Por muito Tempo Pensei
Saudades
Oh saudade daquele tempo
Tempo que não volta
Tempo que decepção era de perder nas brincadeiras
Tempo que ramos viravam bandeiras
Tempo que beijo curava arranhão
Tempo que meias viravam bolas de queimada
Tempo que não tinha preocupação
Tempo que abraço de mãe era melhor que pomada
Saudades daquele tempo
Aquele tempo que eu queria crescer
Nem sabia que eu não sabia o que era sofrer
Hoje cresci
Minhas asas bati
Senti dor,amor,sorri e chorei
Passei por coisas que nem acreditei
Olhando para mim vejo as marcas da caminhada
E assim agradeço a Deus
E guardo no peito a saudade.
A tristeza é um companheiro silencioso que, com o passar do tempo, nos ensina a arte da resiliência; é nas suas sombras que encontramos a profundidade do nosso ser, e ao permitir que o tempo cure as feridas, descobrimos que cada lágrima derramada é uma semente de crescimento, preparando-nos para a luz que inevitavelmente virá.
Teu sorriso me ilumina, o teu abraço me faz viajar, contigo perco a noção do tempo, minhas dores e tristezas se vão como vento, quem me dera se eu pudesse te dar todo o amor que tenho aqui dentro.
“O tempo, às vezes, nos obriga a esperar. Não por fraqueza, mas para que a resposta venha com a força da maturidade diante do desprezo.”
“Há quem confunda paciência com fraqueza. Mal sabem que o tempo revela tudo — e quando voltarem, já será tarde: o acesso foi encerrado.”
Um Perdão Chamado Tempo
Chegar até esta fase da vida, não foi fácil.
Teve dor.
Teve silêncio.
Teve dias em que o tempo parecia inimigo.
E noites em que o passado doía mais que a ausência.
Mas, ao longo do caminho, algo foi mudando.
Pouco a pouco, sem pressa.
O tempo foi deixando de machucar…
E passou a ensinar.
Perdoar não foi esquecer.
Foi lembrar sem sangrar.
Foi olhar para trás com olhos mais leves.
Com a coragem de quem entende que não dá pra
mudar o que foi,
mas dá pra transformar o que ainda será.
O tempo não apagou as memórias,
mas suavizou as arestas.
Não resolveu todos os conflitos,
mas me ajudou a entender que alguns nós não se
desfazem — se aceitam.
E foi nesse aceitar que nasceu o perdão.
Não o perdão dito da boca pra fora.
Mas aquele que vem de dentro, com paz, com verdade.
Perdoei quem me machucou.
Perdoei quem não soube me amar.
Perdoei o que a vida tirou.
Perdoei os instantes perdidos.
E, principalmente, perdoei a mim.
Perdoei o tempo que eu achei que perdi.
E percebi que, na verdade,
o tempo nunca foi contra mim.
Ele só esperava que eu estivesse pronto.
Porque o tempo — quando é vivido com amor, com
entrega, com presença —
tem um nome diferente.
Ele se chama perdão.
O vazio do oceano
Tão profundo quanto o vazio humano.
Gotas geladas.
Mas ao mesmo tempo, tão quentes como lágrimas.
"Onde o Eu Se Desfaz no Nós"
por Sezar Kosta
Na esquina do tempo, onde o sol não se apaga,
nasceu um silêncio que fala, um espaço sem pressa,
um cálice de alma que transborda em nós —
e o meu peito, antes ilha, virou mar,
onde seus olhos naufragam em festa.
Foi ali que o “eu”, cansado e só,
deixou a máscara e se fez ponte,
um traço de luz sobre a água escura,
onde o desejo se fez verbo e se fez canto,
e o medo, enfim, se tornou esperança.
Ah, o amor! — esse rio desobediente,
que não cabe em palavras, nem em rimas simples,
que nasce da terra bruta do silêncio interior,
e cresce, selvagem, entre as pedras do tempo,
até que o mundo inteiro se curva ante o seu encanto.
Naquele lugar, o corpo se fez verbo,
a pele, poema; a respiração, canção,
e o coração, esse velho marinheiro,
aprendeu a navegar na imensidão do outro,
sem perder de vista a luz da própria estrela.
Se o mundo era antes um espelho quebrado,
hoje é um quadro pintado a duas mãos,
cheio de cores que só o amor sabe misturar —
o teu riso, meu abrigo; o teu silêncio, meu verso;
e a certeza de que o “meu” é sempre “nosso”.
Por isso volto, noite após noite,
a essa ilha onde o tempo se desmancha,
para regar a flor que a vida plantou,
onde o amor não se prende, apenas se entrega —
e o eu se dissolve, suave, no abraço do nós.
“Quando o Tempo e o Amor se Perdem”
por Sezar Kosta
\
Há momentos em que o tempo escorre —
não como inimigo, mas como rio que não se detém.
E o amor, por vezes, se cala —
como se esperasse, do silêncio, a resposta que nunca veio.
\
O tempo não julga: apenas passa.
Leva os encontros que hesitamos,
as palavras que se perderam na curva do medo.
\
O amor, esse alquimista inquieto,
arde e apaga, sopra e acolhe,
pedindo apenas que o deixemos ser:
inteiro na entrega, livre na partida.
\
Entre um e outro, estamos nós —
navegantes em mares que não cessam,
ora movidos pela pressa,
ora ancorados pela dúvida.
\
Mas a vida, essa mestra paciente,
sussurra que não há vitórias no atropelo,
nem derrotas na espera.
\
Faltou tempo? Talvez.
Faltou amor? Talvez.
Mas o que resta é o instante que floresce,
como uma pétala que se abre só para quem tem olhos de ver.
\
O agora é o único lugar
onde o tempo e o amor se despem,
onde o toque tem valor eterno,
e o recomeço é um gesto sagrado.
\
Sou aprendiz dessa dança sutil,
e descubro — sem pressa, sem medo —
que o infinito cabe num instante.
\
Porque tudo é possível
quando se escolhe, de novo, amar.
E esperar.
Sem garantias, mas com fé.
As lembranças, ah, como são fascinantes! Elas não são apenas ecos de um tempo que passou, mas a argamassa que sustenta a construção da nossa identidade.
Quando já não havia tempo pra nada, a felicidade chegou, chegou mas não ficou, não ficou porque já não havia mais tempo pra ser feliz.
Recomeço de Amor
Era um amor antigo, gasto pelo tempo, mais ainda vivo. As palavras se repetiam, os gestos já eram rotina e mesmo assim, havia calor no olhar. Não era mais paixão, era afeto maduro que aquecia devagar.
Num dia comum, decidiram recomeçar. Não esqueceram o passado , apenas escolheram colorir o presente com novas intenções . Voltaram a se olhar como antes, a rir de novo, a redescobrir um no outro o que pensavam ter perdido.
É assim, o amor velho se fez novo, não por mudar de história, mas por mudar o jeito de amar .
Instante de Felicidade
É quando o tempo esquece do tempo,
e tudo cabe num suspiro leve:
o riso solto sem nenhum lamento,
o agora inteiro que nunca se atreve
a prometer mais do que entrega.
Felicidade não grita, sussurra.
É cheiro de pão na manhã que escura
vai se rendendo à luz que se achega.
É o toque breve, quase distraído,
mas que acende em nós o sentido.
Talvez more num olhar que entende,
num silêncio que acolhe e não fere,
numa lembrança que sempre se rende
a voltar como se nunca partisse.
É fração do dia, fragmento de tudo,
um átimo de paz no meio do mundo.
E, mesmo quando vai embora,
fica escondida na memória.
Demorei para enxergar o mundo por outros ângulos. Vivi muito tempo presa em crenças limitantes, julgamentos e na busca pelo que era 'certo' ou 'errado'. O mais doloroso? Usei essas crenças contra mim mesma, nunca me sentindo boa, bonita ou capaz o suficiente.
Sempre tentando agradar a todos, não sabia dizer 'não' e me anulava, suprimindo meus desejos e necessidades. Isso me levou a um vazio profundo e uma sensação de falta de autenticidade. Carregava culpas e responsabilidades que não eram minhas, acreditando que precisava cuidar dos sentimentos e bem-estar de todos.
Ontem, uma amiga me perguntou se já consigo dizer 'não'. Percebi que isso faz parte de crescer e amadurecer. Não nascemos mulheres; nos tornamos mulheres. Entendi que a anulação da 'boazinha' está ligada ao medo da rejeição e à falta de reconhecimento do próprio valor.
Liberar-me das lealdades invisíveis e padrões familiares não foi fácil, mas necessário. A constelação familiar me ajudou a enxergar que posso seguir meu caminho sem culpa ou medo de desapontar os outros.
Agora, estou em um processo de cura, resgatando minha autenticidade e aprendendo a viver de acordo com quem realmente sou. Se você se identifica com essa jornada e precisa de apoio para resgatar sua autenticidade e viver de forma mais plena, estou aqui para te ajudar. Agende uma sessão comigo e vamos juntas trabalhar essas questões.
29/08/2024
Karina Megiato
_KM_
Já foi o tempo em que ouvir sua voz era tudo o que eu mais queria.
Ficar esperando uma ligação, uma mensagem sua, era o meu ritual diário.
O coração acelerava a cada notificação… só pra no fim descobrir que não era você.
Você não atendia.
Não respondia.
Não se importava.
Eu te dei prioridade, tempo, sentimento e entrega.
E em troca? Fui tratado como uma vírgula em uma frase que você nunca quis terminar.
Mas o tempo, ah… o tempo ensina.
Hoje eu aprendi a ficar sem ouvir sua voz.
Já não corro mais até o celular esperando algo seu.
Não ligo, não mando mensagem, não espero.
O amor que eu tinha — puro, real, sincero — você jogou num labirinto sem saída.
E me deixou preso em sentimentos que nem eu sabia nomear.
Fiquei confuso, vazio… tentando entender o que você fez com tudo aquilo.
Um dia ouvi uma frase:
“Quem não sabe o que quer, perde o que tem. E no fim, percebe que era tudo o que mais queria.”
Forte, né? Pois é.
Agora você reclama porque me afastei.
Porque não te procuro mais.
Porque parei de lutar por alguém que nunca esteve na guerra comigo.
Mas entenda uma coisa:
Você não deveria perguntar por que eu mudei.
Deveria se perguntar por que você me perdeu.
As escolhas foram suas.
As consequências… também serão.
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