Porque sou assim

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"Sou jardim e também tempestade; o lado que você recebe é o que fez por merecer."

Sou como uma colmeia de abelhas: quem vem me cutucar, descobre tarde demais que a doçura que guardo também sabe se defender. 🐝

Sou como uma colmeia de abelhas: tem pessoas que vêm me cutucar e não aguentam as ferroadas. 🐝

“Viver espontaneamente é aceitar que não sou perfeita — sou verdadeira, e sigo adiante como uma errante aprendiz, colecionando quedas, descobertas e a coragem de recomeçar.”

O meu mundo começa em mim — e, para pertencer a ele, não preciso deixar de ser quem sou.

Às vezes eu paro e penso: será que sou eu que complico tudo? 🤣”

Sou hoje diferente do que ontem fui; serei amanhã o que ainda hoje não sou.

Será que sou real ou algum personagem que eu criei e jamais deixei de viver ele?

Vivendo Do Jeitinho Quê Eu Sou e Agradecendo a Deus Por Cada Detalhe Quê Ele Fez e Faz Em Minha Vida 🙏 🥹 🫀

Entranhas da Estranha


Eu quero ser o intenso que sou
Experimentar no plural o singula
Sem me limitar a espinho ou flor
Quero ser chegada, partida
E ainda assim ser lar

Sou capaz de ensinar coisas que nem aprendi.
Sou capaz de pedir perdão pelo que não fiz.
Mas não sou capaz de achar justo pagar por erros que não cometi⁠.
Me recuso ao machado que insiste em cortar minha raiz.

"Não sou prepotente nem antissocial, mas evito certos diálogos, pressentindo — sem qualquer previsão — que minha essência é uma ilha de luz navegando além da compreensão."

"Não sou viciado em você, sou apenas um entusiasta das péssimas decisões."

“Não sou um homem de me arrepender. Se foi bom, foi rock and roll. Se foi ruim, foi algo que pensei ser amor. Se foi errado, provavelmente foram os dois ao mesmo tempo.”

"O Inventário das Portas Mudas"


Sou um currículo escrito em tinta invisível,
lançado ao vento de uma cidade de ferro.
Minhas mãos, prontas para o ofício e o zelo,
hoje apenas seguram o vácuo de um desterro.
O calendário é um carrasco de folhas secas,
onde o "amanhã" se veste de "ontem" outra vez.
Bato em portais que não possuem ouvidos,
enquanto o estômago conta o que a sorte não fez.
A fé é uma vela esquecida na chuva,
noventa por cento de sombra e de pavio.
O espelho me olha com olhos de estranho:
um barco ancorado no leito de um rio vazio.
Não sou mais o nome, nem o sonho, nem o plano;
sou o cansaço que aprendeu a caminhar.
Uma jornada de passos que não saem do canto,
sob um céu que desaprendeu a me olhar.

"Me dê somente 2 passos à frente e eu te mostro o que sou capaz de alcançar"

Não preciso de quem não me vê.
Minha presença é minha força.
Sou inteira, mesmo na ausência.

Verso inquieto, pensamento que voa,
Sou fogo que queima e água que entoa.
Não me prende a superfície,
não me doma a razão,
Geminiana, sou caos e canção.

Sou feita de restos que insistiram em ficar,
pedaços que o tempo não quis levar.
Metade de mim é calma aprendida,
a outra metade ainda é incêndio que não se apaga.

Eu


Sou quem ficou
quando tudo foi embora.
Corpo marcado de quedas,
alma ainda em pé por teimosia sagrada.
Não por força heroica,
mas porque algo em mim se recusa a morrer.
Eu amo como quem entrega casa aberta,
mesa posta, bolso destrancado,
coração sem cadeado.
E o mundo, analfabeto de cuidado,
confundiu isso com fraqueza.
Não era.
Eu cai no asfalto, no banheiro, na rua,
cai nas pessoas,
cai nas promessas.
E mesmo assim, levantei sem aplauso,
sem plateia,
sem mão estendida.
Há em mim uma fé cansada,
não a fé que grita,
mas a que respira baixo
e continua.
Deus me vê quando ninguém vê.
No dia sem comida.
No dia sem resposta.
No dia em que o silêncio é a única companhia.
Eu não sou a que perdeu.
Eu sou a que não se perdeu,
mesmo quando tudo conspirou para isso.
Ainda há luz em mim,
não aquela que ilumina os outros,
mas a que agora aprende a ficar para si.
E isso, por mais que tentem,
ninguém apaga.
Isso sou eu, sem romantizar dor e sem me diminuir.
Não é o fim da história. É o retrato do intervalo.
E intervalos também são parte da música.