Porque sou assim
Quando a chuva cai em bom terreno, refresca as plantas e fá-las crescer. Assim são as nossas lágrimas, depende muito do solo que as acolhe.
Sabes quanto precisas de te querer bem? Tanto quanto queres bem a Deus! Só assim serás feliz...procura-O no teu interior e te encontrarás.
Quando acordares, levanta-te, olha pela tua janela e diz...GRATIDÃO MEU DEUS! E assim começarás o dia com a mais bonita oração.
"Quantos humanos nos servem, servindo Deus! Devemos tratar bem os estranhos, pois assim, muitas vezes estaremos a tratar bem os Anjos."
Trazes contigo impressa a energia de Deus, ela te move, inspira e assim tu valorizas o amor e a alegria! Tu transmites e atrais o que existe na tua alma. Cuida sempre dos teus pensamentos, para que a tua alma seja feliz em profundidade...podes escutá-la, sentindo o que se passa dia a dia, sentes mais sofrimento ou paz? Deus te dá mais este amanhecer, para que reaprendas a pensar...a tua mente tem que ser sempre vigiada por ti!
Não queiras prestar provas para os outros, preocupa-te em as prestar para Deus, assim não correrás o perigo de cresceres em vaidade. Faz o que o teu coração te diz, o teu caminho estará sempre aberto por Deus, para que faças a Sua vontade! Não te importes com aplausos ou reconhecimento, sê humilde, pode parecer que fazes pouco ou quase nada aos olhos dos outros, mas Deus sabe do que fazes em silêncio, sem que se apercebam do quanto te deviam ser gratos. Quem serve a Deus, deveria saber que Ele não espera grandes feitos, espera entrega sincera de coração, assim fica mais fácil continuar no caminho da humildade! Quem busca grandes causas, procura reconhecimento e aplausos, a sua vaidade só assim fica saciada.
Água doce com água salgada se misturam, é assim quando o rio encontra o mar com os braços abertos para recebê-lo! Também acontece com alguns humanos quando se encontram de coração aberto e aí o amor acontece.
A minha alma diz baixinho "que saudade", e teima em amar-te em silêncio. Eu sei, é assim o amor de almas, ninguém, nem mesmo eu ou tu, tem o poder de o apagar. Não sei porque amo, apenas amo!
Não importa se estás perto ou longe, o que importa é que existas e sorrias ao pensar em mim.
Sempre que te encontrar, parece que nada será preciso dizer. Nada é preciso, a não ser estarmos juntos.
Se queres saber o quanto eu te amo é simples: "trocaria a minha vida pela tua".
A natureza tem a magia de nos tornar seres felizes, assim tenhamos sensibilidade para estar em sintonia com ela.
Verdade que o amor cresce na medida que dás!
E na medida que deres assim receberás!
Então dá sem olhar a quem... e deixa que o universo te retribua, através de quem te saiba amar de igual forma!
Tem paciência...
Vem segredar os Teus mistérios em meus ouvidos, assim eu entenderei melhor a minha alma e o propósito da minha vida por aqui!
Teremos que andar sós parte do nosso caminho, só assim poderemos dar atenção à nossa alma que nos fala, chora e nos implora que a oiçamos!
Ninguém tem o poder de apagar o que ficou escrito no Céu. Pensando assim a esperança traz-me uma paz profunda.
Quando a alma emite com força e pureza uma prece, haverá um grande alívio, paz, harmonia e assim é estabelecido o contato, não restando dúvida que a prece foi ouvida.
O CÂNTICO DO PÓ E DA ORDEM.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Virou pó.
assim começa a narrativa e assim ela jamais se encerra
pois tudo quanto é dito nasce já inclinado ao retorno
No princípio não houve clamor mas sedimentação
o pó repousava em silêncio anterior à forma
e desse silêncio ergueu-se o verbo não para criar o real
mas para ordená-lo segundo uma lei mais antiga que o tempo
Do pó surgiu o corpo
não como triunfo mas como concessão
cada osso cada nervura cada fôlego
foi apenas um intervalo entre dois silêncios
o anterior que chama
o posterior que recolhe
In totum in veritate
não há fuga possível dessa arquitetura
o homem ergue templos escreve tratados funda impérios
mas tudo é feito de pó organizado
e todo gesto que ignora essa origem carrega em si o germe da ruína
Os antigos sabiam
por isso falavam pouco
por isso escreviam com gravidade
o pó era mestre severo
ensinava sem palavras
que toda ascensão traz consigo a memória da queda
e toda queda preserva a dignidade do retorno
O verbo então aprende sua função
abandona o excesso
despoja-se da vaidade e antecede aos momes
torna-se servo da verdade
não para explicá-la mas para alinhá-la
pois falar corretamente é um ato moral
e ordenar as palavras é reconhecer os limites do ser
Vrou pó
não como lamento mas como sentença cósmica
o pó não destrói
o pó reconduz
nele o orgulho dissolve-se
nele o medo aquieta-se
nele a alma compreende que nada se perde
apenas se recoloca na economia eterna
Assim o corpo retorna à terra
como quem devolve um empréstimo
e o espírito liberta-se da densidade
não em fuga
mas em fidelidade à ordem que sempre foi
In verbis tantum
nas palavras apenas
quando purificadas do supérfluo
permanece o testemunho
de que toda verdade se sustenta não pelo brilho
mas pela gravidade
E quando tudo parecer noite
quando a forma ceder
quando o nome se calar
o pó continuará a falar em silêncio
lembrando ao universo que a ordem não morre
apenas espera que o verbo volte a pronunciá-la com reverência.
Tenho medo de morrer, assim como tenho medo de não viver direito.
Tenho medo das pessoas, como tenho medo de ficar sozinha.
Tenho medo de ser insuficiente, ou de ser suficiente e não ser valorizada.
Tenho medo de abraços,mas me pergunto de há algo de errado comigo quando não sou abraçada.
Tenho medo dos meus segredos, do meu passado, do meu futuro e por isso acabo não vivendo o presente como deveria.
Tenho um medo absurdo de ser traída, enganada, passada para trás.
Tenho medo de que riam de mim pelas costas, de que zombem do meu jeito e depois me cubram de falsos elogios.
Tenho medo de ir pro inferno, assim como tenho minhas reservas em relação ao céu: santidade extrema é algo robótico.
Vivo com medo, sem coragem de sequer tentar superá-los. Pois também tenho medo do fracasso, de tanto que já fracassei.
“Se a tua última vela arder apenas por um fio de paz e fé, ainda assim, nenhuma noite será capaz de sufocar-lhe o brilho; pois mesmo a menor centelha, quando nasce da alma, desafia o escuro do mundo.”
" E assim permanece a certeza antiga e inabalável. Tudo passa pelo tempo. Mas somente a verdade permanece de pé quando ele termina de falar. "
As pausas e os momentos difíceis são necessários para o renascimento e crescimento, assim como o sol precisa da noite para voltar a brilhar.
