Porque sou assim
AINDA SOBRE O AMOR
O amor é luz — mas eu sou mariposa.
Sou feita de asas frágeis, de voos que tremem, e mesmo sabendo do incêndio, eu fui, seduzida pela luz...
Te busquei como quem desejava o fim, mas desejava ainda mais o instante de calor.
Você foi clarão — farol, estrela, chama.
E eu, tão pequena, ao seu redor,
embriagada pela promessa do brilho,
mesmo ciente que me mataria, você me chamou, me atraiu, me deduziu.
O amor, dizem, é abrigo, é flor, é casa.
Mas pra mim, é vertigem.
É precipício vestido de sol.
Mas ainda assim, eu ficava, hipnotizada pelo seu encanto tão brilhante, a luz dos meus olhos, o motivo do meu respirar...
Porque há em mim esse destino triste de mariposa —
amar aquilo que pode me destruir
e achar nisso… beleza.
Eu não sei amar de longe.
Meu peito não entende fronteiras,
minha alma não teme queimaduras.
Só queria luz.
Só queria você.
Mesmo que, no fim,
o que tenha sobraso de mim
seja apenas sombra e pó.
Raísa Sousa
Eu sei quem sou eu, você não. Você sabe quem é você, eu não. Portanto, não façamos julgamentos, pois não sabemos a verdade um do outro.
Quando algo a ser feito é de minha responsabilidade, eu sempre procuro fazer bem feito. Não sou superficial e nem faço as coisas para me livrar delas, pois ali naquele ato esta impresso o meu caráter, as minhas qualidades.
Quando eu quero, como um jogo de tabuleiros, eu sou divertida para pessoas de 9 a 90 anos, quando eu quero.
Não sou alguém que você encontra duas vezes. Se não quer que eu te corte da minha vida, não me dê a tesoura.
Quando eu descobri que sou o grande amor da minha vida, algumas pessoas nunca mais me deixaram, elas entram e saem da minha vida e eu apenas monitoro o tráfego.
Sou responsável pelos meus atos e palavras, mas não me responsabilize pelo que você interpreta deles.
Eu posso ter metas, buscar a paz e amar alguém, mas antes de tudo...
Eu sou a minha própria meta
Eu sou o meu ponto de paz
Eu sou o amor da minha vida
Por que eu decidi ficar solteira por décadas? É que eu tenho consciência de que eu não sou uma pessoa fácil de lidar.
“No dejeto eu sou o milho."
Eu fui mastigada várias vezes, recebi ácido, passei por caminhos tortuosos, me misturei com coisas ruins, mas não fui desdobrada em partes menores. Eu saí desta experiência inteira e me destacando. Passei pelo bolo fecal, mas não sou ele.
Se falarem que eu sou uma péssima pessoa, eu sou. Que eu sou uma pessoa estranha ou espontânea, eu sou. Eu posso ser vista pelo outro como irritante, humilde, cordata, teimosa, arrogante, inteligente, bondosa, disciplinada, estúpida, indiferente, atenciosa, feia, bela, egoísta, generosa... Eu posso receber todos os adjetivos e ser tudo aquilo que o outro acha que eu sou na perspectiva dele, nas vivências dele. Eu posso ser um fragmento na mente dele. E eu não tenho controle sobre isso. Portanto eu sou o que penso ser, sou o que dizem que sou e sou o que realmente sou.
Se falarem que sou uma péssima pessoa, eu sou. Eu posso receber todos os adjetivos e ser tudo aquilo que o outro acha que sou na perspectiva dele, nas vivências dele. Eu posso ser um fragmento na mente dele. E eu não tenho controle sobre isso. Eu sou o que realmente sou.
