Porque sou assim
Nao quero a frase "No fim tudo vai dar certo, se nao deu ainda é porque nao chegou ao fim" Eu quero agora para viver no começo meio e fim... nao so uma parte ou seja no final!
As considerações de si mesmo.
Não podemos confiar muito em nós, porque freqüentemente nos faltam a graça e o critério.
Pouca luz temos em nós e facilmente a perdemos por negligência.
De ordinário, também não avaliamos toda a nossa cegueira interior.
Amiúde procedemos mal e nos desculpamos, o que é pior.
Às vezes nos move a paixão e pensamos que é zelo.
Repreendemos nos outros as faltas leves e nos descuidamos das nossas maiores.
Bem depressa sentimos e ponderamos o que dos outros sofremos, mas não se nos dá do que os outros sofrem de nós.
Quem bem e retamente avaliasse suas obras não seria capaz de julgar os outros com rigor.
O homem interior antepõe o cuidado de si a todos os outros cuidados, e quem se ocupa de si com diligência facilmente deixa de falar dos outros.
Nunca serás homem espiritual e devoto, se não te despreocupares dos outros, atendendo a ti próprio com especial cuidado.
Se de ti só e de Deus cuidares, pouco te moverá o que se passa por fora.
Onde estás, quando não estás contigo?
E, depois de tudo percorrido, que ganhaste se esqueceste a ti mesmo?
Se queres ter paz e verdadeiro sossego, é preciso que tudo mais dispenses, e só tenhas a ti mesmo, diante dos olhos.
Portanto, grandes progressos farás, se te conservares livre de todo cuidado temporal; muito te atrasará o apego a alguma coisa temporal.
Nada te seja grande, nobre, aceito ou agradável, a não ser Deus mesmo ou o que for de Deus.
Considera vã toda consolação que te vier das criaturas.
A alma que ama a Deus despreza tudo o que é abaixo de Deus.
Só Deus, eterno e imenso, que tudo enche, é o consolo da alma e a verdadeira alegria do coração.
Todos os homens deveriam ler esse conto!
PARA QUE NINGUÉM A QUISESSE...
Porque os homens olhavam demais para a sua mulher, mandou que descesse a bainha dos vestidos e parasse de se pintar. Apesar disso, sua beleza chamava a atenção, e ele foi obrigado a exigir que eliminasse os decotes, jogasse fora os sapatos de saltos altos.
Dos armários tirou as roupas de seda, das gavetas tirou todas as jóias. E vendo que, ainda assim, um ou outro olhar viril se acendia à passagem dela, pegou a tesoura e tosquiou-lhe os longos cabelos. Agora podia viver descansado. Ninguém a olhava duas vezes, homem nenhum se interessava por ela. Esquiva como um gato, não mais atravessava praças. E evitava sair.
Tão esquiva se fez, que ele foi deixando de ocupar-se dela, permitindo que fluísse em silêncio pelos cômodos, mimetizada com os móveis e as sombras. Uma fina saudade, porém, começou a alinhavar-se em seus dias. Não saudade da mulher. Mas do desejo inflamado que tivera por ela.
Então lhe trouxe um batom. No outro dia um corte de seda. À noite tirou do bolso uma rosa de cetim para enfeitar-lhe o que restava dos cabelos. Mas ela tinha desaprendido a gostar dessas coisas, nem pensava mais em lhe agradar. Largou o tecido numa gaveta, esqueceu o batom. E continuou andando de vestido de chita, enquanto a rosa desbotava sobre a cómoda.
Autoria:Todos os homens deveriam ler esse conto!
PARA QUE NINGUÉM A QUISESSE...
Porque os homens olhavam demais para a sua mulher, mandou que descesse a bainha dos vestidos e parasse de se pintar. Apesar disso, sua beleza chamava a atenção, e ele foi obrigado a exigir que eliminasse os decotes, jogasse fora os sapatos de saltos altos.
Dos armários tirou as roupas de seda, das gavetas tirou todas as jóias. E vendo que, ainda assim, um ou outro olhar viril se acendia à passagem dela, pegou a tesoura e tosquiou-lhe os longos cabelos. Agora podia viver descansado. Ninguém a olhava duas vezes, homem nenhum se interessava por ela. Esquiva como um gato, não mais atravessava praças. E evitava sair.
Tão esquiva se fez, que ele foi deixando de ocupar-se dela, permitindo que fluísse em silêncio pelos cômodos, mimetizada com os móveis e as sombras. Uma fina saudade, porém, começou a alinhavar-se em seus dias. Não saudade da mulher. Mas do desejo inflamado que tivera por ela.
Então lhe trouxe um batom. No outro dia um corte de seda. À noite tirou do bolso uma rosa de cetim para enfeitar-lhe o que restava dos cabelos. Mas ela tinha desaprendido a gostar dessas coisas, nem pensava mais em lhe agradar. Largou o tecido numa gaveta, esqueceu o batom. E continuou andando de vestido de chita, enquanto a rosa desbotava sobre a cómoda.
Autoria: Marina Colasanti
A representatividade é importante, porque não basta ser mulher e mulher negra, mas tem que estar comprometida com as questões, e eu estou. Comprometida com as pautas feministas, com a questão racial, com a agenda dos direitos humanos no Brasil.
Cansei de ser forte, porque ultimamente tem sido dificil manter tudo que sinto congelado. Esbarrar com você como se você fosse um estranho,porque você não é. Mas bem que se você não tivesse feito tantas mudanças em mim eu te aceitaria como uma pessoa qualquer, pois não foi bem assim a nossa historia. É, ainda estranho seu jeito frio, seu jeito de não se importar muito como as coisas seguiram até os dias de hoje e continuo acreditando que um você mude isso.
Em busca de memorias boas, lembrei de você. Na verdade eu nunca me esqueci de você, apenas te tirei do meu foco, foi dificil e estranho ao mesmo tempo, como você mesmo disse uma vez para mim " É estranho quando alguém que estamos acostumados some da nossa vida.." , você se foi e eu guardei essas palavras para mim. Acredito que foram nelas que eu encontrei forças para não deixar ninguém ir, ou para dar valor as pessoas proximas a mim, ou para eu sentir um pouco de culpa por sumir por um tempo da sua vida. Só que hoje de alguma forma estou pagando por te deixar ir, e foi assim que descobri forças que não sabia que tinha para ocupar tua ausência em minha vida.
E por mais que eu tente nos enterrar mais uma vez, você sempre vai despertar reações estranhas em mim.
Há ainda um pouco de você aqui comigo, e espero que tenha ainda um pouco de mim contigo, e mesmo assim não acho o bastante. Porque eu preciso de mais do que uma imagem para me satisfazer. Preciso de você!
A coisa mais importante no mundo é sermos salvos, porque o propósito de sermos salvos é desfrutarmos a pessoa de Deus para sempre.
Seja você mesmo e diga aquilo que sente, porque aqueles que se importam não interessam, e aqueles que interessam não se importam.
Nota: Adaptação da frase de autoria desconhecida, comumente atribuída a Bernard Baruch e Dr. Seuss.
Porque não podemos discutir com todos os tolos do mundo. É mais fácil deixar que eles pensem que conseguiram o que queriam e enganá-los quando não estiverem prestando atenção.
Não sei, realmente, porque estou tão triste. Isso me enfara; e a vós também, dissestes. Mas como começou essa tristeza, de que modo a adquiri, como me veio, onde nasceu, de que matéria é feita, ainda estou por saber. E de tal modo obtuso ela me deixa, que mui dificilmente me conheço.
Quer ser feliz? Não conte a ninguém, porque ninguém precisa saber da tua vida, das tuas conquistas, dos caminhos que pretendes seguir, dos tombos ou fracassos. Tu não deves explicações a ninguém.
Então, quando é que isso termina, Frank? Porque eu olho para você, e meu coração quebra, porque tudo o que consigo ver é essa solidão interminável, ecoando.
14 de junho de 2026
Há escolhas que o mundo não compreende porque foram feitas em silêncio.
Ninguém vê as conversas que tivemos com nós mesmos. Ninguém presencia as renúncias que acontecem longe dos olhos alheios. As pessoas enxergam apenas o resultado e, muitas vezes, o confundem com ausência, quando na verdade é presença.
Eu não me afastei daquilo que desejo.
Eu apenas aprendi a honrá-lo.
Porque existem encontros que não cabem na pressa. Existem entregas que não suportam superficialidades. E existe uma parte de mim que acredita que algumas experiências da vida carregam peso demais para serem vividas sem significado.
Talvez por isso eu tenha escolhido caminhar devagar.
Não por medo de sentir, mas porque sinto profundamente.
Não por falta de coragem, mas porque compreendi o valor daquilo que ofereço quando permito que alguém se aproxime.
O tempo me ensinou que afinidades não são raras. O que é raro é encontrar alguém disposto a permanecer depois que os encantos imediatos passam. Alguém interessado em conhecer os territórios que existem para além da aparência, para além das conveniências, para além das expectativas que costumamos projetar uns nos outros.
É isso que espero.
Não uma pessoa para ocupar espaços vazios.
Mas uma presença capaz de compartilhar espaços já preenchidos.
Alguém que compreenda que intimidade não começa quando as distâncias físicas desaparecem. Ela começa muito antes, quando duas pessoas deixam de se esconder atrás das versões que mostram ao mundo e se apresentam como realmente são.
Eu poderia viver muitas histórias.
Mas escolhi preservar a possibilidade de viver uma que faça sentido.
E essa escolha nunca significou ausência de desejo. Pelo contrário. Quanto mais consciente me tornei de quem sou, mais compreendi a profundidade dos meus anseios. Eles não desapareceram. Apenas deixaram de conduzir minhas decisões.
Hoje, aquilo que busco não pode ser medido pela intensidade de um instante, mas pela capacidade de sustentar o que vem depois dele.
Porque existem conexões que passam.
E existem conexões que transformam.
São essas que espero reconhecer quando chegarem.
E até lá, sigo cuidando daquilo que um dia pretendo entregar: minha verdade, minha inteireza e a capacidade de amar sem me abandonar no caminho.
Quem olha e enxerga por dentro, reconhece.
Não porque sabe tudo sobre o outro, mas porque percebe aquilo que nem sempre é dito. Enxerga as marcas escondidas atrás dos sorrisos, os silêncios que carregam significados e as verdades que não cabem nas palavras.
Quem enxerga por dentro não se detém apenas na aparência das coisas. Vai além da superfície, atravessa as camadas que costumamos mostrar ao mundo e alcança aquilo que permanece quando todas as máscaras caem.
Talvez por isso o verdadeiro reconhecimento seja tão raro.
Porque reconhecer alguém não é apenas identificá-lo. É perceber sua essência. É enxergar a beleza que não se exibe, as dores que não se anunciam e a força que muitas vezes nem a própria pessoa sabe que possui.
E há algo ainda mais profundo nesse encontro.
Quem enxerga o outro com verdade acaba, inevitavelmente, encontrando a si mesmo pelo caminho. Porque cada alma reconhecida desperta um reflexo. Cada profundidade acolhida revela uma profundidade que também habita em nós.
Os olhares mais sensíveis carregam esse dom. Não apenas observam; compreendem. Não apenas percebem; acolhem.
E quando dois olhares capazes de enxergar por dentro se encontram, acontece algo raro: deixam de procurar explicações e passam apenas a reconhecer.
Como quem finalmente encontra, no olhar do outro, uma parte esquecida de si.
