Porque sou assim

Cerca de 146273 frases e pensamentos: Porque sou assim

Passamos a vida tentando nos entender, e ainda assim não nos conhecemos por completo.

Não dá. Você tenta conversar com a pessoa pelo telefone e ela se dispersa o tempo todo. Assim fica até difícil.

Às vezes não há nada para ouvir, nada para falar. E, mesmo assim, seguimos.

Se continuar assim, não vai demorar para os governantes começarem a cobrar imposto até pelo direito de descansar em paz no cemitério.

"Assim como o rio não pergunta onde termina, ele apenas segue o pulso da terra até virar mar. O que é teu aprende teu nome no caminho e te encontra, mesmo sem saber onde te achar."

⁠

"Eu não posso tocar o céu,
mesmo assim eu quero
esticar a mão."

⁠⁠❤
"O amor é assim:
Quando os dois querem;
Um não larga e
o outro não desiste"

⁠
A flor não deixa de ser bonita por causa dos espinhos.
Assim como a vida não perde o seu brilho
por causa das pessoas que nos machucam.

⁠A lua ainda brilha toda pomposa e formosa em dia claro, ao amanhecer.
E que assim façamos como ela,
nao deixe seu brilho ofuscar em momento algum nesta vida, não vale a pena.

Rosicler Ceschin

"Somos resultados das escolhas que fazemos na vida, sendo assim, responsáveis diretos das nossas ações do dia dia"

Não, esta vida não me parece natural.
Há nela uma ordem que não escolhi e à qual, ainda assim, pertenço.
Nasci — e, antes que pudesse sentir o espanto de estar aqui,
já havia uma prova da minha presença.

Um papel declarou meu começo. Eu não.
Outros vieram depois, confirmando etapas.
No fim, outro afirmará que terminei.

É estranho que a existência precise de testemunhas,
como se o simples fato de respirar não bastasse.

Às vezes penso que não vivo, apenas correspondo.
Respondo a chamadas invisíveis,
atendo a expectativas que não formulei.
Sou menos um ser do que uma função em curso.

Pergunto-me se existo
ou se apenas me mantenho em operação.

Meus pais me pensaram antes de me conhecer.
Havia em mim um projeto que não era meu.
Minha mãe me chamava de futuro.
Eu tentava existir no presente.
Cresci entre o desejo deles e a minha própria indefinição.
Hoje não sei se falhei
ou se apenas nunca aceitei ser continuação.

Há em mim algo que resiste.
E, no entanto, todos os dias sou traduzido em números.
Sabem tudo sobre mim.
Não sabem quem sou.

Não me oprimem as paredes.
O que me inquieta é a forma —
a exigência de caber sem sobrar.

Vestimos papéis como se fossem natureza.
Chamamos dever ao que é repetição.
Chamamos escolha ao que já estava traçado.

E corremos —
não sei exatamente em direção a quê.

Dizem que isso é amadurecer.
Talvez seja apenas suportar a própria compressão.

Construímos cidades verticais
e desaprendemos a olhar na altura dos olhos.
Quanto mais alto subimos,
mais abstratos nos tornamos uns para os outros.
Multiplicamos fronteiras:
classe,
crença,
idioma,
convicções herdadas.

A aproximação tornou-se um esforço.
É preciso explicar-se antes de simplesmente estar.

Às vezes imagino um lugar
onde não seja necessário justificar a própria presença,
onde o erro não se converta em identidade.

Não sei se esse lugar existe fora do pensamento.

Não sei se escrevo para confessar
ou para observar a mim mesmo escrevendo.
Há momentos em que me sinto dividido
entre o que sente
e o que analisa o que sente.

Talvez eu seja apenas essa divisão.

Ainda assim, algo em mim não se acomoda —
uma recusa discreta que insiste.

Não sei se há saída.
Mas sei que não aceito ser apenas o que registraram de mim.
Não aceito ser engavetado.

Se não posso abandonar o mecanismo,
posso duvidar dele.
E essa dúvida, por enquanto,
é a única prova que reconheço como minha.

Não sei se posso derrubar os muros.
Mas posso subir —
enquanto não me puxam de volta.

E espiar por cima.

E lembrar, nem que seja por um instante,
que o horizonte não pertence a quem o delimitou.

E foi assim, nosso feliz triste final.

Estranho é você entrar na casa da sua avó anos depois, só assim você compreende a grandiosidade do Coliseu e das Pirâmides do Egito

Gosto Amargo

Sabendo que eras veneno,
ainda assim bebi.
Gole por gole,
como quem tem sede de infinito.

Era amargo —
mas eu disse a mim mesmo
que era amor.

Afundei-me nesse sabor fugaz,
ardendo na língua,
queimando por dentro,
e mesmo assim
não larguei o copo.

Tinha tanta sede
que me afoguei em ti.

Inocente fui,
ao acreditar que era eterno
o brilho do teu sorriso —
sorriso que, pouco a pouco,
devastou o que havia em mim.

Hoje restam
solidão e dor,
filhas de uma tragédia veloz,
sem aviso,
sem direção.

Caminho agora
entre ruínas,
recolhendo pedaços
de um eu que já não existe.

E o que sobrou de mim
não sonha,
não espera,
não ama —

apenas respira
no silêncio pesado
de quem aprendeu
que o veneno
às vezes
tem gosto de eternidade.

​Qualquer lugar onde eu não preciso ser nada, ainda assim, sinto-me ser alguma coisa. Existe uma liberdade imensa em desligar os rótulos e perceber que, quando tudo silencia, o que sobra não é o vazio, mas a minha essência.

Até quando você vai viver assim...? sem tomar uma atitude e por um fim... nesse relacionamento sem futuro... sem respeito... que só faz sofrer. Que te deixa arrasada e só faz doer. Que não tem jeito...!

A vida se divide em fases: igual a lua. Mas, assim como ela, não importa por qual fase se está passando. O mais importante é jamais deixar de brilhar, até mesmo quando passamos por uma fase escura. Por isso, brilhe sempre em todas as suas fases. Porque assim como a lua, você é, e está sempre MARAVILHOSA...!

No balanço do tempo
ao toque do vento
Assim vou vivendo
pra frente correndo

⁠Na mesa ele comeu, bebeu e sorriu, beijou e ainda assim traiu. Cuidado. Judas nunca foi um estranho!

Nunca diga:
"é assim mesmo"
Pois estará aceitando que algo errado continue.