Porque sou assim
Que sou eu?
Sou uma pessoa
como outra qualquer,
que busca ser feliz,
que acredita nos
sonhos, que ri, que
chora, que sofre,
que cai, que tem imperfeições…
Mas que apesar de tudo continua
vivendo e aprendendo, continua
acreditando no amanhã, em dias
bonitos, em pessoas felizes, em
uma humanidade pietosa…
E assim vou vivendo, um dia de cada vez,
procurando tornar-me alguém melhor. Essa sou eu!
O Poeta
O Pessoa disse que o poeta
é um fingidor, e sim, eu sou!
Eu finjo meu amor, finjo histórias
e escondo a minha dor.
O poeta reclama, grita, briga
nunca chora!
O poeta mente, é irônico
e sempre se isola.
Dizem que o poeta é
desumano.
Outra característica que
que apenas lhe torna
mais humano.
Eu sou o Sonic. Uma bolinha de super energia, em um pacote extremamente bonito. No meu planeta, as pessoas estavam sempre atrás dos meus poderes. Então eu vim para o seu. Estou um pouco solitário, mas tudo bem. Estou vivendo minha melhor vida na terra.
“Eu sou toda essa junção de histórias e lembranças, de escolhas e consequências, de amores e decepções. Eu sou toda essa junção de idas e vindas, partidas e recomeços, retrocessos e superações. Eu sou tudo o que vivi, colhi e plantei. Eu sou tudo o que plantaram em mim, até mesmo aquilo que não reguei. Eu sou o cultivo, a saudade e a partida também. Eu sou toda essa junção de sorrisos, de arrependimentos e motivos para tentar outra vez. Eu sou o amor enrustido, falo “amar” fluentemente, e a minha mente salta quando há amor correspondido. Eu sou o ontem, o amanhã e o presente. Sou pretérito, (imperfeito), porém completamente consistente. Eu sou o amor em primeira pessoa, sou a cena não vista da reciprocidade. Eu procuro amor de verdade, quando na verdade, é o amor que me encontra escondido. Eu sou sentimentos na medida em que me permito sentir, e na proporção em que me permito sonhar. Eu sou a prosa presa à procura de um lar. Eu sou toda essa junção de atos, ante a tudo que me permiti juntar. E perante tanto desamor, eu me desarmei, e decidi amar.”
Sou amiga daquilo que é verdadeiro. Acho lindo quem assume o que é. Sem máscaras. Acho lindo quem consegue sair na rua sem medo de SER.
Tu merece alguém que abra os olhos diariamente e pense: “cara, eu tô com ela, eu sou o namorado dela!”. Que goste da tua boca, do teu ombro, do teu cabelo bagunçado, do teu calcanhar, da tua cintura, das tuas mãos, do cheiro da tua pele.
Sou essa mistura bioquímica de menina, garota e mulher, e talvez me apaixonar seja minha principal atribuição. Sei lá. Sei que se eu fizesse algum dinheiro com isso, quem sabe os caras da revista Time tocassem minha campainha pra fazer algumas fotos, ou eu estaria agora mesmo respondendo o convite de algum talk-show pra falar sobre amores ardentes, martírio e desilusão. Enfim, eu me apaixono toda semana, das formas mais inéditas. Essa última só fez me flagrar o quanto sou imatura, nada que eu já não desconfiasse.
(Coleção)
Ela indagou: — Quem és tu?
Respondeu: — Sou o demônio,
Nem me espanto com milagre,
Nem com reza a Santo Antônio!
Pretendo entrar no teu couro!
E nisto ouviu-se um estouro!
Gritou a velha: — Jesus!
Ligeira se ajoelhou
E, depois, se persignou
E rezou o Credo em cruz!
Nisto, o diabo fugiu.
E, quando a velha se ergueu,
Ele chegou de mansinho,
Dizendo logo: — Sou eu!
Agora sou teu amigo
Quero andar junto contigo,
Mostrar-te que sou fiel.
Minha carta, queres ver?
A velha pediu pra ler
E apossou-se do papel.
— Dê-me isto! grita o diabo,
Em tom de quem sofre agravo.
Diz a velha: — Não dou mais!
Tu, agora, és o meu escravo!
Eu quero ser vista
Como realmente sou
Quero ser vista
Com todos os meus defeitos
Quero ser vista
Como o pacote completo
Como um todo
Eu quero ser vista
Por inteiro
Não uma parte
Não apenas a parte
Que eu permito que vejam
Quero ser vista
Com a parte que
Normalmente escondo
E guardo só para mim
Quero ser vista
Com a calmaria
E as doses de loucura
Com a paciência
E os momentos de explosão
Quero ser vista
Como bomba
E como curativo
Porque eu sou tudo isso
E um pouco mais
Um tanto a mais
Eu quero ser vista
Quero saber
Que estou sendo
Enxergada
Descoberta
De verdade
Eu quero ser vista...
Sei que não sou nada nem ninguêm,
sou apenas um misero ser que ama
e desama ao mesmo tempo...
Que pensa em tudo antes de adormecer...
Que faz verços sem sentido sobre seu amor...
Que um dia pensou que nunca iria amar auguêm
e hoje vê que seu coração esta totalmente lasado,
por um grande amor...
Que faz coisas sem pensar...
Que comete erros e não se arrepende de nada
Que vive brigando com os pais :'(
Mas realmente sabe que tudo isso vale apena...
Porque faz parte daquilo que um dia um ser que
existio em um univerço paralelo e um mundo chamado
terra; esse ser? EU uma grande pessoa que um dia achou
ser NADA!
CARTA
Autor – Carlos Barros
Batidas insistentes. Sou arrancado da introspecção. Uma carta é lançada embaixo da porta.
Meu Caro,
Tu não sabes quem eu sou, mas sei quem tu és. Escrevo-te por conhecer as tuas dores na alma, as tuas dúvidas, os teus anseios sobre a existência. Sou conhecedor das tuas indagações sem respostas e das respostas que nada respondem. Tranquiliza o teu coração. Se a tristeza penetra tua alma. Se a angústia esvazia teu espírito. Se teu corpo não consegue sentir o mesmo ânimo. Levanta-te e anda! Há veredas que ainda não foram desvendadas. Há caminhos que ainda não foram trilhados. Há lagrimas que ainda não foram derramadas e alegrias ainda não vividas. Outros ainda precisam de tua renovada força. Se a vida é tragédia e comédia, que o choro se misture ao teu sorriso.
Desvia de ti a angústia e o medo. Se porventura estiveres indo ao fundo do poço, não te desesperes, pois, ao retornares, tu irás trazer contigo as riquezas só encontradas nas profundezas. Não procures sentido para tua vida. Se ficares te torturando por tal sentido, deixarás de ver a própria vida atravessando teu corpo.
Busca te afastar um pouco das interrogações. Deixa de lado os que querem te acorrentar nos calabouços da Ciência e das normas. Lembra-te que tu és, sobretudo, um animal que acredita estar acima dos outros animais. Busca ter cuidado com os criadores de ídolos e os inventores de verdades absolutas. Eles se alimentam da ortodoxia, da moral e do desejo de suprimir os instintos. Eles são sutis e dissimulados em suas palavras e crenças. Acreditam poder curar a alma humana e aliviar os sofrimentos.
Esperam que a vida possa ser explicada à luz da Razão. Eles não amam a terra. Nutrem-se de um incansável desejo de felicidade e sentido das coisas. Eles não são capazes de amar a vida como ela é. Inventam um mundo dividido entre o bem e o mal. Entre o sofrimento e o prazer. Entre a vida e a morte.
Meu caro, não te preocupes com a morte. Se acreditares no paraíso, prepara-te para o tédio da eternidade. Se acreditares no inferno, prepara-te para sofrer eternamente ao lado dos que não acreditaram no paraíso. Se acreditares na reencarnação, prepara-te para nascer e morrer várias vezes em busca da perfeição. Se acreditares no Nada, prepara-te para nada lembrar depois da morte. Liberta teu pensamento do passado. O futuro ainda não existe. Tua vida é agora. Dance com ela.
Não sou Deus, não sou demônio, não sou homem, muito menos desejo ser tua consciência. Desejo apenas que tu possas olhar a vida de outro modo.
Ass. Vida
Sinto-me possuído por uma adorável sensação de calma. A Vida se fez ouvir através de uma carta. Suas palavras seduziram meu espírito. Encheu-me o corpo de potência de Vida.
Eu tenho pensamentos confusos,
Minha autoestima às vezes me magoa...
Apesar de tudo isso, sou culpado?
Agora só condigo pensar em como eu consegui a tal, a única pela qual devo minha vida, aquela que tanto amo... vendo-a partir... E sim, a culpa é minha
Não me olhe torto, não sou de meias palavras e nem duas caras. Gosto de palavras inteiras, de pessoas inteiras. Mudo de opinião algumas vezes mas, não mudo o que sou pra agradar ninguém. O que sou, levo comigo à qualquer lugar.
Vivo no mundo louco cercada de pessoas loucas ou será que eu sou a louca perdida em um mundo de pessoas normais?
