Porque hoje e Sabado Vinicius de Moraes
Visualize e tome posse daquilo que almeja conquistar, e você receberá.
É tempo de se mover para a frente, de empreender e se mover na direção de Deus. Entenda: você tem um destino em Deus.
Não insista naquilo que Deus já o direcionou a deixar para trás.
A gênese da oração é e sempre será ter intimidade com Deus.
Somos movidos por sonhos, gerado por ideias, que se transformam em sentimentos e assim se materializa um propósito, onde não devemos fugir apesar dos pesos e forças contrárias que encontramos no caminho.
Ainda que use flores artificiais,
Você não as poderá regar todas as manhãs;
Ainda que se alimente de sabores artificiais,
Nunca os poderá colher em pés de uvas e maçãs;
Ainda que se criem versos artificiais,
Eles nunca sairão de um coração.
Eludir-se
Das vinhas enraizadas
Corria o sangue,
fruto do pecado original,
Sangue corruptível e devasso.
Na gestação, concebeu discursos,
Justificando os vis atos
A seu modo apologético.
Das causas semeou,
Das consequências colheu
Perenes infortúnios.
Baldado o coletivo,
apelava à autocomiseração.
De si lograria, ao menos,
nem que ínfima simpatia.
O paraíso não está aqui.
Conflituosa escrita
Seguro em minhas mãos um cilindro afunilado vermelho. Com ele percorro as alvas páginas listradas de um diário anônimo, lançando mão de palavras alvejadas de valor. Seu comprimento se estende para além do alcance de minha mão, embora metade do corpo cilíndrico afigura-se circundado por esta, cuja pegada firme não é possível testemunhar, salvo os momentos de afetada intencionalidade: o montante que permanece da vontade subjugada pela mente, que flui sob luz de pensamentos descomedidos.
Flor de lótus
Envolto por uma redoma percebo estar.
Refratam-se os raios de luz que,
ao tocar a borda,
se voltam para os materialistas que aqui vivem,
e cuja visão meu espírito deixou-se apegar,
pois, contrário ao que era aparente,
não havia livre arbítrio, e eles sabiam,
pois assim o desejavam.
Tudo isso, que jaz dentro da redoma,
me acorrenta, iludindo-me,
mas algo me transcende, mesquinho tempo,
para fora dessas paredes cristalinas,
cingindo-me de sensações estranhas,
das quais não me é possível nomear
nem apreender pelos sentidos.
Tudo isso, que jaz dentro da redoma,
turva minha visão, desnorteia-me,
como uma flor de lótus,
mas em guarda me ponho,
ávido por mais uma vez
pôr os pés naquele mundo das ideias,
pois apenas lá meu espírito edifica-se
e permite-se enxergar
aquilo que de belo nunca pôde ver.
Da caverna quero sair,
em busca da verdade.
Compasso
Vasculho pelo lago
traços de meu reflexo que,
Malgrado o aparente nada,
Trepidam,
como que conscientes
de um Primeiro Motor que,
a cada compasso,
conduz o nosso comportamento,
conquanto pensemos estar livres.
Ô cólera
Por que razão te compraz sentir tanto ódio?
Tão facilmente mergulhas em águas ociosas
perambulando por cenários de descomedida cólera,
onde anseias por justificar,
em meio a razões inóspitas,
o seu ódio infundado.
Deixas, por fim, este caminho sinuoso,
assim como um rio que,
a todo momento,
já não é mais,
pois tudo passa, efêmero que é,
e deixa de ser.
