Por Tras da Janela

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Correria

Pela janela do ônibus meu olhar distante,
Nos óculos escuros tão forte incidia,
O Sol de sua luz tão ofuscante,
A ganhar todos os muros e gritar o meio dia.

A agenda rabiscada marca o sétimo OK!
Almoço em dez minutos é tão prejudicial.
Da diária jornada nem no meio eu cheguei.
Nesse rítimo maluco eu vou até o final.

Na minha playlist não ficou nada calmo.
A batida só consiste em me fazer acordar.
Aprecio um novo hit enquanto checo um saldo.
Depois de alguns clicks cinco sites a logar.

Eu passei a madrugada de olhos abertos.
O despertador é o primeiro som do dia.
Sobre a toalha rendada meu café esperto.
Forte em fé no Senhor eu volto para correria.

Tarde de domingo com chuva


Pela janela, sinto o calor passar pelo meu rosto,
Lá fora as andorinhas voam felizes esperando a chuva chegar.


Lá longe as nuvens vem vindo, e aquele dia lindo, começa a nublar.


A previsão era de sol, mas não tem problema,
Chuva no domingo é como um poema, feito do céu para a terra.


É um anuncio de abundância, relembrando os tempos de criança, quando corria na chuva a brincar.


Tarde de domingo com chuva é uma oportunidade para com a vida se conectar.


@eu.ros7

Fechei a janela pra me proteger da chuva, mas a tempestade acontecia do lado de dentro da janela e não do lado de fora.

Às vezes
não é um livro.
É só uma janela
no mundo que você
pode carregar na sua bolsa.

Cada palavra nova é uma janela aberta.

DIVERSÃO


O amor sorrateiro
Ė como um menino faceiro
Pula janela, invade quintais
Brinca no parque, se faz de tonto
Cai e levanta
E não tem tombo que chegue
É corajoso, não teme ninguém


* Poesia selecionada e publicada em 1º lugar pelo Concurso Poesia
Premiada, em 2019

Quando o sol sair, quero abrir a janela.
Olhar o infinito, quero voltar a sorrir.


Danilo Strada

⁠A alegria do recomeço está na luz do sol que bate à minha janela.

Educar é transformar cada olhar em janela.

A escola


Era uma escola tão bem fechada,
Porta e janela sempre trancada.
Ali se entra só com permissão,
De quem vigia o saber e a ação.
Não tinha espaço para escutar,
Quem era outro tinha que calar.
O saber preso na condição,
De diagnosticar, não dar a mão.
Mas foi erguida com muito esmero,
Pra ser espelho de um mundo severo.


Fonte: Arthur Ian Teodoro Barbosa


Adaptação da canção de Vinicius de Moraes “A casa”

Hoje a noite está escura e chuvosa. Abro a janela o silêncio la fora e profundo, fico a imaginar; quato tempo será que ainda tenho para transitar por esse lado da vida. Me deito abraço meu fiel travesseiro dos sonhos. Então ouço sua voz que me diz vem comigo penetre nessa escuridão vem me ame como você quiser me ame pra sempre me envolva em seus braços com calma sem pressa esqueça das horas, tua voz tão linda ecoa em meus ouvidos, sufocado pelo desejo a saudade me inflama, resolvo te abraçar mais esqueci a janela aberta os raios de sol ja clareia meu quarto você se foi, ficou apenas a saudade que sinto de você . Boa noite .

VOCÊ MEU CALENDARIO


O vento passa na janela
Calendário que se foi


Vidas imaginário colorido


Amor
Dolorido de
ciúme


Desbotado, sem perfume


Passos de idas
Passos de volta


Acolho teu caminhar
No meu peito


Em uma paixao
Que não me solta

Hoje, o Sol entrou novamente pela janela. Ela, ainda fria pela madrugada. Ele, porém, já trazendo calor e vigor para minhas células famintas. Desde o início de tudo é assim. Ele não esquece de surgir. Não perde a hora. Não se atrasa. Mesmo, às vezes, obscurecido por nuvens passageiras, ele está lá. Para todos. Britanicamente. Assiduamente.

Um dia a janela pisca;

Um sol nublado,

farol fazendo a curva.

Uma mensagem descuidada.

Um dia alguém lembra;

da risada desvelada,

do abraço que encaixa

no vazio umbilical.

Um dia ainda vale a pena.

Olhar o outro,

ao invés do espelho,

e ver.

VOCÊ MEU CALENDARIO


O vento passa na janela
Calendário que se foi


Vidas imaginário colorido


Amor
Dolorido de
ciúme


Desbotado, sem perfume


Passos de idas
Passos de volta


Acolho teu caminhar
No meu peito


Em uma paixao
Que não me solta

“Há sempre um sol esperando o momento de brilhar dentro de nós — basta abrir a janela da coragem.”

A MINHA JANELA


Deixo sempre aberta
Assim vejo o Sol nascer
O tempo correndo
Até o escurecer.


Posso ver a noite de luar
Na imensidão da minha janela
Vejo toda a natureza
Pintada em aquarela.


Com minha janela aberta
Entra cheiro de flor
O vento sussurrando
Espantando o calor.


Posso ver o mundo tão belo
Até onde minha vista alcança
A saudade de um balanço
No meu tempo de criança.


Ouço o canto de passarinhos
A estrada e a cancela
A brisa que passa trazendo
Cheiro de cravo e canela.


Olho e não me canso
Esse mundo de magia
Um mundo de paz e canção
Salpicado de poesia.


Irá Rodrigues.

Manhã de Nostalgia


Amanheceu chovendo, o vento batendo
nas frestas da janela, e os sábias num canto antigo de carinho.
O mundo lá fora se veste de cinza e calma,e aqui dentro, o tempo se aninha na alma.


Entre o barulho da chuva e o frio que vem, surge a vontade doce de não levantar também.
O edredom é refúgio, ninho, lembrança,
traz o aconchego macio da infância.


O cheiro de café invade o ar devagar,
como quem chega para te acordar sem te apressar.
É perfume de vida, de casa, de história,
mistura de sonho com memória.


Um abraço dengoso e o pé quentinho completa o cenário, como se o amor fosse o próprio horário.
E o dia começa, sem pressa, sereno...
Ignoro o relógio, volto a dormir,
porque hoje quero voltar a ser um garoto pequeno.

Quis olhar através de sua janela.
Mas você tentou ocultar do sentinela.
Procurei entender o obscuro,
Mas mostrou-me não ser teu futuro.

Reconexão.


À beira da janela, onde a luz me encontra,
Em meio ao verde que sereno me acalma,
Sento e respiro, a vida que desabrocha,
Um elo invisível entre a alma e a palma.


​O sol em meu rosto, um beijo de calor,
Dourando a pele, aquecendo o coração,
Sinto a energia, o divino esplendor,
Em cada folha, em cada pulsação.


​Monstera gigante, samambaia sutil,
Testemunhas mudas do meu despertar,
Raízes profundas, um laço tão gentil,
Com a terra que nutre, com o ar que me faz sonhar.


​No reflexo quieto, um olhar que se busca,
Entre o externo e o interno, a verdade se aclara,
Reencontro o eu, a essência que nunca caduca,
Nesta dança da vida, a melodia rara.


​Crescer e florescer, como a planta que vejo,
Buscar a luz, nutrir-me de amor e paz,
Com a natureza em mim, um eterno desejo,
De ser completo, de ser quem sou, e nada mais.