Por Tras da Janela
"Inicio o dia me desarmando,
Deixando para trás o excesso
Do que não foi realizável,
desfazendo as malas do ontem,
Porque dele já não posso levar nada...
Abro as janelas do dia, da vida, da casa,
Para respirar a nova oportunidade:
a dádiva de ser quem sou
e poder ser mais,
ser melhor,
ser feliz!"
(LJ) 🪟☀️
Na afirmação: "Eu sou feliz", trás uma ideia de consumação, que não é verdade, pois somos seres por vir, ou de conformismo que é a negação da nossa condição natural de estar sempre mudando, portanto, ninguém se reduz a um ser feliz.
Cuidado ao puxar alguém para trás quando ela estiver na beira do precipício,amanhã você pode estar no lugar dela e ela não te salvará!
Sempre que olho para trás, vejo um reflexo de uma criança tentando entender um mundo confuso demais para ela.
ENVELOPE DE ARGILA
Por trás das relações interpessoais e das trocas de vibrações ou de percepções da alma a respeito do outro, no banco do observador, estão: o feito, a constância e a acessibilidade do observado.
É essa capacidade de observação ontológica que nos conduz a compreender a dinâmica do divino, que se espalha e se espelha em cada um dos que se permitem olhar, aceitar e se conectar.
Obviamente, alguns, pela capacidade propositiva de colocar o coração na miséria alheia (misericórdia), expandem mais, recebem mais e, por conseguinte, emanam mais.
O triunfo e a complexidade do Deus de Abraão se dão pela razão de Ele ser trino em essência e possuir múltiplas características que se conectam com o objeto do seu amor: o homem. Despindo-se de suas grandezas e imitando o envelope de argila, Ele cura, restaura e religa o homem ao transcendental.
Sergio Junior
A sua saída, nua e crua. Ecoa em meu ser.
O seu sumiço sem olhar para trás, entristece a minha alma. Amar é deixar ir? Será que não te amo? Não consigo te deixar. Eu ainda te espero. Estou sentada na porta de seu coração, sem tocar a campainha. Sem invadir. Quietinha. Apenas esperado o momento em que você abrirá e eu poderei te dizer: “valeu a pena te esperar.”
…
O que você é por trás da tela, esse verdadeiramente é você, às vezes nem isso.
Conhecer é um eterno aprendizado.
Ocupar-me é minha fuga,
um escudo para não pensar.
Nas coisas que deixei para trás,
no que o coração quer guardar.
Mas será que avançar,
sem olhar o que passou,
é o caminho que cura,
ou apenas o que restou?
No retrovisor, enxergo o que deixei para trás, mas à minha frente se abre uma longa estrada cheia de possibilidades.
Sim, pilotar uma moto é mesmo como viver: cada curva traz um novo horizonte.
Não insista naquilo que Deus já o direcionou a deixar para trás.
No alto do abismo a única certeza que restava era a vontade de voar.
Olhei para trás e vi o quanto já havia escalado.
Lembrei dos momentos bons e dos ruins, sem poder dizer quais tive mais.
A subida foi e tem sido difícil, mas o desejo e o dever de crescer sempre foram mais fortes.
Quantos amei ou odiei? A quais estendi a mão ou ignorei? Para quem sorri ou amaldiçoei? Não sei e talvez já não queira recordar.
Tudo o que importa, tudo o que vejo agora, é o horizonte à minha frente.
Estradas brotam como uma miríade de estrelas, largas ou estreitas, pedregosas ou pavimentadas, duvidosas ou sinalizadas, curtas ou infinitas, solitárias ou lotadas, com destino certo ou sem destino algum, mas no final são só estradas e a escolha é de cada um, individual e inescusável.
Então, num impulso me atirei, as pernas esticadas e os braços bem abertos.
Com os olhos fechados senti o vento bater confiante no meu corpo inteiro. Sua voz imperiosa dizia: “você pode”.
Na queda, naquele mergulho vertiginoso, juntei todos os pedaços e, num espasmo de onisciência, entendi tudo, para, no mesmo instante, poder esquecer. Estava voando.
