Porque sou assim

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⁠não sou ateu, só não acredito num deus que dizem ser de amor e não vejo nas páginas onde ele mora nenhum ato de amor.

Não sou aquele médico que receita um remédio; eu receito poesias.

Não tenho pressa, sou calmaria pura.

Eu sinto que mudei.
Tô mais consciente da mulher incrível que sou, dos meus erros e acertos.
Mudei. Antes olhava uma situação e sentia questão de me impor.
Hoje olho e digo: ah, tá!
Eu mudei.
E que bom.
Evoluir é sempre bom.
É necessário.

Eu sinto que mudei.
Passei a ter uma confiança maior na mulher incrível que eu sou.
Antes fazia questão de me impor.
Hoje eu olho e penso: ah, tá!
E sigo.
Evoluir é necessário.
O certo e o errado sempre irão andar lado a lado.
A questão é de que lado que estar.

O intelecto veio do meu pai, a sensibilidade veio da minha mãe.
Sou a mistura entre razão e sentimento

Se ser difícil é não ser manipulada, então sou difícil mesmo.

Chega uma fase da vida que você precisa se encontrar com você mesmo e perguntar que sou eu Agora o que quero para meu futuro, e resgnificar ⁠sua vida

Tudo que sou é sobre minha verdade aquilo que vivi e que vivo.

Gero a escassez, coloco a necessidade, dou as migalhas, por fim, sou caridoso, democrático e ótimo gestor.

Todo mundo igual no mínimo e nós no máximo; prazer, sou o socialismo.

Alienação em massa... Sou e vim da onde vocês estão! Que mentira... Manipuladores hipócritas.

"O Silêncio de Não Ser Pai"


Não sou pai. E há nisso um espaço — não de vazio, mas de eco. Um campo onde o tempo passou, e deixou intacta uma terra que poderia ter sido semeada.


Não ser pai não é ausência de amor.
Talvez, seja amor que não precisou de nome, que não se debruçou sobre berços, mas se espalhou em gestos, em presenças sutis, em silêncios partilhados.


O mundo, com sua pressa de moldar destinos, parece esperar que todos sigam a mesma trilha: encontrar, gerar, ensinar, repetir. Mas e aqueles cujos passos desenham outro mapa? E aqueles que escutam a vida por outros ângulos, sem o riso de um filho chamando pelo corredor?


Às vezes penso: teria sido bonito... Ser chamado de pai com a voz trêmula de uma criança, encontrar meu rosto espelhado em outro pequeno rosto. Talvez um dia. Talvez nunca. E tudo bem.


Há paternidades que não vestem título.
Há frutos que não brotam do sangue, mas do cuidado que deixamos pelo caminho. Já fui abrigo, já fui raiz, mesmo sem ter dado nome a ninguém.


Não ser pai é, por vezes, um caminho mais silencioso.
Mas há sabedoria no silêncio, há paz em aceitar que a vida se desenha também nas entrelinhas. E que o que não foi, ainda assim, pertence ao que somos.

⁠Antes eu era magia,
hoje, sou silêncio.
Antes eu era riso fácil,
hoje, eco por dentro.
Antes eu era chama acesa,
hoje, cinza ao vento.
Antes eu era presença,
inteiro em cada momento,
hoje sou ausência que pesa
no vazio do pensamento.
Antes eu era caminho,
passo firme, sem medo,
hoje me perco em mim mesmo,
guardando tudo em segredo.
Antes eu era mundo,
imenso, vivo, intenso…
hoje, sou só silêncio.

Será que sou uma pessoa ruim?


A pergunta parte da ilusão de que exista algo fixo em mim — uma essência, um rótulo, uma verdade escondida esperando ser descoberta.


Mas talvez não haja nada por trás.Talvez eu não seja “bom” nem “ruim”, apenas um ser lançado no mundo, condenado a existir antes de se explicar.


A angústia não vem do erro, mas da liberdade:não há destino escrito, nem justificativa suficiente, apenas escolhas que se acumulam e depois parecem sentença.


E se não há essência que me defina,também não há culpa que me absolva por completo.


Resta o desconforto de ser aquilo que ainda não terminei de escolher ser.E a estranha responsabilidade de continuar — mesmo quando nada dentro parece pedir continuidade.

Hoje voltamos do início futuro para despedir de você passando presente,agora sou eu mesmo presente...

Sou seu portal mais forte, sorte sua que te entreguei a chave...

Sou tudo com você e agora sou nada...

Olá! Você é a segunda pessoa com quem mais dialogo. A primeira sou eu mesmo!

070726

Eu ainda sou, o viajante solitário