfim devasse
A tua solidão que é o teu maior lamento
Que tem a dor calada no teu sentimento
Todo a angústia que sente se mostrasse?

Chega de engano! Revela-te o ferimento
Ao universo, defrontando-a sem repasse
Ao coração, que já lágrimas tem na face
E suspiros nas noites num pesar sedento

Olha: não suporto mais! Ando cabisbaixo
Deste sofrer, que o meu amor consome
De senti-te sozinho no peito tão imerso

Ouço em tudo o silêncio, golpe baixo
Do desejo. Que vive a calar o teu nome
E insiste em recordá-lo no meu verso

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
23 de fevereiro de 2020, Cerrado goiano
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